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18 de março de 2016

RESENHA: EU FUI A ESPIÃ QUE AMOU O COMANDANTE - Marita Lorenz (Ed. Planeta)



Olá, pessoal!

Nessa sexta vou falar um pouquinho sobre EU FUI A ESPIÃ QUE AMOU O COMANDANTE, autobiografia da MARITA LORENZ, lançado pela PLANETA no ano passado.

Eu Fui A Espiã Que Amou O ComandanteEU FUI A ESPIÃ QUE AMOU O COMANDANTE
MARITA LORENZ
Editora: PLANETA
Ano: 2015
Nº págs: 288
Gênero: Biografia

SINOPSE: Poucas pessoas podem dizer que viram passar diante de seus olhos uma parte fundamental da história do século XX. E não como meros espectadores dos fatos, mas quase devorados por eles. Ilona Marita Lorenz é uma delas. Nasceu na Alemanha em 1939, às vésperas da invasão da Polônia. Seu pai, alemão, era capitão de navio; sua mãe, americana, havia sido atriz. Quando menina esteve no campo de concentração de Bergen-Belsen. Logo depois do fim da guerra, aos sete anos, foi vítima de estupro. Nos anos seguintes, embarcava com frequência em viagens capitaneadas pelo pai. Em 1959, chegou à Havana revolucionária a bordo do Berlin. Um grupo de barbudos, encabeçado por Fidel Castro, subiu no navio. A atração foi imediata e rapidamente se mostraria fatal. Uma semana depois, o comandante mandava buscá-la em Nova York e a convertia em sua amante. Ela tinha dezenove anos. Logo descobriu-se grávida, mas foi submetida a uma intervenção e o bebê não chegou a nascer... Ou, pelo menos, foi o que lhe disseram. A CIA convenceu Marita de que Fidel era o responsável pelo ocorrido e a enviou de volta a Havana com a missão de assassiná-lo. Mas ela foi incapaz - continuava apaixonada. De volta a Miami, conheceu o ex-ditador venezuelano Marcos Pérez Jiménez, outro envolvimento que teria sérias implicações. Tudo isso já parece suficiente para preencher duas vidas, mas ainda há mais. A trajetória de Marita tem luzes e sombras. Mas, sobretudo, é uma história sobre amar e correr riscos.

Estava meio que morrendo para ler esse livro. Super curiosa com a história dessa mulher que foi espiã e parecia ter tanto a contar. Logo no primeiro capítulo fiquei extasiada com a leitura. MARITA contou sobre seus primeiros anos da Alemanha e sobre seu estupro, e quase me levou às lágrimas, tão forte e intenso foram seus relatos. Até então, esse seria um livro 5 estrelas.

Não durou muito o fascínio que senti por sua vida. Logo MARITA passou a falar de seu relacionamento com Fidel, e enquanto eu esperava um enfoque político, ela se satisfez em fazer isso de forma bastante superficial e dedicou as páginas a falar o quanto ele era um homem incrível, romântico, doce, carinhoso e bom de cama. PASMEI! Pasmei mais ainda por ter perdido meu tempo por ter lido essas bizarrices.

Mas continuei, continuei porque teríamos o assassinato de Kennedy abordado, e achei que seria com certa intensidade e riqueza de detalhes, mais uma vez, não foi! Na realidade, ela participou bem pouco da situação que envolveu o ex-presidente americano.

Muitas vezes fiquei com raiva da MARITA, que se portava como uma garota mimada, voluntariosa, egoísta e que parecia não ter a mínima noção do que fazia ou de quem eram os homens com quem se envolvia, pois estava preocupada demais em guardá-los em seu coração. Depois do segundo capítulo, senti que o livro se tornou um romance, tanto que ela expôs sobre seus amantes e vida sentimental, como eram suas relações, os sentimentos, o sexo, os presentes que ganhava, o dinheiro que ganhava deles... Só sei que de repente perdi o interesse pela mulher, a mulher que eu enxergava como forte, determinada, batalhadora, uma espiã digna, tornou-se apenas mais uma mulher que se deixava levar e se por em risco, a ela e a filha, por rompantes de paixão.


