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2 de novembro de 2016

RESENHA: O MEDO MAIS PROFUNDO - Harlan Coben (Ed. Arqueiro)



Olá, queridos!

Hoje vim falar sobre O MEDO MAIS PROFUNDO do HARLAN COBEN, lançado pela editora ARQUEIRO.

O Medo Mais ProfundoO MEDO MAIS PROFUNDO
HARLAN COBEN
Editora: ARQUEIRO
Ano: 2016
Nº págs: 272
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando a namorada o trocou por seu maior adversário no basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing. Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea – de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto. Aturdido com a notícia, Myron dá início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça. Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.

Juro que pensei que chegaria aqui e falaria mal desse livro, afinal, quem acompanha o blog sabe que já nutri um amor profundo pelo COBEN, mas que ultimamente andava bem decepcionada com o autor e sua eterna mesmice nos livros. Tudo parecia um repeteco, nada era diferente e Myron já estava até me irritando por jamais ter uma mudança de postura, algumas vezes até achei ter lido algumas frases em outros livros. Sim, estava aborrecida com o autor e solicitei O MEDO MAIS PROFUNDO até com certo desgosto, afinal, achei que ele seria o ponto final do meu relacionamento com COBEN, mas fui surpreendida!

Gente, assumo, ADOREI esse livro! Ok, não gostei de a sinopse ter entregado logo sobre quem era o pai do garoto, mas isso é revelado logo nas primeiras páginas, então não foi feito um estrago na leitura, o que gostei foi de ter me divertido mesmo com o enredo comum de pessoa desaparecida que o autor SEMPRE apresenta.

Aqui temos um doador desaparecido, mas, mais que ir atrás dele, Myron também está atrás de um serial killer, e foi essa a parte da história que me cativou. Sim, eu gosto de serial killers e não há outra forma de correr atrás deles que não seja procurando-os, portanto, dessa vez perdoei COBEN pela mesmice de ter alguém desaparecido.

Gostei da pitada de drama que foi colocada à trama, gostei de ver o emocional do Myron abalado, gostei de vê-lo em uma busca frenética tanto para encontrar o doador como para encontrar o assassino, gostei de fazer as pazes com COBEN, não que não vá continuar com os pés atrás, mas me senti extremamente feliz por ainda não descartar o autor, uffa!!!


Sim, tiveram elementos de que não gostei, mas não vou poder citar aqui porque seriam spoilers, mas tudo bem, deixo passar porque finalmente Myron conseguiu me conquistar e me deixou satisfeita. Para quem, assim como eu, andava meio de saco cheio do COBEN e seus eternos desaparecimentos, O MEDO MAIS PROFUNDO pode ser uma chance de reaproximação. Gostei ;) Confiram!


28 de outubro de 2016

RESENHA: O MORCEGO - Jo Nesbo (Ed. Record)



Olá, pessoal!

Hoje vou falar sobre O MORCEGO do JO NESBO, lançado pela editora RECORD.

O MorcegoO MORCEGO
JO NESBO
Editora: RECORD
Ano: 2016
Nº págs: 350
Gênero: Policial, Suspense, Thriller

SINOPSE: Do submundo de Sydney às lendas aborígines, Jo Nesbø conduz o leitor por uma trama violenta e eletrizante, no primeiro grande caso de Harry Hole. O corpo de uma jovem norueguesa é encontrado em um rochedo no fundo de um penhasco. O caso intriga a polícia: a vítima apresenta sinais de estrangulamento e suspeita-se de violência sexual, mas não há qualquer vestígio de DNA ou impressão digital do criminoso. Para colaborar com as investigações, a Divisão de Homicídios da Noruega envia o inspetor Harry Hole à cidade. Junto com o policial Andrew Kensington, Harry se depara com um caso mais complexo do que imagina: o que inicialmente parecia ser um crime isolado é apenas mais um em uma série de assassinatos cometidos por todo o país, sem qualquer relação aparente entre si. Um serial killer está à solta na cidade e, para Harry, a caçada começou.

Quem acompanha o blog sabe o quanto gosto do NESBO, mas confesso quase ter tido uma síncope quando a RECORD anunciou o lançamento de O MORCEGO, não, não foi por ser um novo livro do autor, e sim por ser O PRIMEIRO CASO do detetive HARRY HOLE! Galera, eu ADORO o Hole e fiquei em êxtase ao saber que esse era seu primeiro caso.

