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12 de junho de 2015

RESENHA: O PRÍNCIPE DE WESTEROS E OUTROS CONTOS - Vários Autores (Ed. Saída de Emergência)



Olá, pessoal.

Hoje vou trazer mais uma resenha de um livro de contos, por isso vou apresentá-la no mesmo molde que os demais do gênero, em forma de diário de leitura. Confiram o que achei dos contos do livro O PRÍNCIPE DE WESTEROS E OUTRAS HISTÓRIAS, lançado pela SAÍDA DE EMERGÊNCIA BRASIL.

O Príncipe de Westeros e Outras HistóriasO PRÍNCIPE DE WESTEROS E OUTROS CONTOS
VÁRIOS AUTORES
Editora: SAÍDA DE EMERGÊNCIA             
Ano: 2014
Nº págs: 480
Gênero: Contos

SINOPSE: Um livro fascinante que reúne os melhores contos de grandes nomes da literatura fantástica. Inclui uma nova história de A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin. Se você é fã de literatura fantástica, irá se deliciar com esta antologia de contos organizada por George R. R. Martin e Gardner Dozois. Obras inéditas dos melhores autores do gênero irão surpreendê-lo com enredos ardilosos e reviravoltas intrigantes. O próprio George R. R. Martin apresenta uma nova história do apaixonante e violento mundo de A Guerra dos Tronos, introduzindo um dos personagens mais canalhas da história de Westeros. Acompanhe grandes autores, como Gillian Flynn, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Scott Lynch e muitos outros, nesta coleção de histórias emocionantes sobre vigaristas, mercenários e ladrões.

02/06 – Leitura de COMO O MARQUÊS RECUPEROU SEU CASACO – Neil Gaiman
O livro abre com um conto do GAIMAN, o que me fez ter certeza de que seria maravilhoso, contudo, até o meio do conto o achei bem morno e pouco interessante, diferente de tantas outras leituras que já fiz do GAIMAN. Do meio para o final o conto se tornou mais intenso, com mais situações e revelações, mas ainda assim faltou algo para que eu o considerasse ótimo. Mas os bolsos do casaco foram o ponto forte. Não consegui ler uma única frase sem ficar, a toda hora, imaginando esse super casaco, rs.

03/06 – Leitura de PROVENIÊNCIA – David W. Ball
Nunca havia ouvido falar nesse autor, mas só pelo fato de ele ter trazido religião, história da arte e Caravaggio já me conquistou para sempre! O conto é cheio de ação, não existe um minuto de monotonia e é brilhante do começo ao fim. ADOREI!

04/06 – Leitura de QUAL É A SUA PROFISSÃO¿ – Gillian Flynn
Esse foi o conto da minha vida! Confesso: só solicitei esse livro porque queria ler esse conto da FLYNN. Essa mulher é fodorástica e me conquistou logo que li GAROTA EXEMPLAR, poir isso estava roendo os dedos de vontade de chegar logo nesse terceiro conto, e quando cheguei, toda a genialidade dessa mulher se repetiu aqui. É magnífico, soberbo! A gente fica em dúvida se é um suspense policial ou um suspense paranormal, e é de forma brilhante que ela nos conduz em dúvida até o esplendoroso final! Queria ler mais uns cem contos dessa deusa <3

08/06 – Leitura de UM JEITO MELHOR DE MORRER – Paul Cornell
Esse conto é um sci fi, o que geralmente costumo gostar muito, mas até agora achei o mais chatinho do livro. Não sei se foi a história, o personagem ou a escrita do Cornell, mas o fato é que não me senti atraída pelo enredo em nenhum momento L

09/06 – Leitura de UM ANO E UM DIA NA VELHA THERADANE e A CARAVANA PARA LUGAR NENHUM
UM ANO E UM DIA NA VELHA THERADANE – Scott Lynch
Era um dos contos pelos quais eu também estava bastante ansiosa, o motivo é que babo na série do autor que a ARQUEIRO está lançando, mas sempre fico em dúvida se devo lê-la ou não. Acredito que conhecer um conto é a melhor forma de se decidir pela leitura da série, e sim, pretendo lê-la, pois gostei bastante da narrativa do autor. Não foi um amor imenso, mas fiquei curiosa por mais do LYNCH.
A CARAVANA PARA LUGAR NENHUM – Phyllis Eisentein
Esse conto sobre espíritos malignos foi um dos mais legais e mais tensos do livro. Adoro quando contos dão um medinho, e esse foi bárbaro. Não conhecia o autor, mas já fiquei bastante interessada por causa desse conto.

