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26 de fevereiro de 2016

RESENHA: NO BOSQUE DA MEMÓRIA - Tana French (Ed. Rocco)



Olá, pessoal.

Hoje quero muito comentar com vocês o que achei da leitura de NO BOSQUE DA MEMÓRIA da TANA FRENCH, lançado pela editora ROCCO. Não fiz post de INDICAÇÃO para o livro porque lhe dei apenas 3 estrelas e quero compartilhar com vocês os motivos.

No Bosque da MemóriaNO BOSQUE DA MEMÓRIA (vol.1)
TANA FRENCH
Série: Dublin Murder Squad
Editora: ROCCO              
Ano: 2009
Nº págs: 512
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Novatos na divisão de Homicídios, Adam Ryan e sua inseparável companheira Cassie Maddox deparam-se com o maior caso de suas vidas quando um grupo de arqueólogos descobre o corpo de uma menina de apenas 12 anos na floresta de Knocknaree. Pressionados a encontrar os responsáveis pelo assassinato de Katharine Devlin, Ryan e Maddox embrenham-se em uma trama macabra que havia começado no dia 14 de agosto de 1984. Naquela tarde de verão em Dublin, três crianças brincavam na floresta vizinha às suas casas quando misteriosamente desapareceram. Sabendo que os filhos conheciam intimamente a mata, os pais de Jamie Rowan, Adam Ryan e Peter Savage demoraram a desconfiar que houvesse algo de errado. Quando policiais e cães farejadores foram chamados para localizar os jovens desaparecidos, somente Ryan foi encontrado, sem nenhuma lembrança do que ocorrera com seus amigos. Jamie e Peter sumiram na floresta sem deixar pistas e o tenebroso caso foi arquivado pela polícia.Enviado para longe do assédio da imprensa, Adam Ryan estudou em um colégio interno, desfez-se do passado e anos mais tarde se tornou policial. Apesar do esforço para manter o episódio em segredo, o detetive não pode ignorar as incríveis conexões entre o assassinato de Katharine Devlin e o sumiço de seus amigos vinte anos antes. Todas as vítimas tinham 12 anos e sofreram os ataques na mesma floresta. Para a mídia, as descobertas arqueológicas no antigo terreno da mata sugerem a ação de forças sobrenaturais. Sem suspeitos para o crime, Ryan é obrigado a revisitar o local da tragédia que marcou sua infância. Arriscando colocar o dedo em feridas nunca cicatrizadas, o policial descobre que a solução do caso de Katharine Devlin também significa o fim do mistério do desaparecimento de Jamie e Peter. Para avançar nas investigações, o detetive precisa desvendar os segredos da floresta de Knocknaree e voltar os olhos para seu passado.


Há anos venho colecionando os livros da TANA, porém, sem ler nenhum. Este ano estabeleci em minhas metas para 2016 que iria conhecer a escrita da autora e assim o fiz, mas esperava algo um tantinho fenomenal, ainda mais com esse livro, que ganhou muitos prêmios. Contudo, o que encontrei foi uma leitura mediana. Mas vou explicar a nota.

Eu daria 5 estrelas para Cassie, a co-protagonista e detetive fodorástica que tem um passado intrigante, uma mente afiada, sabe traçar perfis, porque cursou alguns anos de psicologia, e é uma mulher incrível, dinâmica, cheia de atitude e disposta a tudo para encontrar os culpados.

Eu daria 5 estrelas para o enredo, que foi soberbo! Intrigante, interessante e magnífico seriam elogios cabíveis a essa narrativa. A forma de narrar, os detalhes do assassinato, tudo, PERFEITO!

Eu também daria 5 estrelas ao final. Vi alguns comentários de pessoas que não gostaram do final; particularmente, AMEI. Achei que TANA deu um final digno e condizente com o que estava apresentando. Foi meio óbivio? Sim, foi, mas foi exatamente aí que esteve a grandiosidade da obra, TANA não quis ser aquela autora que surpreende o leitor, que faz o livro todo caminhar por um caminho e ao final revela algo sem pé nem cabeça só para surpreender e mostrar que conseguiu enganar. Pelo contrário, ela fechou de forma redondinha tudo a que se propôs em relação ao assassinato da criança. As explicações sobre o como e o por quê do crime também mereceram 5 estrelas.

