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13 de setembro de 2016

RESENHA: O FANTASMA DA ÓPERA - Gaston Leurox (Ed. Ediouro)



Olá, pessoal!

A resenha de hoje é sobre um clássico maravilhoso: O FANTASMA DA ÓPERA do GASTON LEROUX. A edição que li é da editora EDIOURO.


O Fantasma da Ópera O FANTASMA DA ÓPERA
GASTON LEROUX
Editora: EDIOURO            
Ano: 2005
Nº págs: 254
Gênero: Romance, Drama, Clássico





SINOPSE: Um homem deformado se esconde nos subterrâneos de um teatro e acaba se apaixonando por uma jovem atriz. Histórias de fantasmas e assassinatos cercam o personagem de mistério e completam o clima deste clássico da literatura.






Desde que foi lançado o musical O FANTASMA DA ÓPERA, com o Gerard Buttler, fiquei apaixonada. É um filme que já assisti umas 20 vezes e que sempre tive curiosidade imensa para ler o livro, e o fiz com um prazer magnífico. Desacreditei na obra maravilhosa que encontrei.

Sempre quando pegamos um clássico para ler ficamos temendo a linguagem, pois muitas vezes ela nos faz ir mais devagar na leitura. Li O FANTASMA DA ÓPERA em três dias, não por esse motivo, mas sim porque intercalei a leitura com outras, e afirmo, é um clássico possível de ser lido em um dia.

A escrita de LEUROX é deliciosa e muito fluida. Ele não faz firulas e dialoga com o leitor de um jeito magnífico, parecendo que salta das páginas para vir narrar os fatos bem do nosso lado, colado ao nosso ouvido.

Fiquei extremamente surpresa com a leitura, pois imaginei encontrar algo semelhante ao musical, mas as diferenças foram tantas, que senti estar lendo algo completamente inédito, algo que eu nem fazia ideia do que era. E de fato não fazia ideia mesmo, pois a história se tornou enorme, magnífica! Passei a ver Christine com outros olhos e o romance entre ela e Raoul de forma diferente. Às vezes a moçoila me irritou completamente com seus devaneios e juras de amor meio sem pé. Pior que as juras era o quanto ela queria afastar Raoul por não saber o que queria fazer... A garota graciosa que me conquistou no filme, não conseguiu fazer o mesmo com minha pessoa no livro, mas, na verdade, quem se importa? Obviamente, o grande astro é o fantasma!


Seja no filme ou no livro, que personagem! Que delícia vê-lo em ação, que delícia ver suas ameaças e exigências aos donos do teatro. Que delícia ver um personagem que não é o bonzinho da história roubar a cena e ter um enorme destaque. Que delícia foi ser conquistada pelo vilão! E que delícia ainda maior foi a de me deixar contagiar pela escrita de LEROUX que expôs a existência do fantasma sendo real! Como foi gostoso ler e acreditar, deixar que as palavras entrassem em mim e me convencessem de que tudo o que foi retratado era o que de fato aconteceu, o que de fato se passou dentro das paredes do teatro. Paixão, assassinato, vingança, ameaças, suspense, terror... Existe de tudo nas páginas desse livro magnífico! Meu único arrependimento foi o de ter demorado tanto para fazer a leitura, espero não demorar a re-ler, pois foi um livro que me deixou com saudade assim que o fechei. Espetacular! Leiam ;)  


2 de junho de 2016

INDICAÇÃO: 20 MIL LÉGUAS SUBMARINAS - Jules Verne (Ed. Zahar)



Olá, meus queridos!

Quinta-feira é dia de INDICAÇÃO e hoje vou ser breve ao falar de 20 MIL LÉGUAS SUBMARINAS do JULES VERNE, lançado pela editora ZAHAR.