Confesso, apesar de a premissa policial ser fantástica, intrigante e fabulosa, minha atenção estava na vida de Hole, afinal, em todos os demais volumes fala-se muito sobre o alcoolismo do protagonista, até torrando o saco do leitor em alguns momentos de tanto que isso é repetido, mas ter acesso de como se deu esse seu vício... OMG! Foi fabuloso! Sim, dei mais atenção a vida pessoal do protagonista que a sua investigação, afinal, como detetive sei que ele é grandioso, inteligente e sempre dá “pitacos” certos, ou quase certos no caso desse livro, mas conhecer o protagonista em seu começo, em suas angústias, em todo seu sofrimento e motivos para sua derrocada, para mim não teve preço. Foi como conhecer o passado da vida de alguém que há muito faz parte da minha mas que relutava em revelar seus segredos mais profundos.

Ao tomar conhecimento do passado de Harry, lembrei-me de alguns momentos em que me senti meio de saco cheio com a repetição de NESBO ao falar do alcoolismo do personagem e me senti até mal comigo mesma, afinal, ele tem motivo para se sentir péssimo. O engraçado é que mesmo agora, tendo conhecimento desse seu passado e de sua culpa, ainda continuo amando o personagem e o considerando um dos maiores exemplos de bons investigadores da literatura policial. Harry ganhou minha adoração e sinto que é tarde demais para mudar isso.

Claro, não vou deixar vocês às cegas em relação aos crimes, que são muito bem elaborados e até medonhos. Durante muitas páginas apostei em um determinado personagem, suspeitei e desconfiei dele, mas, mais que isso, DESEJEI que ele fosse o culpado, apenas por ser uma coisa meio Freud explica. Porém, quando se revelou o verdadeiro culpado, fiquei meio atônita, pois em momento algum havia desconfiado! E sabem aquela coisa que eu digo que detesto em livros policiais? Aquilo de o autor nos conduzir a um caminho durante todo o livro e depois arrumar uma “desculpa” mirabolante para por a culpa em outro só para não permitir que o leitor não adivinhe? Pois é, não foi o caso aqui, NESBO dá pistas do assassino sim, porém meu foco estava tão grande em outro personagem que sequer pensei na possibilidade de suspeitar de mais alguém. Para quem for ler, e gostar de bancar o detetive, uma dica: mantenha a mente aberta quanto ao assassino, não pré-julgue e não deseje que seja uma coisa determinada, dessa forma, sua brincadeira de tentar ser Harry Hole surtirá mais efeito e o culpado se revelará.


Quem nunca leu nada do NESBO, essa é a chance de conhecer e começar pelo início de tudo. Leiam, conheçam, e se tornem fãs, tanto quanto eu! NESBO é vida! <3



26 de outubro de 2016

RESENHA: UNI-DUNI-TÊ - M.J. Arlidge (Ed. Record)



Olá, pessoal!

Hoje vim falar de um thriller FANTÁSTICO: UNI-DUNI-TÊ do M.J. ARLIDGE, lançado pela editora RECORD.

Uni-Duni-TêUNI-DUNI-TÊ
M.J.ARLIDGE
Editora: RECORD
Ano: 2016
Nº págs: 322
Gênero: Policial, Suspense, Thriller

SINOPSE: Um assassino está à solta. Sua mente doentia criou um jogo macabro no qual duas pessoas são submetidas a uma situação extrema: viver ou morrer. Só um deverá sobreviver. Um jovem casal acorda sem saber onde está. Amy e Sam foram dopados, capturados, presos e privados de água e comida. E não há como escapar. De repente, um celular toca com uma mensagem que diz que no chão há uma arma, carregada com uma única bala. Juntos, eles precisam decidir quem morre e quem sobrevive. Em poucos dias, outros pares de vítimas são sequestrados e confrontados com esta terrível escolha. À frente da investigação está a detetive Helen Grace, que, na tentativa de descobrir a identidade desse misterioso e cruel serial killer, é obrigada a encarar seus próprios demônios. Em uma trama violenta que traz à tona o pior da natureza humana, Grace percebe que a chave para resolver este enigma está nos sobreviventes. E ela precisa correr contra o tempo, antes que mais inocentes morram.

