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12 de março de 2015

INDICAÇÃO: TRILOGIA LEGEND - Marie Lu (Ed. Prumo e Rocco)



Oi, gente!

Estou tentando fazer um post de INDICAÇÃO todas as quintas. Espero que continue dando certo.
Há poucos dias finalmente li o último livro de umas de minhas trilogias distópicas preferidas: LEGEND, e como não vou postar a resenha de CHAMPION, resolvi fazer esse post, afinal, preciso dizer que vocês DEVEM ler essa trilogia.

LegendLEGEND (vol.1)
MARIE LU
Série: Legend
Editora: PRUMO              
Ano: 2012   
Nº págs: 256
Gênero: distopia

SINOPSE: Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C., na atual República da América, conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda. O que outrora foi o oeste dos Estados Unidos é agora o lar da República, uma nação eternamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos mais ricos setores da República, June é uma garota prodígio de 15 anos que está sendo preparada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido nas favelas, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país; porém, suas motivações parecem não ser tão mal-intencionadas assim. De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.

Logo no começo, quando li LEGEND, fiquei meio temerosa com a leitura, isso porque o molde de um romance se anunciava e eu já estava farta dessa perspectiva melosa entre adolescentes. Felizmente, não durou muito, e os protagonistas, Day e June, passaram a tomar suas decisões, se posicionar e tomar seus lados na iminente guerra que se anunciava. Foi muito bom acompanhar a visão que ambos tinham de seus ideais ruírem e perceberem que nem tudo era tão maravilhoso quanto um dia seus lados o fizeram acreditar. Esse mundo hostil do primeiro volume, que acabou por explorar mais o lado da República me fascinou completamente e me deixou empolgadíssima para conferir a sequência.


ProdigyPRODIGY (vol.2)
MARIE LU
Série: Legend
Editora: PRUMO              
Ano: 2013   
Nº págs: 256
Gênero: distopia

SINOPSE: Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte. June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez. Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles.

Quando li PRODIGY tive uma satisfação imensa, pois esse segundo livro havia sido melhor, mais complexo e mais profundo que o primeiro. Nesse volume, os personagens começaram a ficar mais delineados, e até aqueles que pareciam neutros passaram a se posicionar e mostrar a que vieram. Em PRODIGY declarei todo meu amor e torcida por June, que se mostrou uma garota de garra e fibra. Aqui o romance foi mais desenvolvido, mas por ter diálogos intensos e inteligentes, em momento algum me incomodaram, pelo contrário, confesso ter sido um dos motivos que mais me intrigaram para ler o fim da trilogia. Outro motivo foi o final de Day, gente, sério, lembro até hoje que meu coração doeu ao ler o magnífico final que MARIE LU escolheu.


ChampionCHAMPION (vol.3)
MARIE LU
Série: Legend
Editora: ROCCO              
Ano: 2014  
Nº págs: 304
Gênero: distopia

SINOPSE: No emocionante desfecho da trilogia Legend, June ocupa uma posição privilegiada no governo e Day trocou a alcunha de criminoso mais procurado do país pela de herói nacional. Mas quando tudo parece conspirar a favor da paz, a ameaça da guerra ressurge na forma de um vírus mortal que começa a espalhar o pânico entre as colônias. Em Champion, a vida de milhares de pessoas está novamente nas mãos de June, a menina-prodígio da República. Mas salvá-las significa também enfrentar novos desafios e exigir novos sacrifícios de seu amor. O livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores, que relança também os dois primeiros volumes da série, Legend e Prodigy.

Depois de ter morrido de amores pela série, não via a hora de ler CHAMPION. Porém, apesar de ter comprado o livro assim que saiu, só consegui fazer a leitura poucas semanas atrás, e mais uma vez fiquei fascinada com tudo que foi apresentado. Não minto que meu coração continuou doendo de tanto desespero por Day e seu destino. O rapaz nunca foi meu personagem favorito, mas conseguiu me amolecer. June esteve brilhante como sempre, e adorei o fato de estar mais política que nunca. Aliás, o que mais gosto nessa série distópica é exatamente isso, o quanto ela explora o lado político das situações.
Em muitas distopias vemos isso, mas sinto que a trilogia LEGEND dá uma ênfase maior e mais elaborada para esse lado. Confesso que adoro política e os jogos sujos que ela esconde, justamente por isso considero essa trilogia uma de minhas preferidas. Sinto coisas diferentes quando leio essa série e não consigo deixar de pensar na política atual do nosso mundo, assim como não consigo deixar de pensar se não estamos realmente caminhando para uma distopia. Acho que seria medonho.
Por causa de Day vivi muitos momentos de apreensão durante a leitura, principalmente ao ficar imaginando o final. MARIE LU, no entanto, acertou em cheio, dilacerou meu coração, o deixou em cacos e depois deu esperança de colar os pedaços.