10/06 – Leitura de GALHO ENVERGADO e A ÁRVORE RELUZANTE
GALHO ENVERGADO – Joe R. Lansdale
Sou obrigada a dizer que junto com o conto da GILLIAN foi o que mais me agradou. O motivo, claro, é ter toque de suspense policial. Nunca resisto a essas histórias e não tinha como não amá-lo. Mais um autor que não conhecia e já fiquei curiosa por mais.
A ÁRVORE RELUZENTE – Patrick Rothfuss
Mais um conto que estava curiosa para ler para decidir se leio ou não a série que a ARQUEIRO está lançando. E sim, quero, desejo e PRECISO ler os demais livros, mesmo porque esse conto faz parte do universo da série. Preciso de mais horas nos meus dias! OMG.

11/06 – Leitura de EM CARTAZ e O PRÍNCIPE DE WESTEROS ou O IRMÃO DO REI
EM CARTAZ – Connie Willis
É um dos poucos contos do livro que tem um toque de humor despojado, os outros são mais irônicos. Gostei do conto, mas achei que ele foi o mais diferente da coletânea. Só não vai para meus preferidos porque tem um romancezinho no meio :S
O PRÍNCIPE DE WESTEROS ou O IRMÃO DO REI – George R.R. Martin
E chagamos ao final!!!! \o/
Caraca, acho que sou a única blogueira que ainda não leu nenhum dos livros da série AS CRÔNICAS DE GELO E FOGO, mas tenho um bom motivo: os livros são enormes e não quero começá-los se não for para ter um fim, portanto, obviamente vou lê-los, mas só quando o Sr. MARTIN terminar de escrevê-los. Contudo, é claro que acompanho a série de TV, porque ainda sou desse planeta, e fiquei felicíssima por poder ter, finalmente, um primeiro contato com a escrita do MARTIN, e ficou ainda melhor por envolver o universo de WESTEROS e a casa dos Targaryen. Eu amei, fiquei louca e alucinada pelo conto. Em meu desespero, só me falta torcer para que o autor termine logo essa série e eu possa ler LOGO! OMG!


O PRÍNCIPE DE WESTEROS E OUTROS CONTOS foi uma leitura incrível, e é preciso fazer um imenso elogio à SAÍDA DE EMERGÊNCIA, pois a edição está maravilhosa e muito caprichada. Além da capa linda, fonte confortável e páginas amarelas, a editora teve toda preocupação em trazer informações sobre cada um dos autores antes dos contos, o que achei delicioso, pois sempre gosto de saber mais sobre quem escreveu cada história. Não bastando, temos páginas pretas para dividir os contos. Não tem como não morrer de amores por esse livro. LEIAM!


19 de setembro de 2014

RESENHA: A VIAJANTE DO TEMPO - Diana Gabaldon (Ed. Saída de Emergência)



Oi, gente!

Hoje vou falar sobre um livro que foi muito comentado nas redes sociais e que me deixou bastante curiosa com a leitura: A VIAJANTE DO TEMPO, primeiro volume da série OUTLANDER, da DIANA GABALDON, relançado pela SAÍDA DE EMERGÊNCIA.

OUTLANDER: A VIAJANTE DO TEMPO (vol.1)
DIANA GABALDON
Série: Outlander 
Editora: SAÍDA DE EMERGÊNCIA              
Ano: 2014                  
Nº págs: 800
Gênero: Romance Histórico

SINOPSE: Claire, a protagonista de A viajante do tempo é uma mulher de personalidade forte, lutando para se manter num mundo de homens violentos, que busca seu verdadeiro amor enquanto participa de importantes acontecimentos da história. Claire Beauchamp Randall foi separada de seu marido Frank pouco depois da lua-de-mel, quando ele foi convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial. Ao final do conflito, Claire e Frank se reencontram e retomam a vida que tinham em comum numa viagem a Escócia. Mas o reencontro não ocorre da forma esperada. Parece haver entre a esposa e o marido um distanciamento muito maior do que aquele causado pelos anos de guerra. Ao visitar uma antiga e mística formação de rochas, Claire finalmente vai conhecer seu destino.

