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25 de março de 2015

RESENHA: INOCÊNCIA? - Gail Carriger (Ed. Valentina)



Olá, pessoal!

Hoje vou falar sobre INOCÊNCIA? da GAIL CARRIGER, lançado pela editora VALENTINA.

Inocência?INOCÊNCIA? (vol.3)
GAIL CARRIGER
Série: O Protetorado da Sombrinha
Editora: BERTRAND BRASIL              
Ano: 2015
N. págs: 316
Gênero: Sobrenatural, Steampunk

SINOPSE: Alexia Tarabotti enfrenta uma série de atribulações sociais, quiproquós e saias justas (embora compridíssimas) em plena sociedade vitoriana. Ao abandonar a residência do marido e se mudar de volta para o lar de sua terrível família, Lady Maccon se tornou o escândalo da temporada em Londres. Além disso, a Rainha Vitória dispensa Alexia do Conselho Paralelo, e a única pessoa capaz de ajudar a esclarecer os fatos, Lorde Akeldama, inesperadamente deixa a cidade. Como se não bastasse, Alexia é atacada por joaninhas mecânicas assassinas, indicando – como apenas joaninhas são capazes de fazê-lo – o fato de que todos os vampiros londrinos estão muito interessados em vê-la rigorosamente morta. Enquanto Lorde Maccon concentra seus esforços em ficar cada vez mais ébrio e o Professor Lyall se desdobra para que a Alcateia de Woolsey se mantenha coesa, Alexia deixa a Inglaterra em direção à Itália em busca dos misteriosos Templários. Somente eles têm o conhecimento sobre os seres preternaturais que Alexia precisa para entender sua crescente e inconveniente condição, mas eles podem ser piores que os vampiros – e estão armados com molho pesto. 

Muitos devem saber que tenho verdadeira adoração por essa série. Li o primeiro volume por mera curiosidade, pois havia visto tantos comentários bons que fiquei com água na boca para conferir. Depois disso, foi amor à primeira lida!

Essa série traz uma mescla deliciosa: sobrenatural e steampunk. As invencionices são todas soberbas e a cada volume parecem ficar ainda mais magníficas. Nesse terceiro livro, temos joaninhas mecânicas assassinas, que apesar de malvadas, são um verdadeiro deleite quando aparecem nas páginas. O mote sobrenatural é o mais instigante, pois foge completamente da mesmice eterna que estamos acostumados a ver nesse tipo de livro. Nessa Londres de séculos atrás, vampiros, fantasmas, lobisomens e muitos outros seres convivem, claro, que não pacificamente. E no meio deles temos uma sem alma, Alexia, que é a melhor parte dessa série!

Alexia é a protagonista feminina que deveria estar presente em muitos e muitos livros, principalmente àqueles voltados ao público jovem. Essa mulher foge aos padrões comuns literários das mocinhas em todos os sentidos: ela não é cheia de frescuras, não é linda e magricela, não arrasa corações por onde passa e não é fútil. Na verdade, ela é o contrário de tudo isso, mas é principalmente mordaz com suas palavras e genial em suas atitudes. Acho uma pena que os autores ainda recorram a mocinhas estereotipadas e não a esses belíssimos exemplos que vez ou outra um excelente autor cria.

Lorde Maccon, por sua vez, não fica atrás de Alexia. Esse lobisomem muito sexy é completamente apaixonado pela moçoila, mas após ter choque no segundo livro rende-se a bebida. As frases de Maccon bebaço foram hilárias e geniais. Aliás, a grande pegada desse volume foi o humor. Achei que ele estava presente nos outros livros, mas nesse ele ganhou disparado. Cheguei a sentir dor física de tanto rir ao ler Alexia falando do tamanho de seu próprio nariz. GAIL caprichou MUITO no tom dessa vez!

