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29 de janeiro de 2016

RESENHA: A MULHER QUE ROUBOU A MINHA VIDA - Marian Keyes (Ed. Bertrand Brasil)



Boa tarde, queridos.

Vou encerrar a semana com resenha de chick lit. Claro que estou falando do novo livro da diva MARIAN KEYES: A MULHER QUE ROUBOU A MINHA VIDA, lançado pela BERTRAND BRASIL.

A mulher que roubou a minha vidaA MULHER QUE ROUBOU A MINHA VIDA
MARIAN KEYES
Editora: BERTRAND BRASIL              
Ano: 2014
Nº págs: 490
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Um dia, andando de carro em meio ao tráfego pesado de Dublin, Stella Sweeney, mãe e esposa dedicada, resolve fazer uma boa ação. O acidente de carro que resulta disso muda sua vida. Porque ela conhece um homem que lhe pede o número do seu celular para o seguro, plantando a semente de algo que levará Stella muitos quilômetros para longe de sua antiga rotina, transformando-a em uma superestrela e também, nesse processo, virando a sua vida e a de sua família de cabeça para baixo. Em seu novo e divertido romance, Marian Keyes narra a história de uma mudança de vida. É tudo muito bom quando se passa de um cotidiano banal para dias cheios de eventos glamorosos — mas, quando essa vida de sonhos é ameaçada, pode-se (ou deve-se) voltar a ser a pessoa que se costumava ser?

Apesar de minha preferência pelos livros policiais, sou daquelas que adora um chik lit. Gosto de rir com as trapalhadas das protagonistas, gosto de ver como elas pensam em suas vidas, as insatisfações com o emprego, com o relacionamento, ou falta deles, etc. Fato é que, chick lit que se preze TEM que abordar um assunto polêmico, e MARIAN é mestra nisso. Ela já falou de estupro, violência física e psicológica contra a mulher, abuso de drogas, depressão, e muitos outros bons assuntos, por isso, quando se trata de chick lit da MARIAN, eu sempre tenho certeza de que ela vai acertar e sempre leio sem medo. Porém, dessa vez, fiquei frustrada L

A MULHER QUE ROUBOU A MINHA VIDA é um bom livro, mas MUITO inferior a muitos outros da autora. Sim, ela fala de um assunto importante, uma doença rara que acomete a protagonista, porém, enquanto seus outros livros pareciam “comer pelas bordas” pra chegar ao assunto polêmico e tratar dele de forma bastante instigante e profunda, tive a sensação que aqui a rara doença foi usada apenas como desculpa para explorar um romance, que muitas vezes foi simplório, água com açúcar e até tedioso. Em seus outros livros, várias coisas aconteciam até culminar no aspecto principal; em A MULHER QUE ROUBOU A MINHA VIDA o assunto mais importante foi logo escancarado e depois, mesmo que aos poucos, foi sendo deixado de lado, e aí, infelizmente, o livro passou a ter um ar de lugar-comum, mesmice e até de humor, e quem gosta da MARIAN sabe quanto o humor que ela usa é diferenciado.

Provavelmente, se esse livro tivesse sido escrito por outra autora eu o teria adorado. Se fosse meu primeiro da MARIAN também, mas como já li muita coisa melhor dela, peguei-me muitas vezes perguntando a razão de ela ter dado destino tão simplório a uma protagonista que tinha tudo para ser grandiosa e fenomenal. E não foi só quanto a protagonista que ela pecou, a maioria dos personagens são tediosos e chatos. O filho dela é um pentelho de marca maior, CHATO mesmo! A filha aparece pouco. As relações amorosas  são cheia de obviedades do início ao fim; e o principal, na mesma hora que uma certa personagem aparece a gente sabe que vai dar mer**. Ou seja, óbvio mais uma vez.