A maioria deve saber que a série OUTLANDER inicialmente foi lançada no Brasil pela editora Rocco. Faz muito tempo que vejo vários blogueiros e leitores falando sobre essa série, mas por causa do alto preço nunca a coloquei na lista de leituras futuras. Com o lançamento pela SAÍDA DE EMERGÊNCIA isso mudou. Creio que muita gente que tinha curiosidade para conferir a série vai poder fazer isso agora, uma vez que a editora aplica preços muito mais baixos para seus lançamentos.

Assim como muitos, quando vi que a série seria republicada dei uma surtada, não porque a conhecia nem nada, simplesmente porque tantos falam tão bem que era a chance de conhecê-la. Como tenho parceria com a editora, não hesitei, solicitei para poder conferir, mas, infelizmente, não compartilho da opinião de que a obra é essa maravilha toda.

O começo de A VIAJANTE DO TEMPO foi bastante legal e fiquei vidrada com a leitura, mas mesmo nesse começo fiquei meio injuriada com quantidade de detalhes irrelevantes, como quando Claire resolveu descrever como escovava seus cabelos e ficou uns bons três parágrafos para fazer isso. Como gosto de livros policiais, sou fã de detalhes, mas gosto que eles sejam pertinentes a história, gosto de terminá-la com a sensação de “todos aqueles inúmeros detalhes serviram para algo”, e não foi o caso com essa passagem, pois tinha certeza de que ela não faria com que eu pensasse isso mais para frente.

Apesar de aborrecida com esses detalhes, que para mim foram desnecessários, segui com a leitura, pois a estava achando interessante e estava doida para conferir como Claire iria fazer essa viagem no tempo. Eis que tive a primeira decepção com A VIAJANTE DO TEMPO, pois não houve uma explicação para essa viagem no tempo! Claire simplesmente vai até um círculo de pedras que recebia rituais de algumas mulheres consideradas bruxas e “puff” volta no tempo! Ok, apesar de bastante frustrada, não pensei em desistir da leitura, afinal, tinha muitas e muitas páginas pela frente e também mais 7 volumes, com cerca de 800 páginas cada um. Portanto, continuei a leitura convicta de que em algum momento tal fato seria melhor explicado, já que o excesso de detalhes caracterizam a narrativa da autora.

Mas, quando se deu a passagem no tempo, fui acometida por mais uma decepção, dessa vez por parte da protagonista, que imaginei que daria uma surtada (o que seria normal) e tentaria achar respostas, mas, ao contrário disso, Claire se adaptou maravilhosamente bem ao novo ambiente e mesmo passando maus bocados não se desesperou por ter voltado no tempo... tsc, tsc, tsc.

Com tantas páginas e com tantos detalhes, imaginei uma explicação mais plausível e uma reação mais escandalosa da protagonista. Enfim... Continuei a leitura porque a quantidade de elogios é simplesmente gigante. Contudo, quanto mais avançava, mais ia ficando desgostosa com uma coisinha ou outra. Confesso: parte da culpa foi minha. Depositei uma expectativa gigante na história e imaginei algo diferente, com mais ação, aventura, mortes, batalhas, etc. Mas o que vi foi um enredo que, depois da volta no tempo, se comportou como um romance histórico comum, e foi assim que passei a ver A VIAJANTE DO TEMPO.

Não nego que o livro é MUITO BEM ambientado, que os detalhes sobre lugares, paisagens, lutas, personagens, etc, são riquíssimos e valem a pena ler. Após as decepções citadas, essas partes estavam me deixando bem satisfeita, eis que o relacionamento de Claire com Jamie começa a se desenvolver.

Sei que Jamie é o mocinho da história e deveria ser visto como herói, mas, para mim, não colou. Achei o heroísmo do sujeito exacerbado demais! Até para levar uma surra no lugar de uma garota ele se oferece. A mim, ele não pareceu um herói natural, mas sim um personagem que recebeu todos os maus tratos possíveis para que o leitor tivesse pena dele e o visse como o mocinho. Senti que foi imposto pela autora que o víssemos como o bom moço. E foi quando cheguei a um ponto que (não vou entregar qual foi) não consegui ver nada demais em Jamie, pois apesar de suas boas ações, ele era um bronco, um bruto. E se já tinha simpatizado pouco com o personagem até então, passei a suportá-lo em nível zero, a mim, ele ficou parecendo esses mocinhos “bad boys” dos New Adults de hoje. Achei algumas atitudes dele de muitíssimo mau gosto. Confesso até que pulei páginas e mais páginas que falavam das cenas tórridas entre ele e Claire, pois eram tão açucaradas que chegavam a dar enjôo.