Apesar de ter amado esse terceiro volume, e de continuar achando essa uma das melhores séries, no quesito antagonista achei que ficou a desejar. Para mim, esse foi o volume mais fraco nesse sentido. Por um motivo específico, os vampiros desejavam a todo custo matar Alexia. Vejam bem, disse que foi fraco, não que não foi interessante, mesmo porque foi perceptível que no quarto livro as coisas vão ficar MUITO tensas, então creio que essa diminuta situação antagônica foi só para dar um gostinho de que, daqui para frente, Alexia tem que tomar cuidado em triplo, pois sua situação peculiar irá colocá-la em MUITOS perigos; e tudo leva a crer que eles serão ainda maiores depois que sua situação se estabelecer.

Uma grande sacada de GAIL em INOCÊNCIA? foi apresentar mais informações sobre o pai de Alexia, que vinha sendo um mistério constante até então. Não que tudo tenha ficado completamente esclarecido, obviamente, GAIL não iria entregar tudo de bandeja dessa forma, mas foi muito interessante os esclarecimentos acerca desse papai tão misterioso e ao mesmo tempo figura tão importante nessa trama. 

CARRIGER terminou o segundo livro deixando meu coração em frangalhos e picotado, e juro que por um momento pensei que INOCÊNCIA? teria vários dramas por causa dessa situação. Mas não, a autora foi brilhante em não perder o tom que sua série teve até aqui e seguir com sua protagonista sendo a mulher vibrante e geniosa que sempre foi. Fiquei bastante surpresa, pois não achei que a autora fosse conseguir isso, principalmente pela situação em que colocou Alexia. 

Ao fim desse terceiro livro, os cacos do meu coração estavam colados, mas minha ansiedade por mais jamais será saciada. Quero Alexia presente em minha vida de leitora por muitos volumes mais. Queria que essa série jamais tivesse fim! É divina! Leiam, leiam, leiam!  


24 de outubro de 2014

RESENHA: PROIBIDO - Tabitha Suzuma (Ed. Valentina)



Bom dia, pessoal.

Hoje vou falar de um livro que já li há mais de um mês, mas que simplesmente não conseguia sentar para escrever a resenha. Estou falando de um dos últimos lançamentos da editora VALENTINA, o famoso, polêmico e tão aguardado PROIBIDO, da TABITHA SUZUMA.

ProibidoPROIBIDO
TABITHA SUZUMA
Editora: VALENTINA              
Ano: 2014                  
Nº págs: 304
Gênero: Drama

SINOPSE: Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis. Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes. Eles são irmão e irmã. Mas será que o mundo receberá de braços abertos aqueles que ousaram violar um de seus mais arraigados tabus? E você, receberia? Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.

Acredito que tenha sido uma das poucas pessoas que solicitou o livro sem saber do que se tratava, justamente por isso é que foi tão difícil escrever essa resenha, pois todas as vezes em que eu pensava em escrevê-la, acabava soltando alguma coisa que não queria. Como tive a incrível sorte de me surpreender com essa narrativa maravilhosa, queria poder proporcionar o mesmo para quem lesse a resenha, ou seja, queria conseguir escrever de forma a não revelar o principal sobre o livro, mesmo sabendo que a grande maioria já sabe do que se trata. A forma que encontrei para fazer isso foi deixar o tempo passar, assim, os detalhes me fugiriam da mente e não correria o risco de entregar nada para vocês. Mas me enganei, porque foi só sentar aqui para escrever que todas as emoções que senti com a leitura voltaram a jorrar, o que me fez ter uma certeza: PROIBIDO é o tipo de livro inesquecível, aquele que pode-se passar anos e ainda assim vai conseguir trazer algum tipo de reação a qualquer um que o ler. Contudo, ainda assim, vou me esforçar para não entregar nada.

