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3 de julho de 2015

RESENHA: JOGADAS DE ABERTURA - Steven James (Ed. Nacional)



Boa tarde, pessoal!

Hoje vou falar sobre o melhor gênero literário que existe: policial, claro. E também vou falar do meu autor favorito do gênero, e também da melhor série policial de todos os tempos *_* Obviamente, estou falando do STEVEN JAMES e de seu mais novo lançamento pela Editora NACIONAL: JOGADAS DE ABERTURA.

Jogadas de aberturaJOGADAS DE ABERTURA
STEVEN JAMES
Série: Os Arquivos de Bowers
Editora: NACIONAL              
Ano: 2015
Nº págs: 416
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Nos livros da série, Patrick Bowers, um agente especial do FBI, impediu a ação dos mais cruéis assassinos seriais já imaginados. Agora Steven James leva o leitor de volta ao passado, para o assustador início da carreira Bowers. Milwaukee, 1997. Em uma cidade ainda assombrada pelos crimes de Jeffrey Dahmer, uma série de terríveis sequestros e mutilações leva as autoridades para um caso nunca antes visto. A polícia acredita que um imitador de Dahmer está à solta. Mas Patrick Bowers, então um investigador de homicídios da polícia, suspeita de que exista algo além do que apenas uma homenagem ao infame canibal. Quando descobre que os crimes assombrosos fazem referência a alguns dos assassinos mais macabros e notórios dos Estados Unidos, a investigação se desenrola em uma espiral de pesadelos, manipulações, brutalidade e terror. Valendo-se de avançadas técnicas de investigação, Bowers precisa desmascarar um assassino que não irá parar até que sua mensagem seja ouvida pelo mundo. Arrepiante, audacioso e cheio de reviravoltas, Jogadas de Abertura é um livro imperdível para os fãs de Steven James e do agente Patrick Bowers.

Quem acompanha o blog sabe que vira e mexe eu falo do STEVEN JAMES e de sua magnífica série, OS ARQUIVOS DE BOWERS. Sempre que posso insiro algum dos livros da série na seção LISTAS, sempre que alguém me pede indicação de livro policial indico essa série e praticamente todos os dias da minha vida entro no site oficial do autor para ver se ele resolve continuar a série por muitos volumes mais. O problema é que todos os volumes levam nomes relacionados com o jogo de xadrez, e as peças já acabaram, mas sei lá, não ligo se ele inventar coisas, escolher outro jogo de tabuleiro, qualquer coisa, essa série não pode ter fim!

Pronto, chorei meu pranto e me desesperei, mas foi só para que vocês entendam o altíssimo grau de amor que tenho por essa série e pelo seu protagonista, Patrick Bowers. A razão de eu o amar tanto é o fato de JAMES ter sido muito foda na criação de seu personagem, que sai do comum dos investigadores, pois além de não ser um beberrão e viver eternamente atrás da mulher que o abandonou, ele também tem um diferencial em sua carreira, que é descobrir os criminosos através dos locais dos crimes. Desde que li O PEÃO fiquei completamente fascinada pela série, e ter agora JOGADAS DE ABERTURA em mãos só me fez querer relê-la o mais breve possível! A razão? É que apesar de esse ser o livro de número seis na série, ele conta a história de Patrick antes de O PEÃO, ou seja, apesar de lançado depois, na ordem cronológica ele seria o primeiro, e que primeiro!

Em JOGADAS DE ABERTURA somos apresentados a Patrick Bowers, não o Patrick Bowers do FBI de todos os outros livros, mas ao Patrick policial comum. Sim, o livro vai explorar o início da carreira do investigador e como ele fez para, com a ajuda de um agente do FBI, encontrar um serial killer de mil facetas, em que seu modus operandi era sempre diversificado, pois ele matava para homenagear grandes assassinos (da vida reaaaaal!!!!).

