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2 de novembro de 2016

RESENHA: O MEDO MAIS PROFUNDO - Harlan Coben (Ed. Arqueiro)



Olá, queridos!

Hoje vim falar sobre O MEDO MAIS PROFUNDO do HARLAN COBEN, lançado pela editora ARQUEIRO.

O Medo Mais ProfundoO MEDO MAIS PROFUNDO
HARLAN COBEN
Editora: ARQUEIRO
Ano: 2016
Nº págs: 272
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando a namorada o trocou por seu maior adversário no basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing. Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea – de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto. Aturdido com a notícia, Myron dá início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça. Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.

Juro que pensei que chegaria aqui e falaria mal desse livro, afinal, quem acompanha o blog sabe que já nutri um amor profundo pelo COBEN, mas que ultimamente andava bem decepcionada com o autor e sua eterna mesmice nos livros. Tudo parecia um repeteco, nada era diferente e Myron já estava até me irritando por jamais ter uma mudança de postura, algumas vezes até achei ter lido algumas frases em outros livros. Sim, estava aborrecida com o autor e solicitei O MEDO MAIS PROFUNDO até com certo desgosto, afinal, achei que ele seria o ponto final do meu relacionamento com COBEN, mas fui surpreendida!

Gente, assumo, ADOREI esse livro! Ok, não gostei de a sinopse ter entregado logo sobre quem era o pai do garoto, mas isso é revelado logo nas primeiras páginas, então não foi feito um estrago na leitura, o que gostei foi de ter me divertido mesmo com o enredo comum de pessoa desaparecida que o autor SEMPRE apresenta.

Aqui temos um doador desaparecido, mas, mais que ir atrás dele, Myron também está atrás de um serial killer, e foi essa a parte da história que me cativou. Sim, eu gosto de serial killers e não há outra forma de correr atrás deles que não seja procurando-os, portanto, dessa vez perdoei COBEN pela mesmice de ter alguém desaparecido.

Gostei da pitada de drama que foi colocada à trama, gostei de ver o emocional do Myron abalado, gostei de vê-lo em uma busca frenética tanto para encontrar o doador como para encontrar o assassino, gostei de fazer as pazes com COBEN, não que não vá continuar com os pés atrás, mas me senti extremamente feliz por ainda não descartar o autor, uffa!!!


Sim, tiveram elementos de que não gostei, mas não vou poder citar aqui porque seriam spoilers, mas tudo bem, deixo passar porque finalmente Myron conseguiu me conquistar e me deixou satisfeita. Para quem, assim como eu, andava meio de saco cheio do COBEN e seus eternos desaparecimentos, O MEDO MAIS PROFUNDO pode ser uma chance de reaproximação. Gostei ;) Confiram!


15 de julho de 2016

RESENHA: NOITE SOBRE AS ÁGUAS - Ken Follett (Ed. Arqueiro)



Olá, meus queridos!

Hoje vou falar sobre NOITE SOBRE AS ÁGUAS, lançamento do KEN FOLLETT pela ARQUEIRO.

Noite Sobre as ÁguasNOITE SOBRE AS ÁGUAS
KEN FOLLETT
Editora: ARQUEIRO              
Ano: 2016
Nº págs: 432
Gênero: Drama

SINOPSE: Setembro, 1939. Poucos dias após o Reino Unido declarar guerra à Alemanha, um enorme hidroavião está prestes a partir da costa sul da Inglaterra. A aeronave mais luxuosa do mundo tem como destino Nova York, no que deve ser o último voo civil a sair da Europa antes do conflito.  A bordo dela encontram-se tanto a nata da sociedade quanto a escória da humanidade. Contudo, não é apenas a guerra que motiva os passageiros a deixar o continente: eles também querem se distanciar do próprio passado.  Confinados por trinta horas em meio a todo o conforto, porém numa época em que voar ainda é um empreendimento arriscado, eles veem a travessia do Atlântico se tornar uma viagem de crescente angústia, com perigos inesperados que os conduzem a uma tempestade de violência, intriga e traição. Em Noite sobre as águas, Ken Follett exibe mais uma vez sua escrita magistral ao narrar as histórias dos mais diferentes personagens e fazê-las colidir neste emocionante voo cinco estrelas.