Solicitei UNI-DUNI-TÊ por ser thriller da RECORD e eu gostar de ler todos os que a editora lança, mas confesso que tive os dois pés atrás com o livro. Já li um livro da editora com essa premissa meio parecida com JOGOS MORTAIS e simplesmente detestei. Portanto, não tive expectativa alguma em relação à leitura, nem ânsia de me jogar nela, e, provavelmente, tenha sido exatamente esse o motivo pelo qual fui fisgada pelo enredo incrível e personagens cativantes que ARLIDGE criou.

Tudo no livro foi fantástico! O sequestro das duplas foi algo de tirar o fôlego e a reação deles com o que tinham de fazer para sobreviver foi ainda melhor. Muitas cenas foram fortes e cheias de dor, mas também cheias de angústia, sendo o sofrimento dos personagens capazes de nos fazer sentir terror, e de suas atitudes, em busca da sobrevivência, revirarem nosso estômago.

A detetive foi algo ímpar! Faz tempo que não leio um livro policial com uma detetive que me agrade tanto, que tenha uma história de vida tão interessante, que esconda segredos tão misteriosos e que acalente minha ânsia por justiça.

Os demais investigadores também foram fantásticos, afinal, livro policial que se preze não se sustenta com apenas um detetive, é preciso um grupo, uma equipe que desvende os crimes, e todos cumpriram muito bem seu papel.

Quanto ao assassino, galera, SOBERBO! Há muito leio livros policiais e há muito pedia por um assassino como este. ARLIDGE leu meus pensamentos e pôs no papel meu maior desejo; fiquei de boca aberta quando se revelou o criminoso, seus mistérios e seus motivos, mas, principalmente, quando se revelou sua identidade. Preciso URGENTE encontrar alguém que tenha lido o livro para falar sobre esse vilão fabuloso que roubou as páginas e tomou para si a trama.


UNI-DUNI-TÊ é apenas o primeiro livro de uma série com a detetive Helen Grace à frente, e eu, claro, quero ler todos os demais que vierem, afinal, há muito quero uma protagonista como Grace, e depois das revelações desse primeiro livro, quero muito saber como será a vida da personagem de agora em diante e como suas estruturas emocionais serão abaladas pelo ocorrido. Livro soberbo! Fãs de policiais não podem perder ;) Já vamos começar uma campanha para que a RECORD não demore a trazer os outros 4 volumes que já saíram lá fora <3 Quero a série completa! Favoritado, claro <3



28 de setembro de 2016

RESENHA: SERVIÇO SECRETO - Lee Child (Ed. Bertrand Brasil)



Olá queridos, como vocês estão?

Prometi essa resenha para semana passada, mas não tive tempo de sentar para escrevê-la, mas hoje ela finalmente está indo ao ar.

Vou falar sobre uma série que é uma de minhas queridinhas: a série JACK REACHER do LEE CHILD. Este mês a BERTRAND BRASIL lançou o sexto volume da série, SERVIÇO SECRETO, e eu o devorei.


Serviço SecretoSERVIÇO SECRETO (vol. 6)
LEE CHILD
Série: Jack Reacher
Editora: BERTRAND BRASIL              
Ano: 2016
Nº págs: 420
Gênero: Policial

SINOPSE: Jack Reacher está acostumado a vagar sozinho de uma cidade a outra, sem destino, emprego, endereço ou identidade. Entretanto, ao ser procurado por M. I. Froelich, uma agente do Serviço Secreto, recebe um pedido bastante incomum: “Quero contratá-lo para assassinar o vice-presidente dos Estados Unidos da América”. Mais nova chefe de segurança do vice-presidente eleito, ela quer que Reacher tente encontrar as falhas na defesa de sua equipe, testando sua eficácia contra um potencial ataque. Reacher é a pessoa certa para isso: tem a habilidade e a furtividade de um ex-policial do Exército, além de ser totalmente anônimo. Ela só não fala que, na verdade, a ameaça é real e a vida do vice-presidente de fato corre perigo.

