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5 de maio de 2016

INDICAÇÃO: EU VEJO KATE - Cláudia Lemes



Olá, pessoal!

Quinta-feira é dia de indicação e hoje vou tentar convencê-los a ler um livro FANTÁSTICO: EU VEJO KATE da CLÁUDIA LEMES.

Eu vejo KateEU VEJO KATE
CLÁUDIA LEMES
Editora: - (em 2015 relançado pela Empíreo)              
Ano: 2014
Nº págs: 300
Gênero: Policial

SINOPSE: A jovem, porém deprimida e instável escritora Kate Dwyer mergulha numa investigação sobre um famoso assassino em série para produzir sua biografia póstuma. Ao revisitar os bárbaros homicídios conduzidos por um homem que aterrorizou sua cidade natal, Kate esbarra em segredos antigos e poderosos, que ameaçam não apenas sua sanidade, mas sua vida. Com a ajuda de um ex agente federal com mistérios próprios e métodos assustadores, ela luta para salvar-se, enquanto desconfia de todos ao seu redor. Eu Vejo Kate é uma obra policial que oferece um insight brutal e verossímil sobre a mente de assassinos em série e as pessoas que dedicam suas vidas a compreendê-los. O livro abandona mitos hollywoodianos e não suaviza por um segundo a narrativa dos pensamentos violentos e sexuais que cercam a mente humana. Sua narrativa, contada do ponto de vista do próprio serial killer morto, da escritora, e do profiler, revela peças de um quebra cabeça que quando completo, assombrará o leitor por noites e mais noites.

Tomei conhecimento do livro através da Kauzinha, leitora aqui do blog, que me falou dele em uma caixa de correio, ainda no ano passado (!!!!). Imediatamente fui atrás dele no Skoob e consegui em uma troca, mas acabei deixando de lado. Esse ano, como fiz o post de 20 livros policiais para ler em2016, resolvi que era hora de colocá-lo na lista e tomar vergonha e fazer a leitura, e, meu Deus!, que leitura!

O livro é contado em primeira pessoa através de 3 personagens: Kate, a escritora, Ryan, ex-agente do FBI, e Nathan, serial killer já morto(!!!!!) Sim, minha gente, pasmem, um dos narradores é um espírito, e vou dizer, foi justamente por causa dele que achei o livro magnífico!

Nathan não é um assassino bonzinho, pelo contrário, ele é cruel e impiedoso e por mais que em algumas passagens possamos pensar que ele é humano, lá no fundo sabemos que ele não é, e não é pelo fato de estar morto, é por sua natureza assassina e pelos seus delírios, anseios e desejo de morte. Ele é um cara mal, mas é um narrador incrível, um narrador que deveria ter ganhado ainda mais espaço na trama e que me chocou com sua forma de pensar e enxergar a vida e aos próximos.

Kate é uma mistura de mocinha tola com heroína inteligente, mas não é o tipo de protagonista que me faz suspirar, assim como Ryan, que foi um policial comum, como os que existem nos milhares de livros policiais, contudo, o personagem cumpre seu papel e desempenha corretamente sua função de investigar e proteger.

O enredo não é dos mais brilhantes e o assassino é passível de ser descoberto bem antes da hora. Na verdade, a gente o descobre por um mero chute (um dia vou dar A dica de como descobrir os assassinos nos livros policiais, já reparei que em 90% das vezes acerto por me embasar pelos mesmos critérios). Mas não pensem que não existem surpresas ao final. Por mais que tenhamos na mente “É FULANO”, uma situação acontece e a gente fala: “PUTA MERDA! MAS X ESTÁ ENVOLVIDO!” E aí é que vem o bizarro do livro, que não está em desvendar culpados, mas sim ter estômago para compreender motivos.