Apesar dos muitos pontos negativos que citei aqui, enfatizo que eles só me incomodaram porque já li livros brilhantes da MARIAN e que esse ficou a desejar quanto ao que a autora pode alcançar. Para quem ainda não leu nada dela, recomendo. Para quem só leu  MELANCIA e ficou traumatizado (sim, esse eu acho horrível), pode ser uma boa pedida para se divertir e tirar o trauma, mas quem já teve o prazer de ler FÉRIAS, CHEIO DO CHARME e A ESTRELA MAIS BRILHANTE DO CÉU, vai ter um duro golpe de incredulidade ao ver que se trata da mesma MARIAN


16 de setembro de 2015

RESENHA: VOCÊ (NÃO) É O HOMEM DA MINHA VIDA - Alexandra Potter (Ed. Record)



Boa noite, pessoal!

Voltei para mais uma resenha de chick lit da RECORD. Dessa vez vou falar sobre VOCÊ (NÃO) É O HOMEM DA MINHA VIDA da ALEXANDRA POTTER.

Você (não) é o homem da minha vidaVOCÊ (NÃO) É O HOMEM DA MINHA VIDA
ALEXANDRA POTTER
Editora: RECORD              
Ano: 2015
Nº págs: 448
Gênero: Chick Lit

SINOPSE: No instante em que Lucy conhece Nate em Veneza, durante o intercâmbio da faculdade, ela tem certeza de que é o amor da sua vida. Com toda a magia do primeiro amor, eles se beijam ao pôr do sol sob a Ponte dos Suspiros, o que, segundo a lenda local, os uniria para sempre. Passados dez anos, porém, eles perderam contato por completo. Até que Lucy se muda para Nova York, e o destino faz com que se reencontrem. E se reencontrem. E se reencontrem. Mas o Nate atual é muito diferente do que ela conheceu aos 19 anos, e Lucy preferia o antigo. Será que ele é mesmo sua alma gêmea? Como ela conseguirá se livrar dele? Afinal “para sempre” pode ser muito tempo... Uma comédia romântica original e mágica sobre o que acontece quando o sonho de toda menina de encontrar sua alma gêmea se torna verdade. 

Bem, quem leu as resenhas de ontem percebeu que apontei quatro fatores que são primordiais para que eu goste de um chick lit: amor, humor, ritmo e abordagem de um tema mais sério. Em VOCÊ (NÃO) É O HOMEM DA MINHA VIDA faltou praticamente todos esses quesitos, por isso que não consegui gostar do livro.

Quanto ao amor, ok. Mas também era óbvio que ele estaria presente. Em relação ao humor, já deixou um pouco a desejar, pois o começo foi tão dramático, tão melancólico e tão depressivo, que meio que duvidei ser um chick lit, afinal, sim, eu gosto que as protagonistas desses livros sejam meio engraçadas e paranóicas, não mulheres que vivem se lamentando pelos cantos pela perde de um amor. O que acontece aqui, e muito!

Então o humor já não foi lá aquelas coisas. Mesmo porque, o enredo é fraquíssimo é só fica na eterna mesmice: almas gêmeas. Primeiro a protagonista acredita que o cara é sua alma gêmea e depois acredita que precisa se livrar dele. E as 448 (!!!) páginas do livro são permeadas por esse assunto e pela lenda que embalou os pombinhos em uma viagem ¬¬ 448 páginas para isso! Praticamente uma bíblia para dizer tão pouco!

Sobre o assunto mais sério para ser abordado, nem preciso dizer. Pelo que falei acima vocês já podem deduzir: foi inexistente! Tanta coisa poderia ter sido trabalhada nessa quantidade de páginas... Não consigo entender porque a autora reduziu seu enredo a uma coisa só, tão clichê e excessivamente comum.