Agora os motivos pelos quais daria 1 estrela ao livro, o que fez com que a nota dele ficasse em 3: um furo na investigação e o protagonista. Sim, ele foi o fiasco do livro.

A investigação deixou passar algo MUITO absurdo, que me aborreceu demais! O corpo foi encontrado em um sítio arqueológico que estava sendo cavado. Todos os que estavam lá trabalhando foram interrogados, mas os galpões que eles estavam usando para guardar instrumentos e achados só foram investigados quando mais da metade do livro já tinha passado. Pelo amor, se o corpo foi encontrado naquela área, como deixar de verificar justamente tais lugares? Fiquei meio putirça com essa falha gigantesca e bizarra no enredo, pois todos sabemos que procuram-se pistas ao redor do local do crime. Mas acho que os policiais do livro não sabiam. ¬¬

O outro motivo que dei nota 1 foi Rob Ryan, detetive, protagonista e narrador, que começa o livro falando de sua tragédia pessoal, o que me fez ficar cheia de sentimentos e empatia por ele, mas não demorou para o personagem se tornar um tédio, um pé no saco! Sabem aqueles detalhes desnecessários, como por exemplo, a cor da blusa da vizinha que estava saindo do prédio ao mesmo tempo que você? Pois é, ele nos conta isso. Isso e mais uma INFINIDADE de detalhes descabidos, desnecessários e que quebraram o ritmo do enredo. Até agora não entendo a escolha de TANA por um protagonista/narrador tão boring e detalhista. Claro que livros policiais têm de ter detalhes, mas detalhes que sejam pertinentes à trama, à investigação, e não aos relatos diários e bobos do investigador.

Uma coisa que me irritou também foi a forma como ele detalhou seu relacionamento de amizade e parceria profissional com Cassie. Ok, ao final eu até compreendi o motivo de tantos detalhes, mas durante a leitura achei cansativo.

Aliás, Ryan foi um personagem cansativo. No começo senti pesar por seu passado, depois o achei tedioso, e quando ele se mostrou um babaquinha que pensava com o pinto passei a achá-lo um sujeito BOÇAL em níveis alarmantes. Não desisti da leitura por que estava intrigada e satisfeita com o enredo e com Cassie, mas esse sujeito me tirou do sério. O pior é que ele sempre voltava em seu passado pra tentar fazer peninha. Cheguei em um momento de tanta fúria que só conseguia pensar que queria que ele tivesse se f*****. Mas pior mesmo foi quando se revelou o final. Para justificar que tinha sido um idiota, manipulado e completamente enganado, ele também tenta convencer o leitor de que também fomos enganados ¬¬. Mas não, não fomos, como eu disse, TANA segue um plano correto em seu enredo e o termina de forma redondinha, de forma que bate com tudo que ela apresentou nas muitas centenas de páginas. Enfim, Ryan, filho, você é tedioso, sorry. E babaca também. Ah, e BEM cego e burro para um investigador ;)


Enfim, NO BOSQUE DA MEMÓRIA é um livro cheio de acertos, mas com dois erros tão gritantes que são impossíveis de ignorar. Gostei da leitura, vou ler o próximo volume (só não sei quando), mas já vou com menos expectativa. Já vocês, devem decidir se vale a pena ter uma paciência de Jó e encarar o protagonista para ter contato com uma história brilhante, ou se vale deixar de ler por causa do chatinho e perder um crime com desvendamento fantástico. 

12 de março de 2015

INDICAÇÃO: TRILOGIA LEGEND - Marie Lu (Ed. Prumo e Rocco)



Oi, gente!

Estou tentando fazer um post de INDICAÇÃO todas as quintas. Espero que continue dando certo.
Há poucos dias finalmente li o último livro de umas de minhas trilogias distópicas preferidas: LEGEND, e como não vou postar a resenha de CHAMPION, resolvi fazer esse post, afinal, preciso dizer que vocês DEVEM ler essa trilogia.