AMO essa trilogia, AMEI ter terminado e só posso dizer que um volume é melhor que o outro. Quem ainda não conferiu, não deve mais perder tempo, deve colocar na listinha já!

14 de dezembro de 2013

RESENHA: FRANKENSTEIN: VIDA E MORTE - Dean Koontz (Ed. Prumo)



Oi, gente!

Quinta-feira postei a resenha de FRANKENSTEIN: CIDADE DAS TREVAS, segundo volume da trilogia do DEAN KOONTZ, lançado pela editora PRUMO. Hoje vou falar do terceiro livro: FRANKENSTEIN: VIDA E MORTE, que encerra essa primeira trilogia. Sim, teremos outra trilogia da série! \o/
   
Frankenstein: Morte e VidaSINOPSE: As coisas não estão indo totalmente de acordo com o plano de Victor Hélios. As criaturas, que deveriam obedecer só a ele e substituir os humanos em uma nova ordem mundial, estão saindo do controle. Atraídas pela liberdade e pela vontade de darem um sentido a sua existência, driblam os mecanismos de controle e começam uma matança na esperança de se apoderarem da essência humana. 
Werner, criatura grotesca, criada por Hélios para ser o seu guarda pessoal, está deliberadamente ingerindo outras criações de seu mestre. Chameleon, um ser furtivo designado para assassinar humanos, começou a sua missão sem receber a ordem e agora ameaça a própria existência de Victor Hélios. 
Os detetives O'Connor, Maddison e o gigante Deucalião precisarão unir suas forças em uma aliança improvável com criaturas do próprio Hélios, para colocarem um ponto final em toda esta loucura. A revolta paira no ar, mas nenhuma vitória vem sem sacrifícios.

Vocês viram na resenha dos dois livros anteriores que fiz milhares de elogios à série, o primeiro livro, inclusive, indo para minha lista de favoritos. Os demais só não foram por não ter uma história policial tão evidente, que, como vocês sabem, é o gênero que mais gosto, mas todos da série receberam 5 estrelas, porque são merecidíssimas.

Esse terceiro volume me agradou muito, primeiro porque não houve uma retomada de fatos anteriores, como aconteceu em CIDADE DAS TREVAS. Desde o início VIDA E MORTE foi recheado de ação e mistério. E depois, porque mesmo deixando meio de lado a parte investigativa e sobrando muita ficção científica, ainda assim, o livro conseguiu ser incrível, simplesmente porque a narrativa de KOONTZ é contagiante e o universo que ele criou nos deixa embasbacados tamanha enormidade do que vai acontecendo.

Nesse volume, o império de Vitor ainda está se despedaçando, mas o cientista louco sempre se acha por cima. Os policiais Carson e Michael resolvem caçá-lo de qualquer forma, o que garante boas e muitas cenas de ação. Mas, o que mais chama a atenção nesse volume são as novas “criaturas”. Uma, criada por Vitor no laboratório, que age de forma assustadora e é capaz de monstruosidades enormes; outra, um serzinho, muitas vezes comparado a um duende ou um troll; seu nome é Joko e junto com Erika Cinco, esposa de Vitor, conquista o coração do leitor. A dupla foi inserida num contexto extremamente interessante e não imaginado nos volumes anteriores. A parceria é fantástica e os dois roubam o terceiro volume para eles, como se todos os outros personagens e fatos, por mais importantes que parecessem, fossem diminuídos pelo brilhantismo do enredo que circunda esses dois.

No segundo volume, Erika fez uma descoberta dentro da mansão de Victor, que nos é revelada de forma surpreendente e assustadora em VIDA E MORTE, mas ao mesmo tempo faz com que fiquemos com cara de bobos e felizes, pensando “Porra! Que foda! Esse Vitor é mau, mas é MUITO inteligente”

Quanto à Deucalião, o personagem continua como nosso heroi, porém, como disse anteriormente, Erika e Joko roubam muitas cenas do livro, o que faz com que a maioria dos personagens passem meio despercebidos por nós, afinal, já demos bastante atenção a eles nos volumes anteriores, e agora sentimos uma vontade imensa de explorar o que a dupla vai fazer.