Meu contato com FOLLETT foi recente. Deve fazer por volta de um ano ou dois que tive meu primeiro contato com o autor, mas a primeira experiência bastou para que eu desejasse mais e mais FOLLETT. No começo desse ano esse homem me levou a uma experiência apaixonante com seu MUNDO SEM FIM, e desde então vim desejando com ardor ler mais livros seus. Minhas preces foram atendidas e fui brindada com o incrível NOITE SOBRE AS ÁGUAS, que não ganhou 5 estrelas por ser um pouquinho, mas pouquinho mesmo, inferior aos demais livros dele que li, mas não deixou de ser incrível mesmo assim.

Aqui FOLLETT nos insere em um luxuoso hidroavião (que de fato existiu) dias após o Reino Unido declarar guerra à Alemanha. Vocês sabem que AMO o mote da 2ª Guerra, justamente por isso fiquei absorta no livro, que a tem como pano de fundo, pois quem brilha mesmo são os personagens.

Só quem já leu FOLLETT vai entender o quanto esse homem é excepcional na hora de elaborar seus personagens e a personalidade sempre marcante e cativante deles. Até aquele personagem mais chatinho nos conquista e tem algo a acrescentar. Foi o caso de Harry, um personagem que achei chato e até fiquei aborrecida com algumas de suas aparições, mas que soube dar o devido valor que o personagem teve na trama.

Os personagens são vários, e ambientá-los no pequeno espaço do avião foi um “golpe” de mestre por parte de FOLLETT, ainda mais por ter conseguido trazer tanta intriga e conectar tantos elementos na obra. O embate entre dois irmãos foi algo que me tirou o fôlego e tomou as páginas do livro, tão intensa foi mostrada a relação.


Por outros livros do FOLLETT, sei que ele é um grande contador de histórias e que seu ponto forte são mesmo os personagens, mas fiquei um tantinho frustrada por ter visto tão pouco sobre a 2ª Guerra exposto. Sei que o foco aqui era o avião e sua real existência, mas desejei mais. Na verdade, tudo era tão interessante que eu queria mesmo era um livrão do tamanho de MUNDO SEM FIM, para poder ficar um mês vivendo a vida e os dramas daquelas pessoas. Infelizmente, NOITE SOBRE AS ÁGUAS é curtinho e passou muito rápido, mas mesmo assim foi brilhante e inesquecível! Ainda quero ler muitos livros mais do autor <3


13 de julho de 2016

RESENHA: A GAROTA ITALIANA - Lucinda Riley (Ed. Arqueiro)




Olá, pessoal.

Hoje venho falar sobre a enorme decepção que tive com A GAROTA ITALIANA da LUCINDA RILEY lançado pela editora ARQUEIRO.

A Garota ItalianaA GAROTA ITALIANA
LUCINDA RILEY
Editora: ARQUEIRO              
Ano: 2016
Nº págs: 464
Gênero: Romance, Drama

SINOPSE: Uma inesquecível história de amor, traição, paixão, obsessão e música. Aos onze anos de idade, Rosanna Menici conhece o cantor Roberto Rossini, uma estrela em ascensão no mundo da ópera italiana - e o homem que mudaria sua vida para sempre. Incentivada - e apaixonada - por ele, Rosanna passa a se dedicar ao estudo do canto lírico, torna-se cantora profissional, e logo os dois se encontram nas salas de concerto mais famosas do mundo, dividindo não só o palco como também o mesmo destino. Com seu talento incomum para descrever ambientes e evocar sensações e sentimentos universais, Lucinda Riley nos leva a acompanhar a trajetória de Rosanna, desde os bairros pobres de Nápoles até os teatros mais glamourosos do planeta, trazendo à tona, com sua prosa inconfundível, as alegrias, tristezas, frustrações, decepções e redenções do amor.