LegendLEGEND (vol.1)
MARIE LU
Série: Legend
Editora: PRUMO              
Ano: 2012   
Nº págs: 256
Gênero: distopia

SINOPSE: Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C., na atual República da América, conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda. O que outrora foi o oeste dos Estados Unidos é agora o lar da República, uma nação eternamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos mais ricos setores da República, June é uma garota prodígio de 15 anos que está sendo preparada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido nas favelas, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país; porém, suas motivações parecem não ser tão mal-intencionadas assim. De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.

Logo no começo, quando li LEGEND, fiquei meio temerosa com a leitura, isso porque o molde de um romance se anunciava e eu já estava farta dessa perspectiva melosa entre adolescentes. Felizmente, não durou muito, e os protagonistas, Day e June, passaram a tomar suas decisões, se posicionar e tomar seus lados na iminente guerra que se anunciava. Foi muito bom acompanhar a visão que ambos tinham de seus ideais ruírem e perceberem que nem tudo era tão maravilhoso quanto um dia seus lados o fizeram acreditar. Esse mundo hostil do primeiro volume, que acabou por explorar mais o lado da República me fascinou completamente e me deixou empolgadíssima para conferir a sequência.


ProdigyPRODIGY (vol.2)
MARIE LU
Série: Legend
Editora: PRUMO              
Ano: 2013   
Nº págs: 256
Gênero: distopia

SINOPSE: Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte. June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez. Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles.

Quando li PRODIGY tive uma satisfação imensa, pois esse segundo livro havia sido melhor, mais complexo e mais profundo que o primeiro. Nesse volume, os personagens começaram a ficar mais delineados, e até aqueles que pareciam neutros passaram a se posicionar e mostrar a que vieram. Em PRODIGY declarei todo meu amor e torcida por June, que se mostrou uma garota de garra e fibra. Aqui o romance foi mais desenvolvido, mas por ter diálogos intensos e inteligentes, em momento algum me incomodaram, pelo contrário, confesso ter sido um dos motivos que mais me intrigaram para ler o fim da trilogia. Outro motivo foi o final de Day, gente, sério, lembro até hoje que meu coração doeu ao ler o magnífico final que MARIE LU escolheu.


ChampionCHAMPION (vol.3)
MARIE LU
Série: Legend
Editora: ROCCO              
Ano: 2014  
Nº págs: 304
Gênero: distopia

SINOPSE: No emocionante desfecho da trilogia Legend, June ocupa uma posição privilegiada no governo e Day trocou a alcunha de criminoso mais procurado do país pela de herói nacional. Mas quando tudo parece conspirar a favor da paz, a ameaça da guerra ressurge na forma de um vírus mortal que começa a espalhar o pânico entre as colônias. Em Champion, a vida de milhares de pessoas está novamente nas mãos de June, a menina-prodígio da República. Mas salvá-las significa também enfrentar novos desafios e exigir novos sacrifícios de seu amor. O livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores, que relança também os dois primeiros volumes da série, Legend e Prodigy.

Depois de ter morrido de amores pela série, não via a hora de ler CHAMPION. Porém, apesar de ter comprado o livro assim que saiu, só consegui fazer a leitura poucas semanas atrás, e mais uma vez fiquei fascinada com tudo que foi apresentado. Não minto que meu coração continuou doendo de tanto desespero por Day e seu destino. O rapaz nunca foi meu personagem favorito, mas conseguiu me amolecer. June esteve brilhante como sempre, e adorei o fato de estar mais política que nunca. Aliás, o que mais gosto nessa série distópica é exatamente isso, o quanto ela explora o lado político das situações.
Em muitas distopias vemos isso, mas sinto que a trilogia LEGEND dá uma ênfase maior e mais elaborada para esse lado. Confesso que adoro política e os jogos sujos que ela esconde, justamente por isso considero essa trilogia uma de minhas preferidas. Sinto coisas diferentes quando leio essa série e não consigo deixar de pensar na política atual do nosso mundo, assim como não consigo deixar de pensar se não estamos realmente caminhando para uma distopia. Acho que seria medonho.
Por causa de Day vivi muitos momentos de apreensão durante a leitura, principalmente ao ficar imaginando o final. MARIE LU, no entanto, acertou em cheio, dilacerou meu coração, o deixou em cacos e depois deu esperança de colar os pedaços.