Em relação ao final: MAGESTOSO! Realmente incrível e impressionante. Adorei a forma como KOONTZ fechou a trilogia, pois se os livros terminassem realmente nesse ponto, trariam um final completamente satisfatório, instigante, e que nos deixaria com a imaginação correndo solta acerca do que poderia acontecer futuramente; mas o final também é possível de trazer uma continuação, que foi o que o autor fez, está lançando uma nova trilogia com essa premissa, contudo, apenas dois livros dessa segunda trilogia foram lançados lá fora e por aqui, nem sinal deles L Por isso, o jeito é fazer uma imensa torcida para que a PRUMO continue publicando os livros, que são realmente incríveis, e como eu disse na resenha de CIDADE DAS TREVAS, é o tipo de série capaz de agradar a todos, pois todos os gêneros estão mesclados na obra.


Trilogia mais que fantástica e recomendada. Leiam sem medo de se decepcionarem! ;)



FICHA DO LIVRO

FRANKENSTEIN: VIDA E MORTE
DEAN KOONTZ
Editora: PRUMO
Ano: 2013                   
Nº págs: 392
Gênero: Policial, Suspense, Ficção, Sobrenatural



12 de dezembro de 2013

RESENHA: FRANKENSTEIN, CIDADE DAS TREVAS - Dean Kootz (Ed. Prumo)



Oi, gente!

Em outubro resenhei um livro da editora PRUMO que entrou para minha lista de favoritos: FRANKENSTEIN,O FILHO PRÓDIGO, do DEAN KOONTZ. Nesse fim de ano recebi as duas sequências dessa trama fantástica e dediquei muitas horas a fim de finalizá-las. Como o pessoal que acompanha o blog sabe, AMO livros policiais, e essa série do KOONTZ que mistura fantasia, ficção, sobrenatural, Ciência e policial, entrou para minha lista de favoritos e o autor para minha lista de “sim, eu pago pau”. Na resenha de hoje vou falar sobre FRANKENSTEIN: CIDADE DAS TREVAS, o segundo livro da série.


Frankenstein: Cidade Das TrevasSINOPSE: O projeto louco de Victor Hélios, outrora conhecido como Dr. Frankenstein, parece não ter limires. Os membros de sua nova raca são mais fortes, a saúde deles é melhor e seu pensamento é mais rápido do que qualquer ser humano já criado, mas eles estão fora de controle. Nem mesmo Hélios pode deter os assassinos que ele contrui e colocou à solta espalhando o terror por Nova Orleans. Os únicos que poderão ajudar a deter as criaturas serão os detetives Carson O'Connor e Michael Maddison e a criatura gigantesca e desfigurada, Deucalião, fruto da primeira experiência de Victor. Entretanto, enquanto os três correm para desvendar a verdadeira dimensão de uma conspiração antíquissima, descobrirão que os novos e aprimorados modelos de Victor se infiltraram em todos os níveis da sociedade da cidade... e muito além.


O primeiro livro terminou de um jeito que me fez querer roer os cotovelos. A coisa foi tão tensa, tão sinistra que parecia que eu ia ter um treco se não lesse logo a sequência. O segundo volume demorou um pouco a chegar, e também me agradou imensamente, mas não posso de forma alguma dizer que foi tão bom quanto o primeiro. Tenho que ser sincera e dizer que ficou uns dois ou três degraus abaixo, isso porque esse segundo volume não traz uma trama paralela, como no primeiro, em que havia um assassino serial em meio aos seres criados da Nova Raça.

Como o livro anterior havia parado em um ponto crucial, imaginei que a continuação partiria dali e teríamos ação do começo ao fim, que ficaria igualmente sem fôlego durante a narrativa e sentindo meu coração sair na boca de tantos acontecimentos simultâneos que estavam presentes no enredo. Porém, o início desse segundo volume retoma vários acontecimentos e situações, fala de alguns personagens que foram eliminados no primeiro livro, como os policiais chegaram ao culpado, como descobriram a implantação da Nova Raça na sociedade, etc. Claro que nessa parte sou obrigada a dividir meu ponto de vista sob duas perspectivas: a primeira de ter ficado incomodada com tal “resumo”, pois como havia pouco tempo que tinha lido O FILHO PRÓDIGO, estava com a história fresquinha na cabeça e queria partir logo para as novidades; porém, analisando a situação, sou obrigada também  olhar por um segundo ponto de vista, o da certeza de ter achado que tais informações foram extremamente importantes caso tivesse lido o livro há algum tempo. Por isso, ao mesmo tempo em que o início me incomodou pela repetição, compreendi que ele era mais que necessário ao leitor que acompanhou a série nos anos corretos de seu lançamento.