Fiquei um tantinho decepcionada com esse livro e com a mulher que MARITA foi. Mas biografias são assim, ou nos apaixonamos pelos biografados ou achamos que poderíamos ter dormido sem lê-los... Dessa vez estou com o segundo grupo. Infelizmente.


27 de janeiro de 2016

RESENHA: DEXTER ESTÁ MORTO - Jeff Lindsay (Ed. Planeta)



Olá, pessoal.

2016 mal começou e já vou falar da minha maior decepção literária do ano. Sim, ela será a maior do ano, independentemente de qualquer outro livro ruim que eu leia. Estou falando de DEXTER ESTÁ MORTO do JEFF LINDSAY, lançado pela editora PLANETA.

Dexter Está MortoDEXTER ESTÁ MORTO (vol. 8)
JEFF LINDSAY
Série: Dexter
Editora: PLANETA              
Ano: 2015
Nº págs: 320
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Neste oitavo e último livro da cultuada saga do justiceiro – que inspirou a série de TV homônima –, a tensão e o suspense não dão descanso. Nem a morte. Depois de sete livros, a saga do analista forense da Polícia de Miami, Dexter Morgan, chega ao fim. E a última história desse serial killer, que só mata os bandidos – nunca os mocinhos –, não começa nada bem. Ele está preso sob a acusação de duplo assassinato, incluindo o de sua mulher, Rita – crime que, por incrível que possa parecer, desta vez ele não cometeu –, e de pedofilia. Para se livrar das grades e limpar sua ficha policial, ele terá a ajuda de Brian, seu irmão, que contrata um competente advogado para tirá-lo da cadeia. No entanto, livre para investigar o que andam tramando contra ele, Dexter se mete em confusões mais complexas e que podem custar-lhe a vida. Terá Jeff Lindsay a coragem de matar seu mais promissor e querido personagem? Abra este livro e descubra.

Em 2015 comecei a ler a série, nunca fiz resenha de nenhum dos volumes para o blog, mas sempre comentei sobre eles nos posts da caixa de correio. Alguns gostei mais, outros menos; Cody e Astor sempre me surpreenderam, pois na série de TV eram crianças comuns e nos livros tinham suas peculiaridades; Deb me agradou em alguns livros, em outros me deixou morrendo de raiva, e entre as várias comparações entre um volume e outro e entre a série de TV e os livros, fiquei ansiosa esperando pelo último livro por um só motivo: o desfecho da série de TV foi horrível! Sim, DEXTER foi uma série ótima, mas os produtores acabaram com o personagem na última temporada e o último episódio foi digno de fazer qualquer fã broxar. Então, claro que pensei que JEFF LINDSAY, seu criador, iria fazer algo fenomenal e soberbo, mas não, JEFF fez outra MER**! Até pior ¬¬

Quando fechei o livro, praticamente desacreditei no que havia lido. Parecia uma piada de muito mau gosto. Sempre achei que nada poderia ser pior que o final da série de TV, mas o final da série de livros ganhou disparado no quesito de ser ruim. Por Deus!, a sensação que tive foi a de que após o fim da série de TV ter sido um fiasco, os produtores conversaram com JEFF e soltaram MUITA grana para que ele escrevesse algo pior, assim os fãs ficariam indignados e passariam a ver o que aconteceu na TV como menos pior. Eu sou uma dessas, depois de DEXTER ESTÁ MORTO, agradeci pelo final da série de TV (que continua sendo péssimo).

Mas vamos lá, esqueça o DEXTER que você conheceu até aqui. Em DEXTER ESTÁ MORTO, bizarramente, o personagem se torna um fraco, um boboca. Dex foi preso por um crime que não cometeu, foi abandonado por todos, até por Deb, que nem o reconhece mais como irmão, e tem um policial querendo incriminá-lo de qualquer jeito. No meio disso, Dex tenta manter sua arrogância de cara inteligente e fodorástico, mas cai por terra quando ele consegue sair da prisão e se mete em outra confusão, aí temos um personagem cheio de dúvidas, parecendo um bocozão, que fica se perguntando a todo momento se isso ou aquilo é certo, se é direito, um cara que teme, foge, se esconde... Oi? Desde quando Dex se importa com o julgamento comum? Com o corriqueiro certo e errado? Parecia que o autor queria me convencer que perto de seu fim o personagem tinha sofrido uma lavagem na alma e estava disposto a fazer as coisas de forma mais "normal". Ahhh, por favor, esse não é o Dex!

