Oi, gente!
Hoje vou falar de CORAÇÕES FERIDOS da LOUISA REID, o quarto livro do mês de
setembro que li da NOVO CONCEITO.
Há algum tempo vi
um blog (não me lembro qual, sorry) falando sobre CORAÇÕES FERIDOS, e que a
NOVO CONCEITO havia adquirido os direitos. Fiquei bem ansiosa por ele e
vibrei de alegria quando apareceu nos livros de setembro. Deixei-o para ser um
dos últimos, pois tinha certeza que iria adorar. Até gostei, mas não foi tudo
aquilo que eu imaginava.
A narrativa de CORAÇÕES FERIDOS é feita em primeira
pessoa; ora por Rebecca, que nos dá um panorama da vida das irmãs durante o
presente, após a morte de Hephzi; ora por Hephzi, que nos conta sobre o passado,
antes de sua morte (óbvio). Rebecca é a irmã que possui a síndrome, e é impossível
não morrer de amores pela personagem. Apesar do ambiente que vive, ela é doce,
protetora, inteligente, e sempre acredita em um futuro melhor. Já Hephzi me
irritou no começo de sua narrativa. Em muitas partes ela contou como desdenhou
da irmã, que estava sempre a protegê-la, isso fez com que eu pegasse birra da
garota.
A partir disso,
ansiei por ler o que Rebecca tinha a dizer, mas não me interessei muito por
Hephzi, pois em muitos momentos ela se portou como qualquer adolescente normal.
Ok, entendo que esse era o maior desejo da menina, principalmente por causa dos
pais que tinha, mas sabe quando você pensa que um livro será completamente
profundo e aterrador, que te levará as lágrimas e fará seu coração se sentir
dilacerado? Era exatamente isso que eu esperava encontrar em CORAÇÕES FERIDOS. Mas achei muitas
passagens rasas e medianas.
A narrativa também
demorou para expor de forma crua os pais das garotas. ADORO livros que falam de
religião e que têm fanáticos. Gosto de ver como os autores trabalham com esse
fanatismo e ver o que as personagens são capazes de fazer em nome de sua fé. Os
pais das meninas são terríveis! Muitas vezes fiquei irritada com a situação e
queria tomar uma providência.
No entanto, apesar
de tudo isso, não senti a emoção me dominar. Não senti que fiquei comovida ou
com o coração apertadinho. Até então achei a leitura mediana, mas a curiosidade
sobre a morte de Hephzi me fez querer prosseguir, foi então que fiquei
HORRORIZADA. Isso pra dizer o mínimo!
Os momentos finais
da garota foram angustiantes. Ler a razão de sua morte me causou imenso
desespero e revolta. Tudo aquilo que ansiei durante todo o livro esteve
presente ali, naquelas poucas páginas. Foram nelas que senti a verdadeira
crueldade dos pais fanáticos, foi ali a gota d’água do aceitável. Foi ali que
desejei imensamente o mal daquele casal. Foi ali, com aquelas revelações, que
desejei que eles tivessem um castigo, um bem grande, e pagassem por seus
crimes. Porque, sim, o que eles fizeram durante anos e anos com as filhas, é crime!
Um crime cruel e sádico, que passou despercebido apenas pela posição religiosa
de Roderick, o famoso lobo em pele de cordeiro.
Este final fez
valer o livro. E como fez! Se antes eu não conseguia me sentir tocada com a leitura,
após essas páginas mudei completamente de opinião.
Vocês devem estar achando
estranho o fato de eu ter dado apenas 3 estrelas no Skoob para o livro, já que
disse que o final fez valer a pena. Mas é aquilo, não posso julgar só pelo
excelente final, dei a nota pensando em dois motivos: os primeiros já citados
acima, pois não posso esquecer o começo e o meio na hora de avaliar; e o
segundo por causa do Português.