Um dos motivos pelos quais morro por causa dessa série e pelo STEVEN JAMES é por causa do talento do homem em misturar ficção e realidade em um livro policial. Se O PEÃO me conquistou por inserir no meio de seu magnífico enredo o massacre de Jonestown, JOGADAS DE ABERTURA me arrepiou ao mostrar a faceta de muitos serial killers que aterrorizaram os Estados Unidos, como por exemplo, Jeffrey Dahmer e Ed Gein. Isso só para citar dois deles, pois o livro aprofunda na história do estado do Wisconsin e dos matadores que de lá saíram. Acho que o estado deve ter algo ruim, pois não foram poucos os lunáticos que vieram de lá :S

O livro em si já é fabuloso e medonho, mas o início já é uma bofetada na cara do leitor, pois JAMES expõe uma experiência que seu próprio pai vivenciou com um serial killer. Como esse relato vem logo no início do livro, fica impossível não lê-lo com avidez e desespero, afinal, sabemos que a mistura com a realidade será bastante intensa e aterradora. Quando terminei o livro, por mais envolvida que tivesse com a história, juro que não conseguia tirar esse relato da cabeça, e fiquei me perguntando se foi esse o fato que impulsionou JAMES a ser autor de livros policiais. O fato em si nem é dos mais terríveis, mas deixa o leitor balançado por se ver mais próximo da realidade que de fato gostaria.

Mas voltando puramente a ficção... JOGADAS DE ABERTURA tem um enredo soberbo, que apresenta de forma magnânima tanto Patrick, o protagonista, como um dos vilões, que será uma pedra no sapato do investigador por muitos anos mais e que ganha um maior destaque em O PEÃO. Não vou negar que senti um prazer extremo ao ler sobre esse matador, isso porque ele realmente é o vilão mais interessante da série, o assassino mais frio, mais inteligente e mais amedrontador. E ele é o caso do vilão que quando não aparece em cena nos deixa com uma pontinha de saudade, pois sabemos que o cara tem carisma para ajudar a sustentar a trama.


Amei JOGADAS DE ABERTURA, amei ver como Patrick deu início a sua carreira e como ele encontrou o mais temível dos vilões. Foi uma leitura magnífica que só me fez morrer de vontade de reler a série de acordo com a cronologia. O melhor de tudo é que da finalização desse volume até o livro O PEÃO, existe uma brecha no tempo, são 10 anos que separam uma história da outra, e imploro dia e noite para que JAMES explore esse espaço de tempo e apresente mais aventuras de seu destemido e genial detetive. Quero e preciso de mais uns vinte livros dessa série. Que JAMES não deixe que XEQUE-MATE seja verdadeiramente o fim L Quem ainda não leu, toma vergonha na cara e corre ler! A-GO-RA! Série mais foda de todos os tempos! <3


2 de julho de 2015

INDICAÇÃO: HQs da CONRAD



Tarde, pessoal!

Como vocês sabem, essa semana está rolando um especial da Editora NACIONAL. E como quinta é dia de post de INDICAÇÃO, resolvi indicar duas HQs que saíram pelo selo da CONRAD: SURTADA NA DIETA e CALVIN E HAROLDO: AS TIRAS DE DOMINGO – 1985 – 1995.

Surtada na dietaSURTADA NA DIETA
NEONB
Editora: CONRAD              
Ano: 2015
Nº págs: 317
Gênero:Quadrinhos

SINOPSE: Sujee come compulsivamente, depois fica com a consciência pesada e tenta — apenas tenta — fazer dieta. Ela tem 25 anos e sempre sonhou que um dia emagreceria e poderia se vestir de um jeito mais compatível com a sua idade. Agora, Sujee está em uma duvidosa empreitada rumo ao corpo saudável. Para conquistar sua meta, ela vai receber o apoio do personal trainer Chan-Hee, que passa a morar na sua casa e a tomar conta da cozinha, virando seu mundo de cabeça pra baixo. E também vai sofrer com as tentações oferecidas por seu chefe comilão, que é apaixonado por ela. Surtada na dieta é o primeiro volume da trilogia QUERO EMAGRECER, que vai contar o dia a dia de Sujee com muito humor e doses de nonsense. 

A primeira coisa que chamou minha atenção em SURTADA NA DIETA foi o título engraçadíssimo! E conforme fui lendo, percebi que a graça não estava só no título. A HQ é toda trabalhada no humor e Sujee, a protagonista, é um sarro! É impossível não rir de sus trapalhadas e das inúmeras tentativas de emagrecer que ela já fez. Além disso, a HQ também é bem informativa e traz uma “historinha” sobre o organismo de Sujee e como ele se comporta. Mas, o mais interessante na HQ é que, apesar do tom de humor, ela também aborda o assunto do emagrecimento com uma perspectiva séria, trazendo pontos bem interessantes e reais das etapas do emagrecimento, como, por exemplo, a importância do café da manhã:


Abaixo, mais algumas fotos desse livro FANTÁSTICO e que vale a pena ser devorado ;)

 








E a segunda indicação de hoje é CALVIN E HAROLDO: AS TIRAS DE DOMINGO (1985-1995).


