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3 de julho de 2015

RESENHA: JOGADAS DE ABERTURA - Steven James (Ed. Nacional)



Boa tarde, pessoal!

Hoje vou falar sobre o melhor gênero literário que existe: policial, claro. E também vou falar do meu autor favorito do gênero, e também da melhor série policial de todos os tempos *_* Obviamente, estou falando do STEVEN JAMES e de seu mais novo lançamento pela Editora NACIONAL: JOGADAS DE ABERTURA.

Jogadas de aberturaJOGADAS DE ABERTURA
STEVEN JAMES
Série: Os Arquivos de Bowers
Editora: NACIONAL              
Ano: 2015
Nº págs: 416
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Nos livros da série, Patrick Bowers, um agente especial do FBI, impediu a ação dos mais cruéis assassinos seriais já imaginados. Agora Steven James leva o leitor de volta ao passado, para o assustador início da carreira Bowers. Milwaukee, 1997. Em uma cidade ainda assombrada pelos crimes de Jeffrey Dahmer, uma série de terríveis sequestros e mutilações leva as autoridades para um caso nunca antes visto. A polícia acredita que um imitador de Dahmer está à solta. Mas Patrick Bowers, então um investigador de homicídios da polícia, suspeita de que exista algo além do que apenas uma homenagem ao infame canibal. Quando descobre que os crimes assombrosos fazem referência a alguns dos assassinos mais macabros e notórios dos Estados Unidos, a investigação se desenrola em uma espiral de pesadelos, manipulações, brutalidade e terror. Valendo-se de avançadas técnicas de investigação, Bowers precisa desmascarar um assassino que não irá parar até que sua mensagem seja ouvida pelo mundo. Arrepiante, audacioso e cheio de reviravoltas, Jogadas de Abertura é um livro imperdível para os fãs de Steven James e do agente Patrick Bowers.

Quem acompanha o blog sabe que vira e mexe eu falo do STEVEN JAMES e de sua magnífica série, OS ARQUIVOS DE BOWERS. Sempre que posso insiro algum dos livros da série na seção LISTAS, sempre que alguém me pede indicação de livro policial indico essa série e praticamente todos os dias da minha vida entro no site oficial do autor para ver se ele resolve continuar a série por muitos volumes mais. O problema é que todos os volumes levam nomes relacionados com o jogo de xadrez, e as peças já acabaram, mas sei lá, não ligo se ele inventar coisas, escolher outro jogo de tabuleiro, qualquer coisa, essa série não pode ter fim!

Pronto, chorei meu pranto e me desesperei, mas foi só para que vocês entendam o altíssimo grau de amor que tenho por essa série e pelo seu protagonista, Patrick Bowers. A razão de eu o amar tanto é o fato de JAMES ter sido muito foda na criação de seu personagem, que sai do comum dos investigadores, pois além de não ser um beberrão e viver eternamente atrás da mulher que o abandonou, ele também tem um diferencial em sua carreira, que é descobrir os criminosos através dos locais dos crimes. Desde que li O PEÃO fiquei completamente fascinada pela série, e ter agora JOGADAS DE ABERTURA em mãos só me fez querer relê-la o mais breve possível! A razão? É que apesar de esse ser o livro de número seis na série, ele conta a história de Patrick antes de O PEÃO, ou seja, apesar de lançado depois, na ordem cronológica ele seria o primeiro, e que primeiro!

Em JOGADAS DE ABERTURA somos apresentados a Patrick Bowers, não o Patrick Bowers do FBI de todos os outros livros, mas ao Patrick policial comum. Sim, o livro vai explorar o início da carreira do investigador e como ele fez para, com a ajuda de um agente do FBI, encontrar um serial killer de mil facetas, em que seu modus operandi era sempre diversificado, pois ele matava para homenagear grandes assassinos (da vida reaaaaal!!!!).

Um dos motivos pelos quais morro por causa dessa série e pelo STEVEN JAMES é por causa do talento do homem em misturar ficção e realidade em um livro policial. Se O PEÃO me conquistou por inserir no meio de seu magnífico enredo o massacre de Jonestown, JOGADAS DE ABERTURA me arrepiou ao mostrar a faceta de muitos serial killers que aterrorizaram os Estados Unidos, como por exemplo, Jeffrey Dahmer e Ed Gein. Isso só para citar dois deles, pois o livro aprofunda na história do estado do Wisconsin e dos matadores que de lá saíram. Acho que o estado deve ter algo ruim, pois não foram poucos os lunáticos que vieram de lá :S