Já falei algumas vezes em resenhas de livros policiais e vou repetir aqui: ADORO quando os autores não tentam fazer finais mirabolantes e apresentar culpados improváveis só para surpreender o leitor. Gosto de autores que seguem sua história, que a enriquecem com elementos e situações, e que colocam como culpado o personagem pertinente para sê-lo, mesmo que esse seja óbvio, e é o que CLÁUDIA fez em EU VEJO KATE. Quase não há surpresa nos culpados; a angústia do leitor fica por conta das situações que eles criam e pelo mal que semeiam, e como já li muitos livros policiais, posso dizer que EU VEJO KATE foi um dos mais pesados que li. Estupro, mutilação, violência (física e psicológica), são apenas algumas das situações que o livro apresenta. O melhor dele? Autora brazuca! Sim, galera, brasileiríssima! Espero que tenha convencido-os a ler essa maravilha. CONFIRAM!


21 de agosto de 2015

RESENHA: OS BONS SEGREDOS - Ann Leary (Ed. Nacional)



Boa tarde, gente.

Voltei para falar de mais um lançamento da editora NACIONAL: OS BONS SEGREDOS da ANN LEARY.

Os Bons Segredos OS BONS SEGREDOS
ANN LEARY
Editora: NACIONAL              
Ano: 2015
Nº págs: 384
Gênero: Drama

SINOPSE: Hildy Good é uma caipira chique que sempre viveu numa histórica comunidade da região da costa norte de Boston. Ela sabe quase tudo sobre todo mundo. Hildy é descendente de uma das bruxas de Salém, e acredita-se que ela possa ter herdado alguns dons paranormais. Não é verdade, claro; ela apenas é boa em decifrar as pessoas. Hildy é boa em várias coisas, aliás. É uma bem-sucedida corretora de imóveis, mãe e avó. Seus dias são atarefados, mas suas noites têm sido solitárias desde que suas filhas, convencidas de que a mãe estava bebendo além da conta, a mandaram para uma clínica. Agora ela está em recuperação — ou não. Os Bons Segredos é ao mesmo tempo cômico, triste e mordaz. Um clássico tipo de história que revela os segredos de uma cidade pequena, esse espirituoso romance vai ficar na memória do leitor até muito tempo depois de terminada sua leitura.

Esse era um lançamento da NACIONAL que eu já tinha lido a sinopse há algum tempo e estava com muita vontade de ler. O livro ficou longe de ser o que eu pensava, mas ainda assim gostei bastante da leitura.

OS BONS SEGREDOS é aquele tipo de livro despretencioso, mas que consegue prender nossa atenção justamente por fofocar sobre o cotidiano de moradores de uma pequena cidade. Não sei vocês, mas eu ADORO essas premissas. Acho fantástico acompanhar o dia a dia e segredos desses personagens, e foi exatamente isso que a autora proporcionou. Através de Hildy, a protagonista e narradora da história, vamos sabendo sobre o comportamento e os segredos de diversos personagens, mas principalmente sobre ela, sua vida e seu vício com o álcool.

O que achei mais interessante nesse livro é que as coisas demoraram muito para acontecer. Eram páginas e mais páginas até apresentar algo realmente interessante e relevante, mas, impressionantemente, em momento algum me senti cansada com as crescentes situações e descrições. Pelo contrário, tinha consciência da irrelevância de algumas partes, mas mesmo elas me causaram enorme prazer na leitura, pois o livro foi bastante fluido e conseguiu despertar minha curiosidade em cada mínima coisa que apresentou.


Sabem quando não estamos morrendo por um livro, mas mesmo assim não conseguimos largá-lo porque está delicioso de acompanhar tudo aquilo? Foi assim que me senti com a leitura de OS BONS SEGREDOS. Eu queria dar uma pausa, uma descansada, mas não conseguia, pois a cada página queria saber mais e mais sobre aquelas pessoas e suas vidas. Gostei da história apresentada por ANN LEARY e fiquei curiosa para ler mais livros da autora. Espero poder conferi-los em breve. Recomendo ;)


RESENHA: SEDUÇÃO NO CONVENTO - Jacques Lagôa (Ed. Nacional)



Boa tarde, pessoal.