Calvin e Haroldo - As Tiras de Domingo 1985 - 1995CALVIN E HAROLDO: AS TIRAS DE DOMINGO (1985-1995)
BILL WATTERSON
Editora: CONRAD              
Ano: 2014
Nº págs: 95
 Gênero: Quadrinhos


SINOPSE: As compilações de tiras de Calvin e Haroldo são ótimo livros para ter, mas a oportunidade de ver os originais e ler o que Bill Watterson pensa a respeito é um privilégio. Ele generosamente compartilhou não só sua arte, mas sua vida e seus pensamentos. Quando analisei o trabalho escolhido para a exposição, eu sabia que os visitantes chegariam aos risos e iriam embora às lágrimas. (Do Prefácio de Lucy Shelton Caswell, professora e curadora da Biblioteca de Pesquisa de Quadrinhos e Cartuns da Universidade Estadual de Ohio, em junho de 2001)

Não sei vocês, mas faz muitos e muitos anos que sou apaixonada por esse garotinho e seu tigre de pelúcia personificado. Adoro a audácia e as tiradas de CALVIN e AMO as lições de moral que de vez em quando HAROLDO dá nele.
Adorei essa HQ da CONRAD porque eles tiveram o trabalho impecável de trazer a tirinha como ela se apresentou no jornal:
  



E ao lado a mesma versão dela, mas em cores *____*



Não bastando esse capricho, ainda temos BILL WATTERSON comentando o que achou de cada tira e o motivo de tê-la escolhido como sua preferida. Não dá para ser mais perfeito que isso <3


Leiam, leiam, leiam!


12 de março de 2014

RESENHA: UM ESTUDO EM VERMELHO - Arthur Conan Doyle (Ed. Nacional)



Oi, gente!

Nesse meio de semana trago para vocês a resenha de UM ESTUDO EM VERMELHO, do SIR ARTHUR CONAN DOYLE, lançado pela EDITORA NACIONAL.

UM ESTUDO EM VERMELHO
SIR ARTHUR CONAN DOYLE
Editora: COMPANHIA EDITORA NACIONAL              
Ano: 2013                  
Nº págs: 200
Gênero: Policial

SINOPSE: O cadáver de um homem, nenhuma razão para o crime. É a primeira investigação de Sherlock Holmes, que fareja o assassino como um “cão de caça”. Lamentava-se de que “não há mais crimes nem criminosos nos nossos dias”, quando, nesse instante, recebe uma carta a pedir a sua ajuda — o cadáver de um homem foi encontrado numa casa desabitada, mas não há qualquer indício de roubo ou da natureza da morte. Sherlock Holmes não resiste ao apelo, mas sabe que o mérito irá sempre para a Polícia.

Tenho até vergonha de admitir, mas a verdade é que NUNCA havia lido nada do Sherlock. Sei que ele é um dos detetives mais famosos do mundo, e que quem gosta de policial TEM que ler os livros com ele, mas, apesar de ter a coleção completa em casa, nunca tinha surgido curiosidade suficiente para começar a ler CONAN DOYLE. Mas quando os livros da Editora Nacional chegaram, havia dois livros do autor, por isso resolvi que teria que ter essa experiência logo! E confesso: não achei tudo isso :s

Vou tentar explicar. O que desgostei não foi da história em si, mas de sua estrutura. O livro é dividido em duas partes: a primeira, com o desenvolvimento e conclusão do crime, e a segunda, com o motivo. Achei isso bizarro, mas, como diria Jack, o estripador, vamos por partes.

Como muitos sabem, sou fascinada pela Agatha Christie, e já vi muitas pessoas comparando os dois autores. A meu ver, em nada se assemelham, e Agatha, no quesito estrutura, é mil vezes melhor. Mas vou explicar o que quero dizer com isso da estrutura.