Não bastasse isso, temos uma situação envolvendo seus filhos, e então Deb volta a se aproximar e querer favores. Lembrando que, aqui nos livros, ela sabe o que Dex faz. O problema é que primeiro ela aceitou tudo de bom grado e até o usou quando achou conveniente que ele agisse contra os maus, depois o descartou e ficou horrorizada com sua natureza (que ela SEMPRE conheceu), e aí quis outro favorzinho e ele voltou a ser o irmão querido que deveria usar sua “personalidade” para eliminar maus elementos ¬¬ Querida, por favor, decida-se! Eu era uma das pessoas que tinha ficado revoltada com o desfecho da Deb na série de TV, mas, ao ver como ela foi retratada em DEXTER ESTÁ MORTO, agradeci imensamente por ao menos uma Deb ter tido um final que fosse ao menos digno, não um bom final, mas muito mais digno do que foi apresentado no último volume do livro, porque só tenho uma coisa a dizer sobre ela aqui: filha, como você foi ridícula, manipuladora, aproveitadora e tediosa, affff!

Acho que a intenção do LINDSAY com esse livro foi dar ao DEXTER o final que todo mundo desejou para a série de TV, porém, entre o começo de DEXTER ESTÁ MORTO até a conclusão final - almejada por muitos -, o enredo foi fraquíssimo, disperso e CHATO! Muito, muito, muito CHATO. Acho que quando os produtores da série leram esse livro, devem ter brindado com a mais cara das bebidas, afinal, o criador conseguiu transformar o final da criatura em algo muito mais ridículo do que haviam feito!

Conclusão sobre a série: essa galera SACANA do caramba ACABOU com meu personagem preferido por DUAS vezes! DUAS! - É, eu estou MUITO revoltada!


Espero que JEFF não venha querendo ressuscitar o personagem e apresentar outro livro, pois não tenho mais estômago para tanta papagaiada bizarra. Que esse seja o fim definitivo de DEX, amém!


19 de novembro de 2015

INDICAÇÃO: O QUE APRENDEMOS COM OS GATOS - Paloma Diaz-Mas (Ed. Planeta)



Boa noite, gente!

Faz tempo que não tem post de indicação aqui no blog, e hoje vou indicar um dos livros de animais mais lindinhos que já li: O QUE APRENDEMOS COM OS GATOS da PALOMA DIAZ-MAS, lançamento da editora PLANETA.

O QUE APRENDEMOS COM OS GATOS
PALOMA DIAZ-MAS
Editora: PLANETA              
Ano: 2015
Nº págs: 144
Gênero: Drama

SINOPSE: Os gatos – pensa a autora deste livro – têm muito a nos ensinar, mas para isso é necessário que estejamos atentos e dispostos a aprender. São carinhosos, mas jamais submissos, e por isso nos ensinam a pactuar nossa convivência a cada dia; são crédulos, mas só quando sabemos conquistá-los aos poucos, exercitando a virtude da paciência; são domésticos e independentes, como feras aclimatadas ao nosso habitat.  Achamos que são indefesos, mas, na realidade, são muito mais preparados para sobreviver do que a gente. Sob sua pele sedosa se ocultam garras de fera e um corpo atlético invejável. E, quando os vemos brincar, exibindo sua magnífica forma física, ou dormir placidamente em nossa poltrona favorita (sim, essa poltrona onde os gatos nunca nos deixam se sentar) invejamos também sua capacidade de viver intensamente esse instante; sem se atormentar, como nós fazemos, com um passado que não existe mais e um futuro que talvez não chegue.