20 Mil Léguas Submarinas20 MIL LÉGUAS SUBMARINAS
JULES VERNE
Editora: ZAHAR              
Ano: 2012
Nº págs: 456
Gênero: Aventura

SINOPSE: Há mais de 150 anos, a obra mais famosa de Jules Verne encanta leitores de todas as idades. O escritor ajudou a criar um novo gênero literário, a ficção científica, e seus livros tinham um traço premonitório. Muitas das invenções humanas posteriores foram antecipadas em suas páginas. 20 mil léguas submarinas é um exemplo. A aventura é das mais emocionantes. O leitor é transportado para 1866, ano em que navios de diferentes nacionalidades começam a naufragar e sofrer misteriosas avarias. As descrições revelam que um ser "comprido, fusiforme, fosforescente em certas ocasiões, infinitamente maior e mais veloz que uma baleia" seria o responsável. Imediatamente, governantes e homens da ciência mobilizam-se para deter o misterioso monstro marinho. A missão, porém, não sai como esperado. Os responsáveis pela expedição são capturados pelo capitão Nemo, enigmático e problemático, criador do moderno submarino Náutilus, confundido com o tal monstro misterioso. A aventura só começou. A trupe vai viajar pelo fundo do mar, enfrentando águas remotas, criaturas das profundezas e uma fauna e flora exuberantes. Um clássico da literatura mundial que merecia uma edição brasileira à altura. Esta chega agora com tradução cuidadosa, mais de 70 gravuras de época e notas explicativas. 

No começo do ano fiz uma lista com 10 Livros Clássicos que Queria Ler em 2016, e 20 MIL LÉGUAS SUBMARINAS estava nessa lista. Sabia que era uma aventura e estava empolgada pela leitura, mas confesso que ela não foi 100% divertida. O livro é ótimo, mas algumas passagens foram MUITO cansativas.

Ele é contado em forma de diário pelo professor Aronnax, que no início me fez roer os cotovelos ao falar de um suposto monstro marinho, mas que depois me deixou meio fatigada ao fazer enormes descrições desnecessárias, como por exemplo, informações sobre altitude e latitude, classificação de animais e plantas, nomes científicos, etc... Essas informações foram tantas, que muitas vezes me deram um nó no cérebro, outras me irritaram, pois os personagens estavam em um momento muito legal da história e ela era interrompida para falar a qual reino determinada espécie pertencia, quais seus semelhantes, e blá, blá, blá... Tive a sensação de estar de volta as aulas de Biologia, e bem aquelas as quais nunca prestei atenção :S


Apesar desses momentos que na imensa maioria das vezes foram chatos, 20 MIL LÉGUAS SUBMARINAS foi uma leitura muito legal e que me fez ficar com vontade de ler mais VERNE. Sim, demorei duas semanas para concluir a leitura, pois o livro não é fácil. O vocabulário é rico, mas o que mais me atrasou foram as notas de rodapé. Já li muitos livros com notas e passei reto por elas, mas aqui fiquei curiosa por entender algumas coisas e acabei lendo todas elas, por isso a leitura foi tão lenta. Não nego que essa quantidade de informações nas notas pode fazer com que muitos deixem o livro para depois ou que desistam da leitura, mas acreditem, leiam aos poucos que vão encontrar prazer nas aventuras do professor pelos mares do nosso planeta. Foi uma leitura trabalhosa, mas que adorei e recomendo demais! Confiram! Ah, e confiram nessa edição da ZAHAR, hein! PERFEITA!


12 de fevereiro de 2016

RESENHA: O GRANDE GATSBY - F. Scott Fitzgerald (Ed. Tordesilhas)




Olá, pessoal.

Hoje vim falar de um clássico que demorei um tantinho para ler: O GRANDE GATSBY do F. SCOTT FITZGERALD lançado pela editora TORDESILHAS.

O Grande GatsbyO GRANDE GATSBY
F. SCOTT FITZGERALD
Editora: TORDESILHAS              
Ano: 2016
Nº págs: 288
Gênero: Drama, Romance, Clássico

SINOPSE: A obra traz como pano de fundo a sociedade americana da década de 1920, época que ficou conhecida como a era do jazz. Ao se mudar para a casa ao lado, Nick Carraway adentra o mundo de extravagância e luxo de Jay Gatsby, um misterioso milionário que, na verdade, busca a atenção de um antigo amor, Daisy Buchanan, de quem se separou na Primeira Guerra Mundial. Um retrato pungente da decadência de uma sociedade materialista e deslumbrada com o poderio do pós-guerra e dos trágicos danos causados por uma obsessão lancinante com o passado. A edição traz ainda o prefácio à edição americana de 1934, escrita pelo próprio Fitzgerald; um posfácio do escritor americano Alex Gilvarry; uma seleção das cartas que Fitzgerald escreveu a Maxwell Perkins, seu editor à época da publicação de 'O grande Gatsby'; e a cronologia da vida e obra do autor.