Mas o que me incomodou mesmo em VOCÊ (NÃO) É O HOMEM DA MINHA VIDA foi o ritmo. Gente, chick lit. CHICK LIT. CHI-CK – LIT! Pois é, chick lit! Característica principal: pegar e não conseguir largar. 99% dos livros do gênero são assim. Não importa quantas páginas tenham, eles são tão interessantes, tão envolventes e têm protagonistas tão fabulosas que a gente não solta nem pra fazer xixi. Ao contrário do que aconteceu com VOCÊ (NÃO) É O HOMEM DA MINHA VIDA, que mais me pareceu uma tortura continuar segurando esse tijolo para chegar ao fim da leitura. Foi tanto repeteco e melodrama que a vontade de continuar era zero! Se não fosse livro de parceria, com certeza teria abandonado.


Aí vocês devem estar se perguntando a razão de eu ter dado 2 estrelas se só falei mal do livro e ele merecia apenas uma. Ou para ser mais honesta, nenhuma. Mas é que as referências artísticas e cinematográficas foram de grande valia. A única coisa especial em toda a obra. E por causa delas é que dei as duas estrelas. Mas, ainda assim, sou obrigada a dizer que VOCÊ (NÃO) É O HOMEM DA MINHA VIDA vai para minha lista de NÃO RECOMENDO :S


15 de setembro de 2015

RESENHA: 1 MILHÃO DE MOTIVOS PARA CASAR - Gemma Townley (Ed. Record)



E boa noite de novo, galera!

Estou de volta com mais resenha do GRUPO EDITORIAL RECORD  \o/ E vou continuar falando de chick lit, mas agora de um não tão bom quanto CORRA, ABBY, CORRA, porém bastante engraçado: 1 MILHÃO DE MOTIVOS PARA CASAR da GEMMA TOWNLEY.

1 Milhão de Motivos Para Casar1 MILHÃO DE MOTIVOS PARA CASAR
GEMMA TOWNLEY
Editora: RECORD              
Ano: 2015
Nº págs: 392
Gênero: Chick lit

SINOPSE: Quatro milhões de libras. Para Jessica Wild, este é um valor que ela nunca mesmo, em seus sonhos mais loucos, conseguiria ter. Porém, é mais ou menos o quanto ganha quando sua amiga Grace morre e a deixa como herdeira. O único obstáculo entre Jess e a fortuna é um detalhezinho no testamento: seu nome aparece como Sra. Jessica Milton.  A questão é que... bem... Grace sempre perguntava sobre a vida amorosa de Jess. Ela, por sua vez, descrente no amor e na felicidade conjugal, acabou inventando um namorado — que viria a se tornar seu marido — de mentira. O sortudo foi Anthony Milton, seu chefe. E agora Jess se vê em um beco sem saída: a única maneira de conseguir a herança é se casar com Anthony. Em cinquenta dias. E sem que ele saiba o verdadeiro motivo.  Jessica então terá de usar todas as manobras possíveis para conseguir o sucesso da nova empreitada: o Projeto Casamento.

Se vocês leram a resenha anterior (de CORRA,ABBY, CORRA) devem ter percebido que citei que, para mim, quatro coisas são fundamentais em um chick lit: amor, humor, ritmo e a abordagem de um assunto mais sério. 1 MILHÃO DE MOTIVOS PARA CASAR teve os três primeiros itens, mas pecou por descartar o quarto, e por isso minha nota não foi lá aquelas coisas. Como o Skoob só permite notas inteiras, acabei dando 3 estrelas, mas gostaria mesmo é de ter dado 2,5. Explico as razões:

Sim, o livro é muito engraçado, o romance é uma verdadeira comédia e arranca sorrisos, e o ritmo é excelente, desses que a gente lê de uma só tacada, mas, infelizmente, achei o livro um tanto quanto pobre, pois passa o tempo todo só batendo na mesma tecla, e, além disso, faz uma abordagem muito clichê sobre a protagonista: aquela que é o patinho feio e se transforma em cisne. Claro que é gostoso de acompanhar essas transformações femininas, mas é meio chato quando o livro fica só nisso, e foi esse um dos pecados de 1 MILHÃO DE MOTIVOS PARA CASAR. Digo um dos porque tiveram outros, por exemplo, a previsibilidade de tudo. E ODEIO isso!

