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3 de março de 2015

RESENHA: CORRA, ALEX CROSS - James Patterson (Ed. Arqueiro)



Oi, gente!

Hoje darei início às resenhas do mês de março. Esse mês será bastante especial, pois teremos diversas resenhas da ARQUEIRO. E claro que para comemorar esse mês dedicado à editora, não poderia faltar sorteio, mas vocês só vão conhecê-lo no domingo.

Para começar o mês especial da ARQUEIRO com chave de ouro vou falar sobre CORRA, ALEX CROSS do JAMES PATTERSON.

Corra, Alex CrossCORRA, ALEX CROSS (vol.20)
JAMES PATTERSON
Série: Alex Cross
Editora: ARQUEIRO              
Ano: 2014                              
Nº págs: 224
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Dentro de um estacionamento em Georgetown, uma mulher é esfaqueada e trancada no porta-malas do próprio carro. Como assinatura, o criminoso corta os cabelos louros da vítima e os deixa espalhados pelo corpo. Designado para o caso, o detetive Alex Cross nem imagina que esse é apenas o primeiro de uma série de pesadelos. Uma mulher é morta e um bebê desaparece No mesmo dia, Alex Cross é chamado para uma segunda cena de crime: uma jovem enforcada do lado de fora do sexto andar de um edifício. Assim que a legista responsável descarta a possibilidade de suicídio e informa que a vítima deu à luz recentemente, Cross descobre que não está lidando apenas com um homicídio, mas também com um caso de sequestro. Alex Cross precisa deter três assassinos. Três dias depois, o corpo de um rapaz é descoberto em uma doca, baleado e com meia dúzia de perfurações ao redor da área genital. Quando os rumores de três assassinos em série se alastram pela cidade de Washington e novas vítimas são encontradas a cada dia, a pressão recai nos ombros de Cross. Uma pressão tão forte que pode afetar sua concentração a ponto de ele não conseguir evitar um perigo mortal que se aproxima de sua família. 

Sempre que começo uma resenha em que vou falar de algum livro do PATTERSON já esclareço que vivo uma relação de amor e ódio com o autor. O livro de hoje me deixou extremamente impressionada, ainda mais porque não sou fã do Alex Cross e a maioria dos livros do autor que me decepcionaram foram dessa série.

Solicitei CORRA, ALEX CROSS pelo único motivo que gosto de ler tudo que o PATTERSON lança por aqui. Como já acompanho essa série, queria ler o livro, mas não tinha pretensão alguma, na realidade, tinha até meio que certeza de que iria considerar o livro de mais ou menos para ruim. Eis que fui surpreendida e estou meio em choque até agora ao constatar o salto de qualidade que esse livro teve.

Em CORRA, ALEX CROSS temos três assassinos a solta. O livro traz a informação que são 3 serial killers, contudo, para mim, foram 2 serial killers e um vingador, que fez tanto estrago quanto os psicopatas (isso não é spoiler, juro). Achei o livro bem interessante pelo fato de não ter surpresa alguma em relação ao criminosos, todos os três são desnudados desde o início, participam da narrativa, ganham seu espaço e esclarecem seus motivos. Ou seja, um livro sem surpresa nenhuma! Porém, ainda assim foi interessantíssimo, pois seguimos a mesma busca frenética de Cross para achar esses assassinos. Eu, que não gosto muito do Cross, torci de forma desesperadora para que ele compreendesse logo as ligações entre os assassinatos e fosse atrás dos culpados. Além de ter gostado MUITO do enredo, fiquei surpresa comigo ao me ver torcer com tanto afinco pelo Cross.

Se em outros livros da série achei que o personagem foi mal explorado ou tratado de um jeito simplista, em CORRA, ALEX CROSS tive que morder a língua, pois houve bastante aprofundamento em relação ao personagem, até mesmo em seu lado emocional. De vez em quanto PATTERSON se supera, e essa foi uma dessas vezes em que ele me fez achar tudo, da primeira a última página, incrível!