A primeira coisa que quero falar é sobre o talento de SUZUMA na hora de narrar. Fiquei absolutamente absorta com as palavras dessa mulher e incrivelmente tocada com o que ela apresentou. PROIBIDO é um livro bastante polêmico e trata de um assunto bem pesado, mas a forma como a autora conduziu a história foi capaz de colocar minhas próprias crenças em jogo. A frase na capa do livro: “como uma coisa tão errada pode parecer tão certa” é a exata expressão do que essa leitura me fez sentir. Por alguma razão, o que aconteceu nas páginas do livro, a forma como aconteceu, e o caminho percorrido pelos personagens para colidirem no ponto X da questão, pareceu-me certo. Nesse momento, gostaria muito de expressar minha opinião e falar sobre quem é que julga o que é certo e o que é errado, mas, para isso, teria que revelar o tema que o livro aborda, e prometi que não vou fazer isso, não quero estragar a surpresa dos que, assim como eu, vão ter o prazer de pegar o livro para ler às cegas. Para mim, foi excelente poder ler PROIBIDO sem saber do que se tratava, pois pude me deixar levar pela narrativa de SUZUMA e ser conduzida para dentro da cabeça e coração dos personagens, exatamente por isso li PROIBIDO despida de qualquer (pré) conceito (pré) formulado.

Em relação aos personagens, mais uma vez é difícil falar, pois poderia entregar algo indevido. Só digo que a relação entre os cinco irmãos é, ao mesmo tempo, bela e trágica, e que dá um aperto imenso no coração acompanhar a história de vida de cada um deles.

Claro que todo bom livro tem que ter um personagem detestável, e SUZUMA não economizou nesse quesito, colocou logo dois odiosos em seu enredo. Um, um dos irmãos, um adolescente rebelde, arredio e que me fez ter vontade de estapeá-lo; outro, e mais importante, a destrambelhada mãe dessas crianças. Desde o início é possível perceber o quão desequilibrada e sacana essa mulher é, mas confesso que por não acreditar que uma mãe se portaria da forma como ela se portou. Li PROIBIDO com uma esperança tremenda de ver a rendição dessa mulher, de vê-la se tornando mais mãe, mais humana. A cada aparição dela, pensava que as coisas mudariam e que ela passaria a se dedicar aos filhos e que surpreenderia por sua mudança de atitude. Tive tal esperança até perto do fim do livro, quando me dei conta de que a personagem já estava inteiramente moldada e que nada mais a faria mudar. Se senti vontade de estapiar um dos irmãos, em relação a essa mãe, tive mesmo é vontade de matá-la! Fiquei tão envolvida com a leitura que em determinado momento só lia para ver essa mulher se dar mal, ver algo de ruim acontecer com ela, pois com suas crianças tudo de pior já havia acontecido.

Chorei mil rios lendo PROIBIDO. Favoritei-o, mas não dei 5 estrelas. Apesar de ter idolatrado o livro e de achar que ele será um desses que vai me marcar por toda a vida, não consegui aceitar o final que SUZUMA deu para essa mãe que deixou meus nervos em frangalhos. Por tudo que ela não fez para os filhos, por todo o mal que causou a eles, esperei um final bastante digno para essa desprezível mulher, contudo, isso não aconteceu, o que me causou revolta e desgosto, fazendo com que, por não aceitar esse final, acabasse por dar 4 estrelas para o livro.

Acredito que é impossível não se comover em algum momento dessa leitura, assim como é impossível não se revoltar também. Espero que como eu, muitos tenham a sorte de poder ler sem saber qual é o tema abordado, acredito que sem saber do que se trata, é muito mais fácil de se deixar emocionar pelo que acontece nas páginas de PROIBIDO. Livro lindo, intenso, marcante e perfeito. Leiam!




21 de agosto de 2014

RESENHA + Sorteio de Marcadores: PAR PERFEITO - Eleanor Prescott (Ed. Valentina)



Oi, gente!

Faz um tempão que não rola resenha de chick lit por aqui, mas isso acaba agora, pois vou falar do delicioso PAR PERFEITO da ELEANOR PRESCOTT, lançado pela editora VALENTINA.