Claro que tenho consciência de que Jamie passou por muita violência, física e psicológica, inclusive admito que uma das cenas me arrepiou e me fez realmente sentir pena do sujeito, mas não foi o suficiente para que ele caísse em minhas graças e eu mudasse de opinião em relação a ele, seu comportamento e suas atitudes.

Em relação à ambientação, fatos históricos, situações de luta, etc, posso dizer que gostei muito de A VIAJANTE DO TEMPO, mas esse “melê” todo do romance fez com que eu quisesse distância dos próximos volumes. Não tenho estômago para acompanhar mais 7 volumes de tanta paixão. A experiência valeu para poder conhecer a obra e compreender o auê em torno dela, mas não vou virar fã de forma alguma. Preciso de um bom livro policial para tirar tanto romance que está entranhado em mim.


  

27 de fevereiro de 2014

RESENHA: O CLONE DE CRISTO - J.R. Lankford (Saída de Emergência)



Bom dia, pessoal.

É de forma bastante triste que hoje vou falar sobre O CLONE DE CRISTO, da J.R. LANKFORD, lançado pela SAÍDA DE EMERGÊNCIA.

O Clone de CristoO CLONE DE CRISTO
J.R.LANKFORD
Editora: SAÍDA DE EMERGÊNCIA                                 
Ano: 2014                 
Nº págs: 384
Gênero: Thriller, Suspense, Ação

SINOPSE: O Clone de Cristo é uma história fantástica sobre uma experiência secreta que pode mudar o mundo: a tentativa de clonar Jesus Cristo a partir do Santo Sudário. O Dr.Felix Rossi é o chefe da pesquisa, um conceituado cientista obcecado com duas perguntas: Será que o tecido do Sudário contém mesmo o sangue de Cristo? E o DNA ainda estará intacto? Apesar do caráter sigiloso do experimento, forças obscuras tentam impedi-lo e Rossi não tem tempo a perder: precisa encontrar uma mulher para gerar a criança. Esta trama policial arrepiante nos leva numa viagem inesquecível da alta sociedade nova-iorquina aos bares irlandeses, das igrejas do Harlem à Catedral de Turim. Uma narrativa bem construída sobre laços familiares perdidos, um homem à procura de Deus, uma mulher em busca de um sentido para a própria vida e uma inesperada história de amor. 

Quando li a sinopse de O CLONE DE CRISTO tive certeza de que seria “O” livro. Algo nele lembrava Dan Brown e senti que seria desesperador ler sobre um médico que tentava clonar Jesus. Antes mesmo de iniciar a leitura, já imaginava esse cientista como mocinho e vilão, pois o que ele queria fazer podia ser considerado absurdo por uns e milagroso por outros. O problema é que o Dr. Felix Rossi não fez nada nas 380 páginas do livro a não ser me irritar.

Rossi tinha tudo para ser um personagem fabuloso, pois, por sua escolha em relação à clonagem, poderia ser visto como mocinho e vilão; o fato de ser um homem da ciência, mas muito religioso, também causaria estranheza e nos deixaria empolgados com a dualidade presente na vida do personagem, o problema, foi que, a mim, ele simplesmente pareceu um médico louco e um fiel fanático, nada além.

Pouco antes de conseguir seus dois fiozinhos do Santo Sudário para tentar prosseguir com a clonagem, ele descobriu que sua família era judia, e passou a achar terrível o fato, primeiro porque ele sempre havia sido criado como católico e acreditado nos preceitos da igreja, depois porque os judeus, seu povo, crucificaram Jesus. Ele não queria aceitar sua descendência judia, mas, por fim, decidiu que seria ele, um judeu, que traria Jesus de volta, e assim acabaria com o preconceito contra seu povo.