Sempre tive muito interesse em ler O GRANDE GATSBY, mas por sempre ter protelado a leitura, acabei assistindo ao filme primeiro, e fiquei um tantinho decepcionada. Sempre achei que essa história giraria em torno da incomum e misteriosa figura do Gatsby, mas o filme teve um ar tão festivo que PARECEU se afastar muito disso. Por causa dessa sensação, acabei deixando a leitura para trás.

Como em 2016 resolvi que leria mais clássicos, resolvi que era hora de ler O GRANDE GATSBY e fui magnificamente surpreendida por uma grande história, que, sim, gira em torno de um homem misterioso chamado Gatsby! \o/ Homem esse que é um milionário, promove festas deslumbrantes e que está na busca de seu antigo amor, de quem se separou na Primeira Guerra.

A obra também retrata a futilidade e, porque não dizer, a imbecilidade, da sociedade da época, preocupada apenas com glamour, dinheiro, status e círculos sociais. Não nego, mais que conhecer a personalidade de Gatsby e do narrador, Nick, o mais interessante foi acompanhar as preocupações inúteis dessa sociedade e ver como eles moldavam suas vidas e caráter através de nada!


Mas o que mais me espantou durante a leitura foi relembrar do filme. Eu lia uma e outra passagem e lembrava que aquilo estava no filme! Eu tinha certeza de ter visto aquilo! Resolvi então rever para formar uma nova opinião após a leitura, e por fim acabei gostando do filme, que sim, retrata muito do livro, mas por ter imensas cenas de festas, tão elaboradas e coloridas, pareceu apagar todo o restante, que na verdade está ali: as traições, paixões, luta pelo amor, mentiras, ganância, futilidades... Depois da leitura de O GRANDE GATSBY consegui apreciar a adaptação com outros olhos, e depois de ter me deliciado com a narrativa do FITZGERALD só posso dizer que me arrependo de não ter lido antes e que sinto um enorme desejo de ler algum outro livro do autor, qualquer um, pois sua escrita é realmente revigorante e de uma fluidez imensa! Leiam!


29 de julho de 2015

RESENHA: O SOL É PARA TODOS - Harper Lee (Ed. José Olympio)



Boa noite, gente!

Estou atrasada com a segunda resenha do dia, desculpem L Agora vou falar sobre uma riqueza: O SOL É PARA TODOS da HARPER LEE, relançado pela JOSÉ OLYMPIO, editora que faz parte do GRUPO EDITORIAL RECORD.

O Sol É Para TodosO SOL É PARA TODOS
HARPER LEE
Editora: JOSÉ OLYMPIO              
Ano: 2015
Nº págs: 364
Gênero: Drama


SINOPSE: Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto forte, melodramático, sutil, cômico (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.


Acredito que esse livro dispense toda e qualquer apresentação, contudo, eu sempre me perguntava por que todo mundo dizia que ele era um clássico atemporal, e isso é algo que realmente só compreendemos após fazer a leitura desse belíssimo livro, que nos é narrado de forma tão singela e inigualável que basta o primeiro parágrafo para nos dragar para dentro da história.

Que O SOL É PARA TODOS fala de uma triste situação que envolve preconceito racial, todo mundo já sabe. O que escapa a quem ainda não leu é a sutiliza com que LEE abordou o tema e em como isso refletiu em toda a sociedade.

É através da jovem Scout que vamos adentrando dentro de seu mundinho e de seus semelhantes: a escola, o cotidiano, a vida em casa, com a família, as dificuldades pelas quais todos ao seu redor passam, as brincadeiras de criança, as artes, etc... É com bastante leveza que O SOL É PARA TODOS inicia e com grande curiosidade que ele nos deixa quando insere a história da família Radley. Aliás, para mim, essas foram umas das melhores partes, ver que as crianças temiam tanto um personagem que por vezes dava as caras de forma surpreendente e emocionante. Não houve uma vez sequer que não senti meu coração apertado e com ânsia por saber mais a respeito dos Radley, todos eles.

Não nego que LEE demora um pouco a nos envolver na premissa do preconceito racial, mas ela caminha tão bem pelas ramificações da história, que sempre nos satisfaz, e nunca faz com que fiquemos com a sensação de querer que chegue logo no principal do enredo. Eu, pelo menos, torci para que não acabasse e não chegasse lá, tão apaixonada estava por Scout, seu irmão, Jem e seu pai, Atticus.