Tudo no livro foi bastante previsível... Desde o porquê de a protagonista ter recebido a herança até por quem ela é realmente apaixonada; sem descartar também o verdadeiro herdeiro, que há uma tentativa bem tola de escondê-lo, quando é bastante óbvio quem ele é.

Não foi um livro de todo ruim, pelo contrário, ele foi bastante divertido e serviu com um passatempo delicioso, mas foi só isso. Não teve nada de significativo, nada que prendesse a atenção, nada que aprofundasse em algo mais importante. E senti falta de tudo isso, pois não acredito que chick lit deva ser apenas algo superficial, mas foi como o livro acabou soando para mim.


Recomendo 1 MILHÃO DE MOTIVOS PARA CASAR para quem está com poucos livros na fila ou para quem leu algo muito forte, tenso e intenso e precisa de algo mais leve para dar uma relaxada e uma esquecida. Mas se vocês pensam que esse será o tipo de chick lit a la MARIAN KEYES, que vai trazer à tona algo mais sério, podem esquecer. O livro é só isso mesmo, puro humor.


RESENHA: CORRA, ABBY, CORRA - Jane Costello (Ed. Record)



Boa noite, pessoal!

Semana passada comecei a postar as resenhas do GRUPO EDITORIAL RECORD e vou continuar por toda essa semana! Pois é, tem MUITA coisa deles  <3. A resenha de hoje é de um chick lit que saiu pela RECORD: CORRA, ABBY, CORRA da JANE COSTELLO.

Corra, Abby, Corra! CORRA, ABBY, CORRA
JANE COSTELLO
Editora: RECORD              
Ano: 2015
Nº págs: 420
Gênero: Chick lit

SINOPSE: Abby nunca foi de se preocupar com hábitos saudáveis. Aos 28 anos, ela acaba de fundar a própria empresa de web design, e sua rotina parece consumir todo o seu tempo. Ela não tem a menor ideia de quando foi a última vez que deu um beijo apaixonado. E o pior: mal tem tempo para comer, malhar então... nem pensar. Mas quando sua melhor amiga a convida para participar de um clube de corrida, a jovem empresária encontra uma motivação: Oliver, charmoso e bem-sucedido médico que parece estar interessado em suas investidas. Seu primeiro dia de corrida, entretanto, não acaba como imaginou e ela jura que nunca mais vai correr. Até o dia em que sua assistente Heidi revela ser portadora de esclerose múltipla. A partir daí, Abby vê nas corridas uma forma de arrecadar fundos para a pesquisa da cura para a esclerose. Só que ela precisa de muito fôlego para gerenciar a empresa, lidar com sua operadora de seguro para arcar com o prejuízo de um motoqueiro que ela atropelou por acidente, e ainda conquistar o Dr. Sexy. Mas o que Abby não imagina é que pode estar correndo atrás do homem errado... 

Venho acompanhando os lançamentos da COSTELLO pela RECORD desde que eles lançaram o primeiro livro dela, mas até então eu acompanhava comprando, pois não tinha lido nenhum dos anteriores. Depois de ter comprado os dois, li algumas resenhas que não falaram tão bem assim dos livros dela, e fiquei com certo receio de fazer a leitura. Mas quando a RECORD lançou CORRA, ABBY, CORRA, não resisti. Decidi que estava aí minha chance de ter o primeiro contato com a autora, mesmo porque, fiquei apaixonada pela capa, adorei a sinopse e mais ainda o título, que remete ao famoso filme CORRA, LOLA, CORRA.

Apesar de ter ficado com um pé trás por causa de algumas críticas um tanto quanto negativas dos livros anteriores, me joguei em CORRA, ABBY, CORRA e simplesmente adorei o livro. Para mim, correspondeu todas as expectativas e teve tudo que um chick lit precisa ter para ser incrível: romance, humor, ritmo frenético e a abordagem de um assunto mais sério, mais complexo.