Não bastando o mote policial explorado, PATTERSON também resolveu envolver de forma mais marcante a família de Alex no enredo, principalmente Ava, a jovem adotiva que estava vivendo com a família. Foi bastante triste e dramático o que se apresentou em torno da personagem. Sofri com seu destino e sofri vendo a dor da família Cross pela menina que consideravam como da família.

Uma coisa que me surpreendeu bastante nesse enredo foi a quantidade de mortes. Foi uma carnificina! Corpos para todos os lados. Não faltou sangue! E eu, claro, adorei! Adorei também a sensação que tive durante a leitura, pois dessa vez consegui me envolver de verdade com Cross. Se não tivesse havido esse envolvimento, com certeza teria xingado o detetive e chamado ele de incompetente por não conseguir desvendar logo o crime e deixar tantos corpos aparecerem. Mas, diante dessa conexão, e pelo fato de compreender que o homem estava à frente de três investigações paralelas, sendo assediado por um vingador e com problemas com a filha adotiva, achei que Cross fez um bom trabalho e em momento algum foi lento em suas atitudes.


Vocês sabem que quando odeio um livro do CROSS meto o pau, mas quando amo, preciso dizer com todas as letras. Esse eu amei e recomendo! Confiram J


3 de setembro de 2014

RESENHA: PRIVATE: LONDRES - James Patterson (Ed. Arqueiro)



Ei, gente!

Estou empolgadíssima para contar para vocês tudo que achei de PRIVATE: LONDRES do JAMES PATTERSON, lançado pela editora ARQUEIRO.

Private LondresPRIVATE: LONDRES
JAMES PATTERSON
Editora: ARQUEIRO             
Ano: 2014                  
Nº págs: 224
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Quando os ricos e famosos estão em apuros, a primeira ligação deles não é para os serviços de emergência. Eles ligam para a Private. Um minuto foi suficiente para Jack Morgan falhar em salvar a mãe de Hannah Shapiro. Impotente e com medo, a jovem de 13 anos viu a mãe ser morta quando o pai não pagou o resgate aos sequestradores. Mas isso foi antes da Private. Antes de Jack Morgan ter recursos. A agência se expandiu, abrindo filiais no mundo inteiro. Com um seleto time de investigadores e equipamentos de última geração, a Private é uma rede bem-estruturada e Jack saberá usá-la para a proteção de Hannah. Para isso, ele convoca Dan Carter, responsável pelo escritório da Private em Londres, como guardião de Hannah, agora uma mulher de 20 anos, estudante de psicologia. O plano não podia dar errado - até Hannah e as amigas, incluindo a afilhada de Carter, serem atacadas em frente à universidade. Quando Hannah é mais uma vez sequestrada e sua afilhada entra em coma, Dan Carter descobre que os sequestradores são profissionais, alguém está vazando informações e a questão é pesssoal. O pesadelo recomeçou.

Quem acompanha o blog sabe que vivo uma relação turbulenta com JAMES PATTERSON. Alguns dos seus livros odeio tanto que chego a pensar “mas por que P* ele resolveu escrever essa M*?”, enquanto outros fazem com que tenha horas de absoluto prazer com a leitura. E a série PRIVATE, graças a Deus, entra nessa segunda categoria. PRIVATE: LONDRES foi o terceiro livro que li da série e fiquei extremamente satisfeita com o que encontrei.

O primeiro ponto que já me chamou atenção foi a forma de narrar: em primeira pessoa pelo protagonista, Dan Carter, e em terceira, para cobrir todos os demais eventos que iam circundando a obra. Simplesmente adoro quando as vozes da narrativa se misturam em livros policiais. É muito gostoso saber como o protagonista age e sente, assim como é ótimo não ficar às cegas quanto ao que acontece ao redor por termos apenas a visão dele. Nota mil nesse ponto.