Quando A CASA DAS ORQUÍDEAS, primeiro livro da LUCINDA no Brasil foi lançado, fiquei apaixonada por essa mulher. A narrativa era incrível, o enredo mágico e a ambientação perfeita. Logo se seguiram outros livros: A LUZ ATRAVÉS DA JANELA, A GAROTA DO PENHASCO e A ROSA DA MEIA-NOITE, todos 5 estrelas e todos fazendo parte dos meus favoritos. Quando a série AS SETE IRMÃS foi lançada, fiquei com peso na consciência, pois abandonei a leitura do primeiro livro. Ele não fluía e eu também não estava muito empolgada para esperar outros seis livros serem lançados. Passei a me sentir em dívida com a autora e resolvi que iria me redimir com ela com A GAROTA ITALIANA, mas o que encontrei foi um romance totalmente previsível, com segredos tolos, que só foram escondidos para a protagonista, pois não eram capazes nem ao menos de enganar o leitor por mais de duas páginas, e diálogos tão rasos, tolos e banais que muitas vezes me perguntei se estava mesmo lendo um livro da LUCINDA!

A cada capítulo sentia que estava levando um novo golpe e que a autora que eu tanto amara havia perdido a mão e parecia até sentir preguiça com esse livro, tão simplórias eram as conversas, as ameaças, os dramas. Senti falta da autora complexa que encontrei nos livros anteriores; da autora que ambientava sua história de uma forma que me fazia viajar, da autora que deixava claro que havia feito muita pesquisa para que seu livro estivesse perfeito e completamente verossímil. O que senti com A GAROTA ITALIANA foi que alguém a apressou para escrever logo mais alguma coisa e sua excelência foi atropelada pela pressa de ter um novo livro pronto.

Não teve um só mistério que não foi passível de ser descoberto assim que mencionado. O mais triste é que LUCINDA parecia achar que aquilo seria uma verdadeira surpresa para o leitor, pois demorou muito para revelar algumas coisas, outras só foram reveladas ao final, como se tivessem sido grandes suspenses, que não foram.


Estou arrasada! Sou dessas que sofre muito quando encontra um livro ruim de um autor que ama. Nesse momento, só tenho vontade de me aboletar em uma cama com A CASA DAS ORQUÍDEAS para relembrar a talentosíssima autora que conheci e me apaixonei. A GAROTA ITALIANA entra para minha listinha negra de NÃO RECOMENDO :s


17 de junho de 2016

RESENHA: NÃO FALE COM ESTRANHOS - Harlan Coben (Ed. Arqueiro)



Olá, queridos.

Como vocês estão?

Estou super sumida aqui do blog e devendo resenhas, resultado de sorteios, etc... Eu sei... Mas estou passando por um momento muito turbulento. O concurso que passei me chamou, estou naquela entrega de papelada, fazendo exames e pior, procurando lugar para morar, sim, estou arrasada porque terei que sair de casa L Mas isso será assunto para a seção AS CHATICES DA MARI, que faz um tempão que não vai ao ar. Hoje vocês vão é conferir a resenha de NÃO FALE COM ESTRANHOS do HARLAN COBEN, último lançamento do autor pela editora ARQUEIRO.

Não Fale Com EstranhosNÃO FALE COM ESTRANHOS
HARLAN COBEN
Editora: ARQUEIRO              
Ano: 2016
Nº págs: 304
Gênero: Suspense

SINOPSE: O estranho aparece do nada e, com poucas palavras, destrói o mundo de Adam Price. Sua identidade é desconhecida. Suas motivações são obscuras. Mas suas revelações são dolorosamente incontestáveis. Adam levava uma vida dos sonhos ao lado da esposa, Corinne, e dos dois filhos. Quando o estranho o aborda para contar um segredo estarrecedor sobre sua esposa, ele percebe a fragilidade do sonho que construiu: teria sido tudo uma grande mentira? Assombrado pela dúvida, Adam decide confrontar Corinne, e a imagem de perfeição que criou em torno dela começa a ruir. Ao investigar a história por conta própria, acaba se envolvendo num universo sombrio repleto de mentiras, chantagens e assassinatos. Intrigante e perturbador, Não Fale Com Estranhos é mais que um suspense de tirar o fôlego. É uma reflexão sobre o bem e o mal, o amor e o ódio, o certo e o errado, os segredos, as mentiras e suas consequências devastadoras.