O romance e o humor dispensam quaisquer comentários. A vida amorosa de Abby é uma piada e a forma como ela se mantém irônica diante algumas situações é algo realmente divino. O humor da protagonista é realmente impagável! São muitas confusões envolvendo o romance e tem até uma pontinha mais séria aqui também, mas envolvendo uma amiga de Abby.

Quanto ao ritmo, é impossível soltar! E acho isso essencial a um chick lit. Chick lit bom é aquele que a gente lê de uma só sentada, não importa quantas páginas tenha. E garanto, se CORRA, ABBY, CORRA tivesse mais umas 200 páginas, seria tão incrível quanto foi, pois Abby realmente me deixou com saudade.

Mas, mais que tudo que elogiei acima, o livro foi maravilhoso por trazer também um tema sério para seu enredo. Odeio chick lit que fica só na tentativa do romance e do humor. Acho que todos tinham que ser como os da MARIAN KEYES, que abordam assuntos mais profundos, como estupro, violência contra mulher, etc. E CORRA, ABBY, CORRA tem seu lado sério, pois fala sobre uma doença muito triste e que não existe cura. Acho muito significativo quando uma autora consegue colocar algo tão importante em um livro de humor, pois dá leveza ao tema, ao mesmo tempo que nos leva à reflexão.


Adorei meu primeiro contato com a COSTELLO e não vejo a hora de ter tempo para ler os outros dois livros dela que já comprei há tanto tempo: DAMAS DE HONRA e QUASE CASADOS, apesar que acho que esses dois devem ficar mais no plano amor-humor, mas espero estar enganada e ser tão surpreendida quanto em CORRA, ABBY, CORRA. Leiam ;)


17 de abril de 2015

RESENHA: DAISY ESTÁ NA CIDADE - Rachel Gibson (Ed. Jardim dos Livros)



Bom dia, gente!

Para encerrarmos nossa semana de resenhas, vocês vão poder conferir tudo o que achei sobre o livro que está no TOP COMENTARISTA desse mês: DAISY ESTÁ NA CIDADE, da RACHEL GIBSON, lançamento do selo JARDIM DOS LIVROS. Lembrando que comentários nessa resenha valem 2 pontos extras na contagem final do TOP. E já adianto que amanhã teremos mais um post da editora GERAÇÃO, esse valendo UM ponto extra, ok

Daisy Está na CidadeDAISY ESTÁ NA CIDADE (vol.1)
RACHEL GIBSON
Série: Lovett, Texas
Editora: JARDIM DOS LIVROS       
Ano: 2015
Nº págs: 320
Gênero: Romance, Chick Lit

SINOPSE: Daisy Lee Monroe está de volta a Lovett, Texas, e depois de muitos anos descobriu que pouca coisa mudou. Sua irmã continua uma louca e sua mãe ainda tem flamingos de plástico rosa no quintal. E Jackson Lamott Parrish, o bad boy que ela havia deixado para trás, ainda é tão sexy quanto antes. Ela gostaria de poder evitar este homem em particular, mas ela não pode. Daisy tem algo a dizer para Jackson, e ela não vai a lugar nenhum até que ele escute. Jackson aprendeu a lição sobre Daisy da maneira mais difícil, e agora a única palavra que ele está interessado em ouvir dos lábios vermelhos de Daisy é um adeus. Mas ela está surgindo em toda parte, e ele não acredita em coincidência. Parece que a única maneira de mantê-la quieta é com a boca, mas beijar Daisy já foi sua ruína no passado. Ele é forte o suficiente para resistir a ela agora? Forte o suficiente para vê-la sair da sua vida novamente? Ele é forte o suficiente para fazê-la ficar?

Adoro chick lit e sempre que a GERAÇÃO anuncia algum lançamento da GIBSON, dou uma pequena surtada. Não Foi diferente com DAISY ESTÁ NA CIDADE, mas confesso que por esse ser o livro que precede MALUCA POR VOCÊ, fiquei com certo receio em fazer a leitura, isso porque MALUCA POR VOCÊ, apesar de divertidíssimo, foi um dos livros mais fracos e rasos da autora, mas em seu antecessor não encontrei tais falhas, ainda bem!