Nota mil também para o enredo, que enreda por duas vertentes: a primeira, sobre o sequestro e vida de Hannah Shapiro, e a segunda, o assassinato de várias pessoas por um serial killer. Como muitos sabem, PATTERSON quase sempre escreve a quatro mãos, dessa vez seu parceiro foi MARK PEARSON, e não sei qual deles foi responsável por qual parte, só sei que dessa vez a parceria rendeu e que tudo foi MUITO bem! Os dois enredos foram bem explorados, me deixaram completamente curiosa e instigada, não sei dizer qual gostei mais, mas sei dizer que o sequestro de Hannah me impressionou bastante, isso porque trouxe uma trama complexa, bem elaborada e bem trabalhada, mas fiquei mais impressionada por ter trazido à tona alguns aspectos sobre o Oriente Médio, e 99% das vezes que um livro aborda esse tema, acabo por não gostar. Até mesmo com PATTERSON e seu ALEX CROSS isso já aconteceu, mas em PRIVATE: LONDRES tudo foi tão empolgante e bem conduzido que adorei até mesmo essas partes.

Uma coisa que me incomoda nos livros do PATTERSON e que fiquei feliz por não ter acontecido aqui é a pressa. Não é que reclame de ele escrever com pressa, mesmo porque já me habituei a esse estilo dele, mas sinto falta de detalhes a mais em seus livros, e em PRIVATE: LONDRES temos esses detalhes que faltam em muitas das obras do autor, e é quando é possível ver o quanto eles fazem falta e o quanto enriquecem a história.

Bem detalhada também é a vida do protagonista, Dan Carter. Da mesma forma que me habituei à falta de detalhes nos enredos do PATTERSON, acabei me habituando à falta deles em relação a construção das personagens, e fiquei bastante impressionada e animada ao ver como a figura de Dan foi bem explorada, principalmente em sua vida pessoal com a ex-esposa. Foi gratificante ler um livro do PATTERSON e não ter a sensação que foi escrito só para ser mais um na lista de vendas.

Devido a essa falta de detalhes que já citei, os livros do autor tendem a ser meio simplistas, mas PRIVATE: LONDRES também me surpreendeu nesse ponto, pois além de apresentar duas tramas excelentes e complexas, trouxe uma gama enorme de personagens. Ok, nem todos foram trabalhados de forma profunda, mas perto de alguns outros livros do JAMES, já foi uma evolução enorme. 

Para mim, esse foi o melhor livro que li da série PRIVATE, e confesso que agora estou ansiosa pelos próximos, mas temerosa também, pois não quero que a qualidade decaia. Para os que já gostam do autor, tenho certeza que vão adorar PRIVATE: LONDRES. Para os que odeiam, por causa daqueles livros “blé” dele (e tem vários), recomendo PRIVATE: LONDRES para tirar o trauma.

29 de abril de 2014

RESENHA: OS ASSASSINOS DO CARTÃO-POSTAL - James Patterson & Liza Marklund (Ed. Arqueiro)



Oi, gente!

Hoje vou falar sobre o último livro do JAMES PATTERSON que saiu aqui no Brasil: OS ASSASSINOS DO CARTÃO-POSTAL, lançado pela editora ARQUEIRO.

Os Assassinos do Cartão-PostalOS ASSASSINOS DO CARTÃO-POSTAL
JAMES PATTERSON
Editora: ARQUEIRO              
Ano: 2014                  
Nº págs: 304
Gênero: Policial

SINOPSE: Uma viagem para conhecer as mais belas cidades da Europa é o sonho de qualquer pessoa. Porém, o detetive da NYPD Jacob Kanon não está interessado nos pontos turísticos. Após receber a notícia do brutal assassinato de sua filha e namorado, mortos em Roma, Kanon viaja para o Velho Continente para tentar juntar pistas sobre o crime que mudou sua vida. E a onda de assassinatos está só começando: jovens casais são encontrados mortos em Paris, Copenhague, Frankfurt e Estocolmo. Os crimes parecem não estar conectados, com exceção de um cartão-postal enviado para o jornal local da cidade de cada nova vítima. Quando o repórter sueco Dessie Larsson recebe um postal, Kanon junta forças com o jornalista e partem para o novo destino para tentar capturar o serial killer.

Quem acompanha o blog sabe que vivo uma intensa relação de amor e ódio com o PATTERSON. Ultimamente, porém, nossa relação baseava-se no desgosto. Nada do que lia dele me agradava e sempre fazia mil criticas. Já estava quase desistindo de ler os livros do autor, quando a ARQUEIRO veio com a novidade de que lançaria OS ASSASSINOS CO CARTÃO-POSTAL. Como sou brasileira e não desisto nunca, resolvi que continuaria lendo PATTERSON e fui, sem expectativa alguma, ler esse novo livro.