Como amo demais esses bichanos, não poderia ficar sem ler esse livro, mas já estava preparada para um final triste e arrebatador, como acontece em 90% dos livros com animais, afinal, essas histórias sempre relatam o ciclo da vida deles. Porém, PALOMA me surpreendeu logo de cara. A história mal começou e eu já estava me debulhando em lágrimas, isso porque o livro trás as memórias de um dono sobre seu precioso felino, e muitas dessas lembranças partem nosso coração. Porém, ao mesmo tempo, elas nos levam a compreender o comportamento e atitudes dos gatos, animais que sempre são surpreendentes e encantadores. Tenho uma gata e me identifiquei muito com o que foi relatado no livro. Muitas vezes parecia que era de minha Safira que estavam falando.


O QUE APRENDEMOS COM OS GATOS foi uma leitura revigorante, que apesar das passagens tristes, revelou muito sobre esses felinos tão carismáticos e lindos. Uma leitura que recomendo de olhos fechados, mas com post it do lado, pois são necessárias diversas marcações. Leiam!


14 de agosto de 2015

RESENHA: CIDADE BANIDA - Ricardo Ragazzo (Ed. Planeta)



Boa tarde, gente!

Agora vou falar de um livro nacional que me deixou CHO-CA-DA! Estou falando de CIDADE BANIDA do RICARDO RAGAZZO, lançamento da editora PLANETA.

Cidade BanidaCIDADE BANIDA
RICARDO RAGAZZO
Editora: PLANETA              
Ano: 2015
Nº págs: 384
Gênero: Distopia

SINOPSE: No futuro, a Terra foi assolada por inúmeras guerras, o que dizimou 99% da população humana e transformou sua vida animal e vegetal. Boa parte dos seres humanos acabou confinada dentro dos muros de Prima Capitale, regida pelas draconianas regras do Supremo Decano. Por causa da rigidez do governo, todos os bebês nascidos no lugar precisam passar pelo crivo dos chamados cognitos, seres com poderes psíquicos capazes de prever o futuro. Caso, nesta visão, seja revelado que o novo cidadão cometerá um crime, sua sentença é a morte. Seppi Devone foi um desses bebês vetados. No entanto, sua mãe, Appia, consegue fugir com ela, livrando-a da cruel sentença. Elas vivem incógnitas numa comunidade no meio da mata e Appia cria sua filha como um garoto. Mas, quando Seppi completa 15 anos, o destino bate à sua porta e a garota terá de enfrentá-lo. Afinal, a adolescente é a única esperança que muitos oprimidos têm de se livrar do mal a que são submetidos pelo Supremo Decano. Irá ela abraçar essa sua missão?

Desde que a PLANETA anunciou o lançamento desse livro fiquei curiosa. Não conhecia a escrita do RICARDO, mas só por ser uma distopia fiquei bastante interessada. Li ele na madrugada de quarta para quinta e só posso dizer que finalizei-o desesperada por mais!

Logo que comecei CIDADE BANIDA meu sentimento foi de incredulidade, não consegui acreditar até agora que esse livro ainda não conquistou a gringaiada e que não ganhou o mundo! Gente, é uma distopia foda pra caralho! Um livro que merece ampla divulgação e até as telas de cinema! Sim, estou apaixonada!

Fiquei surpresa com a enormidade do mundo que RAGAZZO criou. A devastação por uma terceira guerra apertou meu coração, mas a forma como os humanos passaram a descartar bebês me dilacerou. Fiquei impressionada também com a forma como a raça humana evoluiu e passou a ter alguns dons. A evolução também atingiu o reino animal, em que muitos bichos deixaram de ser como conhecemos para ganhar traços realmente magníficos e dar um brilho a mais nessa história que já é fabulosa!

Os personagens são igualmente excelentes! Seppi, a protagonista, é do tipo que a gente ama assim que aparece, pois ela é uma garota forte, batalhadora, corajosa e que não tem tempo para frivolidades. Os pais dela são um caso a parte, e não vou comentar sobre eles aqui para não estragar a surpresa de quem ler, mas aviso que devem estar preparados para ora morrer de amor e ora de profunda raiva de ódio.