O livro em si já é fabuloso e medonho, mas o início já é uma bofetada na cara do leitor, pois JAMES expõe uma experiência que seu próprio pai vivenciou com um serial killer. Como esse relato vem logo no início do livro, fica impossível não lê-lo com avidez e desespero, afinal, sabemos que a mistura com a realidade será bastante intensa e aterradora. Quando terminei o livro, por mais envolvida que tivesse com a história, juro que não conseguia tirar esse relato da cabeça, e fiquei me perguntando se foi esse o fato que impulsionou JAMES a ser autor de livros policiais. O fato em si nem é dos mais terríveis, mas deixa o leitor balançado por se ver mais próximo da realidade que de fato gostaria.

Mas voltando puramente a ficção... JOGADAS DE ABERTURA tem um enredo soberbo, que apresenta de forma magnânima tanto Patrick, o protagonista, como um dos vilões, que será uma pedra no sapato do investigador por muitos anos mais e que ganha um maior destaque em O PEÃO. Não vou negar que senti um prazer extremo ao ler sobre esse matador, isso porque ele realmente é o vilão mais interessante da série, o assassino mais frio, mais inteligente e mais amedrontador. E ele é o caso do vilão que quando não aparece em cena nos deixa com uma pontinha de saudade, pois sabemos que o cara tem carisma para ajudar a sustentar a trama.


Amei JOGADAS DE ABERTURA, amei ver como Patrick deu início a sua carreira e como ele encontrou o mais temível dos vilões. Foi uma leitura magnífica que só me fez morrer de vontade de reler a série de acordo com a cronologia. O melhor de tudo é que da finalização desse volume até o livro O PEÃO, existe uma brecha no tempo, são 10 anos que separam uma história da outra, e imploro dia e noite para que JAMES explore esse espaço de tempo e apresente mais aventuras de seu destemido e genial detetive. Quero e preciso de mais uns vinte livros dessa série. Que JAMES não deixe que XEQUE-MATE seja verdadeiramente o fim L Quem ainda não leu, toma vergonha na cara e corre ler! A-GO-RA! Série mais foda de todos os tempos! <3


26 de agosto de 2014

RESENHA: PLACEBO - Steven James (Ed. Nacional)



Boa tarde, pessoal!

A resenha de hoje é do meu gênero favorito: policial, e do meu autor favorito do gênero: STEVEN JAMES <3 Vou falar sobre PLACEBO, lançado pela editora NACIONAL.

PlaceboPLACEBO (Vol.1)
STEVEN JAMES
Série: A Experiência de Jevin Banks
Editora: NACIONAL              
Ano: 2014                  
Nº págs: 384
Gênero: Policial

SINOPSE: Ilusionismo, ciência e magia negra. Uma combinação improvável, com resultados eletrizantes. Ao investigar um polêmico centro de pesquisa neurológica para seu programa televisivo, o ex-ilusionista Jevin Banks descobre uma conspiração envolvendo o Pentágono e uma das maiores companhias farmacêuticas do mundo. Jevin está atrás de respostas, não apenas sobre o duvidoso programa de comunicação telepática e o que está por trás dele, mas também para a tragédia familiar que ele sofreu. Placebo explora os limites da ciência, da consciência e da fé. Este livro leva o leitor a uma jornada intensa, em um mundo onde homens de negócios, políticos e militares atuam por trás dos panos o tempo todo, e nada é o que parece ser! 

Desde que li O PEÃO, primeiro livro da série OS ARQUIVOS DE BOWERS, do JAMES, fiquei apaixonada pelo autor. Considero que hoje a editora NACIONAL é a responsável por lançar a melhor série policial da atualidade, e agora, depois de ler PLACEBO tenho que dizer que a editora é responsável por lançar as duas melhores seres policiais do momento, ambas do JAMES.

O que mais gostei em PLACEBO foi a impossibilidade de comparação com a série anterior. A única coisa passível de comparação entre as duas séries são as pessoas das narrativas, pois em ambas temos o personagem principal contando sua história em primeira pessoa, e outros fatos acontecendo, esses narrados em terceira, mas as comparações terminam aí, pois PLACEBO não é uma série puramente policial, ela pende também para o lado da ficção científica, falando sobre conexão entre pessoas através do pensamento, poder de ação e reação através da mente, e vários outros fatores; se fosse para fazer uma comparação, diria que PLACEBO lembra bastante o seriado FRINGE, mas, obviamente, não deixa de ter a pegada de ação dos livros policiais, nem de explorar o lado político que envolve os experimentos.