Já tive um amor extremo por esse homem e ele figurou entre meus autores favoritos por muito tempo, mas foi um leitor aqui do blog que melou minha relação com o COBEN. Muito educadamente esse leitor comentou algo como “é legalzinho, mas todos os enredos dele falam de pessoas desaparecidas, não muda a fórmula nunca!” Pois é, na minha idolatria cega, não havia prestado atenção a esse fato, que é a mais pura realidade! COBEN NÃO MUDA SEU ENREDO! NEVER! E talvez seja por isso que NÃO FALE COM ESTRANHOS tenha me surpreendido tanto! Não temos uma pessoa desaparecida! \o/  Calma, não comemorem tanto, tem alguém que some, mas é diferente do que ele já apresentou.

Não nego que devorei o livro e não soltei até terminar. A pessoa desaparecida demora muito para “sumir”, isso porque o enredo nos leva a crer que ela simplesmente precisava de um tempo para reflexão, então o fato de a personagem não figurar mais na trama torna desimportante frente a curiosidade que temos para saber quem é a figura misteriosa que revela segredos escabrosos das pessoas para seus cônjuges. Misturado a isso, temos outros personagens que vão aparecendo para relatar a devastação que suas vidas sofreram quando seus obscuros segredos foram revelados... Ah, eu estava AMANDO o livro. Estava com a sensação de ser meu primeiro COBEN, pois não consigo esquecer o quão maravilhosa foi minha primeira experiência, eis que o autor resolveu voltar a mesmice e falar da personagem que tinha “sumido” por escolha própria... Aí eu já comecei a ver semelhanças com todos os seus enredos anteriores e fiquei um tanto quanto desgostosa com o que estava sendo apresentado. Mas não nego, continuei hipnotizada pela história que COBEN estava apresentando, que, apesar do desaparecimento, teve um desfecho totalmente diferente de seus outros livros, o que me deixou de boca aberta.

Vocês devem estar se perguntando então a razão de eu ter dado apenas 3 estrelas ao livro, já que mesmo tendo uma parte de mesmice eu me surpreendi, a explicação é uma só: o final corrido, absurdo e implausível que foi apresentado! Apesar de pecar pela repetição, em 90% das vezes COBEN consegue elaborar um final digno para o enredo e para os personagens, mas em NÃO FALE COM ESTRANHOS senti que ele estava meio com preguiça. Foi corrido e bastante absurdo. Nada me convencia e eu fiquei me sentindo uma tola por ter vibrado momentos antes.


Sim, vou continuar lendo livros do autor, mas confesso que ultimamente espero cada vez menos de seus enredos e personagens. Vou aguardar para conferir o que vem na próxima, que ele supere seus livros magníficos como NÃO CONTE A NINGUÉM e CONFIE EM MIM, sempre meus preferidos, sempre os que não consigo deixar de comparar os posteriores e achá-los inferiores L


27 de maio de 2016

RESENHA: O QUARTO DIA - Sarah Lotz (Ed. Arqueiro)



Olá, pessoas lindas!

Hoje é dia de resenha de livro de suspense, e esse me tirou a paz! Estou falando de O QUARTO DIA da SARAH LOTZ, lançado pela editora ARQUEIRO.

O Quarto DiaO QUARTO DIA
SARAH LOTZ
Editora: BERTRAND BRASIL              
Ano: 2016
Nº págs: 352
Gênero: Thriller, Suspense

SINOPSE: Em O Quarto Dia, Sarah Lotz conduz o leitor por uma viagem de réveillon que tinha tudo para ser perfeita. Mas às vezes o novo ano reserva surpresas desagradáveis... Janeiro de 2017. Após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Poderia ser só mais um caso de falha de comunicação e pane mecânica... se não fosse por um detalhe: não há uma pessoa viva sequer no cruzeiro. As autoridades acham indícios de uma epidemia de norovírus, mas apenas descobrem os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos os registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis.  Como milhares de pessoas podem ter sumido sem deixar rastro? Teorias da conspiração se alastram, mas só há uma certeza: 2.962 passageiros e tripulantes simplesmente desapareceram no mar do Caribe.

Amei OS TRÊS e não via a hora de ler O QUARTO DIA, mas surpresa é o que define a leitura desse livro. Por OS TRÊS ter sido uma leitura bastante lenta, imaginei que O QUARTO DIA seguiria os mesmos moldes e fui surpreendida por uma narrativa cheia de ritmo, extremante fluida e que me deixou alvoroçada a cada página.