Peço que me perdoem, mas sou EXTREMAMENTE
chata com a Gramática nos livros. Um errinho ou outro, beleza, é normal,
afinal, imaginem quantas e quantas páginas um revisor não lê por dia para
cumprir prazos? O problema é que excessos me incomodam tanto, que chegam a me
perturbar (é sou louca). CORAÇÕES
FERIDOS tem um uso exagerado, e muitas vezes errôneo, de Colocação
Pronominal. Foram tantos: “pediu-me, fez-me, perguntou-me, colocou-me,
tirou-me, levou-me... –me, -me, -me” que eu não conseguia mergulhar na leitura.
Acredito até que esse tenha sido um dos motivos que fez com que eu criticasse o
início do livro e dissesse que ele não foi bem o que imaginava, porque a
situação me irritou tanto que fiquei procurando erros em vez de deixar a
leitura fluir e mergulhar no que as personagens contavam.
Ok, vocês devem
estar pensando: “que menina chata!” E realmente entendo, pois sei que sou um
completo purgante em relação a isso. Como disse, se fossem errinhos eu nem
comentaria, mas excessos não permitem que eu fique quieta. Isso me incomodou
tanto que pensei em abandonar a leitura antes de chegar à página 50. Sei que no
Brasil, quando o verbo não está no início da frase, que torna a ênclise
obrigatória, pode-se usar ou a ênclise ou a próclise, mas vamos combinar: CORAÇÕES FERIDOS é um livro que fala de
duas meninas simples, que foram frequentar a escola aos 16 anos, e que antes
eram educadas em casa, de forma precária, pela mãe; então por que encher de
ênclise as palavras dessas meninas? A linguagem ficou parecendo pomposa demais
para as gêmeas. Sou chata e não gostei disso! #ProntoFalei
Se você é do tipo
que não se apega a picuinhas, tenho certeza que vai amar CORAÇÕES FERIDOS, mas se sua chatice tem um grau elevado, como a
minha, acho que não vai conseguir deixar que isso passe despercebido.
FICHA DO LIVRO
LOUISA REID
Editora: NOVO CONCEITO
Ano: 2013
Nº págs: 256
Gênero: Drama
Esperando loucamente que meus lançamentos de setembro cheguem logo! Espero que não seja um livro que generalize e critique todos os religosos, porque isso é muito irritante.
ResponderExcluir@mmundodetinta
maravilhosomundodetinta.blogspot.com.br
Oi, Clara. Pode ficar tranquila. O fanatismo religioso é explorado nos pais das meninas. Que são doidos de pedra, juro!
ExcluirSério que não é tudo aquilo? Que pena! Eu estava bastante interessada, e sou "chatinha" que nem você.
ResponderExcluirAbraço!
http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/
Mari, se você é chata, somos duas! Vi outro dia que você postou a resenha, mas não vim ler para não me influenciar. Agora, que postei a minha resenha, vim ler a sua e percebi que nossas opiniões são iguaizinhas! Também senti que foi superficial o livro. Não consegui chorar, nem me emocionar. Fiquei horrorizada com o final, mas já estava com o coração duro nesse momento e não consegui chorar. E foi muito rápido! E os Pais... senti falta de se falar mais deles, de mostrar mais as atitudes deles. Havia pouco disso, poucos diálogos e o pouco que sabíamos era das meninas contando, mas falando só, não descrevendo as cenas...
ResponderExcluirE esse monte de "me" irritou mesmo. Até destaquei na minha resenha um erro horroroso: de tanto "me" teve uma hora tava escrito "me deixou-me". Afffffff, tive que me coçar nessa hora, porque argh, não dá, não dá.
Fiquei decepcionada. Esperava muito desse livro, esperava chorar pra caramba e não foi isso que aconteceu.
Agora, pede pra Valentina "Passarinha". Esse é um rio de lágrimas.
Ka, tb achei que seria um livro de cortar o coração, mas como você disse, fiquei tão irritada com o Português, que não consegui mergulhar na história. E também acho que faltou muita coisa na narrativa.
ExcluirEu li Passarinha e postei a resenha, mas também não chorei, rs. E olha que sou manteiga. Mas tive bons motivos para não chorar :)