Olá, pessoal.
Hoje quero muito comentar com vocês o que achei da leitura de NO BOSQUE DA MEMÓRIA da TANA FRENCH, lançado pela editora ROCCO. Não fiz post de INDICAÇÃO para o livro porque lhe dei
apenas 3 estrelas e quero compartilhar com vocês os motivos.
TANA FRENCH
Série: Dublin Murder Squad
Editora: ROCCO
Nº págs: 512
Gênero: Policial, Suspense
SINOPSE: Novatos na
divisão de Homicídios, Adam Ryan e sua inseparável companheira Cassie Maddox
deparam-se com o maior caso de suas vidas quando um grupo de arqueólogos
descobre o corpo de uma menina de apenas 12 anos na floresta de Knocknaree.
Pressionados a encontrar os responsáveis pelo assassinato de Katharine Devlin,
Ryan e Maddox embrenham-se em uma trama macabra que havia começado no dia 14 de
agosto de 1984. Naquela tarde de verão em Dublin, três crianças brincavam na
floresta vizinha às suas casas quando misteriosamente desapareceram. Sabendo
que os filhos conheciam intimamente a mata, os pais de Jamie Rowan, Adam Ryan e
Peter Savage demoraram a desconfiar que houvesse algo de errado. Quando
policiais e cães farejadores foram chamados para localizar os jovens
desaparecidos, somente Ryan foi encontrado, sem nenhuma lembrança do que
ocorrera com seus amigos. Jamie e Peter sumiram na floresta sem deixar pistas e
o tenebroso caso foi arquivado pela polícia.Enviado para longe do assédio da
imprensa, Adam Ryan estudou em um colégio interno, desfez-se do passado e anos
mais tarde se tornou policial. Apesar do esforço para manter o episódio em
segredo, o detetive não pode ignorar as incríveis conexões entre o assassinato
de Katharine Devlin e o sumiço de seus amigos vinte anos antes. Todas as
vítimas tinham 12 anos e sofreram os ataques na mesma floresta. Para a mídia,
as descobertas arqueológicas no antigo terreno da mata sugerem a ação de forças
sobrenaturais. Sem suspeitos para o crime, Ryan é obrigado a revisitar o local da tragédia que
marcou sua infância. Arriscando colocar o dedo em feridas nunca cicatrizadas, o
policial descobre que a solução do caso de Katharine Devlin também significa o
fim do mistério do desaparecimento de Jamie e Peter. Para avançar nas
investigações, o detetive precisa desvendar os segredos da floresta de
Knocknaree e voltar os olhos para seu passado.
Há anos venho colecionando os livros da TANA, porém, sem ler nenhum. Este ano estabeleci em minhas metas
para 2016 que iria conhecer a escrita da autora e assim o fiz, mas esperava
algo um tantinho fenomenal, ainda mais com esse livro, que ganhou muitos
prêmios. Contudo, o que encontrei foi uma leitura mediana. Mas vou explicar a
nota.
Eu daria 5 estrelas para Cassie, a co-protagonista e detetive fodorástica
que tem um passado intrigante, uma mente afiada, sabe traçar perfis, porque
cursou alguns anos de psicologia, e é uma mulher incrível, dinâmica, cheia de
atitude e disposta a tudo para encontrar os culpados.
Eu daria 5 estrelas para o enredo, que foi soberbo! Intrigante,
interessante e magnífico seriam elogios cabíveis a essa narrativa. A forma de
narrar, os detalhes do assassinato, tudo, PERFEITO!
Eu também daria 5 estrelas ao final. Vi alguns comentários de pessoas que
não gostaram do final; particularmente, AMEI. Achei que TANA deu um final digno
e condizente com o que estava apresentando. Foi meio óbivio? Sim, foi, mas foi
exatamente aí que esteve a grandiosidade da obra, TANA não quis ser aquela
autora que surpreende o leitor, que faz o livro todo caminhar por um caminho e
ao final revela algo sem pé nem cabeça só para surpreender e mostrar que
conseguiu enganar. Pelo contrário, ela fechou de forma redondinha tudo a que se
propôs em relação ao assassinato da criança. As explicações sobre o como e o por
quê do crime também mereceram 5 estrelas.
Agora os motivos pelos quais daria 1 estrela ao livro, o que fez com que a
nota dele ficasse em 3: um furo na investigação e o protagonista. Sim, ele foi
o fiasco do livro.
A investigação deixou passar algo MUITO absurdo, que me aborreceu demais!
O corpo foi encontrado em um sítio arqueológico que estava sendo cavado. Todos
os que estavam lá trabalhando foram interrogados, mas os galpões que eles
estavam usando para guardar instrumentos e achados só foram investigados quando
mais da metade do livro já tinha passado. Pelo amor, se o corpo foi encontrado
naquela área, como deixar de verificar justamente tais lugares? Fiquei meio
putirça com essa falha gigantesca e bizarra no enredo, pois todos sabemos que
procuram-se pistas ao redor do local do crime. Mas acho que os policiais do
livro não sabiam. ¬¬
O outro motivo que dei nota 1 foi Rob Ryan, detetive, protagonista e
narrador, que começa o livro falando de sua tragédia pessoal, o que me fez
ficar cheia de sentimentos e empatia por ele, mas não demorou para o personagem
se tornar um tédio, um pé no saco! Sabem aqueles detalhes desnecessários, como por
exemplo, a cor da blusa da vizinha que estava saindo do prédio ao mesmo tempo
que você? Pois é, ele nos conta isso. Isso e mais uma INFINIDADE de detalhes
descabidos, desnecessários e que quebraram o ritmo do enredo. Até agora não
entendo a escolha de TANA por um protagonista/narrador tão boring e detalhista. Claro
que livros policiais têm de ter detalhes, mas detalhes que sejam pertinentes à
trama, à investigação, e não aos relatos diários e bobos do investigador.
Uma coisa que me irritou também foi a forma como ele detalhou seu
relacionamento de amizade e parceria profissional com Cassie. Ok, ao final eu
até compreendi o motivo de tantos detalhes, mas durante a leitura achei
cansativo.
Aliás, Ryan foi um personagem cansativo. No começo senti pesar por seu
passado, depois o achei tedioso, e quando ele se mostrou um babaquinha que
pensava com o pinto passei a achá-lo um sujeito BOÇAL em níveis alarmantes. Não
desisti da leitura por que estava intrigada e satisfeita com o enredo e com
Cassie, mas esse sujeito me tirou do sério. O pior é que ele sempre voltava em
seu passado pra tentar fazer peninha. Cheguei em um momento de tanta fúria que
só conseguia pensar que queria que ele tivesse se f*****. Mas pior mesmo foi
quando se revelou o final. Para justificar que tinha sido um idiota, manipulado
e completamente enganado, ele também tenta convencer o leitor de que também
fomos enganados ¬¬. Mas não, não fomos, como eu disse, TANA segue um plano correto em seu enredo e o termina de forma
redondinha, de forma que bate com tudo que ela apresentou nas muitas centenas
de páginas. Enfim, Ryan, filho, você é tedioso, sorry. E babaca também. Ah, e BEM cego e burro para um investigador ;)
Enfim, NO BOSQUE DA MEMÓRIA é
um livro cheio de acertos, mas com dois erros tão gritantes que são impossíveis de
ignorar. Gostei da leitura, vou ler o próximo volume (só não sei quando), mas
já vou com menos expectativa. Já vocês, devem decidir se vale a pena ter uma
paciência de Jó e encarar o protagonista para ter contato com uma história
brilhante, ou se vale deixar de ler por causa do chatinho e perder um crime com
desvendamento fantástico.

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