Se em OS TRÊS tivemos a misteriosa queda de 4 aviões explorada, em O QUARTO DIA a autora optou por algo ainda mais legal: quase 3 mil desaparecidos em um navio! AMO histórias que se passam em navios e fiquei maravilhada com esse enredo instigante que LOTZ criou. Através de uma gama de personagens, que vão ganhando capítulos e mais capítulos na trama, vamos tomando conhecimento do que está acontecendo a bordo: os passageiros, a tripulação, as panes, o medo das pessoas, os sentimentos delas, a frustração de estarem em alto mar sem comunicação e muito mais.

O QUARTO DIA é um livro que se faz incrível por seus personagens, que são muitos, mas alguns deles chamam mais a atenção, como por exemplo, as duas amigas, já senhoras de idade, que embarcaram com um plano em mente, um grupo de jovens que têm uma das participantes assassinada, um assassino bizarro e os melhores: uma vidente e um blogueiro que tenta derrubar suas “visões”.

É través dessa vidente e de suas conversas com os espíritos que O QUARTO DIA fica a cada momento mais e mais interessante. Afinal, o blogueiro está lá para dizer que ela é uma impostora, e alguns fatos até revelam que ela seja mesmo, porém, ao mesmo tempo, sabemos que ela de fato consegue “ver” algumas coisas, e são essas passagens sinistras que vão gerando uma constante tensão no enredo, tensão essa que nos faz sentir curiosidade, receio e um medinho bem gostoso do que possa vir.

Assim como em OS TRÊS, em O QUARTO DIA a autora não apresentou uma explicação clara sobre os acontecimentos, e exatamente por isso que amei os dois livros, fica a critério da imaginação de cada um imaginar o que pode realmente ter acontecido, quem ou o que podem ter sido o responsável pelo navio ter se perdido no meio do oceano e ter sofrido as panes que sofreu, bem como LOTZ deixa a critério do leitor formular suas próprias explicações e teorias sobre o desaparecimento dos passageiros e tripulação. Adoro livros de terror que permitem essa flexibilidade na hora da leitura e que não ficam explicando detalhadamente os fatos, afinal, é o medo de cada um que leva a formular diversas conjecturas sobre os fatos.


Livro fantástico e brilhante! 5 estrelas com toda certeza do mundo! AMEI, AMEI, AMEI e espero por mais e mais tragédias medonhas apresentadas por LOTZ. Espero que tenha mais <3.


26 de maio de 2016

RESENHA: NO SEU OLHAR - Nicholas Sparks (Ed. Arqueiro)



Olá, pessoal.

Antes de mais nada, preciso dizer que para mim foi um sofrimento imenso escrever essa resenha, sofrimento porque, pela primeira vez na vida, vou falar mal (e provavelmente MUITO mal) de um livro do NICHOLAS SPARKS. O “detonado” da vez será NO SEU OLHAR, o mais recente lançamento do autor pela ARQUEIRO.

No Seu OlharNO SEU OLHAR
NICHOLAS SPARKS
Editora: ARQUEIRO              
Ano: 2016
Nº págs: 432
Gênero: Romance, Drama

SINOPSE: Filha de imigrantes mexicanos, Maria Sanchez é uma advogada inteligente, bonita e bem-sucedida que aprendeu cedo o valor do trabalho duro e de uma rotina regrada. Porém um trauma a faz questionar tudo em que acreditava e voltar para sua cidade natal, a pequena Wilmington.  A cidade também é o lugar que Colin Hancock escolheu para se dar uma segunda chance. Apesar de jovem, ele sofreu mais violência e abandono do que a maioria das pessoas. Também cometeu sua parcela de erro e magoou mais gente do que gostaria. Agora está determinado a mudar de vida, tornar-se professor e dar às crianças o carinho e a atenção que ele próprio não teve.  Colin e Maria não foram feitos um para o outro, mas um encontro casual durante uma tempestade mudará o rumo de suas histórias. Ao confrontar as diferenças entre os dois, eles questionarão as próprias convicções. E ao enxergar além das aparências, redescobrirão a capacidade de amar. Porém, nessa frágil busca por um recomeço, o relacionamento deles é ameaçado por uma série de incidentes suspeitos que reaviva antigos sofrimentos. E quando um perigo real começa a se impor, Colin e Maria precisam lutar para que o amor sobreviva. Com uma trama madura e repleta de emoções e de suspense, No Seu Olhar mostra que o amor às vezes é forjado em crises que ameaçam nos destruir e que o primeiro passo para a felicidade é acreditar em quem podemos ser.