Hoje vou falar de um livro fininho e de leitura rápida, porém que não me causou impacto algum. Estou falando de SEDUÇÃO NO CONVENTO do JACQUES LAGÔA, lançado pela editora NACIONAL.

Sedução no conventoSEDUÇÃO NO CONVENTO
JACQUES LAGÔA
Editora: NACIONAL              
Ano: 2015
Nº págs: 168
Gênero: Romance

SINOPSE: Dois corpos cedem ao prazer, duas almas cedem ao amor. Este livro narra a trajetória de Marcel, um homem bonito, atraente e cheio de vigor. Na França, ele descobre sua sexualidade ao lado de Collete, uma noviça do convento onde ele servia como empregado. Marcel e Collete não deveriam ficar juntos, mas todas as dificuldades deste improvável romance são vencidas pela coragem que apenas a junventude pode dar aos amantes. Apaixonados e tomados pelo desejo, o casal não mede esforços para cultivar o amor que os une. A vida, no entanto, parece ter outros planos para os dois...

Quando esse livro chegou, fiquei bastante interessada, pois os livros da NACIONAL quase sempre me agradam, mas com SEDUÇÃO NO CONVENTO aconteceu o inverso.

Logo no começo fiquei desgostosa com a leitura, pois o autor falou do protagonista como nos textos primários: apresentou o personagem, sua idade, suas características físicas, assim como fazíamos nas redações de escola. O problema é que o livro é narrado em primeira pessoa, então, assim que iniciei  a leitura, Marcel se apresentou com todas as suas características, e poucas páginas depois, já estava novamente falando de sua loirice, de seu físico e de seus músculos, o que já me irritou imediatamente, primeiro porque ele já tinha dito tudo isso, depois porque fiquei com a sensação de que ele não queria que eu esquecesse que ele era um gostosão cheio de músculos.

Mas prossegui mesmo assim, e só não a abandonei pois achei que apesar disso teríamos um romance interessante e belo, mas não, tudo foi bastante cru, contado sem firulas, sem romance, sem alguma coisa que despertasse algum tipo de sentimento e emoção em mim. Foi como “ler um filme pornô”. Não tinha beleza, poesia, ou mesmo uma linguagem mais poética, essa me incomodando muito nas quantidades de palavras vulgares.


Como vocês sabem, não leio livros eróticos, mas me interessei por SEDUÇÃO NO CONVENTO por achar que ele não penderia para esse lado, mas que traria à baila mais a questão moral do relacionamento e colocaria em foco alguns valores da religião. Sim, achei que seria um livro que abordaria assuntos e situações polêmicas e que seria reflexivo. Mas não, não foi nada além de simplista e tolo. Não gostei e não recomendo.


3 de julho de 2015

RESENHA: JOGADAS DE ABERTURA - Steven James (Ed. Nacional)



Boa tarde, pessoal!

Hoje vou falar sobre o melhor gênero literário que existe: policial, claro. E também vou falar do meu autor favorito do gênero, e também da melhor série policial de todos os tempos *_* Obviamente, estou falando do STEVEN JAMES e de seu mais novo lançamento pela Editora NACIONAL: JOGADAS DE ABERTURA.