Par PerfeitoPAR PERFEITO
ELEANOR PRESCOTT
Editora: VALENTINA              
Ano: 2014                  
Nº págs: 352
Gênero: Chick Lit

SINOPSE: Não está sendo fácil encontrar o homem dos seus sonhos? Pois bem, então pare de sair por aí batendo cabeça, entrando em roubadas homéricas e espatifando a cara a cada encontro. Está mais do que na hora de você procurar uma profissional na curiosa arte de encontrar o par perfeito. Alice Brown, até que provem o contrário, tem o melhor emprego do mundo. Ela é o que antigamente se chamava de casamenteira, uma profissional especializada em encontrar a tão sonhada “outra metade da laranja”, o amor da sua vida, o fogo e a paixão. Alice passa os dias ajudando mulheres a se apaixonar loucamente. Suas clientes, e… ELA TAMBÉM, é claro, estão ansiosas para conhecer um príncipe encantado. O problema é que é muito mais fácil encontrá-los para as clientes. E, por falar nelas, a última que apareceu, Kate, está a exatos 569 dias de fazer 35 anos e há exatos 5 anos atrasada nessa missão de vida. A dificuldade é que seu, digamos, padrão, está fora dos padrões. Desesperada, isso mesmo, desesperada para encontrar aquele gato, lindo, perfeito, romântico, carinhoso, bom de cama, atencioso, gostosão, charmoso, UFFFFFFA, ela sabe que sua última esperança recai sobre Alice. Enquanto isso, a própria Alice está tendo probleminhas para lidar com seu chefe, e problemaços para parar de se apaixonar pelo homem alheio. E se nada der certo? E se ela falhar com Kate? E se, ela mesma, estiver precisando de uma ajudinha profissional?

Simplesmente ADORO chick lit, mas esse ano foram pouquíssimos os livros que li do gênero. Apesar desses livros sempre terem uma pegada de mais do mesmo, amo cada um que leio, mas amo mais ainda quando eles saem do lugar comum e apresentam algum diferencial, como é o caso de PAR PERFEITO.

PRESCOTT nos insere no mundo das agências casamenteiras e ao mesmo tempo em que nos diverte com o que acontece nesse ambiente, nos deixa chocados por ver como essas agências matrimoniais agem ($$$$$$$$$$).

O grande diferencial em PAR PERFEITO são as personagens, ou melhor dizendo, a quantidade de personagens que figuram no plano principal. Geralmente, os chick lit retratam a vida de uma mulher que já passou dos 30 e estão em busca de um emprego perfeito e um homem perfeito, pois mesmo com trinta anos elas ainda acreditam em príncipes encantados ^^, mas apesar de termos essa personagem em PAR PERFEITO, ela se difere por ser uma mulher muito bem resolvida em outras áreas de sua vida, como a profissional. Para mim, foi gratificante ler um chick lit com uma mulher que não ficava a toda hora reclamando de seu emprego, de seu patrão e de seus colegas, pelo contrário, Kate é uma workaholic e parece até ter orgulho disso. Claro que como em todo bom livro do gênero, ela tem uma melhor amiga completamente maluca e desnaturada, responsável por nos tirar grande gargalhadas ao ver como ela vê a vida e encara os homens, mas apesar de seu lado despojado, ela também vai amadurecendo e mudando de atitude pelo caminho, e é ótimo acompanhar personagens que evoluem e amadurecem.

PAR PERFEITO conta ainda com Alice como uma das protagonistas, uma casamenteira de uma das agências, que é uma verdadeira flor que vai desabrochando com o passar das páginas. Confesso: Alice foi minha paixão! Sua simplicidade, seu caráter e honestidade, suas crenças, seu modo de enxergar os relacionamentos, sua maturidade, tudo isso fez com que a personagem entrasse para aquela listinha de “queridonas do chick lit”, acho até que Alice merece um livro inteirinho só para ela <3.

Mais um diferencial de PAR PERFEITO é que ele conta com uma vilã. Na maioria dos chick lit essa personagem é retratada de jeito até engraçado, mas Audrey é uma mulher realmente detestável e desprezível, do tipo que me fez perguntar “o que você está fazendo em um livro chick lit, sua vaca?”, pois as malvadinhas desses livros costumam ser mais lights. Audrey foi o cão de zorba, de verdade! Affe, mulherzinha insuportável! E como o livro retrata a guerrinha das agências matrimoniais, não é só ela que fica com o troféu maligna, ele pode ser distribuído entre outros personagens também.