Pessoas da minha vida!, não sei dizer o que fez meu sofrimento maior, concluir a leitura desse livro ou ter de falar mal de um autor que amo de paixão. Mas, sejamos realistas, depois de tantos livros, SPARKS não poderia acertar comigo sempre, e essa foi a vez em que ele me decepcionou de forma magnânima.

NO SEU OLHAR sugere ser um livro de romance com thriller, imediatamente pensei em O GUARDIÃO e soltei um “Yes”, é eu tinha certeza de que iria amar, até chegar na metade...

Na metade do livro nada sobre o tal thriller se fazia presente, pelo contrário, a única coisa apresentada era a história de amor entre Maria e Colin, e não, não foi um romance igual aos do tio NICK, não teve nada de maduro, singelo e belo, pelo contrário, senti que SPARKS tinha terminado de ler BELO DESASTRE e quis criar um novo Travis, porém, ainda pior que o original, pois aqui temos um Travis, ooops, Colin, de 28 anos, que se comporta como um adolescente de 18, que já se meteu em MUITA confusão, foi preso, adora uma briga, ama violência e é cheio de tatuagens... Parecido com Travis? Claro, e mais ainda: Colin luta! Hahahaha, Deus, odiei BELO DESASTRE e achei que NINGUÉM conseguiria escrever sobre um personagem mais boçal que Travis Maddox, mas nada é tão ruim que não possa piorar, e eis que SPARKS me surpreende criando um personagem completamente diferente de seu habitual, completamente igual a um já existente, e pior: ainda tenta fazer o rapaz se passar por bom moço por algumas PEQUENAS mudanças que teve em seu comportamento imaturo e infantil... Se-nhor!

E claro que a tal da Maria também não salvou. Moça genial, advogada de primeira linha, sempre certinha e correta, extremamente inteligente e dedicada. E ela faz o quê? Se apaixona perdidamente por Colin! Nesse momento me senti uma retardada! Sério, eu perdôo adolescentes que se envolvam com esse tipo de sujeito, mas uma mulher genial, beirando os 30, advogada, se envolver com um tipo desse? SPARKS abusou da minha compreensão de mundo! Pior, fiquei em dúvida se a moça era realmente advogada, pois MUITAS vezes ela parecia não saber nada de nada sobre lei! Ela não se fazia compreender, não se impunha, não sabia sobre direitos... E era considerada um gênio ¬¬, a personagem me frustrou muito!

E o maldito do thriller? Durante o livro Maria começou a ser perseguida, mas eram coisas leves e até umas 100 páginas antes do final o foco do livro estava mais em mostrar o romance entre ela e Colin e o como ele havia MAGICAMENTE mudado. Quando o foco foi para o lado policial da trama, senti um imenso alívio e soltei um “finalmente”, pois SPARKS apresentou personagens bacanas nessa parte e uma motivação excelente, porém, se preocupou em dar mais ênfase ao casalzinho, enquanto podia ter tornado o livro grandioso se tivesse focado mais nos vilões, e SPARKS sabe fazer isso! Estou até agora inconformada e indignada que ele não fez! Ele não deixou os vilões crescerem o quanto mereciam, não deixou que eles roubassem a cena, e isso por quê? Porque Colin tinha que ser o centro das atenções por ser o macho alfa! SPARKS, meu querido, por favor, como você pôde fazer isso comigo? Com todos os seus fãs? Como pôde colocar um bad boy tiozão para ser protagonista e roubar a cena de um livro que poderia ter sido brilhante? Como pôde querer transformar um homem agressivo e violento desses como alguém a ser admirado pelas mulheres e amado por suas leitoras? Sério, gente, ou existe algum problema GRAVE com o mundo, ou por ser mais velha ainda sou do tempo que gosta dos bonzinhos e acha sujeitos e personagens desse tipo um pé no saco sem salvação! A vitimização deles jamais me convence e a capacidade de mudança menos ainda. E fico mais puta ainda porque imagino a quantidade de adolescentes que não suspiram por um tipo desses e que acham que ser assim é o máximo. Aí penso nos pais dessas adolescentes sendo apresentados a um fulano assim. E penso como seria a cara do SPARKS se a filha dele chegasse com um sujeito assim! Ah, eu ia rir! Ia rir e pensar "bem feito! Quem mandou influênciar mocinhas escrevendo sobre esse tipo de bárbaro e fazendo ele parecer bonzinho!"