SERVIÇO SECRETO é mais uma aventura com meu querido Jack, personagem que amo e que me arranca grandes gargalhadas com suas tiradas, sarcasmo e narcisismo. Adorei a série desde o primeiro volume, tenho meu favorito entre os já lançados, mas confesso ter ficado decepcionada com o quinto livro; por causa disso, não criei grandes expectativas em relação a esse sexto volume, mas fiquei bem satisfeita com o enredo. Vejam bem, passa longe de ser o melhor livro da série, mas ainda assim o achei fantástico! Adoro histórias com presidentes americanos, e mesmo que aqui tenha sido o vice a ser explorado, achei tudo magnífico!

Jack foi Jack. Audaz, mordaz, corajoso e, principalmente, cheio de si para comprovar que suas teorias, opiniões e “achismos” estão sempre corretos. Pior que ele sempre está certo mesmo, mas são tantos os caminhos do livro, que em alguns momentos acreditamos realmente que ele está errado, ou ao menos desejamos isso, só para ver se em alguma situação ele fica com cara de “pastel”, mas não, Jack não é homem de não analisar muito bem as possibilidades e acaba sempre deixando os demais personagens e o próprio leitor com a tal cara de “pastel”.

Amei o enredo principal, amei os personagens e tudo mais, só não dei 5 estrelas porque estou me cansando da vida amorosa de Jack. A cada livro uma nova mulher. Jack é um cara solitário e que gosta de viajar o mundo, por isso não se apega a ninguém, mas o que me incomoda não é isso, é o fato de as mulheres o conhecerem em um dia e no dia seguinte não tirá-lo da cabeça. Elas parecem sempre MUITO desesperadas para sair com ele e arrancar uma casquinha. Sei que o cara é um garanhão, e gostaria que LEE explorasse as relações dele dessa forma, como noitadas sem importância, apenas diversão, mas não, as moçoilas são sempre apaixonadas, ele é sempre muito interessado, mas por o pé na estrada é muito mais interessante... Depois de 6 volumes esse repeteco ficou um tantinho cansativo e eu queria algo diferente.


Tirando a parte amorosa, a parte policial foi fantástica! E, afinal, nesse tipo de livro, é exatamente isso que importa. Leiam e imaginem um filme indo para as telas ;) AMEEEI! <3


 

15 de setembro de 2016

RESENHA: O PODER E A LEI - Michael Connelly (Ed. Record)



Quinta-feira, galera!

Mais um dia de post de INDICAÇÃO, e hoje vou falar sobre o magnífico O PODER E A LEI do MICHAEL CONNELLY, lançado pela RECORD.

O Poder e a LeiO PODER E A LEI
MICHAEL CONNELLY
Editora: RECORD              
Ano: 2011
Nº págs: 406
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: O livro conta a história de Michael Haller, um advogado diferente. Seu escritório é o banco traseiro de um sedã Lincoln. Haller roda Los Angeles visitando tribunais e farejando novas oportunidades para elevar seus honorários. Seu nome está estampado nas Páginas Amarelas, seu telefone está colado nos assentos dos ônibus das mais perigosas áreas da cidade. Haller defende motoqueiros, prostitutas e traficantes de drogas; clientes que lhe garantem baixos honorários, na maioria das vezes saldados por meio de pequenos serviços. Quando Michael Haller é escolhido para defender Louis Roulet, um jovem playboy de Beverly Hills detido por agressão e tentativa de estupro contra a prostituta Regina Campo, acredita que está diante do caso mais fácil e rentável de sua carreira. Mas a morte de alguém muito próximo o leva a se defrontar com o mal em sua forma mais assustadora.

Se existe um autor de livros policiais ao qual tenho veneração, esse é MICHAEL CONNELLY, um homem que escreve livros com reviravoltas incríveis e inimagináveis!

Não sei dizer de quais dos personagens do autor eu mais gosto, mas posso dizer com todas as letras que Mick Haller é um advogado fodorástico! Sarcástico e muito sagaz, ele vai até o fim para descobrir o que está acontecendo em seus casos. Ele não é um desses caras bonzinhos, pelo contrário, por vezes até ultrapassa os limites e mostra ter um caráter um tento quanto duvidoso, mas quando alguém pisa em seu calo... Senhor, o homem se torna um justiceiro!