OS ASSASSINOS DO CARTÃO-POSTAL é mais um livro policial do autor, e confesso que já estava com saudade de ler algo dele desse gênero. A fórmula dos capítulos curtos e leitura rápida continua a mesma, mas o enredo... Quanta diferença! Gostei muito do que encontrei. Não estou dizendo que esse é um daqueles livros policiais que podemos considerar incríveis e perfeitos, nem que é um livro marcante do gênero, mas, analisando ele no universo do PATTERSON, é um dos melhores do autor.

Como JAMES costuma economizar nos detalhes, fiquei satisfeitíssima ao ver o detalhamento e requinte de crueldade nas mortes. Geralmente, não encontramos esses detalhes em seus enredos, o que foi um dos pontos mais positivos que encontrei na trama. Os assassinos realmente capricham na hora de matar, e os autores na hora de descrever.

Outro ponto bastante positivo foi a elaboração do casal de assassinos, que são desnudados desde o início ao leitor, mas sempre trazem mais e mais surpresas em torno da personalidade e passado deles. Quando pensamos que já sabemos tudo sobre essas sórdidas criaturas, aparecem mais detalhes que nos deixam surpresos com eles, principalmente com a inteligência e astúcia para saírem de situações complicadas.

Mas o ponto máximo de OS ASSASSINOS DO CARTÃO-POSTAL é a mistura com História da Arte. Não que PATTERSON seja um Dan Brown, foi de forma mais singular que PATTERSON e sua companheira, LIZA, inseriram esses detalhes no enredo, mas eles tornaram a leitura mais fascinante e inteligente, mesmo com parcas passagens.

Quanto ao protagonista, o detetive americano, Jacob, fiquei impressionada! Se em muitas das obras de PATTERSON sinto que falta um aprofundamento na personalidade do protagonista, senti que em OS ASSASSINOS DO CARTÃO-POSTAL tudo o que foi passado sobre personagem me satisfez de forma magnífica. Seu passado é muito bem abordado, assim como suas motivações para sair dos Estados Unidos e perseguir os assassinos por toda a Europa. ADORO esses detetives que têm a dor e sofrimento rondando por suas vidas, mas que mantém o senso de justiça acima de tudo e são capazes de ir até o fim do mundo para alcançar seus objetivos. Ou seja, adoro os protagonistas obstinados, tudo que Jacob é.

E como todo livro policial para ser bom precisa de uma mulher inteligente ao lado do protagonista, temos Dessie Larsson que cumpre muito bem esse papel. Dessie é uma jornalista que ao lado de Jacob vai descobrir os assassinos e ter uma amizade bastante colorida com o investigador, situação que é praxe nos livros policiais, mas que nunca cansam o leitor. 

Fiquei muito feliz com a leitura de OS ASSASSINOS DO CARTÃO-POSTAL. Estava mesmo precisando de alguma coisa bacana do PATTERSON para fazer as pazes com o autor. Resta saber se toda a excelência do livro não ficou por conta da co-autora, LIZA MARKLUND, que fiquei sabendo ser uma excelente autora sueca com milhões de livros vendidos do gênero policial.  Mas, no momento, o que importa é que a dupla funcionou bem e conseguiu apresentar um ótimo livro. Dessa vez foi ponto positivo para o PATTERSON.


12 de abril de 2014

RESENHA: PRIMEIRO AMOR - James Patterson (Ed. Novo Conceito)



Oi, gente.

Quase nunca posto resenha aos sábados, mas hoje vou abrir uma exceção porque preciso muito desabafar sobre PRIMEIRO AMOR do JAMES PATTERSON, lançado pela editora NOVO CONCEITO.