Fiquei frustrada, fiquei puta, fiquei decepcionada. Fujo de livros com clones de Travis Maddox e se soubesse que Colin seria uma cópia do sujeitinho, teria corrido da leitura. Continuo amando SPARKS, mas NO SEU OLHAR com certeza vai para minha lista de NÃO RECOMENDO! Pior livro que li nesse ano de 2016. 


30 de março de 2016

RESENHA: A ESCOLHA - Nicholas Sparks (Ed. Arqueiro)



Boa noite, pessoal!

E hoje é dia de SPARKS! Sim, vou falar sobre a releitura que fiz de A ESCOLHA, relançado pela editora ARQUEIRO.

A EscolhaA ESCOLHA
NICHOLAS SPARKS
Editora: ARQUEIRO              
Ano: 2016
Nº págs: 240
Gênero: Romance

SINOPSE: A Escolha levanta uma das questões mais difíceis da vida: até onde você iria em nome de um amor verdadeiro? Para Travis Parker, felicidade é estar com a irmã e os amigos, viajar, andar de moto e praticar esportes radicais. Ele nunca teve um relacionamento amoroso sério, mas não sente falta disso. Para ele, sua vida já está completa. Pelo menos até conhecer Gabby Holland, a bela médica que acaba de se mudar para a casa ao lado em busca de felicidade e independência. Mas, conquistá-la não será tão simples. A jovem tem namorado e fica muito confusa com os sentimentos que o vizinho lhe desperta. E, depois de um fim de semana em especial, ela terá que tomar uma decisão. Mostrando que sentimentos imprevisíveis levam a caminhos surpreendentes, Nicholas Sparks mais uma vez constrói personagens sensíveis e cenas emocionantes que trazem tanto sorrisos como lágrimas num espaço de poucas páginas.

Aprendi a ler e a gostar de romances melosos com SPARKS, que me fez gostar de um tipo de leitura que nunca me imaginei lendo, pois como muitos de vocês sabem, prefiro os policiais. Mas NICHOLAS abriu minha mente e meu coração.

A ESCOLHA foi um livro que me surpreendeu na primeira vez que o li, pois achava que o autor seguia sempre uma mesma fórmula e esse livre teve um diferencial no final. Aliás, o livro me surpreendeu desde o início, pois os relatos de Travis me fizeram crer piamente que eu sabia logo de cara do que se tratava o enredo, mas não... SPARKS deu uma enganada muito boa, e quando revelou o motivo da melancolia e tristeza do personagem, fiquei em choque duplo: primeiro por não ter apostado nisso e ter sido muito bem enganada, segundo por estar frente a um SPARKS que faz suspense com os fatos!

Tais sentimentos surgiram na primeira leitura, e mesmo já conhecendo a história, não deixaram de provocar o mesmo efeito em mim nessa releitura, o que foi engraçado, pois Travis relatava seus pesares e mesmo já sabendo sobre a tão importante revelação, mais uma vez queria me convencer que não era aquilo, que não podia ser, rs.

Quando li A ESCOLHA pela primeira vez, logo se tornou um dos meus favoritos do autor, mas tive uma gratificante surpresa ao perceber que nessa releitura, após 4 anos, minha opinião não mudou e que, principalmente, os sentimentos que o enredo fez aflorar em mim não foram diferentes.


Amei fazer essa releitura e já desejo outras do SPARKS, afinal, agora fiquei curiosa para saber se vou gostar de todas da mesma forma que a primeira vez ;)