Na primeira parte temos a apresentação de Sherlock por Watson, e nessa parte achei alguma semelhança com Agatha e seus personagens: Poirot e Hastings. É nesse momento que preciso dizer que tenho imensa simpatia pelos dois personagens secundários e dizer que os protagonistas ganharam meu desprezo. Houve um tempo, em minha juventude, que idolatrava Poirot, mas com o passar dos livros ele foi se tornando prepotente, arrogante, metido e parecia gostar de humilhar Hastings. Sherlock não foi tão longe, não precisou de vários livros para mostrar sua arrogância. No primeiro livro que DOYLE escreveu sobre o personagem, já deixou bem claro seu enorme ego, e não, não achei Sherlock genial ou divertido. Em muitas partes sua arrogância foi tão grande que esqueci que ele era um ótimo investigador.

Ainda nessa primeira parte, TODO o crime é cometido, investigado, resolvido e o culpado apresentado.

Na segunda parte, temos quase 100 páginas que contam o motivo dos crimes, e aí, sim, mergulhei em uma história que me cativou. Apesar de adorar livros policiais, de amar os detetives, e idolatrar acompanhar as pistas, a primeira parte passou tão rápido que não deu a possibilidade de “queimar as mufas” para tentar compreender algo sobre o crime. Mas quando a segunda parte chegou, o desenvolvimento, a intensidade das emoções por trás das mortes, as reais razões, aí o livro me ganhou.

DOYLE apresentou de forma magistral essa segunda parte, que além de tudo foi tocante e comovente. E foi justamente por isso que essa estrutura tão separada do livro não me agradou. Se UM ESTUDO EM VERMELHO tivesse sido escrito como a maioria dos romances policiais de hoje, teria sido brilhante! Hoje, os autores policiais vão apresentando sua investigação, e por meio de flashback vão retomando as passagens que trazem os dramas à história, fazendo com que tudo caminhe simultaneamente e sem uma clara divisão na história. Na realidade, muitos autores antigos também fazem isso, até a própria Agatha, tão comparada ao DOYLE usa do recurso.


Essa divisão tão brusca foi o que me desagradou em UM ESTUDO EM VERMELHO. Não sei se os outros livros com o personagem seguem dessa mesma forma, mas vou conferir AS AVENTURAS DE SHERLOCK HOLMES para poder dizer mais. Quanto ao fato de ter antipatizado com Holmes, acho que já é tarde demais para que ele me faça gostar dele, mas nunca se sabe. Em todo caso, assim como faço com Poirot, vou ler sem preconceito e sem pensar em sua arrogância e prepotência.


7 de março de 2014

RESENHA: O PEÃO - Steven James (Ed. Nacional)



Oi, gente!

Não sei se vocês viram, mas semana passada o blog fechou parceria com a COMPANHIA EDITORA NACIONAL. A editora vem lançando vários livros policiais, dentre eles a série OS ARQUIVOS DE BOWERS do STEVEN JAMES. JAMES ainda é um autor pouco conhecido no Brasil, mas tem tudo para ver seus livros brilharem por aqui, sua narrativa é fantástica, seu personagem fabuloso, e sua genialidade incomum.

Foi justamente por gostar tanto de policiais, que acabei conhecendo a editora. Faz um tempo que, no Skoob, consegui os dois primeiros livros dessa série, mas só agora que fechei parceria com a editora peguei O PEÃO para ler, o que foi uma pena, porque é um livro que merece ser devorado assim que cai em mãos.

O Peão
O PEÃO
STEVEN JAMES
Editora: COMPANHIA EDITORA NACIONAL             
Ano: 2013                  
Nº págs: 416 
Gênero: Policial

SINOPSE: As aventuras de Patrick Bowers ao longo de cinco livros nos levam por um mundo de violência psicopata. Com uma inteligência acima da média, o agente especial do FBI chega, nessa série, ao limite de suas capacidades, enfrentando criminosos cada vez mais habilidosos. Trazido da Carolina do Norte para ajudar no caso de um serial killer, o agente especial do FBI Patrick Bowers se vê no meio de um jogo de gato e rato. Astuto e letal, o assassino está sempre um passo à frente da lei e está prestes a marcar mais um ponto novamente. Bowers vai ter que usar todos os seus instintos, habilidades e suas modernas e controversas técnicas de criminologia ambiental para deter o homem que se autodenomina o Ilusionista.
                                                    
O PEÃO segue a linha policial exatamente do jeito que eu gosto: muitas mortes, assassino inteligente e uma investigação que vai dando pistas e alimentando o leitor de forma gradual para que a curiosidade se aguce a cada página.