Primeiro amorPRIMEIRO AMOR
JAMES PATTERSON
Editora: NOVO CONCEITO              
Ano: 2014                  
Nº págs: 240
Gênero: Drama, Romance, New Adult

SINOPSE: Axi Moore é uma garota certinha, estudiosa, bem comportada e boa filha. Mas o que ela mais quer é fugir de tudo isso e deixar para trás as lembranças tristes de um lar despedaçado. A única pessoa em quem ela pode confiar é seu melhor amigo, Robinson. Ele é também o grande amor de sua vida, só que ainda não sabe disso. Quando Axi convida Robinson para fazer uma viagem pelo país, está quebrando as regras pela primeira vez. Uma jornada que parecia prometer apenas diversão e cumplicidade aos poucos transforma a vida dos dois jovens para sempre. De aventureiros, eles se tornam fugitivos. De amigos, se tornam namorados. Cada um deles, em silêncio, sabe que sua primeira viagem pode ser também a última, e Axi precisa aceitar que de certas coisas, como do destino, não há como fugir. Comovente e baseado na própria vida do autor, este livro mostra que, por mais puro e inocente que seja, o primeiro amor pode mudar o resto de nossas vidas.

Quem acompanha o blog, sabe que vivo uma relação de amor e ódio com JAMES PATTERSON. Alguns de seus livros me deixam completamente extasiadas, enquanto que outros me fazem mergulhar em uma profunda revolta de “Por que raios ele escreveu isso?” Infelizmente, PRIMEIRO AMOR, é um desses livros que não consigo entender a razão de ter sido escrito.

Ok, confesso que tenho birra do gênero New Adult e não consigo gostar dos absurdos deveras fantasiosos e o excesso de amor desses livros, contudo, apesar de PRIMEIRO AMOR contar com protagonistas adolescentes, pensei estar diante de um drama, um drama lindo e emocionante que arrancaria muitas lágrimas, da mesma forma que PATTERSON conseguiu fazer com O DIÁRIO DE SUZANA PARA NICOLAS. Porém, PRIMEIRO AMOR começa de forma absurda e nada verossímil, e só piora até chegar ao final, completamente previsível.

A história começa com a fuga de Axi e Robinson, seu amigo. Axi e o pai foram abandonados pela mãe depois que a irmã mais nova morreu de câncer. O pai então se tornou alcoólatra e distante da filha. Eu até poderia aceitar essas informações, não fosse o fato de mais para frente ficarmos sabendo que Axi também teve um grave problema de saúde. Que mãe e que pai ficariam alheios a isso? Que mãe abandonaria uma filha doente por que a outra faleceu? Que pai mergulharia no álcool sabendo que a filha que está sob seu teto poderia ter um fim trágico também? Desculpem, mas, para mim, não faz sentido algum! O fato de retirar os pais da história é apenas uma desculpa, muito batida, para poder desenvolver o enredo com os protagonistas sem ter preocupação com os personagens secundários, sem ter que criar uma história plenamente verossímil, com drama e sofrimento atingindo a todos e mostrando esses pontos de vista. Afastar os pais é apenas mais um recurso para não ocupar o autor com um desenvolvimento pleno e interessante dos fatos.

Enfim... Axi e Rob resolvem fugir de casa. Impressionante como que aos 16 e 17 anos todas as decisões parecem fáceis. Eles roubam moto, carros, e tudo bem, vão viver uma aventura. Sim! Assim como você também senti uma tremenda semelhança com ENTRE O AGORA E O NUNCA (que ODIEI). Mocinha resolve fugir de casa, encontra rapaz e se apaixonam perdidamente. A diferença em PRIMEIRO AMOR é que a mocinha e o rapaz já se conheciam, já eram amigos, mas é também durante a viagem que se apaixonam perdidamente. #CópiaDescaradaParteI.

Assim sendo, o insosso casalzinho passa a contar a aventura. Os lugares que passaram, as situações que viveram, e blá, blá, blá. Então somos inseridos na parte dois do livro. Parte que pensei que iria salvar a narrativa, pois tudo indicava que teríamos uma hiper carga de drama. Fiquei preparada para as lágrimas, pois ainda não conseguia tirar O DIÁRIO DE SUZANA PARA NICOLAS da cabeça.  Mas, de repente, a história começou a se desenvolver e me surpreender pela tamanha cara de pau dos autores em inserir uma #CópiaDescaradaParteII de A CULPA É DAS ESTRELAS.