O protagonista é bastante diferente e deixa a história ainda mais soberba, pois ele não é um policial, detetive, investigador ou alguém ligado a lei, pelo contrário, ele é um ilusionista! Isso mesmo, um David Copperfield, rs. Sua especialidade é o escapismo e ele consegue sair dos mais diversos locais, nem sempre ileso. A única característica que o personagem tem em comum com os diversos heróis desse gênero é sua vida pessoal. Ele é viúvo (como muitos dos protagonistas policiais são) e mesmo depois de passado algum tempo ainda sofre pela morte da ex-mulher e dos filhos gêmeos, contudo, mesmo nessa mesmice, JAMES conseguiu apresentar um diferencial, pois Jevin não é um viúvo comum, e isso vocês vão ter que ler para descobrir, pois obviamente não vou contar :D

O enredo é magnífico e fabuloso, mas não vou enganá-los dizendo que não me senti confusa com algumas explicações científicas. Por mais que o autor tenha tentado explicar tudo de forma fácil e compreensível aos leigos, ainda assim senti minha pobre cabecinha dando um nó :S

Quando o Pentágono e o presidente americano foram inseridos na história, para mim,  PLACEBO ganhou um novo fôlego e se tornou mais interessante do que já estava. Já comentei aqui no blog e repito: tenho fascínio por obras que falam sobre presidentes americanos *_*

Mas, apesar de ter achado tudo muito incrível, foram duas as coisas que me chamaram mais atenção e fizeram com que passasse a achar PLACEBO uma série tão excelente quanto OS ARQUIVOS DE BOWERS. A primeira: os insetos. É nojento, eu sei! Mais nojento ainda vai ser quando vocês lerem sobre as vespas e baratas; ainda assim é uma parte fascinante e que prendeu minha atenção de um jeito incrível! Sadismo a parte, foi uma das melhores partes. Segunda: Riah, ou melhor, Dra. Riah, de longe a melhor e mais fascinante personagem de PLACEBO. Também não vou contar as razões, mas seu passado me tirou o fôlego e sua personalidade me arrepiou até o último fio de cabelo. Mulher incrível que promete muito para a continuação. Achei até que ela e sua história é que mereciam ser as protagonistas. Quem sabe isso não acontece em algum próximo volume da série... Estou torcendo.

E como é de praxe nos livros do STEVEN JAMES, vocês devem estar preparados para uma miscelânea incrível de assuntos: ligação entre irmãos gêmeos, indústria farmacêutica, assassinos treinados, maldições, vodu, pesquisas médicas reais e muito mais. É absolutamente incrível a forma como ele consegue unir tantos elementos.

Para quem gosta de livros policiais inteligentes, STEVEN JAMES é o autor certo! A cada livro amo mais esse homem. Espero que a editora NACIONAL lance em breve a continuação de PLACEBO, estou louca para conferir. Livro verdadeiramente EXCELENTE! Claro que foi para os favoritos *_* Super recomendo! <3




16 de julho de 2014

RESENHA: A RAINHA - Steven James (Ed. Nacional)



Oi, gentes!

Hoje vou falar sobre o livro mais aguardado por mim nesse semestre: A RAINHA, do STEVEN JAMES, lançado pela editora NACIONAL.

A RainhaA RAINHA (vol.5)
STEVEN JAMES
Série: Os Arquivos de Bowers (Não precisa ser lida na ordem)
Editora: NACIONAL              
Ano: 2014                  
Nº págs: 520
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: O plano criminoso para assumir o comando das ogivas atômicas de um submarino nuclear da Marinha norte-americana está seguindo a todo o vapor e o agente Patrick Bowers precisa impedi-lo a tempo de evitar uma crise mundial e um grande desastre. Ao investigar um misterioso caso de duplo homicídio em uma cidadezinha isolada no norte de Winsconsin, Bowers se vê em uma trama que vai ficando maior a cada passo da investigação. Ele precisa descobrir logo qual a ligação entre o assassino russo de métodos brutais, o grupo de ambientalistas radicais e seu antigo inimigo, o serial killer Richard Basque. Ao mesmo tempo, um drama familiar envolvendo seu irmão e sua cunhada irão forçar Bowers a resolver antigos conflitos para que a vida de todos possa seguir em frente. Passado, presente e futuro estão em jogo neste que é o livro mais explosivo da série até agora! 