Jogadas de aberturaJOGADAS DE ABERTURA
STEVEN JAMES
Série: Os Arquivos de Bowers
Editora: NACIONAL              
Ano: 2015
Nº págs: 416
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Nos livros da série, Patrick Bowers, um agente especial do FBI, impediu a ação dos mais cruéis assassinos seriais já imaginados. Agora Steven James leva o leitor de volta ao passado, para o assustador início da carreira Bowers. Milwaukee, 1997. Em uma cidade ainda assombrada pelos crimes de Jeffrey Dahmer, uma série de terríveis sequestros e mutilações leva as autoridades para um caso nunca antes visto. A polícia acredita que um imitador de Dahmer está à solta. Mas Patrick Bowers, então um investigador de homicídios da polícia, suspeita de que exista algo além do que apenas uma homenagem ao infame canibal. Quando descobre que os crimes assombrosos fazem referência a alguns dos assassinos mais macabros e notórios dos Estados Unidos, a investigação se desenrola em uma espiral de pesadelos, manipulações, brutalidade e terror. Valendo-se de avançadas técnicas de investigação, Bowers precisa desmascarar um assassino que não irá parar até que sua mensagem seja ouvida pelo mundo. Arrepiante, audacioso e cheio de reviravoltas, Jogadas de Abertura é um livro imperdível para os fãs de Steven James e do agente Patrick Bowers.

Quem acompanha o blog sabe que vira e mexe eu falo do STEVEN JAMES e de sua magnífica série, OS ARQUIVOS DE BOWERS. Sempre que posso insiro algum dos livros da série na seção LISTAS, sempre que alguém me pede indicação de livro policial indico essa série e praticamente todos os dias da minha vida entro no site oficial do autor para ver se ele resolve continuar a série por muitos volumes mais. O problema é que todos os volumes levam nomes relacionados com o jogo de xadrez, e as peças já acabaram, mas sei lá, não ligo se ele inventar coisas, escolher outro jogo de tabuleiro, qualquer coisa, essa série não pode ter fim!

Pronto, chorei meu pranto e me desesperei, mas foi só para que vocês entendam o altíssimo grau de amor que tenho por essa série e pelo seu protagonista, Patrick Bowers. A razão de eu o amar tanto é o fato de JAMES ter sido muito foda na criação de seu personagem, que sai do comum dos investigadores, pois além de não ser um beberrão e viver eternamente atrás da mulher que o abandonou, ele também tem um diferencial em sua carreira, que é descobrir os criminosos através dos locais dos crimes. Desde que li O PEÃO fiquei completamente fascinada pela série, e ter agora JOGADAS DE ABERTURA em mãos só me fez querer relê-la o mais breve possível! A razão? É que apesar de esse ser o livro de número seis na série, ele conta a história de Patrick antes de O PEÃO, ou seja, apesar de lançado depois, na ordem cronológica ele seria o primeiro, e que primeiro!

Em JOGADAS DE ABERTURA somos apresentados a Patrick Bowers, não o Patrick Bowers do FBI de todos os outros livros, mas ao Patrick policial comum. Sim, o livro vai explorar o início da carreira do investigador e como ele fez para, com a ajuda de um agente do FBI, encontrar um serial killer de mil facetas, em que seu modus operandi era sempre diversificado, pois ele matava para homenagear grandes assassinos (da vida reaaaaal!!!!).

Um dos motivos pelos quais morro por causa dessa série e pelo STEVEN JAMES é por causa do talento do homem em misturar ficção e realidade em um livro policial. Se O PEÃO me conquistou por inserir no meio de seu magnífico enredo o massacre de Jonestown, JOGADAS DE ABERTURA me arrepiou ao mostrar a faceta de muitos serial killers que aterrorizaram os Estados Unidos, como por exemplo, Jeffrey Dahmer e Ed Gein. Isso só para citar dois deles, pois o livro aprofunda na história do estado do Wisconsin e dos matadores que de lá saíram. Acho que o estado deve ter algo ruim, pois não foram poucos os lunáticos que vieram de lá :S

O livro em si já é fabuloso e medonho, mas o início já é uma bofetada na cara do leitor, pois JAMES expõe uma experiência que seu próprio pai vivenciou com um serial killer. Como esse relato vem logo no início do livro, fica impossível não lê-lo com avidez e desespero, afinal, sabemos que a mistura com a realidade será bastante intensa e aterradora. Quando terminei o livro, por mais envolvida que tivesse com a história, juro que não conseguia tirar esse relato da cabeça, e fiquei me perguntando se foi esse o fato que impulsionou JAMES a ser autor de livros policiais. O fato em si nem é dos mais terríveis, mas deixa o leitor balançado por se ver mais próximo da realidade que de fato gostaria.