Tirando isso, que torna o início do livro bem morno, e o fato de não termos uma trama paralela, a narrativa de KOONTZ continua sendo brilhante e fascinante, do tipo que não dá para largar antes de chegar ao final.

Dessa vez o enfoque é todo na criação da Nova Raça. Os detetives Carson e Michael estão atrás de mais pistas que possam incriminar Victor, enquanto isso, Victor também está na cola tentando eliminar os policiais.

O interessante desse volume fica no lado humano que as criaturas que o cientista maluco criou começam a desenvolver e as mutações genéticas que alguns deles começam a sofrer. Além disso, Erika Cinco, a nova esposa criada por Victor tem uma curiosidade aguçada, o que prejudica a personagem, mas a faz nos levar em lugares desconhecidos da mansão do Dr. Frankenstein. Os personagens do lixão também trazem uma história interessante e instigante.

Quanto à Deucalião, o primeiro monstro que Victor criou, continua incrível. O fato de ter 200 anos, o humanizou e fez com que o personagem tivesse consciência de muitas coisas sobre o mundo e os seres humanos, além disso, arrisco a dizer que o personagem, tirado do livro da Shelley, tem até alma, o que a nossos olhos o transforma em um dos heróis da trama.

E falando nos heróis, não posso deixar de falar mais uma vez de Carson e Michael. Os dois formam uma dupla fantástica e nesse volume vemos a amizade deles se fortalecer e um sentimento maior crescer. Mas Carson continua a mesma mulher durona de sempre e não dá brecha a Michael, o que garante boas risadas em um livro onde a tensão ronda todas as páginas.


Disse na resenha do primeiro volume e preciso repetir aqui que essa é a série policial mais diferente que já li. A mistura de gêneros e a inserção de tantos aspectos distintos tornam a série de uma singularidade jamais vista. Virei fã do KOONTZ e gostaria que todos vocês virassem também. Sempre que alguém me pede indicação de livro policial, a série FRANKENSTEIN é a primeira opção que me vem a cabeça, apesar de ter certeza que o livro agradaria fãs de policiais, romances, sobrenaturais, ficção científica, etc, pois a série é um misto enorme, e é exatamente essa mistura que é, sim, capaz de agradar a todos.


FICHA DO LIVRO

FRANKENSTEIN: CIDADE DAS TREVAS
DEAN KOONTZ
Editora: PRUMO
Ano: 2013                   
Nº págs: 492
Gênero: Policial, Suspense, Ficção, Sobrenatural



15 de outubro de 2013

RESENHA: FRANKENSTEIN: O FILHO PRÓDIGO - Dean Koontz (Ed. Prumo)



Oi, gente!

A resenha de hoje é de um livro que me deixou em choque! FRANKENSTEIN: O FILHO PRÓDIGO, do DEAN KOONTZ, lançado pela editora PRUMO em 2010.

Frankenstein: O Filho PródigoSINOPSE: No século XIX, o Dr. Victor Frankenstein, que trouxe à vida sua criação mais notória, teve de se esconder e escapar dos olhos do público, após uma série de horríveis acontecimentos. 
Dois séculos mais tarde, um serial killer está à solta em Nova Orleans, "coletando" partes do corpo de cada uma de suas vítimas, como se planejasse montar um ser humano perfeito. A cínica, fria e geniosa investigadora Carson O'Connor e seu parceiro, Michael Maddison, são designados para averiguarem as estranhas mortes. Enquanto apuram os misteriosos assassinatos, os investigadores acabam chegando a um homem muito sinistro chamado Victor Hélio. Ele é um cientista e magnata da tecnologia que vive em uma confortável mansão com um exército de serviçais. O cientista, conhecido pelas notórias obras de caridade e pelas festas suntuosas, desperta a atenção dos investigadores que passarão a observá-lo de perto. 
O mito de Frankenstein, eternizado por Mary Shelley no século XIX, é trazido de volta à vida na América dos nossos dias. Tão sombrio quanto o primeiro; mais assustador do que nunca.

Antes de qualquer coisa, preciso resumir essa resenha em poucas palavras: PUTA MERDA!, QUE LIVRO FODA DO CARAMBA! Desculpem os palavrões, mas não existem melhores palavras para definir a excelente narrativa que encontrei em FRANKENSTEIN: O FILHO PRÓDIGO.