Quando enfim cheguei ao ponto máximo da obra, foi como se alguma coisa estivesse apertando minha garganta e me sufocando, tão revoltada fiquei com o julgamento e, principalmente, com o comportamento das pessoas em definir a culpa pela cor, e não por atitudes que estavam demasiadas claras.

O que mais me doeu nessa leitura foi saber que situações como essa se repetiram muitas e muitas vezes, em várias sociedades e em vários países. É muito triste ver o que o preconceito pode fazer e o quão ele pode destruir. Não sofri por ser uma história belissimamente contada, mas sim por saber que o que foi relatado foi uma situação ao qual o mundo viveu e, infelizmente, ainda vive. Acredito que toda forma de preconceito deva ser castigada, mas é duro ver que não faz muito tempo era uma coisa tão normal, que o anormal era ficar a favor do “diferente”. E é no quesito do a favor do “diferente” que LEE deixa sua história grandiosa e ainda mais tocante, pois foi riquíssimo ver que alguns poucos realmente enxergavam as pessoas todas como sendo iguais e passava para os seus esses sentimentos. Creio que foram essas atitudes que exacerbaram ainda mais o quesito caráter da obra, pois têm aqueles que o têm para o bem e outros que, em sua falta, praticam o mal, e de forma realmente absurda e assustadora.

Apesar do tema do preconceito racial ser o dominante no livro, podemos perceber que LEE explorou vários tipos dele, até mesmo o preconceito sexual, que relega as mulheres a uma posição mais baixa e submissa que os homens.


O SOL É PARA TODOS é o tipo de livro que lemos e que, não apenas nos marca para a vida, mas também faz com que levemos ensinamentos por todo o sempre. Um livro magnífico que gostaria de não ter demorado tanto a ler. 


8 de maio de 2014

RESENHA + SORTEIO: SENHOR DAS MOSCAS - William Golding (Ed. Alfaguara)



Boa tarde, pessoal.

A resenha de hoje é sobre um clássico que não cai no esquecimento jamais: SENHOR DAS MOSCAS do WILLIAM GOLDING, relançado pela ALFAGUARA.

SENHOR DAS MOSCAS
WILLIAM GOLDING
Editora: ALFAGUARA              
Ano: 2014                  
Nº págs: 224
Gênero: Drama

SINOPSE: Durante a Segunda Guerra Mundial, um avião cai numa ilha deserta, e seus únicos sobreviventes são um grupo de meninos em idade escolar. Eles descobrem os encantos desse refúgio tropical e, liderados por Ralph, procuram se organizar enquanto esperam um possível resgate. Mas aos poucos — e por seus próprios desígnios — esses garotos aparentemente inocentes transformam a ilha numa visceral disputa pelo poder, e sua selvageria rasga a fina superfície da civilidade, que mantinham como uma lembrança remota da vida em sociedade



Há muitos anos, quando ainda estava na faculdade, o professor de filosofia passou o filme SENHOR DAS MOSCAS em aula. O filme foi bastante forte e chocante, e durante anos quis ler o livro do GOLDING, mas sempre acabava deixando para lá. Quando a ALFAGUARA enviou a nova edição, vi que era a oportunidade de conferir essa história que durante tantos anos me marcou e me impressionou. E o resultado é que continuei surpreendida por esse enredo que, a meu ver, chega a ser macabro.

O livro fala sobre um grupo de meninos presos em uma ilha deserta em busca de sobrevivência. Ao mesmo tempo em que GOLDING humaniza seus personagens, os transforma com o passar das páginas. Se antes todos eram submissos a um determinado personagem (Ralph), não demoram a antipatizar com sua posição de líder e tirá-lo de seu posto. Com isso, os garotos não demoram a escolher um novo membro a seguir, um rapaz de caráter duvidoso e nada dócil (Jack), que se rende a selvageria de viver no limite. Não demora para que seus seguidores comecem a se portar de forma semelhante, mostrando que a maioria dos rapazes são manipuláveis e dispostos a tudo para se encaixar nesse “novo” grupo.

As humilhações que muitas das crianças sofrem são frequentes e fazem sofrer o leitor, porque é impossível ficar indiferente a seus sentimentos de dor. Cheguei a um ponto na leitura que desejei que a vida desses jovens acabasse logo, pois estava sendo extremamente doloroso acompanhar a evolução de alguns personagens para a maldade, e a decadência de outros, para a desistência.