Quem acompanha o blog já deve ter visto eu falar do STEVEN JAMES em algum momento. Desde que fechei a parceria com a editora NACIONAL e tive contato com o primeiro livro do autor, O PEÃO, coloquei STEVEN na minha lista de autores policiais preferidos. NINGUÉM escreve como esse cara! Seus enredos são GIGANTES, englobam situações diversas e de alguma forma mágica, ele consegue conectar tudo o que aborda nos livros, fazendo com que a frase “que cara foda!” se manifeste em meus pensamentos a cada capítulo.

O PEÃO foi apenas meu primeiro contato com o autor e com sua excelente série, OS ARQUIVOS DE BOWERS, a qual recomendo a TODOS. Acredito que, atualmente, não exista uma série policial de tamanha excelência como essa. Com os quatro primeiros livros lidos, esperei com uma ansiedade enorme por A RAINHA, quinto livro da série, que já conta com mais 3 livros lançados lá fora.

Foi com uma expectativa enorme que fui conferir A RAINHA, mas, infelizmente, apesar de esse ser considerado, pela crítica americana, o melhor livro da série, não caiu em meus encantos. É uma pena, mas realmente considerei o enredo apenas mediano. Obviamente, a excelente qualidade narrativa de JAMES permeia por todas as páginas, meu problema com a obra foi o tema abordado. Todo mundo sabe que um bom livro policial depende de um bom vilão para brilhar, e em todos os volumes dessa série temos um vilão bastante digno de fazer a história crescer e de deixar ainda mais evidente todos os pontos fortes de Patrick, o protagonista da série; e apesar de A RAINHA também contar com esse vilão, nomeado de Valkirie, foram as “motivações” que não me agradaram, isso porque o mote principal da história é a invasão ao sistema de submarino da Marinha americana para assumir o controle de uma ogiva nuclear. Se por um lado achei interessante a abordagem sobre as armas nucleares, foi a quantidade de informação sobre o mundo cibernético que me incomodou.

Gosto de computadores para o básico e não suporto as informações aprofundadas sobre sistemas, e é exatamente isso que muitas páginas de A RAINHA trazem: um mar de informações sobre a rede mundial de computadores, sobre hackers, invasão de sistemas, controle de armamentos através de computadores, etc. Foram MUITAS informações tecnológicas para meu pobre cérebro acompanhar, e isso acabou me irritando, pois não consigo gostar desse mundo de tanta tecnologia. Além disso, JAMES sempre dá voz a seus vilões em alguns capítulos, e dessa vez até eles me desagradaram. Com exceção de Valkirie, que foi o vilão com o qual simpatizei bastante, e só ao final vocês vão entender as razões, os outros personagens envolvidos no esquema de invasão aos computadores da marinha foram chatos. Depois que eles ganham apelidos de fenômenos da natureza então... Aí eu sentia até vontade de pular as páginas...

Outro ponto que não me agradou nesse volume foi a vida pessoal de Pat. Sempre adorei acompanhar tudo o que acontecia na vida dele, a dor de ter perdido a esposa, o relacionamento com a enteada e com outras mulheres, seu modo de pensar sobre o mundo, etc, mas em A RAINHA, a vida dele é explorada junto com a de seu irmão e sua cunhada, o que me levou por dois caminhos: o de ter adorado conhecer sobre o irmão do Pat e a história que afastou os dois, e de ter ODIADO a cunhada dele, que fez um papel de mulherzinha tola e tosca, fazendo com que eu morresse de raiva da personagem e torcesse para que, de alguma forma, ela fosse eliminada da narrativa, tão chata ela era e tão boçal foi sua participação e o drama TOTALMENTE DESNECESSÁRIO que ela levou para a vida de Pat. Ela foi realmente ridícula, e, a mim, pareceu que queria apenas se fazer de vítima para ganhar atenção.

Também senti falta de Tessa, a enteada de Patrick, no enredo. Em todos os outros volumes ela foi um garota brilhante e ativa, que sempre teve fortes opiniões sobre tudo e ajudou o padrasto com alguns enigmas sobre os casos. Tessa sempre foi um xodó, mas dessa vez ficou completamente apagada. Entendo que JAMES quis abordar o trauma da garota pelo que aconteceu no volume anterior e por isso não a colocou ativamente na investigação de Pat, mas não precisava tê-la deixado tão apagada em meio ao enredo.

Claro que alguns pontos me agradaram, afinal, é STEVEN JAMES, e adoro o fato de que podemos ler a série de forma independente que ela se torna compreensível, mas gosto ainda mais de termos algumas pinceladas dos volumes anteriores, e foram justamente essas pinceladas que fizeram a leitura valer a pena, pois Basque, um serial killer citado no primeiro volume, ainda está a solta e a polícia acaba de descobrir um novo comparsa que agia com ele. A mim, essa segunda vertente explorada por Pat foi muito mais interessante e me prendeu muito mais que o mote principal do livro.