Mas voltando puramente a ficção... JOGADAS DE ABERTURA tem um enredo soberbo, que apresenta de forma magnânima tanto Patrick, o protagonista, como um dos vilões, que será uma pedra no sapato do investigador por muitos anos mais e que ganha um maior destaque em O PEÃO. Não vou negar que senti um prazer extremo ao ler sobre esse matador, isso porque ele realmente é o vilão mais interessante da série, o assassino mais frio, mais inteligente e mais amedrontador. E ele é o caso do vilão que quando não aparece em cena nos deixa com uma pontinha de saudade, pois sabemos que o cara tem carisma para ajudar a sustentar a trama.


Amei JOGADAS DE ABERTURA, amei ver como Patrick deu início a sua carreira e como ele encontrou o mais temível dos vilões. Foi uma leitura magnífica que só me fez morrer de vontade de reler a série de acordo com a cronologia. O melhor de tudo é que da finalização desse volume até o livro O PEÃO, existe uma brecha no tempo, são 10 anos que separam uma história da outra, e imploro dia e noite para que JAMES explore esse espaço de tempo e apresente mais aventuras de seu destemido e genial detetive. Quero e preciso de mais uns vinte livros dessa série. Que JAMES não deixe que XEQUE-MATE seja verdadeiramente o fim L Quem ainda não leu, toma vergonha na cara e corre ler! A-GO-RA! Série mais foda de todos os tempos! <3


1 de julho de 2015

RESENHA: SEQUESTRADOS - Robert Crais (Ed. Nacional)



Boa tarde, gente!

Continuando nossa semana especial da editora NACIONAL, temos resenha de livro policial deles \o/ Hoje vou falar de SEQUESTRADOS, do ROBERT CRAIS.

SequestradosSEQUESTRADOS
ROBERT CRAIS
Editora: NACIONAL              
Ano: 2015
Nº págs: 304
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Quando Nita Morales contrata Elvis Cole para encontrar sua filha desaparecida, ela não está com medo, mesmo tendo recebido um telefonema pedindo resgate. Ela sabe que é uma farsa, que sua filha está com o cara que Nita chama somente de “aquele garoto” e que eles precisam de dinheiro. Mas ela está errada. A moça e o namorado foram sequestrados por bajadores – bandidos que se aproveitam de outros bandidos, profissionais da fronteira que se aproveitam não só de vítimas inocentes, mas um do outro. Eles roubam drogas, armas e pessoas – comprando e vendendo vítimas como mercadorias, e matando aqueles que não geram negócio. Elvis Cole e Joe Pike encontram o local onde o casal foi sequestrado. Há marcas de pneus, cápsulas de balas e manchas de sangue. Eles sabem que as coisas podem não ser tão ruins quanto parecem. Mas eles também estão errados, porque a situação está prestes a piorar. O próprio Cole é sequestrado quando, à paisana, localiza os dois jovens e tenta compra-los de volta. E agora cabe a Joe Pike refazer os passos de Cole, infiltrando-se no duro e perigoso mundo do tráfico de pessoas para encontrar seu amigo. O problema é que pode ser tarde demais...

Apesar de o autor já ter alguns livros publicados aqui no Brasil, só tomei conhecimento de seus livros após o lançamento de SUSPEITOS pela editora NACIONAL, livro que me agradou bastante, mas que se comparado com SEQUESTRADOS caba sendo fraquíssimo! Isso porque SEQUESTRADOS segue aquele ritmo frenético e desesperador dos livros policiais. É, é melhor pegar o livro para ler com tempo, do contrário uma frustração enorme vai parar sob você em seus momentos de pausa. Sério, gente, o livro tem mesmo um tom desesperador, daqueles que se a gente pára de ler dá uma sensação terrível e horrível de que alguma coisa ruim pode acontecer com os personagens. Na verdade, mais coisas ruins, pois situações ruins não faltam em SEQUESTRADOS.