GOLDING retrata de forma monstruosa a personalidade do opressor e dos oprimidos, e choca, ao desnudar sem medo algum, a maldade inerente em algumas crianças. É realmente assustador ir observando as nuances de maldade que vão tomando conta desses meninos e observar que eles são pequenos assassinos com sede de sangue.

Acredito que se os personagens fossem adultos, não causariam um mal estar tão grande no leitor, mas, justamente por se tratar de crianças, vamos ficando aterrorizados e temerosos com relação as atitude delas, pois é angustiante acompanhar a decadência do caráter de jovens que ainda estão em formação.

O meio e o modo de vida a que esses jovens estão submetidos podem até estar moldando-lhes suas atitudes, mas creio que o comportamento agressivo, cínico e dissimulado de alguns personagens não se deve apenas à situação limite ao qual se encontram, mas sim a uma maldade já intrínseca que se aproveitou da situação para dar as caras e mostrar seu eu verdadeiro, mesmo porque, o “chefe” parece bastante satisfeito com sua posição de líder e orgulhoso de seus feitos, muito deles macabros.

Não bastando um líder tão maligno, GOLDING ainda explora uma figura mítica em SENHOR DAS MOSCAS, que acaba por assustar os jovens mais que a maldade que ronda a personalidade cruel de alguns personagens. Li em algumas analises do livro que esse ser é uma alegoria ao diabo, que os meninos sentem-se aterrorizados pelo sobrenatural que ronda a ilha. Até mesmo o título do livro remete a esse ser, uma vez que SENHOR DAS MOSCAS significa, em hebraico, Belzebu. Contudo, a barbárie presente nas páginas é tão real, que não fiquei impressionada com a referência diabólica. Creio que em face da sangria, violência, rituais macabros e sacrifícios humanos que as crianças praticam, qualquer outra abordagem fica em segundo plano, uma vez que nada gera um impacto tão grande no leitor do que ver a maldade vir à tona nesses jovens.

SENHOR DAS MOSCAS é um livro macabro por ser um retrato tão fiel da maldade humana já inerente que aflora, sem medo ou vergonha, diante certas condições. Uma leitura que causa um enorme incomodo psicológico, mas  que não é recomendada, e sim obrigatória!


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- O sorteio será feito apenas dentre aqueles que comentarem na resenha.
- A promoção tem início hoje 08/05/2014 e termina em 28/05/2014
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4 de abril de 2011

RESENHA: UM CONTO DE NATAL - Dickens (L&PM)

Bom dia galera.

Adoro começar segunda-feira com resenha.
Escolhi começar essa semana com a resenha de um livro que eu adoro e já perdi as contas de quantas vezes li: UM CONTO DE NATAL do Dickens.

Acho que todo mundo conhece a história, pois existem diversas adaptações sobre ela, mas falo sobre elas no final.

UM CONTO DE NATAL é a história do rabugento e avarento Scrooge. Scrooge tem um escritório em Londres e só pensa em trabalhar para guardar dinheiro, ele não gasta, apenas poupa, vive em função de sua ganância.

 

Às vésperas do natal, seu funcionário Bob Cratchit, tem a esperança de não trabalhar no dia 25 de dezembro, mas Scrooge não permite. Ele odeia o natal e não vê motivo para comemorações, muito menos para folga no trabalho. Bob é um rapaz pobre e pai de quatro filhos, sendo que um deles sofre de paralisia, mas, apesar das tristezas que a vida lhe deu, Bob é feliz e adora o natal.

Nesse dia, após o expediente, quando Scrooge volta para casa, ele encontra o espírito do seu ex-sócio Jacob Marley. Marley havia sido um homem tão mau e avaro quanto Scrooge, e resolve visitar o amigo a fim de salvar sua alma, pois o espírito dele ainda não conseguiu descansar em paz por ter levado tanta amargura e ruindade para o túmulo. Jacob avisa ao velho Scrooge que ele receberá a visita de três espíritos, e que eles lhe mostrarão o passado, presente e futuro, e após essas visitas o sócio deverá aprender a ser mais generoso.