O livro é o primeiro de uma série que mistura o gênero policial com sobrenatural, e ainda tem uma pitada de Ciência. Já havia ouvido falar nessa série, mas nunca tive um interesse real em conferi-la, pois a grande maioria dos livros policiais que são séries, não precisam ser lidos em sequência, isso porque os autores repetem seus detetives, mas sempre apresentam uma nova história. Porém, a série do KOONTZ era diferente, ela tinha que ser lida na sequência, e por isso protelei a leitura. Se arrependimento matasse, estava morta! Quando fechei o livro, descobri estar de frente a um dos melhores policiais que já li e de um enredo dos mais fantásticos, inteligentes e mirabolantes. Por tudo isso, só posso dizer: KOONTZ é o cara!

O livro conta com MUITOS e MUITOS personagens. Cada um tendo enorme importância dentro da trama. Tudo começa quando um serial killer passa a matar mulheres e recolher partes de seus corpos. Os policiais Carson e Michael estão atrás do assassino, mas vão descobrir algo muito mais terrível que um homem.

Não bastando um assassino, temos também um imitador, mas esse recolhe partes internas dos corpos, o que deixa a polícia louca e confusa, pois, enquanto uns atribuem o crime ao primeiro serial, outros acham que se trata de dois matadores diferentes.

No meio desses crimes, temos Victor Hélio, um filantropo multimilionário, que deixa a Ciência conduzir sua vida. Mas Victor não é um humano normal, ele é alguém que vive há dois séculos e esconde terríveis segredos.

Temos também um personagem fantástico: Deucalião. Um gigante cheio de máculas que aparece para ajudar Carson e Michael na caçada aos criminosos.

Carson é uma das melhores detetives que já encontrei nos livros policiais. A mulher é durona, feroz, tem uma língua ferina, e uma mente bastante aberta para aceitar o impossível. Michael é um piadista que sempre tem algo engraçado para dizer. A dinâmica dos dois é fabulosa, e a crença que eles têm um no outro é fantástica. Além disso, Carson cuida de seu irmão autista, e KOONZ explora de forma linda o autismo e coloca Deucalião, com toda a sensibilidade que adquiriu com o passar dos anos, na vida de Arnie para ajudá-lo.

Além disso, o livro conta com seres da “Nova Raça”. Homens e mulheres criados em laboratórios, com perfeição, e com o lado racional extremamente aguçado. Eles estão invadindo à Terra para acabar com os humanos da “Velha Raça”, e dar um novo sentido à humanidade. Um planeta sem crenças, sem fé, sem amor, sem sentimentos. Esses seres são programados por downloads, ainda dentro do laboratório, para responderem a um só mestre e serem sempre racionais. O problema é que a convivência de alguns deles com os humanos normais, faz com que eles queiram descobrir sentimentos que a Velha Raça possui, como a felicidade; na busca por esse sentimento, esses seres acabam por descontrolar-se e estão disposto a tudo para saber como é se sentir feliz.

Sério!, nunca li um livro policial com tantas coisas diferentes, com tantos elementos-chave, e com uma história plausível apesar de parecer tão fantástica. KOONTZ foi maravilhoso ao recriar a história de FRANKENSTEIN e inserir situações atuais para tornar essa história mais verossímil. Já li FRANKENSTEIN da Mary Shelley e confesso não ter gostado. São MUITOS detalhes, a maioria desnecessária, que está lá para tornar a história apenas cansativa e enfadonha. KOONTZ conseguiu inserir muito mais detalhes que Shelley, mas a singularidade do universo que ele criou não permite que fiquemos dispersos em nenhum momento. O Dr. Frankenstein criado por KOOTZ é um homem realmente assustador e medonho.

O primeiro volume é um fenômeno! Ao mesmo tempo em que a história investigativa sobre os assassinatos é fechada, várias brechas são deixadas para os volumes posteriores. Como o Dr. Frankenstein e seu Monstro sobreviveram por dois séculos, ainda é um mistério. A morte dos pais de Carson continua sem ser desvendada, e o ser que está atrás de Arnie, continua a solta e atrás do garoto. E esses são só exemplos de fatos que não foram explicados no livro. Muitas outras pontas estão soltas e estou em verdadeiro desespero para ler as sequências dessa série.


Quem gosta de policiais, se joga em KOOTZ que é paixão na certa! Livro 5 estrelas que entrou para os favoritos. Fiquei em êxtase. Corram para ler.


FICHA DO LIVRO

FRANKENSTEIN: O FILHO PRÓDIGO
DEAN KOONTZ
Editora: PRUMO
Ano: 2013                   
Nº págs: 492
Gênero: Policial, Suspense