PATTERSON, por favor, câncer é uma doença séria, é um assunto sério! Cada caso é um caso, cada paciente tem suas peculiaridades, e cada vez que um autor quer contar sobre isso pode fazê-lo de forma linda, magnânima, diferente e singular. Mas não, para que ter trabalho de pesquisar e elaborar, não é mesmo? Mais fácil dar uma de GREEN e mudar só algumas coisas para fazer o leitor de bobo.

Aliás, bobo é pouco, senti como se o autor me chamasse de estúpida por apresentar tantas coisas tão semelhantes a outros livros, e por, mais uma vez, retirar personagens importantes para não ter que desenvolver sua história. Dessa vez não falo dos pais de Axi, e sim dos pais de Rob. Não vou contar aqui para não estragar a “surpresa” de quem vai ler, mas pelo amor de Deus!, até parece que os pais de um garoto de 17 anos, em período de recuperação, iriam deixá-lo tomar as rédeas da própria vida, escolher com quem morar, onde morar e ser tão distante da família! E tudo isso por amor a uma garota! É por isso que sempre falo que ODEIO New Adult. Odeio essa sublimação do amor, essa visão de que o ser amado é maior e mais importante que tudo, inclusive da família.

Já que PATTERSON pensou que era GREEN, podia ter se espelhado no comportamento da família de Hazel, ou poderia ainda ter tomado outros livros com jovens com câncer como base: UM AMOR PARA RECORDAR, A GUARDIÃ DA MINHA IRMÃ, livros bem estruturados, que percebemos não terem sido escrito às pressas, e que contam com a família dos pacientes apoiando-os de forma incondicional e lhes dando o amor necessário. Ter essa doença em idade adulta já não é fácil, imagina na adolescência! E imaginem a reação dos pais de adolescentes com essa doença! Nenhum teria as atitudes que PATTERSON descreveu em PRIMEIRO AMOR, aliás, não descreveu, simplesmente descartou os personagens do enredo porque ficou com preguiça de escrever algo mais elaborado e inteligente.

A meu ver, PATTERSON abordou um assunto muito complexo de forma totalmente superficial. O autor poderia ter optado por escrever apenas mais um NA de melhores amigos que se apaixonam, ou poderia deixar a preguiça de lado e escrever um livro realmente significativo e importante sobre uma doença que dilacera não apenas o paciente, mas também os familiares. Talvez, apenas quem teve alguém próximo na família com essa doença entenderá a critica que estou fazendo aqui e perceberá que PATTERSON tratou do assunto de forma completamente simplória, sem dar ênfase alguma ao que é realmente importante em histórias como essa.


Apesar de ter DETESTADO a abordagem que o autor optou por fazer do tema, não irei parar de ler seus livros, pois ALGUNS dos policiais são realmente muito bons, mas que minha decepção com o autor vem se tornando enorme, isso não nego. Não nego também que PRIMEIRO AMOR entrou para minha lista de livros odiados. Acho que é hora do PATTERSON perceber que já está bastante rico e que não precisa lanças 20 livros por mês, um BEM ESCRITO por ano seria suficiente para saciar os fãs.  



24 de março de 2014

RESENHA: O FOGO - James Patterson (Ed. Novo Conceito)



Boa noite, pessoal!

É com pesar que hoje vou falar sobre O FOGO, terceiro livro da série BRUXOS E BRUXAS do JAMES PATTERSON, lançado pela NOVO CONCEITO.