Já nessa parte, a história me causou um mal-estar terrível!
Primeiro: Felix é um homem da ciência, portanto, deveria crer em fatos que pudessem ser comprovados. Até hoje não foi comprovado se o Sudário envolveu Jesus, muito menos se todas as palavras da Bíblia são reais, ou seja, não se sabe verdadeiramente sobre a crucificação de Cristo, nem se existiu nem se de fato foi feita pelos judeus.
Segundo: Por que raios o personagem mostrou-se tão incomodado com o fato de a família ser judia e de ele ter tal descendência? Por que queria tanto ser católico e mostrava orgulho disso? Longe de mim querer causar polêmica, mas, como disse, um cientista deveria prezar por aquilo que se pode provar, e há (muitas) provas na História, dos massacres que a Igreja Católica cometeu, das tantas mortes que causou, dos impostos que cobrou, com promessa de garantir ao fiel um lugarzinho no céu; sem contar roubos, segredos, orgias dentro do Vaticano, e, atualmente, os diversos escândalos sobre pedofilia e estupros. São tantas as máculas, provadas e comprovadas, cometidas pela Igreja Católica, que achei de um tremendo mal gosto o personagem, tão estudado, tão culto, e com tanto acesso à informação, ter extremo orgulho de uma religião que já causou tanto mal. Aceito, e até concordo, com o fato de ele ter orgulho de sua fé, mas Rossi não ficou só aí, apesar de em alguns momentos ele se mostrar contra alguns preceitos do catolicismo e apontar o que deveria ser visto de forma diferente, em outras situações parecia querer engrandecer alguns dos dogmas da igreja.

Vergonha por vergonha, eu teria daquilo que a História já conseguiu provar, não daquilo que nunca se provou a veracidade. Portanto, aos religiosos fervorosos, desculpem, mas essa é minha opinião e achei a posição do médico em relação à religião ridícula! Para mim, existem duas formas de fé: a que você acredita em uma entidade superior, meu caso, que acredito muitíssimo em Deus; e aquela que você coloca como primordial em sua vida uma instituição religiosa e os preceitos (muitos deles absurdos e extremamente moralistas) aos quais ela diz que você deve guiar seus dias.

Isso me incomodou por todo o livro, pois Rossi sempre se mostrou um fanático religioso. Por diversas páginas existem trechos de rezas, de passagens bíblicas, etc; até acho isso interessante, Dan Brown, Raymond Khoury, Kathleen McGowan, e tantos outros, conseguiram escrever sobre esses temas, e inserir essas passagens, de forma fantástica, com protagonistas excelentes, que a cada página conseguiam arrancar o fôlego do leitor. Já LANKFORD me fez mergulhar em um tremendo marasmo religioso. Tudo era religião, religião, religião e fé! Pensei que teria um livro polêmico em mãos, que arrancaria reflexões e pensamentos, mas só encontrei mesmices. A cada página parecia que nada mudava. Achei muito presunçosa a forma que a autora escolheu para falar da religião. Seu personagem, que era para ser alguém sapientíssimo, alguém capaz de equilibrar religião e ciência, apenas me pareceu um sujeito desequilibrado (“de médico e de louco, todo mundo tem um pouco”). 

Sobre os personagens, TODOS foram chochos. Desde o primeiro momento fica absurdamente claro quem Felix vai escolher para conceber a criança clonada, mas a autora tentou fazer um suspense desnecessário antes de revelar o fato. Além disso, o livro não conta com um vilão digno, aliás, nem sei se podemos chamar o homem que quer dar fim nos planos do médico de vilão, simplesmente porque ele não parece um e tudo o que a autora tentou apresentar sobre ele, para fazê-lo ser, pareceu demasiado forçado.

Quando finalmente achava que alguma coisa engrenaria, que surpreenderia, vinha um personagem chato com a famosa frase: “vamos rezar?” E os personagens se punham a orar. Aí vinha o que mais me irritava, a autora não se contentava em finalizar a frase, ela tinha que escrever a oração ¬¬ Fiquei me perguntando se ela recebeu ($) por palavra, porque só isso (ou nem isso) explica o fato de tantas palavras e páginas desnecessárias.

Queria ler um suspense, queria ler um livro de ação, mas encontrei apenas um livro religioso, bastante tendencioso, se me permitem dizer. Quero aproveitar para esclarecer que acredito muito em Deus, mas abomino qualquer tipo de fanatismo religioso, seja por qual religião for, e, mesmo tendo estudado em escola católica até meus 15 anos, a instituição jamais tentou nos tapar os olhos para as atrocidades que a igreja cometeu, exatamente por isso, por ter estudado tantas vezes sobre o tema e sobre as máculas cometidas pela igreja, tenho descontentamento com o catolicismo e com muito do que ele prega, mas tive um profundo pesar ao ler O CLONE DE CRISTO, pois me pareceu que, de alguma forma, o livro tentou apagar algumas graves manchas que a igreja possui em seu “currículo”, principalmente ao não explorar suas falhas e defeitos.