Em DAISY ESTÁ NA CIDADE temos um triângulo amoroso que iniciou nos tempos de colegial e durou até a idade adulta dos personagens, deixando Jack, um dos envolvidos, bastante furioso por não ter sido escolhido por Daisy. Mas ela volta à cidade justamente atrás de Jack, para lhe contar um segredo que escondeu por 15 anos. O que mais gostei nessa situação é que o tal segredo foi bastante óbvio desde a primeira página, mas pensei que GIBSON iria tentar fazer algum suspense em relação a ele, o que iria me aborrecer bastante, pois era algo que estava na cara, mas a autora não tentou fazer isso, escancarou logo de cara toda a situação e deu sequência a seu enredo que sim, foi clichê e água com açúcar, mas extremamente delicioso!

Ri horrores com as situações vivenciadas por Daisy e Jack, das cenas cômicas às cenas tórridas de amor, passando pelos eternos embates e provocações, o casal me arrancou suspiros. E vocês bem sabem que não sou dada a esse tipo de romance grude, mas não consegui resistir a eles e toda a tensão sexual que os rodeava e toda a tensão das situações não resolvidas em seus passados.

Porém, apesar das muitas risadas, preciso assumir algo constrangedor: CHOREI lendo um chick lit! Gente, chorei! ¬¬ Parece bizarro e até mesmo eu achei, o problema é que no meio do enredo existe uma carta que, quando finalmente foi revelado o conteúdo, fez com que meu coração se sentisse apertadinho e eu chorasse sem parar. Acho que estou muito sensível por esses dias, mas foi realmente uma passagem linda no meio dessa história tão cheia de humor e personagens “doidinhos”.


Adorei DAISY ESTÁ NA CIDADE e recomendo muitíssimo para quem gosta de um romance. Leiam! 


11 de março de 2015

RESENHA: MELHOR QUE CHOCOLATE - Laura Florand (Ed. Única)



Bom dia, pessoal!

Hoje vou falar de um livro que comecei a leitura amando e no final acabei me decepcionando: MELHOR QUE CHOCOLATE da LAURA FLORAND, lançado pela editora ÚNICA.

Melhor Que ChocolateMELHOR QUE CHOCOLATE (vol.1)
LAURA FLORAND
Série: Amor & Chocolate
Editora: ÚNICA              
Ano: 2015   
Nº págs: 288
Gênero: Chick Lit

SINOPSE: Que atire a primeira pedra quem não gostaria de ter essas três coisas misturadas em meio a uma aventura inesquecível. Pois é mais fácil do que parece, basta abrir este delicioso (sem exageros) romance de Laura Florand. Cade Corey é uma jovem executiva que cuida do negócio bilionário de chocolate da família, uma empresa popular nos Estados Unidos. Ela sonha em construir uma linha premium de seus produtos, e, como boa conhecedora do seu negócio, sabe que encontrará o chocolate perfeito em Paris. Na verdade, o chocolate perfeito está, mais especificamente, nas mãos igualmente perfeitas de Sylvain Marquis, o melhor chocolatier da cidade. O problema é que Sylvain se recusa a associar sua arte a uma grande empresa que só pensa em destruir sua técnica para reproduzi-la em grande escala. Isso para ele é um insulto, e não uma proposta! Contudo, embora o francês jure que está em paz para tocar a vida, aquela americana teimosa não lhe sai da cabeça. E Cade sente o mesmo: adoraria simplesmente fechar negócio com outro especialista parisiense, entretanto, não consegue esquecer os olhos cortantes de Sylvain e sua personalidade arrogante, porém tão viciante quanto seus doces. Paris está prestes a ficar pequena para o que existe entre eles. Pegue uma boa xícara de café e saboreie tudo aquilo que é melhor que chocolate. Você não vai se arrepender!