O FogoO FOGO
JAMES PATTERSON
Editora: NOVO CONCEITO          
Ano: 2014                  
Nº págs: 272
Gênero: Aventura, Fantasia, Distopia, Sobrenatural

SINOPSE: Você pensou que seria um conto de fadas? Whit e Wisty Allgood sacrificaram tudo para liderar a Resistência contra o regime sanguinário que governa o mundo. O líder supremo, O Único Que É O Único, baniu tudo o que havia de bom: livros, música, arte e imaginação. Mas o poder dos dois irmãos parece estar longe de conseguir deter O Único, e agora ele executou a única família que eles tinham. Você não vai encontrar O Único aqui. Wisty sabe que o momento se aproxima. Em breve ela estará cara a cara com O Único. A sua bravura e o seu dom canalizam ainda mais poder para esse ser, que já é invencível. De que maneira ela e Whit poderão se preparar para o confronto iminente com o implacável vilão que devastou o seu mundo – antes de ele se tornar verdadeiramente onipotente? Nem sempre seremos felizes depois que acabar. No impressionante terceiro livro da série Bruxos e Bruxas, a tensão está maior do que nunca – e as consequências mudarão tudo.

Perceberam que essa é a terceira segunda-feira seguida que posto resenha negativa NOVO CONCEITO? Estou ficando com muito medo :s

Vocês sabem que ADORO o PATTERSON. Acompanho todas as séries do autor lançadas aqui no país. Algumas idolatro de paixão, outras tenho verdadeiro pavor, mas, apesar das ferrenhas criticas negativas da série BRUXOS E BRUXAS, eu gostava dela. Sim, gostava, no passado...

Achei o primeiro livro da série fantástico! Adorei a mistura de distopia com fantasia. Poderes, governo, submissão do povo, magia, etc, tudo isso me envolveu de tal forma, que realmente pensei que estaria diante de uma série FANTÁSTICA. Quando O DOM foi lançado, choveram comentários negativos, contudo, defendi a série e meu ponto de vista. Sério, gostei do livro! Não achei um fenômeno, ou algo maravilhoso, mas fiquei num meio termo e o considerei bastante bom, não como o primeiro, mas, como um todo, fiquei satisfeita. Por isso, que quando O FOGO chegou, passei logo na frente. Ou eu iria amar e ficar empolgadíssima com a série, ou iria odiar e achar que não ia mais dar em nada.

Fiz minhas apostas e o resultado foi que, mesmo não tendo odiado o livro, ele realmente não deu em nada, não apresentou nada, e não foi a lugar algum. Até a metade do livro, os irmãos Allgood estavam tentando se esconder, depois queriam encontrar os amigos, que estavam sumidos, para tentar dar continuidade à rebelião, tudo que já tinha acontecido nos volumes anteriores.

O fato é que foi tanta coisa igual e nada diferente, que cansei. Abandonei o livro na metade, porque, ler cento e tantas páginas e só encontrar as mesmices dos livros anteriores, e as mesmas dúvidas dos protagonistas, os mesmos anseios, os mesmos desejos, os mesmos tudo, me cansou. Os livros passam e os irmãos não crescem, não amadurecem, ficam sempre iguais.

Enfim, decidi abandonar a série, por enquanto, claro. Como disse, gosto do PATTERSON e bem ou mal, gosto de ler todos os livros do autor, porém, só vou ler essa série quando todos os volumes estiverem lançados e a série finalizada, o que, vindo do PATTERSON que escreve sempre em companhia, pode demorar bem uns 10 ou 20 anos para terminar.


Aliás, acho que um dos grandes problemas da série é esse. Em vez de PATTERSON escolher apenas UM autor para ser seu colaborador, cada volume ele escolhe alguém diferente, que ao tentar retomar ao enredo do volume anterior, acaba num mar de repetições, deixando a história perdida e com a sensação que jamais vai chegar a lugar algum, pois são muitas mãos e cabeça para pensar, que acabam direcionando nada para lugar nenhum. Foi terrível.



28 de janeiro de 2014

RESENHA: 9º JULGAMENTO - James Patterson (Ed. Arqueiro)



Bom dia, pessoal!

É com imensa felicidade que hoje vou falar sobre 9º JULGAMENTO, último livro do JAMES PATTERSON lançado pela editora ARQUEIRO.