Apesar dos pontos negativos que levantei, entendo o fascínio americano por esse quinto volume e a razão de terem elogiado tanto. Americano adora essas coisas de vazamento de informações sigilosas, tecnologia, invasão a sistemas do governo, etc; já eu, prefiro assassinatos em série e corpos para todos os lados, prefiro a analise do perfil do vilão e as motivações que o levaram a cometer atos tão monstruosos, é por isso que A RAINHA não me agradou tanto. Contudo, continuo doida pela série e meu amor por STEVEN JAMES não diminuiu nadinha. OS ARQUIVOS DE BOWERS ainda é a série que mais recomendo aos fãs de policiais. Ninguém pode deixar de ler ;)



14 de abril de 2014

RESENHA: O BISPO - Steven James (Ed. Nacional)



Oi, gente.

É com muita tristeza que hoje vou falar sobre O BISPO, 4º volume da série OS ARQUIVOS DE BOWERS, do STEVEN JAMES, lançado pela editora NACIONAL. Não pensem que estou triste porque o livro é ruim, longe disse, ele é maravilhoso como os outros, e também mereceu suas 5 estrelas, a tristeza é porque terminou os livros do STEVEN que eu tinha para ler. Estou arrependida de ter devorado a série tão depressa, pois agora fiquei sem Pat e Tessa, mas vamos falar sobre o livro:

O BispoO BISPO
STEVEN JAMES
Editora: NACIONAL              
Ano: 2014                  
Nº págs: 400
Gênero: Policial

SINOPSE: Quando a filha de um deputado é brutalmente assassinada, Bowers vai a Washington, DC, para desvendar o mistério. Mas o que parecia ser um crime isolado vai ganhando terríveis proporções quando uma onda de assassinatos hediondos começa a ser revelada. Patrick Bowers está diante de seu caso mais difícil: precisa solucionar crimes perfeitos ao mesmo tempo em que tem de enfrentar o passado, que volta para lhe atormentar, ameaçando tomar a pessoa que ele mais ama. Intenso. Feroz. Impetuoso. O Bispo é uma narrativa eletrizante, que vai prender o leitor do começo ao fim!

O BISPO foi mais um dos livros do JAMES que idolatrei pela quantidade de corpos e detalhamento nas mortes. Mais uma vez o autor escreveu uma fantástica trama, com muitas coisas se conectando, e com muita informação para fazer com que o leitor pense.

O diferencial em O BISPO está na vida pessoal dos personagens. As mulheres que protagonizaram os volumes anteriores com Pat estão juntas na investigação e ele se sente dividido. Algumas passagens desses relacionamentos são bem engraçadas e nos ajudam a aliviar um pouco da tensão permanente que nos ronda por causa da investigação. Tessa “metendo o bedelho” na vida amorosa do padrasto é um sarro. ADORO ver como essa adolescente consegue enxergar através de Pat e colocá-lo em várias saias-justas para que ele possa resolver sua vida pessoal e tirar o tormento que permeia sua mente e coração.

A vida pessoal de Tessa também é muito bem explorada. Lembram que falei, no 3º volume da série, que uma figura havia aparecido na vida de Tessa e ao que tudo indicava no 4º volume a presença dele se faria constante? Pois foi exatamente isso que aconteceu. O sujeito tem uma vida misteriosa, poucas informações da vida profissional dele são sabidas, e o leitor fica a todo tempo de orelha em pé com o personagem, ainda mais porque JAMES desenvolve a história como um joguete, ora apostamos que o cara é do mal, ora que é do bem, e a dúvida quanto a seu caráter permanece por muitas páginas.

A respeito dos vilões, a cada livro o autor consegue elaborar sujeitos incríveis para esse papel, fico até boba.  O instigante nesse volume não é apenas o assassino em si, mas o espaço que se abre para estudar seu psicológico. Dessa vez ele age junto com uma parceira, e ambos tem voz na narrativa, obviamente sem se revelarem, pois isso é trabalho para Pat. Mas é impossível ler as passagens deles e ficar indiferente a loucura de cada um. Os dois são completamente psicóticos e suas ideias e pensamentos amedrontam mais que os próprios assassinatos. A dupla é fantasticamente medonha, inescrupulosa, maléfica, e, infelizmente, tremendamente genial, estando sempre um, ou muitos, passos à frente da polícia.