Scrooge fica assustado e acredita ter sonhado tudo isso, mas algumas horas depois ele recebe a visita do primeiro espírito: O Espírito do Natal Passado, o leva a uma viagem por seu passado, quando Scrooge era jovem e feliz e adorava o natal. As tristes lembranças causam mal estar e amargura no rabugento que afugenta o espírito.

O segundo espírito, o Natal Presente, leva o avaro a um passeio pela cidade, mostrando as várias comemorações que estão acontecendo e tudo que Scrooge está perdendo. Nesse passeio o espírito se mostra sob duas faces, a da ignorância e a da miséria, e avisa para que os homens tenham cuidado com elas.

O terceiro espírito é o Natal do Futuro, ele faz com que Scrooge veja o triste fim que o aguarda se continuar sendo como é. Assustado, o velho decide que tem que mudar. Ao acordar é outro homem. A generosidade passa a fazer parte de sua vida.

UM CONTO DE NATAL não é uma história exclusiva sobre o espírito natalino, mas sim uma história de redenção humana. Dickens expõe as mais feias características humanas em Scrooge, mas deixa claro que mesmo o pior ser humano consegue fazer brotar a bondade em seu coração.

Interessante é saber que Dickens escreveu UM CONTO DE NATAL como forma de criticar a Inglaterra. Na época de Dickens, a Inglaterra era a maior potência capitalista do mundo, o que contribuiu para o surgimento de miseráveis em Londres. Para os ingleses a avareza não era pecado e a solidariedade não fazia parte da vida dos mais abastados, era comum ver Scrooges espalhados por toda a Inglaterra. Além disso, esses ricos tinham o pensamento que Deus os protegeriam, pois eram eleitos do Senhor, daí a intenção de Dickens em usar espíritos para compor sua história, assim estaria mostrando que Deus espera boas ações de todos.

UM CONTO DE NATAL teve diversas adaptações no cinema, teatro, musicais, desenhos e até quadrinhos. Provavelmente, o mais famoso Scrooge seja o Tio Patinhas (em inglês: Uncle Scrooge ou Scrooge McDuck), que apesar de viver com os sobrinhos e ter amigos, nunca escondeu sua avareza. A última adaptação feita baseada na obra de Dickens foi OS FANTASMAS DE SCROOGE, lançado em 2009 pela Disney e com Jim Carrey em, praticamente, todos os papéis do filme.

16 de fevereiro de 2011

INDICAÇÃO: OS TRÊS MOSQUETEIROS - Alexandre Dumas (Ed. Zahar)




OS TRÊS MOSQUETEIROS
Alexandre Dumas
Editora: Jorge Zahar
Edição: 1
Ano: 2010
Nº págs: 688
Capa dura
Gênero: Romance, aventura
Formato: 23X16
Apresenta mais de 200 notas de rodapé
E mais de 100 ilustrações

"Os três mosqueteiros é a obra mais famosa de Alexandre Dumas e um clássico da literatura mundial. Essa edição definitiva da Zahar (ilustrada e comentada), oferece ao leitor brasileiro o texto integral em tradução afiada, com notas explicativas e gravuras de época.

Seus protagonistas – que na verdade são quatro: Athos, Porthos, Aramis e d’Artagnan – são destaques merecidos no conjuntos da obra de Dumas. E contracenam aqui com personagens não menos intrigantes, como o ardiloso cardeal Richelieu, a pérfida e misteriosa Milady, o fraco rei Luís XIII e o ousado duque de Buckingham.

Com seus numerosos combates, trágicos casos de amor, ódios insuperáveis, e o ritmo acelerado da história, Os três mosqueteiros é um dos livros mais arrebatadores de todos os tempos! E vai além de um simples romance de capa e espada: no decorrer da trama, os quatro mosqueteiros envolvem-se nas mais perigosas intrigas políticas da Europa do século XVII, com participação decisiva na guerra entre França e Inglaterra por poder, glória e o amor de uma rainha."

Razões para ler OS TRÊS MOSQUETEIROS:
  • É um clássico da literatura
  • Foi escrito por Alexandre Dumas (pai), autor que marcou a literatura francesa
  • Tem TUDO que uma obra precisa: ação, aventura, romance, mistério, intriga, morte, suspense...
  • Vai além do entretenimento, sendo, sem dúvida, uma aula de história sobre a França e Inglaterra
  • A edição que a Zahar trouxe para o Brasil é simplesmente PERFEITA!