Uma coisa que adorei em PAR PERFEITO, e que também é diferente dos demais livros do gênero (viram quantas diferenças já apontei?, calma que tem mais!), foi a forma de narrar. Várias personagens ganham voz em capítulos dedicados a elas. Cada capítulo tem o nome de uma personagem. Como disse lá em cima, todo mundo é protagonista, todo mundo tem a chance de brilhar e ter voz nesse enredo magnífico criado pela PRESCOTT.

E vamos ao maior diferencial de todos (eu disse que não tinha terminado!), sabem quem faz parte dos protagonistas? Um homem! Aí vocês podem pensar “mas em todo chick lit tem um homem como protagonista!” É, concordo, tem mesmo, mas ele está lá para realizar o sonho das mocinhas e é o ideal da protagonista, aqui, John tem voz ativa no enredo e nos conta sua história, ou seja, ganha capítulos com seu nome também <3

E não acabou! Como PAR PERFEITO fala de agências matrimoniais, temos vários e vários encontros acontecendo entre as páginas, mesmo entre aqueles que não estão na agência, com isso, são tantos os personagens, que não temos como adivinhar na primeira página quem vai ficar com quem, coisa que convenhamos, em 90% dos chick lit sabemos assim que lemos o primeiro capítulo, às vezes até mesmo ao ler a sinopse. 

Por tudo de diferente que PAR PERFEITO apresentou, só posso dizer que AMEI e não vejo a hora de poder ler mais livros da PRESCOTT. Mais um lançamento que a VALENTINA acertou em cheio ao trazer para nós *_* Recomendadíssimo! <3



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29 de julho de 2014

RESENHA + Sorteio de Marcadores: FILHA DA ILUSÃO - Teri Brown (Ed. Valentina)



Hi, gente!

Hoje vou falar sobre mais um lançamento divino da editora VALENTINA: FILHA DA ILUSÃO da TERI BROWN.

Filha da IlusãoFILHA DA ILUSÃO (vol.1)
TERI BROWN
Série: Herdeiros da Magia
Editora: VALENTINA              
Ano: 2014                  
Nº págs: 288
Gênero: Sobrenatural

SINOPSE: Ilusionista talentosa, Anna é assistente de sua mãe, a famosa médium Marguerite Van Housen, em seus shows e sessões espíritas, transitando livremente pelo mundo clandestino dos mágicos e mentalistas da Nova York dos anos 1920. Como filha ilegítima de Harry Houdini - ou pelo menos, é o que Marguerite alega - os passes de mágica não representam um grande desafio para a garota de 16 anos: o truqye mais difícil é esconder seus verdadeiros dons da mãe oportunista. Afinal, enquanto os poderes de Marguerite não passam de uma fraude, Anna consegue realmente se comunicar com os mortos, captar os sentimentos das pessoas e prever o futuro.
Porém, à medida que os poderes de Anna vão se intensificando, ela começa a experimentar visões apavorantes que a levam a explorar as habilidades por tanto tempo escondidas. E, quando um jovem enigmático chamado Cole se muda para o apartamento do andar de baixo, apresentando Anna a uma sociedade secreta que estuda pessoas com dons semelhantes aos seus, ela começa a se perguntar se há coisas mais importantes na vida do que guardar segredos. Mas em quem ela pode, de fato, confiar?

No início desse ano, havia estabelecido como meta não iniciar novas séries, mas a promessa durou pouco, pois logo comecei a ler novas séries e trilogias, mas, se não tivesse quebrado esse trato antes, com certeza teria quebrado agora, simplesmente porque não consigo resistir a uma série da VALENTINA. A editora é hoje responsável por três séries que entraram para minhas favoritas e não vejo à hora de continuar: O PROTETORADO DA SOMBRINHA, O ESTRANHO MUNDO DE JANE TRUE e INCARNATE. Obviamente, depois de ler FILHA DA ILUSÃO, uma quarta série entra para minhas favoritas: HERDEIROS DA MAGIA.