Além desses pontos que já tornam o livro maravilhoso, temos um aspecto que, para mim, faz com que ele seja fenomenal: política. ADORO livros policiais que têm um envolvimento político e um jogo de poder intrincados ao enredo. Deputados, Senadores, Chefes de Departamento do FBI, e tantos outros poderosos estão escondendo alguma coisa, o que só nos deixa mais e mais angustiados e desesperados para compreender qual é a conexão de tantos elementos que JAMES conseguiu incluir na trama.

Uma coisa que sempre comento em relação à série é a sequência. Até o terceiro volume disse que os livros poderiam ser lidos fora de ordem, que em nada interferiria, pois as explicações presentes eram suficientes para compreender o que houve no passado. Contudo, como esse quarto volume retoma alguns importantes aspectos do passado de Bowers, acho interessante ler ao menos o 1º livro antes, pois ele possibilitará uma maior compreensão quanto à maldade que está circuncidando Pat.

No mais, tenho que dizer que esta resenha não está à altura do livro, mas realmente me faltam palavras para falar sobre O BISPO. Justamente por ele retomar muitos pontos passados, tenho medo de falar alguma coisa e entregar uma parte bastante importante do enredo.

Infelizmente, essa é minha despedida do Bowers, por enquanto, claro, já que o 5º volume, A RAINHA, já está chegando \o/ A ansiedade está me consumindo! <3




28 de março de 2014

RESENHA: O CAVALO - Steven James (Ed. Nacional)



Oi, gente!

Vocês devem ter percebido que sexta passada a resenha de O CAVALO, terceiro livro da série OS ARQUIVOS DE BOWERS do STEVEN JAMES, lançado pela editora NACIONAL, não foi ao ar. Fiquei enrolada com os sorteios da promoção de aniversário e não consegui postar a resenha, contudo, hoje vou falar desse livro que, para mim, foi o melhor da série até agora.

O CavaloO CAVALO
STEVEN JAMES
Editora: NACIONAL              
Ano: 2013                  
Nº págs: 504
Gênero: Policial

SINOPSE: O agente do FBI Patrick Bowers está acostumado a perseguir os assassinos mais perigosos do país, mas agora quem está sendo rastreado é ele. Na cena do crime há um misterioso ritual e Bowers encontra uma única pista: uma gravação prevendo seu próximo passo. Após o assassinato seguinte, o criminologista descobre algo mais: um antigo manuscrito está sendo usado como roteiro pelo serial killer para praticar seus crimes. E quanto mais desvenda os segredos do texto, mais o agente do FBI começa a temer pela própria vida. Bowers não está conseguindo chegar perto do assassino, mas o assassino está chegando perto dele... Assustador, violento e intenso, este thriller psicológico vai manter o leitor pregado em suas páginas até o fim.

Quem vem acompanhando as resenhas sobre os livros do JAMES, O PEÃO e A TORRE, percebeu que cada vez mais venho fazendo elogios a essa maravilhosa série policial e ao seu protagonista, Pat.

Se em A TORRE comentei que senti falta de corpos, em O CAVALO fiquei surpresa tamanha quantidade deles. Quando o assassino dá as caras, nunca é uma morte única ou simplória, o serial killer é muito inteligente e maquiavélico, e suas mortes são todas aos pares, na realidade, com casais. Com a leitura desse livro experimentei um novo significado da palavra assassinato, afinal, todos eles foram muito bem elaborados, não apenas no sentido de surpreender, mas também de chocar, pois as descrições dos corpos, alguns mutilados, foram extremamente fortes e intensas, e a criatividade para matar fugiu dos parâmetros de muito que já li.

No começo, os crimes vão criando certa repugnância por serem tão explicitos, porém, conforme prosseguimos na leitura, vamos percebendo que eles passam a nos causar verdadeiro fascínio, pois o assassino não age de modo convencional e nem de acordo com sua própria genialidade ou maldade, e sim segue os passos de um famoso livro que é um clássico da literatura. Não vou falar sobre qual livro é para não estragar a surpresa, mas digo que fiquei horrorizada quando descobri qual era a famosa obra literária, isso porque, apesar de já ter ouvi falar sobre a obra, e já até conhecer algumas partes dela, JAMAIS imaginei que mortes tão violentas e sinistras estivessem retratadas em suas páginas.