AMO essa trilogia, AMEI ter terminado e só posso dizer que um volume é melhor que o outro. Quem ainda não conferiu, não deve mais perder tempo, deve colocar na listinha já!

27 de agosto de 2012

RESENHA: CORTE SÚBITO - Sandra Brown (Rocco)


Amores, hoje é dia de policial! \o/

Quem acompanha o blog sabe o quanto gosto do gênero, contudo, confesso que ultimamente venho lendo policiais apenas de autores que já conheço e adoro: Agatha Christie, Harlan Coben, James Patterson... Eis que minha parceria com a Editora ROCCO me permitiu conhecer SANDRA BROWN e seu lançamento, CORTE SÚBITO. E aí eu fiquei :O Como pude não ter lido nada dessa mulher antes? Não sei... Eu realmente não sei.

Sabe uma autora que prepara surpresas e mais surpresas? Essa é SANDRA BROWN e o que sua incrível capacidade de criação faz!


SANDRA já começa CORTE SÚBITO de um jeito terrível: O milionário Paul Wheeler é assassinado por um homem sem sapatos, com máscara de tubarão e voz estranha, dentro do elevador de um hotel, na presença se sua acompanhante, Julie. Julie é uma mulher sofisticada e atraente, que fazia companhia semanalmente a Wheeler no hotel, o que não significa que não se encontrassem em outros lugares e dias.

Paul perdeu a esposa Mary e viu em Julie uma nova razão para sorrir e viver, porém, mesmo convivendo com ela por dois anos, ele nunca a inseriu realmente em seu seio familiar com seu irmão Doug e a esposa Sarah. Além disso, Paul tinha muitas diferenças com seu bonito, arrogante e folgado sobrinho, Creigthon.

Quando Paul é assassinado, imediatamente Julie desconfia de Creigthon, pois Paul sempre falava muito mal do sobrinho, de seu caráter e falta de responsabilidade, porém o rapaz tem um álibi bastante convincente para o dia e hora do crime, estava na casa de seus pais jogando tênis com seu professor particular.

De tanto Julie insistir na culpa dele, a polícia resolve investigá-lo, e receoso com o que possa acontecer com o filho, Doug contrata Derek Mitchell, um advogado de defesa bastante esperto que nunca temeu defender culpados, o que dirá então um inocente como Creigthon.
O problema é que Derek acaba dispensando o cliente, primeiro por não ter realmente gostado do rapaz, e segundo por Julie ter armado uma emboscada para ele. Mas muitas pistas começam a levar a autoria do crime à Julie.

Gente, juro, não há um policial como esse! A dinâmica do livro é fantástica e eu fiquei chocada quando no meio do livro a autora já revelou a personagem que cometeu o assassinato. Fiquei pensando que as próximas 200 páginas seriam apenas enrolação para mostrar como iriam desmascarar a personagem, mas foi muito mais que isso! São páginas e mais páginas com revelações que desenvolvem histórias fantásticas que nos deixam em êxtase com a leitura. E quando você pensa que todas as revelações chegaram ao fim, vem SANDRA BROWN e 9 páginas antes de terminar o livro, nos mata do coração com mais uma surpresa. Quase pedi para ela parar, pois meu coração não ia aguentar!

Esse foi o primeiro livro da SANDRA que li e só sei dizer que preciso desesperadamente ler outros. Que narrativa soberba e inteligente tem essa mulher. O livro é incomparável, se desse eu teria dado nota um milhão no skoob. 


FICHA DO LIVRO

CORTE SÚBITO
SANDRA BROWN
Editora: ROCCO
Ano: 2012                   
Nº págs: 400
Gênero: Suspense, Policial

Cortesia da editora para resenha e promoção.




16 de julho de 2012

RESENHA: ESCOLA DO MEDO - Gitty Daneshvari (Rocco)


Hi, pessoas!

Estou aqui para falar de um livro divertidíssimo que li: ESCOLA DO MEDO, da GITTY DANESHVARI, lançado pela editora ROCCO.