O mais engraçado no livro é que ele tem um enredo extremamente simples. Tudo gira em torno desse sequestro, mas por ser narrado por diversos personagens e mostrar variadas visões dos fatos e do que está acontecendo, foi me deixando meio alucinada em relação a tudo. Uma coisa muito interessante que aconteceu por conta dessa rapidez sucessiva, foi que não consegui me apegar a nenhum personagem específico, pois todos pareceram ter enorme importância na trama, variando os papéis de protagonista e secundário de acordo com o momento, e adorei ver cada personagem brilhando de forma exponencial, cada um em sua hora. Foi como se todos tivessem tido a oportunidade de ser protagonistas de uma mesma história, mas que, ao mesmo tempo, parecia ser a história de cada um.


Eu gostei de SUSPEITOS, primeiro livro do CRAIS a sair pela editora, mas gostei mil vezes mais de SEQUESTRADOS, e estaria mentindo se dissesse que ambos os livros se encontram no mesmo patamar, pois SEQUESTRADOS é de longe muito melhor escrito e trabalhado. Eu adorei e já coloquei CRAIS na minha listinha de autores que quero ler o máximo de livros que puder. Quem puder conferir os dois livros, faça isso, tenho certeza de que vocês também irão notar o grande salto de qualidade de um livro para o outro ;) 


30 de junho de 2015

DESERTO DE OSSOS - Chris Bohjalian (Ed. Nacional)



Boa tarde, pessoal!

Esta semana será muito especial, pois vamos ter resenhas da editora NACIONAL por toda a semana \o/ E no fim de semana, teremos sorteio, claro!

Para começar bem vou falar de DESERTO DE OSSOS do CHRIS BOHJALIAN.

Deserto de ossosDESERTO DE OSSOS
CHRIS BOHJALIAN
Editora: NACIONAL              
Ano: 2015
Nº págs: 344
Gênero: Drama

SINOPSE: Em 1915, o massacre de milhares de armênios perpetrado pelos turcos tingiu para sempre as areias do deserto sírio com o sangue e os ossos de uma civilização inteira. Em meio a esse cenário desolador, Armen Petrosian, um jovem engenheiro armênio que perdeu a esposa e a filha, e Elizabeth Endicott, uma rica jovem americana, se apaixonam. Mas antes de assumir o que sentem, eles se separam quando Armen se alista no exército britânico e Elizabeth vai trabalhar como voluntária. Ambos testemunharão atrocidades que os marcarão para sempre antes que possam se reencontrar. Quase um século depois, às vésperas do centenário do genocídio, a neta do casal, Laura, embarca em uma jornada pela história de sua família, descobrindo uma história de amor, perda e um delicado segredo que ficou soterrado por gerações.

Quando recebi os livros da NACIONAL, resolvi deixar DESERTO DE OSSOS para ler por último, isso porque a editora lança excelentes livros policiais e eu não estava preparada para me aventurar com eles nesse novo gênero. Na verdade, por ter visto tão pouco sobre o livro, não estava nem um pouco empolgada para lê-lo. Isso mudou quando tomei vergonha na cara e resolvi ler a sinopse. Bastou ler “Primeira Guerra Mundial” para que minha vontade sobre a leitura passasse a ser gigante. E bastou ler o prólogo para que eu já soubesse que ficaria em frangalhos com cada linha que BOHJALIAN iria apresentar. E não deu outra, chorei em bicas muitas e muitas vezes.

DESERTO DE OSSOS é o tipo de livro que tem TUDO: romance, mistério, drama, maldade, tristeza... Justamente por isso que ele causa um misto de sentimentos em quem o lê, ao menos foi assim comigo. Em um momento eu tinha um risinho bobo nos lábios por causa do romance e em outro estava com vontade de esmurrar meio mundo de tanta raiva por conta de alguns fatos. Não demorava muito e eu estava ansiosa por descobrir mistérios e mais algumas páginas adiante estava ainda mais curiosa com a apresentação histórica do enredo. Mas se teve um sentimento que permaneceu comigo durante toda a leitura foi o sentimento de confusão.