Nesse terceiro volume, mais uma vez chamo atenção para a participação de Tessa, a enteada de Pat. A cada livro que passa ela fica mais incrível e ganha um espaço maior. Gosto muito da personagem por sua inteligência e sagacidade. Ao mesmo tempo em que é tão frágil em relação a alguns assuntos, é uma verdadeira adulta para tratar de outros. É graças a algumas dicas dela, uma leitora assídua, que, mais uma vez, Pat e seu time de investigadores conseguem chegar ao “assassino literário”. Em O CAVALO a vida pessoal de Tessa também ganha mais espaço e alguém que sempre esteve fora de começa a aparecer, deixando claro que em O BISPO, o próximo volume, vai aparecer para algumas revelações.

Um dos aspectos que mais gosto dessa série é que ela pode ser lida fora de ordem que não irá prejudicar a leitura, mas quando lida em sequência, é brilhantemente bem elaborada, pois retoma aspectos dos livros anteriores e ao mesmo tempo insere brechas para o próximo volume.

Aliás, falando na brecha para o próximo volume, isso aconteceu em A TORRE. STEVEN JAMES deu uma deixa em relação ao personagem de um político e pensei que este faria parte do time principal de personagens em O CAVALO, mas a participação não foi tão destacada, o que fez que adorar ainda mais o autor, AMO quando eles conseguem me enganar.

Em relação ao Patrick, não vou me tornar repetitiva e ficar fazendo os mesmos elogios que já fiz na resenha dos dois outros livros, então vou falar apenas que o personagem continua fabuloso e que a única coisa que não me agradou tanto em relação a ele em O CAVALO foi sua vida sentimental. Mas, em todo o restante da narrativa, ele foi o mesmo cara incrível e brilhante dos volumes anteriores.

Quanto ao final, estejam alerta a tudo! Meu palpite foi em cima de um suspeito e quase tive um ataque de emoção quando vi que havia acertado. Contudo, percebi que faltavam muitas páginas para o livro ser finalizado e achei meio estranho, o que seria contado dali em diante? Foi quando JAMES chegou com mais surpresas *_* Nada daquilo que eu havia imaginado era de fato o que parecia, e o culpado me fez ficar de queixo caído e pensando “como assim?” Não desconfiei do personagem em momento algum e foi uma surpresa maravilhosa ver a forma como o autor conduziu a narrativa para chegar até ali.

Fascinante, surpreendente, empolgante, brilhante e todos os adjetivos mais. O CAVALO foi o melhor volume da série até agora e, obviamente, também foi para meus favoritos, depois de ganhar suas 5 estrelas, claro. CONFIRAM!



14 de março de 2014

RESENHA: A TORRE - Steven James (Ed. Nacional)



Bom dia, pessoal!

Sexta passada apresentei a vocês STEVEN JAMES, um autor que conheci recentemente, mas que já entrou para lista de meus queridinhos. JAMES escreve livros policiais, o que já ganha pontos comigo, mas em seu primeiro livro da série OS ARQUIVOS DE BOWERS ele abordou dois assuntos fascinantes: serial killer e a seita de Jim Jones. Simplesmente AMO quando os autores misturam realidade e ficção, justamente por isso, o primeiro livro, OPEÃO, além das merecidas 5 estrelas, também entrou para meus favoritos.

Obviamente, depois de ter uma primeira experiência tão fascinante com JAMES, minha empolgação para ler o 2º volume, A TORRE, era enorme, e mais uma vez ele preencheu todas as minhas expectativas, merecendo também suas 5 estrelas. Não entrou para meus favoritos simplesmente porque não teve corpos para todos os lados, rs.

A TorreA TORRE
STEVEN JAMES
Editora: COMPANHIA EDITORA NACIONAL              
Ano: 2013                  
Nº págs: 480
Gênero: Policial

SINOPSE: Enquanto investiga uma série de incêndios misteriosos em San Diego, o agente especial do FBI Patrick Bowers é arrastado para uma teia mortal de intrigas, em que a realidade por trás das aparências é mais que surpreendente. Com um assassino à solta e um dos dispositivos mais mortais do mundo desaparecido de uma área de pesquisa altamente secreta da Marinha, Bowers é pego em uma corrida contra o tempo para deter uma armadilha criminosa antes que ela se feche em torno das pessoas que ele ama. As aventuras de Patrick Bowers ao longo de cinco livros nos levam por um mundo de violência psicopata. Com uma inteligência acima da média, o agente especial do FBI chega, nessa série, ao limite de suas capacidades, enfrentando criminosos cada vez mais habilidosos.