9º Julgamento9º JULGAMENTO
JAMES PATTERSON e MAXINE PAETRO
Editora: ARQUEIRO                                  
Ano: 2014                  
Nº págs: 192
Gênero: Policial

SINOPSE: Um maníaco impiedoso. Uma jovem mãe e seu bebê são cruelmente mortos dentro do estacionamento de um shopping. Sem testemunhas ou indícios da identidade do assassino, só resta à sargento Lindsay Boxer e ao seu parceiro, Rich Conklin, uma única pista: três letras escritas com batom vermelho no para-brisa do carro das vítimas.
Um assalto sangrento. Em outro canto da cidade, a esposa de um astro de cinema é acordada por um ladrão que está fugindo com milhões de dólares em joias e pedras preciosas. Antes de conseguir chamar a polícia, ela é friamente assassinada e São Francisco fica em estado de histeria.
A morte está próxima. Lindsay é convocada para o novo caso e tenta conciliar as duas investigações e o noivado com Joe Molinari, sempre afetado por seu relacionamento íntimo com Conklin. Em meio a toda a adrenalina, a sargento é obrigada a colocar a própria vida em risco para salvar a cidade antes que a lista de vítimas aumente.

Quem acompanha o blog sabe que gosto muito do PATTERSON, mas que tive uma decepção gigantesca com FELIZ NATAL, ALEX CROSS. Depois dessa leitura fiquei até com receio de ler mais alguma coisa do autor, pois foi um livro realmente péssimo; o segundo pior dele, em minha opinião. Porém, como acompanho todas as séries do autor lançadas no país, não poderia deixar de conferir 9º JULGAMENTO, mesmo porque a série CLUBE DAS MULHERES CONTRA O CRIME é uma de minhas preferidas.

Neste volume, a sargento Boxer corre para prender um frio assassino que mata mães e bebês. Ele não tem pudor em matar e não tem dó nem piedade das vítimas. Ao mesmo tempo, a esposa de um grande astro de Hollywood é encontrada assassinada, e não bastando, há um ladrão de joias, apelidado de Hello Kitty, que está fazendo uma verdadeira limpa na casa dos mais endinheirados. Como se tudo isso já não fosse trabalho suficiente para a sargento, ela ainda tem que pensar em seu casamento com Joe.

Como disse lá em cima, após ter achado que PATTERSON perdeu a mão em FELIZ NATAL, ALEX CROSS, o autor me surpreendeu de forma magnífica com 9º JULGAMENTO. Primeiro aspecto que idolatrei no livro foi a falta de suspense. É, pode parecer estanho, mas funcionou muitíssimo bem. Não temos o jogo de gato e rato, a tentativa de descobrir criminosos e assassinos, pelo contrário, enquanto acompanhamos as investigações de Lindsay, vamos tendo os passos de cada um dos assassinos e do ladrão de joias, o que nos faz ter uma perspectiva da história por todos os ângulos e ter um prazer imenso ao acompanhar os suspeitos em suas declarações à polícia, isso porque, como já sabemos quem são, podemos ver suas mentiras, os pontos em que se perdem, os detalhes que desnecessários e inexistentes que criam, e até as palavras que usam para convencer a polícia de sua inocência. Isso foi um diferencial no livro e foi algo que apreciei bastante. Foi maravilhoso acompanhar a perseguição aos culpados, e igualmente prazeroso vê-los em ação e reação.

Outro ponto que enriqueceu a narrativa foi a conexão dos enredos. Em alguns livros do PATTERSON encontramos histórias paralelas que não se conectam, o que faz parecer que a narrativa circula sem um eixo. A gente lê fazendo conjecturas de como os enredos irão se ligar e eles simplesmente terminam sem se colidirem, o que algumas vezes faz com que eu me sinta idiota por ficar tentando descobrir mil explicações inexistentes. Mas em 9º JULGAMENTO tudo se conecta de forma PERFEITA! As três histórias se ligam e se mesclam, tornando o livro incrível e os personagens fascinantes.


Adorei esse 9º volume da série e digo que foi um dos melhores. Obviamente, esse é mais um livro do PATTERSON que ele escreveu em parceria, dessa vez com MAXINE PAETRO, com quem compartilha toda a série CLUBE DAS MULHERES CONTRA O CRIME, e não sei não, mas começo a acreditar que o sucesso da série se deve a essa mulher, pois ainda não vi os autores perderem a mão na série, enquanto que em ALEX CROSS... PATTERSON do céu... Arrume um colaborador (urgente!).