RAGAZZO também caprichou ao criar uma “inimiga” para Seppi, Indigo. Eita menina chata! Seus motivos para ser um purgante são válidos, não digo que não, mas que a personagem é de uma chatice extrema, não nego!

Além disso, RICARDO soube muito bem distribuir sua história na hora de descrever tudo, desde os personagens e sua caracterização até a forma como o mundo ficou e passou a ser governado. E essa é uma das coisas que mais gosto nas distopias, ver como a raça humana progrediu após o completo caos se instalar na vida da população. Achei impressionante as características a respeito do lado bom e lado ruim de se viver do planeta. A cada descrição que lia, ficava mais e mais impressionada com o que estava saltando aos meus olhos. Também ficava cada vez mais inconformada por não ver todo mundo morrendo de amores por esse livro. Pelo amor de Deus!, CIDADE BANIDA não perde em nada para as distopias estrangeiras. Pelo contrário, achei o livro melhor que muitos outros do gênero que já li!


Terminei essa leitura apaixonada! Apaixonada pela escrita do RICARDO, apaixonada pelo mundo tão detalhado que ele criou, apaixonada pelos personagens e suas atitudes, devoções e traições; e desesperada, DESESPERADA pelo final que ele apresentou. Quando fechei o livro só conseguia soltar palavrões e desacreditar que ele tinha terminado daquela forma! OMG! Meu pobre coração! Preciso MUITO da continuação! Já! 



9 de junho de 2015

RESENHA: PINES - Blake Crouch (Ed. Planeta)



Boa tarde, gente!

Puxa vida, estou super atrasada com essa resenha L queria muito tê-la postado antes, mas simplesmente não deu tempo de ir ao ar logo depois da estreia da série de TV. Claro que estou falando de PINES, do BLAKE CROUCH, lançamento da editora PLANETA.

PinesPINES (vol. 1)
BLAKE CROUCH
Série: Wayward Pines
Editora: PLANETA              
Ano: 2015
Nº págs: 344
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: O agente secreto americano Ethan Burke chega à aparentemente pacata cidade de Wayward Pines, em Idaho, Estados Unidos, com a missão de descobrir o que ocorreu com dois de seus colegas, que sumiram sem deixar rastro. Mas, ao chegar, Burke se envolve em um violento acidente de carro e acorda, dias depois, em um hospital da cidade sem sua carteira, seu celular e a pasta que continha os papéis secretos que o levaram até a região. Sem nenhum documento que conforme sua identidade, o agente não convence os moradores da cidade de que é quem diz ser. Para piorar a situação, ele não consegue contatar sua mulher e filho. Rapidamente, Burke percebe que nem tudo é o que parece ser em Wayward Pines e que o cenário bucólico do lugar esconde algo sinistro.

Quase morri de felicidade quando vi que a PLANETA iria lançar PINES. Fazia muito tempo que a editora não tinha novidade no gênero policial e eu já estava com saudade, pois sempre adorei os que lançaram. Com PINES não foi diferente. O livro é dinâmico, envolvente e nos mata de curiosidade a todo momento. Contudo, ao finalizá-lo, tive a sensação de que ele é bem mais que um livro policial.

Burke é o protagonista dessa trilogia e é o agente do FBI que tenta buscar informações sobre a cidadezinha de Wayward Pines,ou melhor dizendo, a misteriosa cidadezinha de Wayward Pines, pois tudo que acontece nesse pequeno lugar é estranho e algumas vezes até bizarro. Não foram poucas as vezes que durante a leitura me perguntava “mas que ** está acontecendo?”. A cidade é estranha, os moradores são estranhos, a passagem do tempo é estranha (e é um dos pontos altos e mais interessantes do livro), e as muitas vezes que fiquei às cegas durante a leitura foram estranhas.

PINES é interessante exatamente por sua estranheza, a todo o momento esperei que o livro se desenvolvesse nos moldes de um livro policial, mas tudo foi bem diferente, e a cada vez que eu dava um palpite sobre algo, percebia que estava mais longe de descobrir a verdade que essa cidade escondia. Quando por fim se revelou, fiquei meio atônita, pois jamais teria imaginado os acontecimentos da forma que se desenrolaram e que Wayward Pines escondia o segredo que escondia, que não é um grande, mas sim um ENORME mistério.