Quando solicitei FILHA DA ILUSÃO foi mais por curiosidade. Achei que ia ser um início bacana de série, uma premissa diferente, mas fui surpreendia ao notar que a premissa foi muito mais diferente que imaginei e o início foi muito melhor do que podia supor. Uma coisa é lermos uma história sobre magia que conta com magos e bruxas, outra é lermos sobre dons e poderes em humanos, gente que nasceu como a gente, mas com algumas peculiaridades. Jamais li um livro sobre ilusionistas ou médiuns, e já por isso FILHA DA ILUSÃO me surpreendeu e me conquistou. Bastou o primeiro capítulo para que eu ficasse apaixonada pela narrativa de Anna sobre os mistérios que cercam sua vida.

Anna e sua mãe fazem um show que mistura magia e mediunidade, parte é um embuste, mas os dons de Anna são verdadeiros e ela consegue de fato se comunicar com os mortos, sentir as emoções das pessoas e outras coisinhas mais. Dizem que seu pai é o famoso Houdini, e por várias páginas investigamos, junto com Anna, sobre essa paternidade.

Se o enredo já foi instigante, a narrativa de BROWN foi ainda mais. Anna pode ter dons sobrenaturais, mas TERI com toda certeza tem o dom da escrita. Foi maravilhoso mergulhar nesse mundo tão diferente e místico que ela criou. Tudo acontece de forma tão leve e tão natural que as páginas passam sem que percebamos. Além disso, a autora tem uma forma bastante sutil de narrar, e acho que justamente por isso consegue assustar. Logo no início, na primeira sessão espírita que Anna relata ao leitor, meu sangue gelou. Já li muito STEPHEN KING, e com as palavras de TERI senti um medo bastante genuíno, bem semelhante ao que sinto quando leio algo mais pesado do mestre. Não que FILHA DE ILUSÃO seja um livro de terror, longe disso. Também não creio que exista a intenção por parte da autora em transformá-lo em algo que dê medo, mas foi impossível não sentir esse medinho (delicioso) em algumas situações, mesmo porque a autora escreve de um jeito que realmente me fez acreditar que os poderes de Anna são reais e que os espíritos de fato se comunicam com a garota. Confesso, porém, ser facilmente influenciável nesse sentido, pois realmente acredito nessas coisas; então TERI não precisou se esforçar nem um pouco para me convencer da veracidade dos fatos, menos ainda para me deixar com medo, rs.

Quanto a Anna, que protagonista fabulosa! Madura, inteligente, corajosa, audaciosa, sem frescuras e nada semelhante com as “aborrecentes” que estamos acostumados nos livros atuais. O romance que se desenvolve nas páginas de FILHA DA ILUSÃO é calmo e gradativo, nada daquela coisa avassaladora de “te conheci ontem, já te amo mais que tudo mundo e quero ficar com você para sempre”. Por Anna ser desconfiada de tudo e todos, vai com bastante calma, até mesmo quando o assunto é seu coraçãozinho.

Outro ponto bastante positivo, e esse achei de fato sublime, foi a presença da mãe de Anna, Marguerite. Uma coisa que estou cansada nos livros com adolescentes é o afastamento do adulto. Parece que é de praxe esse afastamento. Minha birra sobre isso é enorme, pois parece que os adolescentes ficam jogados no mundo, responsáveis por si mesmos e os pais tem uma atitude “ok, queridos, vão viver a vida”. Esse tipo de livro não me convence, pois, por mais que possa de fato existir alguns pais relapsos, alguns livros exageram, como, por exemplo, um que li esses tempos que tinha dois adolescentes com uma doença gravíssima e papais e mamães simplesmente não deram as caras. Minha opinião sobre isso? O autor tem claramente preguiça crônica de desenvolver uma história mais elaborada e trabalhada. Já TERI não se encaixa de forma alguma nesse perfil de preguiçosos. Em seu enredo ela encontra bastante tempo para nos inserir na relação de mãe e filha entre Anna e Marguerite; e é uma relação tensa, permeada por segredos, e algumas vezes até ciúme. É impossível ler FILHA DA ILUSÃO e não sentir certa raiva dessa mãe e de algumas de suas atitudes. Não que ela seja uma pessoa má ou cruel, mas tem uma relação às avessas com Anna, parecendo muitas vezes competir com a garota. Gostei muito da forma como a autora explorou essa relação e mais ainda de como a aprofundou e nos deu algumas respostas sobre as razões desse tratamento. Fiquei maravilhada.