Quando peguei A TORRE para ler, esperei algo tão bom quanto O PEÃO, mas também acreditei que iria ler algo nos mesmos moldes: serial killer, assassinato, assassinato, assassinato... Fui completamente enganada. Em A TORRE até temos alguns corpos, mas estes não são o foco principal do enredo, e não é através deles que a investigação gira.

Dessa vez, Patrick, que é um profiler geográfico, é chamado para lidar com um incendiário. Já foram 14 os prédios queimados e a polícia não tem nenhum tipo de pista sobre o incendiador. Com seu programa de computador e cérebro aguçado, Pat parte para a investigação a fim de traçar os passos do criminoso através dos incêndios já cometidos. Em pouco tempo, Pat já sabe quem perseguir.

A partir disso, a história começa a ficar imensamente rica. O incendiário tem um motivo para estar agindo e tem um tempo curto para chegar a seu “prêmio”. É quando vemos que um enorme segredo militar está envolvido no meio de tanta fumaça.

Através dos tubarões (sim, pasmem!), JAMES elaborou um enredo digno de deixar qualquer um meio bobo da cabeça, tamanha é a quantidade de voltas e reviravoltas, pessoas e patentes envolvidas. Tudo é inteligentemente bem trabalhado e, algumas passagens, que no início pareciam “jogadas” de qualquer forma, passam a fazer sentido.

Adorei o fato de A TORRE falar de tubarões, pois quem leu O PEÃO viu que Patrick teve uma conversa nada amistosa com um político que se auto declarou um tipo de tubarão. Nesse segundo volume, o tal político, volta a dar as caras, o que nos faz ter certeza, principalmente pela forma como A TORRE termina, que em O CAVALO ele figurará entre os personagens principais.

Gosto muito do fato de não precisarmos ler livros policiais na sequência para que possamos compreendê-los, e realmente, com essa série também não é necessário fazer isso, porém, é maravilhoso encontrar algumas deixas do volume anterior e saber exatamente do que o autor está falando, assim como é instigante saber que algumas coisas foram deixadas para serem contadas depois. Mas isso de o vilão maior estar presente em todos os volumes e ser alguém tão brilhante como o protagonista, acaba por tornar a série ainda mais interessante e me deixa ainda mais desesperada por acompanhá-la.

Um ponto que foi mais desenvolvido em A TORRE que em OPEÃO, foi o relacionamento de Pat com sua enteada de 17 anos, Tessa. No primeiro volume o relacionamento é mostrado de forma mais superficial, com as dificuldades que eles tiveram para se aproximar após a morte da mãe dela, etc. Apesar de já termos algumas salpicadas da inteligência e sagacidade da garota, é em A TORRE que sua personalidade aflora. Ela deixa de ser aquela adolescente melancólica e passa a tomar rédeas de algumas situações. Tem uma memória fabulosa e é sempre brilhante em suas colocações. Em certo ponto ela dá uma verdadeira aula sobre Poe e seu detetive Dupin, ajudando o padrasto a enxergar alguns pontos dos crimes que lhe passaram despercebidos, e oferecendo de graça ao leitor uma excelente palestra sobre Poe e a literatura policial.

Se desde O PEÃO eu já havia me apaixonado por Tessa, com A TORRE senti desespero por chegar nas partes em que ela estava presente. Minha torcida é para que a personagem cresça ainda mais nos outros volumes e que ela siga os passos do padrasto, se tornando uma agente do FBI. Claro que, mais que isso, anseio muito que caso isso de fato aconteça, STEVEN JAMES crie uma série para a garota e a coloque para brilhar mais do que está em OS ARQUIVOS DE BOWERS.


O fechamento do livro foi brilhante! JAMES foi absolutamente criativo na hora de fechar esse segundo volume. A forma como uniu todas as histórias paralelas, como enganchou tudo dentro de uma linha só, foi fenomenal! A revelação final sobre o caráter de alguns personagens foi igualmente magistral, não digo surpreendente, pois durante a leitura cheguei a desconfiar do envolvimento de um ou outro personagem que pareciam inocentes e prestativos demais, mas, não foi por ter acertado que a história pareceu menos digna de suas 5 estrelas. Só não entrou para os favoritos porque, vocês sabem, ADORO assassinatos violentos, com partes para todos os lados com especialistas falando como e porque da morte, da hora, quanto tempo sangrou, etc. Sim, sou sádica ;) Se tivesse um pouquinho mais de mortes hediondas, com certeza A TORRE também iria para meus favoritos. Mas estou com uma expectativa GIGANTE sobre O CAVALO. Na próxima sexta vou falar dele para vocês, enquanto isso, corram para começar a ler essa série! AGORA! Já!