Solicitei MELHOR QUE CHOCOLATE por estar com muita vontade de ler um chick lit e por ter imaginado que em muitos sentidos ele seria uma delícia. E de fato, no início, foi!

FLORAND descreveu com tanta minúcia esse mundo dos chocolates que me foi possível até sentir o cheiro do doce exalando pelas páginas. O começo da leitura me fez sofrer bastante, pois minha concentração no livro era zero, devido ao imenso desejo de comer chocolates que senti. Nada que uma caixa de Bis não resolvesse. Após me acertar com esse lado, concentrei na leitura e fui fundo nesse chick lit que me parecia delicioso, mas de repente o chocolate ao leite tornou-se amargo L

Cade, a protagonista, começou o enredo de forma fantástica, sendo até mesmo engraçada e divertida. Mas a sua persistência em conseguir contratar Sylvain às vezes a posicionou como uma pessoa grosseira e agressiva, e Sylvain muitas e MUITAS vezes foi arrogante e metido, devido seus dons de chocolatier. Esse foi um dos motivos por não ter conseguido, em momento algum da narrativa, criar um vínculo com o personagem. Nem quando ele era legal consegui enxergá-lo assim. No começo, a guerrinha dos personagens foi interessante, mas depois se tornou cansada, pois parecia um repeteco sem fim, sem contar o tanto que ambos falavam e falavam e falavam sobre chocolate. Cheguei a um ponto em que até peguei raiva do doce, tanto que só falavam disso. Sim, eu sei que esse é o mote da história, mas ficar batendo na mesma tecla por um livro todo fica insuportável! Foi informação demais sobre o mundo dos chocolates e todo o marketing por trás dessa indústria.

Outro ponto que me desagradou foi o romance, óbvio desde a primeira página! Além da obviedade, tivemos clichê atrás de clichê e nada de muito interessante foi apresentado. Era a famosa guerrinha de sempre, também envolvendo os dois protagonistas e suas visões sobre... Chocolate! De novo, CHO-CO-LA-TE! 

Não nego que a escrita de FLORAND é deliciosa e fluida, mas isso não bastou para um livro que é cheio de mesmices e parece dar voltas sem sair do lugar. O que mais me impressionou em MELHOR QUE CHOCOLATE foi saber que ele é o primeiro volume de uma série, o que comprova minha teoria de que hoje em dia os autores estão enrolando horrores em situações desnecessárias. Se FLORAND mal teve história para preencher as páginas de um livro, como vai fazê-la crescer para se espalhar para outros volumes? Esse primeiro livro praticamente me deixou diabética, por isso, estou dispensando os próximos e também os ovos de páscoa. Estou com trauma! Chocolate, não sou mais sua amiga, ok?


25 de dezembro de 2014

RESENHA: MINTA QUE ME AMA - Maria Duff (Ed. Novo Conceito)



Olá, pessoal!

Nesse dia de Natal, trago as resenhas dos dois livros da NOVO CONCEITO, lançados em dezembro, que se passam nessa data. O primeiro, MINTA QUE ME AMA da MARIA DUFF.

Minta Que Me AmaMINTA QUE ME AMA
MARIA DUFF
Editora: NOVO CONCEITO              
Ano: 2014                  
Nº págs: 384
Gênero: Chick Lit