Muitas vezes quando leio um livro que todo mundo adora, fico me sentindo um ET por odiar e sem compreender o motivo de fazer tanto sucesso, mas o sucesso de PINES é compreensível, pois é um livro realmente surpreendente. Ele nos envolve tal qual um livro policial tem o dever de fazer, mas revela ser algo muito mais grandioso e pertencer a um gênero bastante diferente, que obviamente não vou revelar qual é, pois quero que vocês tenham o imenso choque que tive durante a explicação dos acontecimentos.

Ao finalizar a leitura e fechar o livro, a sensação que tive foi aquela de ficar meio perdida no tempo, de ficar meio abobalhada por ter sido completamente afetada por sua história. Fiquei embasbacada com o enredo que CROUCH criou e muito curiosa para conferir o que virá depois da bombástica revelação final.


Sei que alguns costumam dizer que não gostam de livros policiais. Para esses, posso garantir que PINES não se fixa só nesse gênero, e para os que gostam, leiam! Leiam e se surpreendam com a mistureba fantástica que o autor criou nas páginas desse incrível primeiro volume. Quero assistir à série para ontem!


1 de abril de 2015

RESENHA: UMA LOJA EM PARIS - Màxim Huerta (Ed. Planeta)



Boa tarde, pessoal!

Hoje vou falar de um romance que dividiu bastante minha opinião: UMA LOJA EM PARIS do MÀXIM HUERTA, lançado pela editora PLANETA.

Uma loja em ParisUMA LOJA EM PARIS
MÀXIM HUERTA
Editora: PLANETA             
Ano: 2015
Nº págs: 400
Gênero: Romance, Drama

SINOPSE: Num dia qualquer, quando andava sem rumo pelas ruas de Madri, Teresa, uma órfã rica que vive sob o rígido controle de sua tia Brígida, se vê impelida a entrar em um antiquário, atraída por uma tabuleta de uma antiga loja parisiense de tecidos. De volta ao seu apartamento, após fixar a tabuleta em seu escritório — que compra sem saber muito o porquê —, a jovem é atormentada por uma série de sensações, percepções e visões que, ao que tudo indica, fazem referência à dona da tal loja, Alice Humbert, que viveu na Paris dos anos 1920. Quem terá sido essa mulher e por que a sua história agora lhe bate à porta de uma maneira tão intensa, Teresa se pergunta. Sem perder tempo, ela parte em busca das respostas na mágica, romântica e colorida capital francesa, para onde se muda. Inspirado pelos “anos loucos” vividos na Paris de Hemingway, Modigliani, Coco Chanel e Paul Poiret, o jornalista espanhol Màxim Huerta apresenta uma história de amor que resistiu ao tempo e transpassou décadas até atingir em cheio o coração de Teresa.

Faz alguns dias que li UMA LOJA EM PARIS, mas por ter ficado tão dividida na leitura, não conseguia sentar para escrever a resenha. Mas resolvi fazer isso logo, antes que me esquecesse completamente do livro, afinal, ele não me cativou a ponto de se tornar inesquecível.

O começo da leitura foi sofrido, e muito! Pensei que seria um desses romances que quando começamos não temos vontade de parar de tantas coisas fantásticas que apresentam, mas foi só começar a leitura para ver que ela estava se tornando sôfrega. O início foi extremamente lento e repetitivo. Teresa, a protagonista, vivia falando de suas pinturas e que queria usar cores. E foram páginas e páginas, passagens e mais passagens, falando de sua imensa vontade de usar cores e sair do preto e branco. Sério, cansei logo de cara! Porém, como a sinopse me pareceu mais promissora do que estava sendo a leitura, resolvi continuar.

Não nego que as partes que envolveram Alice, a ex-dona da loja e da tabuleta foram bem interessantes. Até mesmo Teresa, que para mim era uma personagem sem graça com seu toque de “sou sofredora”, ganhou minha simpatia em relação a essas passagens, que foram curiosas, detalhadas e instigantes, mas foi só! A grande maioria das vezes senti que estava lendo um livro superficial. Escrevendo a resenha agora, penso que deveria ter dado apenas 2 estrelas e não 3, como dei, mas é que Alice salvou mesmo a história. 