Quando peguei O PODER E A LEI para ler eu já tinha certeza de que iria amar, afinal, o filme foi um dos melhores que já li, mas apesar de uma adaptação bastante fiel, nada se compara ao livro e aos diálogos presente nele. Fiquei em êxtase com essa leitura. Sempre me assombro com o como CONNELLY consegue criar reviravoltas inimagináveis e dar a elas características completamente possíveis!


Estejam preparados para ficarem assombrados com todos os personagens, mas, principalmente, estejam preparados para sentirem como o ser humano pode ser podre e baixo. É um livro para ler num fôlego só e não soltar jamais! Um dos melhores do CONNELLY com o advogado como protagonista. Leiam, se apaixonem pelos métodos nada convencionais do Haller e mergulhem em suas outras histórias. Tenho certeza de que se tornarão tão fãs quanto eu. ES-PE-TA-CU-LAR! Confiram ;)


9 de setembro de 2016

RESENHA: UM ESTRANHO NO ESPELHO - Sidney Sheldon (Ed. Record)



Olá, meus amores!

Hoje vou falar sobre UM ESTRANHO NO ESPELHO do SIDNEY SHELDON, lançado pela editora RECORD.

Um Estranho No EspelhoUM ESTRANHO NO ESPELHO
SIDNEY SHELDON
Editora: RECORD              
Ano: 2011
Nº págs: 352
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Hollywood, a grande fábrica de ilusões. É na capital mundial do cinema que o jovem comediante Toby Temple faz de tudo para conseguir colocar seu nome no lugar mais alto dos letreiros luminosos. Uma posição que não se alcança apenas com talento, mas à custa de muito trabalho sujo, sexo por interesse e intrigas nos bastidores. Bem-sucedido, mas solitário, ele se apaixona por Jill Castle, uma candidata a estrela que se submetia aos desejos mais pervertidos dos produtores em troca de pequenos papéis. Porém, ele não pode saber do passado da amada, e ela lutará para se manter como a esposa do famoso comediante, custe o que custar.

Quando sentei para escrever sobre o livro fiquei em dúvida se fazia um post mais simples de INDICAÇÃO ou se faria algo um pouco maior e mais elaborado como a RESENHA. Optei pela resenha para poder expor tudo que senti com essa leitura e por estar em dívida com o SHELDON.

Digo que estou em dívida com o autor por causa da última resenha postada no ano passado e da primeira desse ano. A última resenha de 2015 foi a de SE HOUVER AMANHÃ, livro que abominei e quase fui trucidada nos comentários, alguns até apaguei, pois eram extremamente ofensivos, só não me xingaram de santa. Mas o que posso fazer? SE HOUVER AMANHÃ é um livro fraco, escrito com pressa, que traz uma mulher que nada sabia sobre o mundo da arte e se torna uma exímia ladra de obras de arte da noite para o dia. O livro não me convenceu e sua continuação ainda menos. Diante do fracasso com essas duas leituras, resolvi que daria mais uma chance ao SHELDON, pois já havia lido livros incríveis dele, mas aí rolou aquela dúvida: “será que os achei ótimos por que era muito mais nova quando os li?” Para tirar a dúvida, quando fiz o post de 20 livros policiais, suspenses e thrillers para ler em 2016 inseri um livro do autor, seria a cartada final em relação a ele, e é com enorme felicidade que venho dizer que AMEI UM ESTRANHO NO ESPELHO!

Toda a pressa de SE HOUVER AMANHÃ foi deixada de lado. Aqui os personagens foram MUITÍSSIMO bem construídos, o passado foi muito bem explorado, o caráter de cada um deles foi desnudado e uma história intensa e incrível saltou aos meus olhos. Fiquei apaixonada por Jill assim que ela deu as caras, e conforme prossegui na leitura só fiquei ainda mais encantada pela personagem e seu crescimento. Adorei ver ela se vingando daqueles que a humilharam e fui a delírio com sua força de vontade para ajudar o marido. Foi uma devoção tão imensa que me deixou com lágrimas nos olhos.

Quando pensava que UM ESTRANHO NO ESPELHO seria uma história apenas dramática, fui me surpreendendo com os contornos de suspense que o livro começou a tomar, e aí sim me senti completamente realizada!