Apesar de muitas coisas semelhantes com muitos livros policiais, as particularidades da série de JAMES saltam aos olhos, a começar por Patrick, o protagonista. Confesso que Pat foi uma das maiores e mais agradáveis surpresas que encontrei em um livro policial. Enquanto nos livros do gênero temos investigadores, detetives, psicólogos, etc, em O PEÃO temos um especialista em criminologia ambiental. Pat é um profiler diferente, ele não se importa com a psicologia por trás do assassino, nem com seus métodos e motivações, ele traça o perfil desses monstros através da hora e lugar que eles mataram suas inocentes vítimas. Após descobrir essa diferente característica na metodologia para solucionar os crimes, O PEÃO torna-se o tipo de livro impossível de largar e que nos coloca para pensar e fazer conexões com cada pequena dica que dá.

Obviamente, o livro conta com seus investigadores, psicólogos, policiais, etc, mas ninguém brilha como Pat. Como sua “profissão” é bastante diferente de tudo que já li até hoje, entrei num frenesi gigante ao acompanhar não só os passos dele para punir culpados, mas também sua vida pessoal. Assim como na maioria dos romances policiais, Pat não tem uma vida pessoal muito agradável, mas não porque seja um beberrão, ou esteja apaixonado pela ex-mulher ou porque seja um galinha, situações comuns aos protagonistas desse tipo de livro. Ao contrário deles, Pat é um viúvo que sofre com a morte da esposa e ainda mais com o medo de se aproximar de Tessa, sua enteada de 17 anos.

A elaboração desse personagem foi algo que fez com que JAMES ganhasse meu coração para a série. Achei extremamente inteligente o fato de o autor ter apresentado os pontos tão iguais a qualquer outro livro policial, ao mesmo tempo em que conseguiu mostrar peculiaridades tão surpreendentes nos mesmos fatos, tornando assim PATRICK BOWERS um personagem único e a série OS ARQUIVOS DE BOWERS peculiar. Quando se tem a sensação de mais do mesmo, STEVEN rapidamente insere algo inédito que faz com que exclamemos: “puta que pariu” (com o perdão da expressão).

Aliás, “pqp” foi uma das palavras que mais passaram pela minha mente durante a leitura. Porque em relação ao enredo, o autor conseguiu fazer a mesma coisa que com o personagem principal: jogou várias informações características de qualquer livro policial, mas no meio foi inserindo fatores inéditos que me deixaram de boca aberta. Fiquei impressionada com tamanha criatividade para criar essas singularidades.

Se o serial killer, chamado de O Ilusionista, parece um serial comum em seu jeito de matar, mostra-se completamente meticuloso ao limpar seus rastros, mas principalmente, ao estar sempre um passo à frente. Ainda estou assoberbada pensando se fiquei mais surpreendida com a inteligência do assassino, ou com sua história de vida.

Outro ponto que chama muita atenção é a forma da narrativa: em primeira pessoa, feita por Pat, quando ele está no comando de sua investigação, e em terceira, quando entramos na vida do Ilusionista. É extremamente prazeroso acompanhar as duas perspectivas: a do crime sendo cometido, ou sendo preparado para acontecer, e de ele já cometido, mostrando a investigação e como se chegar às pistas.

Mais um aspecto que torna o livro incrível (sim, mais um!), é o fato de no meio desses assassinatos tão bárbaros, termos uma investigação paralela sobre um político e o massacre ocorrido em Jonestown em 1978. Simplesmente AMO quando os autores conseguem inserir algum fato real no meio de sua ficção, e JAMES conseguiu isso de uma forma brilhante, que nos tira o fôlego, pois, ao mesmo tempo em que pensamos que as pessoas envolvidas na seita de Jim Jones eram loucas, também temos dó delas por alguns fatos revelados. Além disso, é impossível terminar a leitura e não correr para internet para saber um pouco mais sobre ocorreu naquele 18 de novembro de 1978.


Não há nada que eu ache mais incrível que um autor que consiga fazer com que permaneçamos pensando em seu livro mesmo após finalizá-lo. Mais incrível ainda é quando ele consegue expor fatos, em meio a sua ficção, que depois nos tiram da situação de meros leitores e nos colocam a frente de um computador como pesquisadores para saber ainda mais. SETEVEN JAMES ganhou mais uma fã, e eu mais um autor policial para idolatrar. 5 estrelas são poucas para avaliar, por isso, claro, teve que ir para os favoritos <3