Faz muito tempo que não posto resenha de livro juvenil e fico bem triste com isso, pois adoro esse gênero e sempre acho fantásticas as abordagens temáticas que os autores fazem.

Na realidade, ESCOLA DO MEDO é um livro infantojuvenil, por isso quem espera algo no sentido de Harry Potter, Percy Jackson e outros que se embrenham na literatura fantástica, poderá ter uma decepção. Mas quem se jogar na leitura pensando em algo mais infantilizado vai se deliciar com todas as palavras e o universo do medo criado por de GITTY DANESHVARI.

A temática do livro é simples: O MEDO. Mas não qualquer medo, e sim fobias, mais precisamente de crianças que têm grandes fobias e passam a se excluir socialmente por causa delas.

O livro aborda quatro medos principais: medo de insetos, vivido por Madeleine Masterson, que não vai a lugares abertos e não vive sem um frasco de repelente; medo de lugares fechados, representado por Lucy, a garota mais inteligente do grupo, com uma língua afiada e pensamento rápido e voraz; medo de água, representado pelo esportista Garrison, que se mudou para Miami com a família, mas morre de medo do mar, de rios, lagos, piscina e qualquer recipiente que contenha água; e medo da morte, representado pelo melhor e mais engraçado personagem da história: Theo. Theo é tão paranóico que após a morte da avó faz os pais e os irmãos (mais de cinco) lhe enviarem mensagens de texto de hora em hora dizendo que estão vivos.

Estas quatro crianças têm seus medos tão exacerbados que estão provocando uma crise de nervos em seus pais. Eles já as levaram em psicólogos, psiquiatras e a todos os profissionais indicados para tratar de fobias, mas nenhum resolveu o problema das crianças. É quando eles ouvem falar da ESCOLA DO MEDO. Uma escola bastante afastada de tudo, administrada pela ex-miss senhora Wellington.

A Sra. Wellinton é bastante assustadora e têm métodos nada convencionais no trato com o medo das crianças. E as crianças não querem ser curadas, elas só querem fugir o mais rápido possível da escola que é sinistra, medonha e horrível.

Eu simplesmente AMEI esse livro. Achei-o fofo, engraçado e muito informativo. Não sou mãe, mas imagino que muitas devem sofrer com os medos dos filhos. O livro revela uma abordagem diferente e criativa de como fazer com que as crianças explorem e exterminem seus medos. Creio que, por esse motivo, indicaria mais o livro aos pais que propriamente aos filhos, mas todos devem ler, pois a cada capítulo que se passa na escola somos levados a uma nova e espetacular aventura.

O desfecho é bastante previsível para adultos, mas será capaz de conquistar a surpresa de qualquer criança. Aliás, o livro é capaz de conquistar todo e qualquer leitor. Um dos melhores infantos que já li e, sem dúvida, também um dos melhores em abordar de um jeito inusitado a temática das fobias que as crianças sofrem.

Sobre a edição, chamo atenção às lindas ilustrações presentes nas divisões e inícios de capítulos. As divisões inclusive contam com nomes e explicações de algumas fobias, que acabam por enriquecer ainda mais o livro. E, dos livros que li da ROCCO até hoje, esse é o que tem a melhor diagramação, fonte e espaçamento, o que torna o livro mais prazeroso ainda de ler lido.

Nota mil para o livro em todos os sentidos. 


FICHA DO LIVRO

ESCOLA DO MEDO
GITTY DANESHVARI
Editora: ROCCO
Ano: 2012                   
Nº págs: 350
Gênero: infanto-juvenil

Cortesia da editora para resenha e promoção.




15 de junho de 2012

RESENHA: A NOIVA LADRA - Margaret Atwood (Rocco)


Bom dia, queridos!

Vocês sabem que até dia 12 rolou aqui no blog um especial apenas com livros de amor. A resenha de hoje até fala de amor, mas não o romance romântico, e sim um amor que é capaz de destruir. Na verdade, o livro de hoje é bastante diferente de tudo que já apresentei aqui no blog. Estou falando de A NOIVA LADRA da MARGARET ATWOOD, lançado editora ROCCO.