Essa confusão que senti foi verdadeiramente deliciosa, pois por se tratar de um período histórico real, pelo autor contar em mínimos detalhes sobre a vida dos armênios nesse período, por ter passagens reais de parentes do autor e por ele ter criado uma personagem que contava a história verdadeira de seus avós, fiquei extremamente confusa com o que era ficção e o que era realidade, com o que era o autor narrando do que ouviu sobre as experiências de seus familiares e o que era Laura contando sobre os seus. Achei muito gostosa essa fusão de personagem-autor. Não conseguir separar um do outro deu um tempero especial e diferenciado ao livro, o que fez com que eu o lesse com um interesse a mais.

Outro ponto que amo e que podemos encontrar em DESERTO DE OSSOS é a cronologia das histórias sendo narradas de forma intercaladas: ora o relato do sofrimento dos armênios na Primeira Guerra e a história de amor e sofrimento que fizeram parte do passado dos avós de Laura, ora Laura contando sobre seu presente, de seus familiares e o que a motivou para escrever a história de seus avós. Adoro esses recortes temporais e com eles CHRIS conseguiu me prender ainda mais em uma história que já era soberba.

O autor ainda aproveita para levantar questões como fé, religião, preconceito, etc. Situações tão presentes em nosso mundo hoje como anos atrás, o que nos deixa sempre refletindo que, infelizmente, o mundo não evoluiu com o passar dos tempos.

Mas o que realmente fica em nossa cabeça após finalizar a leitura é como esse massacre pode passar despercebido durante tantos anos, pois, confesso nunca, jamais ter estudado sobre o extermínio de mais de um milhão de armênios no período em questão. Ao mesmo tempo em que fiquei chocada com o livro, fiquei indignada com minha falta de informação sobre o assunto, mas, principalmente, fiquei sensibilizada com a forma como BOHJALIAN expôs essa triste história para o mundo. DESERTO DE OSSOS foi uma verdadeira aula de história, mas foi também uma lição sobre a humanidade e seus lados bons e maus. Um livro lindo, intenso e verdadeiro, daqueles que vai preencher e completar o interior de qualquer leitor! LEIAM! <3


26 de agosto de 2014

RESENHA: PLACEBO - Steven James (Ed. Nacional)



Boa tarde, pessoal!

A resenha de hoje é do meu gênero favorito: policial, e do meu autor favorito do gênero: STEVEN JAMES <3 Vou falar sobre PLACEBO, lançado pela editora NACIONAL.

PlaceboPLACEBO (Vol.1)
STEVEN JAMES
Série: A Experiência de Jevin Banks
Editora: NACIONAL              
Ano: 2014                  
Nº págs: 384
Gênero: Policial

SINOPSE: Ilusionismo, ciência e magia negra. Uma combinação improvável, com resultados eletrizantes. Ao investigar um polêmico centro de pesquisa neurológica para seu programa televisivo, o ex-ilusionista Jevin Banks descobre uma conspiração envolvendo o Pentágono e uma das maiores companhias farmacêuticas do mundo. Jevin está atrás de respostas, não apenas sobre o duvidoso programa de comunicação telepática e o que está por trás dele, mas também para a tragédia familiar que ele sofreu. Placebo explora os limites da ciência, da consciência e da fé. Este livro leva o leitor a uma jornada intensa, em um mundo onde homens de negócios, políticos e militares atuam por trás dos panos o tempo todo, e nada é o que parece ser! 