Também foi fabulosa a forma como vários ganchinhos foram se abrindo para o próximo volume. Gosto muito de séries que têm o primeiro volume extremamente bem elaborado e esse é o caso. A sensação é de estar em um mar de informações e encontrar respostas para boa parte delas, mas nada que possamos ter a certeza de estarmos em um bote e seguros, pelo contrário, ao chegar ao final, estamos navegando em uma bóia, sabendo que teremos muita água pela frente e que o caminho a ser trilhado não será nada simples. 

Para mim, FILHA DA ILUSÃO foi uma leitura bastante diferente. É com certo desespero que já digo que estou louca pelo próximo. Não pode demorar <3 Quem está à procura de algo diferente da mesmice que está nos inundando ultimamente, não pode perder! CONFIRAM!


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16 de junho de 2014

RESENHA: DESTINO MORTAL - Suzanne Brockmann (Ed. Valentina)



Olá, pessoal.

Hoje vou falar de um livro que foi delicioso de ler apesar de ter dado vários nós em minha cabecinha devido a complexidade da obra e do que foi apresentado. Estou falando do novo lançamento da editora VALENTINA: DESTINO MORTAL, da SUZANNE BROCKMANN.

Destino MortalDESTINO MORTAL
SUZANNE BROCKMANN
Editora: VALENTINA              
Ano: 2014                  
Nº págs: 536
Gênero: Sci Fi, Suspense

SINOPSE: Expulso de um grupo de elite de forma desonrosa, o ex-Navy SEAL Shane Laughlin está com seus últimos 10 dólares no bolso quando, finalmente, consegue um emprego para participar de um programa de testes no Instituto Obermeyer (IO), uma fundação de pesquisas e desenvolvimento desconhecida do grande público e que trabalha com atividades secretas.
Logo, Shane descobre que existem certos indivíduos que têm a habilidade única de conseguir acesso a regiões inexploradas do cérebro, com resultados extraordinários, incluindo telecinesia, força sobre-humana e reversão do processo de envelhecimento. Conhecidos como Maiorais, essas raras figuras são criadas ou recrutadas pelo IO, onde, rigorosamente treinadas com o auxílio de técnicas ancestrais, conseguem cultivar seus poderes e usá-los de forma responsável.
No entanto, nas profundezas da segunda Grande Depressão dos Estados Unidos, onde o abismo social entre os que têm muito e os que não têm nada ameaça a ordem de forma definitiva, ricaços imprudentes descobriram uma alternativa sedutora na forma de um novo produto: Destiny. Trata-se de uma droga de fabricação quase artesanal, capaz de transformar qualquer pessoa num Maioral, além de oferecer a atração especial de garantir a juventude eterna para o usuário.
O cartel sinistro conhecido como a Organização começou a produzir Destiny em larga escala, e a demanda pela droga se tornou epidêmica. Poucos, porém, sabem do verdadeiro perigo da nova droga, e são ainda em menor número os que detêm o segredo sujo do ingrediente crucial para a fabricação da substância. Michelle “Mac” Mackenzie é uma das poucas que conhecem toda a verdade.