Algumas das coisas que aconteceram quase ao final foram MUITO desejadas por mim. Eu vibrava a cada prenúncio que tinha de que meus anseios se realizariam. Esperava certas atitudes por parte de Jill e quando ela as tomou simplesmente vibrei! Acredito que esse seja aquele tipo de livro que mostra que todo ser humano tem um limite, e que a tampa sempre estoura, mais cedo ou mais tarde.

UM ESTRANHO NO ESPELHO fala sobre sucesso, vingança, ultrapassar limites, mas também chegar à ele. Adorei a leitura por ela ser humana! SHELDON conseguiu expor a essência do ser humano, suas fraquezas e mazelas, bem como suas virtudes e qualidades. Adorei como ele balanceou os personagens, seus sofrimentos e a dedicação. Adorei o desfecho de Jill e sua reação diante mais uma dificuldade. E posso até soar bizarra nesse momento, mas achei que ela agiu corretamente, pois estava angustiada com a dor e sofrimento vividos pela personagem, ela não me surpreendeu com sua atitude, mas me aliviou com sua coragem para tomar as rédeas da própria vida.

Até aqui já estava completamente satisfeita, mas aí veio SHELDON e bagunçou meu mundo, fazendo com que o livro terminasse no ponto em que começou, mostrando uma amarra tão significativa que me deixou boquiaberta, e mais, fez com que eu finalizasse UM ESTRANHO NO ESPELHO considerando-o um dos livros mais instigantes sobre VINGANÇA que já li.


SHELDON me reconquistou e espero que essa resenha me redima com os fãs do homem que me xingaram até as próximas gerações por não ter gostado de SE HOUVER AMANHÃ. Contudo, saibam que, se eu ler mais algum dele de que não goste, vou falar mal do mesmo jeito, afinal, não sou obrigada a gostar, mas sou obrigada a reconhecer quando um livro incrível está em minhas mãos, e UM ESTRANHO NO ESPELHO merece muitos elogios e méritos. Incrível! Leiam ;)


8 de setembro de 2016

RESENHA: A FILHINHA DO PAPAI - Mary Higgins Clark (Ed. Record)




Olá, queridos!

Quinta é dia de INDICAÇÃO e a minha de hoje é de A FILHINHA DO PAPAI da MARY HIGGINS CLARK, lançado pela RECORD.

A Filhinha Do PapaiA FILHINHA DO PAPAI
MARY HIGGINS CLARK
Editora: RECORD              
Ano: 2004
Nº págs: 316
Gênero: Policial, Suspense




SINOPSE: A FILHINHA DO PAPAI é um livro arrebatador, repleto de suspense, vingança e emoção. A heroína da vez é Ellie Cavanaugh, uma jornalista investigativa de Atlanta que tinha apenas sete anos quando Andrea, sua irmã adolescente, foi surrada até a morte. O provável culpado, Rob Westerfield, era o herdeiro da mais abastada família da pequena cidade de Westchester.




Adoro quando fico um tempo sem ler nada de um autor e quando volto a fazê-lo percebo que continuo o amando. Assim foi com A FILHINHA DO PAPAI, livro incrível da CLARK, cheio de suspense e que me levou a uma leitura angustiada.

Aqui temos uma jornalista que volta para sua cidade natal para não permitir que o assassino de sua irmã tenha liberdade decretada. O problema é que agora existe um novo suspeito a ser investigado.

O que mais gostei nessa leitura é que ao mesmo tempo em que estava cheia de certezas também fiquei cheia de dúvidas, e por mais estranho que isso pareça, foi a realidade. CLARK conduziu a história de forma a me fazer ficar convicta que o assassino era um por boa parte do tempo. Depois, no entanto, enredou por um caminho que me fez ficar cheia de dúvidas sobre outro, e aí passei a ficar enlouquecida pelo nó que ela fez surgir em minha cabeça.

Não vou dizer que é um livro dotado de grande suspense, pois ele não é, muitas coisas são óbvias e apesar de algumas dúvidas, bem antes do fim dá para se ter certeza sobre o assassino, contudo, é um livro com grande carga emocional e com grandes revelações sobre os personagens, o que faz que a leitura se torne extremamente prazerosa e intensa.


Mais um livro da CLARK que li e amei. Gostaria de ter tempo para ler todos os livros dela que ainda tenho aqui, quem sabe não rola um projeto para 2017 ;)