SINOPSE: O inverno é a estação mais aconchegante do ano, mas Jenny Breslin não se sente nada confortável. Tudo na sua vida a total ausência de romance, o emprego chatíssimo no banco foi tocado pela mágica das festas de fim de ano. A simples ideia de passar por mais um Natal com a sua mãe extravagante e Harry, o novo namorado dela, a enche de pavor. Mas isso é na vida real... No Twitter, as coisas não poderiam estar mais interessantes. Nele, Jenny tem uma carreira em ascensão, uma vida amorosa sensacional e uma agenda superconcorrida. Então, em uma noite de bebedeira, Jenny está tuitando com suas amigas Zahra, Fiona e Kerry. E de repente ela as convida para passar alguns dias em sua casa em Dublin. À medida que a sua vida virtual entra em rota de colisão com a sua verdadeira rotina, Jenny não sabe para onde correr. Tudo parece contribuir para mostrar que a existência das suas companheiras de Twitter é um milhão de vezes mais interessante do que a sua. O fim de semana chega, e segredos são compartilhados. Jenny começa a perceber que, enquanto ela sonhava, as coisas acontecem bem depressa. Será que é muito tarde para que ela volte a assumir o controle da sua própria e verdadeira vida?

Quando MINTA QUE ME AMA chegou, fiquei bastante interessada, um chick lit que se passa na época de Natal deveria ser tudo e trazer altas risadas. Foi com essa expectativa que mergulhei na leitura e foi com certo receio que cheguei até a página 100 do livro.

Assim que comecei MINTA QUE ME AMA senti algo estranho, pois a história não parecia ser bem aquilo que eu esperava. Queria ver logo as amigas twitteiras se encontrando, vivendo aventuras e descobrindo as mentiras umas das outras, mas isso não aconteceu tão logo quanto pensei que seria.

Foi meio desgostosa que acompanhei as reclamações da melancólica Jenny no início do livro. Claro que sabia que a protagonista ia ter seus 30 anos, não ter nenhum amor e estar insatisfeita com seu trabalho e sua chefe, afinal isso é praxe nos chick lit, porém, mesmo que na imensa maioria das vezes eles sejam sempre assim, as protagonistas costumam ser engraçadas, ter um charme a mais, tirar sarro de algumas situações, etc. E meu problema com Jenny nesse início é que não consegui ver a personagem assim. Achei-a muito séria, bastante melancólica e muitas vezes reclamava a troco de nada. Não vi nada de tão triste assim em sua vida para que ela fosse tão chatinha. Só continuei lendo o livro porque a autora é irlandesa, e essas mulheres arrasam no chick lit, e porque queria ver o castelo de perfeição que Jenny criou em sua vida pessoal desmoronar.

Foi quando suas amigas chegaram, cheias de surpresas, problemas, mistérios e mentiras que a história começou a realmente ficar boa e engraçada. Fiona levou seu insuportável filho de 4 anos ao encontro, e só de vermos essa situação já sabemos o porquê a criança está ali e qual é a mentira que ela esconde, nem por isso a leitura deixou de ser interessante. Como me estressei com o garotinho! Sério, senti tanta vontade de dar uns beliscões nessa criança chata, azeda e mimada ¬¬ O engraçado é que ao mesmo tempo em que ele é um pentelho perverso, tem algumas atitudes doces, que acabam derretendo a gente, mas acho que qualquer criança é assim.

Das amigas, a que esconde o maior (e melhor) segredo é Kerry. Amei o segredo e ri horrores quando foi revelado, ainda mais porque consegui imaginar a cara de Jenny diante da situação, e não, nessa parte eu já não estava mais com birra da protagonista, pelo contrário, quando cercada de problemas, Jenny se mostrou uma mulher coerente, com a cabeça no lugar e disposta a ajudar, e isso fez com que minha simpatia pela protagonista aflorasse.

A relação dela com a mãe foi outro ponto bem legal que DUFFY abordou no livro. Ri muito com essa mãe tão moderna e compreensiva. Aliás, essas mamães dos livros desse gênero sempre são um arraso! Adoro!

Gostei muito desse primeiro livro da MARIA DUFFY e terminei a leitura me perguntando que raios deve haver na Irlanda para que essas autoras de chick lit consigam escrever livros tão legais! Será que está na água? 

MINTA QUE ME AMA foi uma leitura bastante divertida e recomendo bastante para quem gosta do gênero. Preparem-se para rir, se descabelar e morrer de raiva com algumas situações. Leiam!