A única parte interessante do livro fica por conta da descrição do processo de clonagem, que foi bastante esmiuçada, bem exposta e explicada. Não sou cientista e não sei se é assim que ocorre, mas que a autora conseguiu explicar em palavras simples e me convencer, isso ela conseguiu. Mas foi o que salvou, a parte religiosa foi maçante demais! Dr. Felix Rossi foi o pior protagonista que já encontrei, e os personagens secundários não ficaram para trás, um pior que o outro, um com uma história de vida mais enfadonha e sem graça que o outro.


Realmente uma pena, a única coisa que consigo pensar é que com um tema desses, Dan Brown teria criado um enredo fascinante para Langdon e que o mundo teria parado para receber, assoberbado, mais uma fascinante aventura do autor. Nesse momento, meu maior desejo é que Brown seja tremendamente cara de pau e use a clonagem de Jesus em uma de suas tramas, preciso ler sobre o tema nas mãos de alguém que realmente saiba escrever de forma a causar controvérsias e colocar o leitor em modo de reflexão.



8 de janeiro de 2014

RESENHA: A CORTE DO AR - Stephen Hunt (Ed. Saída de Emergência)



Oi, gente! 

Hoje vou falar sobre um livro que estava doida para ler: A CORTE DO AR do STEPHEN HUNT, lançado pela editora ARQUEIRO.

A Corte do ArA CORTE DO AR
STEPHEN HUNT
Ano: 2013                   
Nº págs: 544
Gênero: Aventura, Steampunk

SINOPSE: Quando a órfã Molly Templar testemunha um assassinato brutal no bordel onde foi colocada como aprendiz, seu primeiro instinto é correr de volta para o orfanato em que cresceu. Ao chegar lá e encontrar todos os seus amigos mortos, percebe que ela era o verdadeiro alvo, pois seu sangue contém um segredo muito cobiçado pelos inimigos do Estado.
Enquanto isso, Oliver Brooks é acusado pela morte do tio, seu único familiar, e forçado a fugir na companhia de um misterioso agente da Corte do Ar. Perseguido pelo país, Oliver se vê cercado de ladrões, foras da lei e espiões, e pouco a pouco desvenda o segredo que destruiu sua vida.
Molly e Oliver são confrontados por um poder antigo que se julgava destruído há milênios e que agora ameaça a própria civilização. Seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois órfãos terão a ajuda de um formidável grupo de amigos nesta aventura cheia de ação, drama e intriga.


Depois de ter visto a maravilhosa capa de A CORTE DO AR e várias resenhas positivas sobre o livro, tinha que lê-lo de qualquer forma. Quando ele chegou, fiquei encantada com a capa, que é magnífica! Além disso, é Steampunk, um gênero que vem conquistando muitos leitores e que desde a série AS PEÇAS INFERNAIS também me ganhou. Estava prontíssima para mergulhar nessa aventura e virar fã de mais uma série, mas, infelizmente não rolou L


Não sei explicar o que aconteceu, mas não rolou uma química sincera entre mim e A CORTE DO AR. Não posso dizer que foi por conta da expectativa alta e que me decepcionei, longe disso, pois não tinha expectativa alguma sobre o livro e nem sabia o que esperar, quis ler porque era Steampunk e as invencionices desse gênero me deixam em êxtase. Contudo, isso não foi suficiente para me manter interessada no livro.

A princípio, até gostei do que estava lendo. Fiquei bastante curiosa a respeito de Molly, uma das personagens principais, que é órfã e vai trabalhar num prostíbulo onde uma das moças é assassinada; e também gostei do início da história de Oliver, mas, conforme as páginas foram passando, e Molly conseguia fugir, passei a ficar extremamente irritada, isso porque um dos robôs que a ajudou não parava de chamá-la de “Molly corpo-macio”. Na primeira vez foi interessante, na segunda deu para entender o porquê ele a chamava assim, mas depois da quinta vez passei a ficar irritada com a repetição. Além disso, a história apresentou muitas, mas MUITAS ramificações: são intrigas políticas e sociais, mortes, segredos,  espionagem, etc... E tudo isso foi sendo jogado nas páginas e a explicação estava só lá na frente, o que fez com que meu interesse fosse minguando, pois parecia que cada vez era dada mais e mais informações e menos explicações, com isso, acabei por voltar em diversas passagens para relê-las, porque tudo parecia que ficava no ar.


A CORTE DO AR teve notas altíssimas e resenhas fantásticas, mas comigo, realmente não funcionou, acabei por abandonar a leitura na página 200 L