Desde que li O PEÃO, primeiro livro da série OS ARQUIVOS DE BOWERS, do JAMES, fiquei apaixonada pelo autor. Considero que hoje a editora NACIONAL é a responsável por lançar a melhor série policial da atualidade, e agora, depois de ler PLACEBO tenho que dizer que a editora é responsável por lançar as duas melhores seres policiais do momento, ambas do JAMES.

O que mais gostei em PLACEBO foi a impossibilidade de comparação com a série anterior. A única coisa passível de comparação entre as duas séries são as pessoas das narrativas, pois em ambas temos o personagem principal contando sua história em primeira pessoa, e outros fatos acontecendo, esses narrados em terceira, mas as comparações terminam aí, pois PLACEBO não é uma série puramente policial, ela pende também para o lado da ficção científica, falando sobre conexão entre pessoas através do pensamento, poder de ação e reação através da mente, e vários outros fatores; se fosse para fazer uma comparação, diria que PLACEBO lembra bastante o seriado FRINGE, mas, obviamente, não deixa de ter a pegada de ação dos livros policiais, nem de explorar o lado político que envolve os experimentos.

O protagonista é bastante diferente e deixa a história ainda mais soberba, pois ele não é um policial, detetive, investigador ou alguém ligado a lei, pelo contrário, ele é um ilusionista! Isso mesmo, um David Copperfield, rs. Sua especialidade é o escapismo e ele consegue sair dos mais diversos locais, nem sempre ileso. A única característica que o personagem tem em comum com os diversos heróis desse gênero é sua vida pessoal. Ele é viúvo (como muitos dos protagonistas policiais são) e mesmo depois de passado algum tempo ainda sofre pela morte da ex-mulher e dos filhos gêmeos, contudo, mesmo nessa mesmice, JAMES conseguiu apresentar um diferencial, pois Jevin não é um viúvo comum, e isso vocês vão ter que ler para descobrir, pois obviamente não vou contar :D

O enredo é magnífico e fabuloso, mas não vou enganá-los dizendo que não me senti confusa com algumas explicações científicas. Por mais que o autor tenha tentado explicar tudo de forma fácil e compreensível aos leigos, ainda assim senti minha pobre cabecinha dando um nó :S

Quando o Pentágono e o presidente americano foram inseridos na história, para mim,  PLACEBO ganhou um novo fôlego e se tornou mais interessante do que já estava. Já comentei aqui no blog e repito: tenho fascínio por obras que falam sobre presidentes americanos *_*

Mas, apesar de ter achado tudo muito incrível, foram duas as coisas que me chamaram mais atenção e fizeram com que passasse a achar PLACEBO uma série tão excelente quanto OS ARQUIVOS DE BOWERS. A primeira: os insetos. É nojento, eu sei! Mais nojento ainda vai ser quando vocês lerem sobre as vespas e baratas; ainda assim é uma parte fascinante e que prendeu minha atenção de um jeito incrível! Sadismo a parte, foi uma das melhores partes. Segunda: Riah, ou melhor, Dra. Riah, de longe a melhor e mais fascinante personagem de PLACEBO. Também não vou contar as razões, mas seu passado me tirou o fôlego e sua personalidade me arrepiou até o último fio de cabelo. Mulher incrível que promete muito para a continuação. Achei até que ela e sua história é que mereciam ser as protagonistas. Quem sabe isso não acontece em algum próximo volume da série... Estou torcendo.

E como é de praxe nos livros do STEVEN JAMES, vocês devem estar preparados para uma miscelânea incrível de assuntos: ligação entre irmãos gêmeos, indústria farmacêutica, assassinos treinados, maldições, vodu, pesquisas médicas reais e muito mais. É absolutamente incrível a forma como ele consegue unir tantos elementos.

Para quem gosta de livros policiais inteligentes, STEVEN JAMES é o autor certo! A cada livro amo mais esse homem. Espero que a editora NACIONAL lance em breve a continuação de PLACEBO, estou louca para conferir. Livro verdadeiramente EXCELENTE! Claro que foi para os favoritos *_* Super recomendo! <3