Gosto sempre de começar as resenhas contanto como tomei conhecimento do livro e como meu interesse por ele surgiu, mas, nesse caso, assumo que jamais tinha ouvido falar de DESTINO MORTAL. Só fui saber do lançamento quando a VALENTINA começou a anunciar, e nem dei bola. Foi só quando vi o livro pronto, com essa capa maravilhosa, que resolvi saber um pouquinho mais sobre ele. Diante da sinopse, fiquei curiosa, contudo, ainda não tinha entendido se era um livro policial, de ação, um sci fi, um romance hot, ou qualquer outro gênero. Resolvi então perguntar para a Carina, que é quem cuida das parcerias da VALENTINA, se DESTINO MORTAL era um policial, eis que com poucas palavras ela me convenceu: “Destino Mortal é uma ficção futurista, meio X Men”. Pronto, já fiquei louca pelo livro, pois AMO X-Men! *_*

Comecei muito empolgada a ler DESTINO MORTAL e terminei mais empolgada ainda. SUZANNE escreveu uma história completamente louca e fascinante, em que algumas pessoas têm poderes porque sabem usar o cérebro mais que outras. A população normal atinge 10% dos níveis neurais, mas os Maiorais atingem 30%, 40%, 50% e até mais de 80% de capacidade, fazendo com que tenham poderes de se curar mais rápido, de telecinese, de atrair sexualmente um parceiro, mudar a própria aparência, criar um campo de força em volta de si para se proteger, ler pensamentos, penetrar na mente, etc. O mais interessante disso é que apesar de parecer (e ser) muito maluco, BROCKMANN escreve de um jeito que faz parecer que é uma realidade desconhecida, mas possível de ser alcançada, e esse foi um dos pontos que mais gostei, ser convencida que algo tão ficcional poderia ser real.

Outro ponto que gostei MUITO foram as relações amorosas. Adorei a forma como os personagens se envolveram, como tentaram se desprender do relacionamento, como tentaram não se entregar a ele, mantendo-se esquivos, tentando disfarçar. Foi bem legal acompanhar esses casos amorosos, pois cada um deles foi se desenvolvendo de uma maneira, alguns de forma mais lenta, outros mais rápidos e ainda teve um relacionamento completamente intenso e belo, protagonizado por um casal gay, que, para mim, foram as melhores partes do livro. Adorei acompanhar o florescer do relacionamento, a forma como os dois se entregaram, como se desarmaram para confessar seus medos e desejos. Esse casal foi responsável pelos diálogos mais interessantes de DESTINO MORTAL, e pela minha constante angústia e curiosidade de saber se a previsão que um deles fez se tornaria real. Acho que nunca fiquei com tanta expectativa e tão na torcida por um casal. Foi incrível! As outras relações também são gostosas de acompanhar, mas como elas são mais “comuns” (nada é realmente comum nesse livro), não saltaram aos meus olhos.

Eu já teria ficado satisfeita com DESTINO MORTAL se ele apresentasse apenas isso: romances e super poderes desenvolvidos pela mente, mas BROCKMANN é uma mulher ambiciosa e não aceitou ficar só nisso, inseriu também uma veia investigativa na obra: uma organização que sequestra jovens meninas Maiorais para retirar o sangue delas e fabricar a droga Destiny, responsável por dar poderes aos seres normais. É em torno da busca por uma dessas garotas que a parte investigativa da trama ronda.

Gostei de todo o humor que a autora trouxe para o livro, como o fato de falar que os viciados que endoidam com Destiny, coringaram. Sim, coringar vira um verbo, e é bem isso que vocês estão pensando, referência ao louco coringa do filme Batman. Outra personagem que é cheia de humor, mas esse mais ácido e negro, é Mac, que é adorável mesmo em suas crises de grosseria e mau humor. Além disso, ela tem um passado bastante triste que explica sua relutância em se deixar envolver em casos amorosos.


Adorei DESTINO MORTAL e toda a loucura que esse livro totalmente fantástico apresentou. Precisa virar filme urgentemente! Espero que a VALENTINA traga outros livros da SUZANNE, estou super curiosa para conferir mais da escrita e criatividade dela.