A princípio, a sinopse do livro me atraiu bastante:

SINOPSE:
Neste clássico da aclamada escritora canadense Margaret Atwood, três amigas de longa data cumprem o ritual de se reunirem mensalmente, no sugestivo restaurante Toxique, quando são surpreendidas por uma desagradável descoberta: Zenia, que afetou profundamente a vida de Tony, Charis e Roz, está viva, e observando o trio com uma voracidade aterradora. Ao saberem que ela está hospedada num hotel local, cada uma das personagens segue em busca de explicações; das quatro mulheres, uma não sairá viva de lá.
A Noiva Ladra desafia o leitor a descobrir os mistérios por trás das múltiplas identidades e das ações de Zenia.



Confesso que após as 150 primeiras páginas eu me senti entediada e estava odiando o livro, pois até aí quase nada se fala sobre Zenia. São as três personagens principais: Tony, Charis e Roz, contando sobre suas vidas até o momento em que entram no restaurante Toxique e vêem Zenia, que juravam estar morta.

A partir disso o livro começa a ficar mais interessante e passa a revelar parte do passado dessas três mulheres e o envolvimento delas com Zenia. Nesse momento, eu já estava tendo um ataque para descobrir quais foram as maldades de Zenia que marcaram tão profundamente a vida dessas três mulheres.

Zenia conhece as três mulheres ainda na faculdade, mas passa a fazer parte de suas vidas em etapas diferentes.

Tony é hoje professora universitária, especialista em guerras e apaixonada pelo marido, West. Tony foi a primeira vítima de Zenia. Ainda na faculdade as duas se conhecem por meio de West, que na época namorava com Zenia. Ele aproxima as duas que se tornam amigas, mas Zenia, sem escrúpulos e após pouco tempo de amizade, pede dinheiro a Tony e acaba sumindo, abandonando West sem explicação alguma e deixando Tony sem dinheiro.

Roz é uma mulher de negócios. Tem bastante dinheiro, um assistente engraçadíssimo que fez valer boas passagens do livro e três filhos. Roz e Zenia se aproximaram no passado por uma questão profissional. Roz ofereceu um emprego à moça e viu seu negócio ascender graças a Zenia, porém, ao mesmo tempo em que Zenia estabilizava a vida financeira de Roz, arrasava com sua vida afetiva, pois começava a ter um caso com seu marido.

Charis ela afeta de forma ainda pior. Zenia a procura para dizer que está com câncer, mas aproveita para fugir com o marido de Charis, que estava grávida.

O retorno de Zenia traz pavor às três amigas, pois elas não sabem o que Zenia quer tirar delas agora, mas as três estão dispostas a acertar as contas com a moça e não mais permitir que suas vidas sejam lembradas pelas profundas marcas de tristeza que Zenia deixou em cada uma delas.

É impossível não sentir atração imediata pela sinopse e espero que vocês se sintam atraídos pelo que eu contei também, porém preciso dizer que a narrativa não se desenvolve do jeito costumeiro para retratar sociopatas.

A narrativa é bem lenta e extremamente detalhada. Para quem está acostumada com livros policiais (meu caso), que contém uma dinâmica completamente diferente, que apesar de detalhada é bastante rápida e com vários fatos surgindo a todo o momento, pode se assustar um pouco com a forma de contar histórias de ATWOOD. Portanto, preparem-se para uma narrativa lenta e com revelações com ritmo igualmente devagar.

A NOIVA LADRA requer bastante atenção, tempo e paciência em sua leitura. Não é o tipo de livro que conseguimos ler 200, 250 páginas em um dia. Mas terminada a leitura podemos concluir que é bastante interessante e com ótimo final. Apesar de alguns momentos maçantes, algumas personagens secundárias, e parte das vidas das três personagens principais, conquistam a gente e faz com que sintamos necessidade de prosseguir com a leitura. Porém, mais uma vez aviso: seja um leitor calmo que você será surpreendido. Seja um leitor afobado (como eu no início) e você poderá se decepcionar com uma história que na realidade é muito bem elabora. 


FICHA DO LIVRO


                    
A NOIVA LADRA
MARGARET ATWOOD
Editora: ROCCO
Ano: 2012                   
Nº págs: 544
Gênero: Suspense, Romance

Cortesia da editora para resenha e promoção.