Contudo, acho que minhas críticas tão negativas se devem também ao fato de eu não estar no clima para tais livros, por isso tive sensação de que UMA LOJA EM PARIS não funcionou para mim. Mas admito que, para aqueles apaixonados por Paris e por narrativas que envolvam a cidade luz, é uma leitura imperdível, principalmente pelo seu alto nível na ambientação. É o tipo de livro que cada um tem que ler para tirar as próprias conclusões :S


5 de março de 2015

INDICAÇÃO: QUERIDO E DEVOTADO DEXTER - Jeff Lindsay (Ed. Planeta)



Hello, todo mundo!

Hoje venho com mais um post de INDICAÇÃO, e esse livro não poderia ficar de fora, justamente porque critiquei bastante o primeiro volume :S

Querido e Devotado DexterQUERIDO E DEVOTADO DEXTER (vol.2)
JEFF LINDSAY
Série: Dexter
Editora: PLANETA              
Ano: 2009   
Nº págs: 256
Gênero: Policial, Suspense



SINOPSE: O serial killer mais adorado do país está de volta. Em Querido e devotado Dexter, um novo assassino em série assusta as ruas de Miami tanto pela técnica quanto por sua ousadia. Perturbado, Dexter se vê obrigado a deixar o disfarce de bom moço de lado para percorrer um caminho instigante, no qual por vezes se confundem caça e caçador.



Quem acompanha o blog deve ter visto que em uma das CAIXAS DE CORREIO disse não ter gostado do livro DEXTER: A MÃO ESQUERDA DE DEUS. DEXTER sempre foi uma de minhas séries de TV favorita, mas após o detestável final, resolvi que gostaria de continuar tendo a companhia desse magnífico assassino, por isso resolvi começar a ler os livros.

O primeiro volume me deixou desgostosa não porque foi MUITO diferente da série de TV, mas porque achei bizarro ter sido contado em primeira pessoa pelo Dex. Estava acostumada a ver os acontecimentos com os diversos personagens e ficar confinada apenas à visão dele me aborreceu e me fez pensar em não ler mais nenhum dos livros, mesmo porque em MUITAS passagens o achei extremamente melancólico e chato. Pronto, meu herói estava destruído e eu desiludida ¬¬

Porém, como ganhei os livros da série do meu namorado, e isso já faz ANOS, resolvi que não iria desistir de tentar lê-los, e algumas semanas atrás resolvi encarar a leitura de QUERIDO E DEVOTADO DEXTER, e, gente, pasmei! Pasmei porque ADOREI! Nesse segundo livro, Dex não me pareceu tão melancólico e sim mais descritivo, o que me fez gostar bastante. Por ser BASTANTE diferente da série, principalmente no que se refere ao grande vilão, não fiquei fazendo comparações, e isso me ajudou muito na leitura, pois ela se tornou muito mais fluida.

Adorei tudo nesse segundo volume: a situação com Doakes, que teve um final MUITO melhor e mais brilhante que na série de TV, a relação de Deb com Dex e com um chefão da polícia, e o relacionamento de Dex com Rita e seus filhos. Mas duas coisas me fizeram amar essa sequência: a primeira, o vilão mor, terrível! Amei, amei, amei o que ele fazia com as vítimas e as explicações. Não entendo as razões da série de TV ter dispensado um vilão desse gabarito. Segundo, Cody! Sim, fiquei impressionada com o garoto. Na TV ele era tão bobinho e tal, mas ele me deixou surpresa e assustada!

Diante dessa minha mudança de opinião quanto aos livros do LINDSAY, só posso dizer que não vejo a hora de ler os demais volumes da série. E obrigada ao namorado que me presenteou com ela *_*


LEIAM!! <3 <3 <3 

Não se esqueçam de preencher o formulário do TOP COMENTARISTA de março (as regras e o formulário estão na lateral direita do blog). Lembrando que está valendo o livro PROIBIDO lançado pela VALENTINA ;)