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21 de outubro de 2016

RESENHA: AS ESFERAS DO PODER - William C. Gordon (Ed. Record)



Olá, galera!

É com grande empolgação que hoje venho falar sobre AS ESFERAS DO PODER do WILLIAM C. GORDON, lançado pela editora RECORD.

As Esferas do PoderAS ESFERAS DO PODER
WILLIAM C. GORDON
Editora: RECORD
Ano: 2016
Nº págs: 252
Gênero: Drama, Suspense, Thriller

SINOPSE: Dois estranhos incidentes assombram São Francisco. Mas talvez eles não sejam apenas incidentes Nos anos 1960, dois funcionários de uma indústria química sofrem uma grave intoxicação ao limparem um de seus tanques. Apenas um deles sobrevive, mas seu estado de saúde é crítico. Enquanto isso, em Chinatown, vinte e dois idosos do bairro morrem de forma inesperada e, segundo a perícia forense, todos eles beberam água mineral da mesma marca. Nas garrafas, uma quantidade mortal de arsênico. A princípio, o único elo entre esses acontecimentos é Samuel Hamilton, jornalista que está apurando os dois casos. Em sua busca pela verdade – e por um novo furo de reportagem –, ele irá se deparar com um complexo quebra-cabeça que revela uma rede de intrigas e lutas pelo poder na cidade.

Nunca havia ouvido falar no autor e solicitei o livro por pura curiosidade pela sinopse. Gostei a mistura de trama jornalística e política e achei que teria em mãos um livro com grandes críticas sociais. Ponto para mim, acertei em cheio, mas jamais esperei encontrar o suspense e os assassinatos que estariam nas páginas.

Em uma trama rica, com vários enlaces, muitas nuances, e diversos personagens inteligentes, ambiciosos, perigosos e heróicos, GORDON me levou a uma verdadeira viagem ao poder que o homem detém em suas mãos. O autor foi exemplar ao explorar a ambição humana, aonde ela pode chegar e os limites que as pessoas são capazes de ultrapassar em nome dessa ambição desenfreada, desejo de poder e dinheiro.


Fiquei assombrada com a quantidade de diferentes personalidades que o autor conseguiu abordar, e com o quão conseguiu deixá-las ricas, sejam em face do bem e da justiça ou do mal e suas facetas. GORDON foi um autor que me surpreendeu muito. Nunca havia lido nada do autor e confesso nem ter imaginado encontrar um suspense nas mãos, achei que seria apenas um livro crítico, mas agora virei fã da escrita do homem. A RECORD tem outros 4 livros dele lançados, e tenho necessidade urgente de tê-los em minha coleção. O autor me impressionou de verdade e me deixou bastante curiosa para ler tudo o que já escreveu. Um talento que me conquistou! Já virei fã do GORDON. Alguém já leu algo do autor?


19 de outubro de 2016

RESENHA: DOADORES DE SONO - Karen Russell (Ed. Record)



Olá, pessoal!

Hoje é dia de falar de um livro que me deixou um tantinho decepcionada: DOADORES DE SONO, da KAREN RUSSELL, lançado pela editora RECORD.

Doadores de SonoDOADORES DE SONO
KAREN RUSSELL
Editora: RECORD
Ano: 2016
Nº págs: 168
Gênero: Drama

SINOPSE: Uma epidemia assola os Estados Unidos. Milhares de pessoas perdem a capacidade de dormir. Conheça a Corpo do Sono, uma organização que persuade sonhadores saudáveis a fazer doações para os insones. Sob o comando dos enigmáticos irmãos Storch, o alcance da Corpo do Sono só cresce, e ela já está presente nas principais cidades americanas. Trish Edgewater, cuja irmã, Dori, foi uma das primeiras vítimas da insônia letal, há sete anos recruta doadores para a organização. Mas sua crença na empresa e nas próprias motivações começa a vacilar quando ela é confrontada com a Bebê A, a primeira doadora universal, e com o misterioso e maligno Doador Q.

Quando li a sinopse não fiquei muito interessada, mas quando vi que o mestre KING estava indicando, resolvi solicitar. Devia ter pensado melhor, lembrado que nos últimos tempos li dois lançamentos indicados pelo mestre e não gostei. Dessa vez não foi diferente, acho que meu gosto não bate mais com o dele :S

A história em si é bem interessante, as alegorias que o livro traz também, mas apesar das poucas páginas e fonte enorme, achei ele extremamente repetitivo, daria conta de passar o recado tranquilamente em 80/100 páginas. O começo me atraiu muito, mas como disse, depois passou a soar repetitivo, e aí dei uma desanimada completa em relação a premissa. O final também não me atraiu, pois já estava achando tudo tão maçante que não consegui me surpreender.


A personagem principal, que no começo me comoveu, ficou chata e tediosa, tal qual o livro todo, e me vi terminando de ler apenas por ser um livro de parceria, caso contrário, teria abandonado. Mais uma vez repito: por causa da repetição! Todo o meu desgosto em relação a obra girou em torno dessa maldita repetição desnecessária em explicar sobre o sono, a falta de sono, o que acontecia, a morte da irmã da protagonista... Repeteco é uma coisa que me lembra encher linguiça, e acaba me irritando horrores! Repetir algumas coisas em um livro de 500 páginas, por exemplo, é algo que passa, afinal, muito se deixou para trás, mas em um livro de 166 páginas e fontes enormes, torna-se desnecessário, é como se a autora achasse que a falta de sono também me afetava e que não conseguia lembrar o que havia lido anteriormente, o que não foi o caso, já que é uma leitura de 3, no máximo 4 horas. Não gostei, pronto, falei :S


24 de agosto de 2016

RESENHA: ATÉ O FIM - Anna Quindlen (Ed. Record)



Olá, queridos!

É com imensa tristeza que venho falar de um livro que me decepcionou e muito: ATÉ O FIM da ANNA QUINDLE, lançado pela editora RECORD.

Até o FimATÉ O FIM
ANNA QUINDELE
Editora: RECORD              
Ano: 2014
Nº págs: 308
Gênero: Thriller, Drama

SINOPSE: Mary Beth Latham tem uma vida que considera perfeita. Muito dedicada à família, ao lado do marido Glen, construiu um lar feliz e saudável para Ruby, a filha mais velha, e para os gêmeos adolescentes Max e Alex. Mas, quando percebe uma mudança no comportamento de Max, há algum tempo deprimido e mais calado que o normal, Mary dedica toda sua atenção a ele. E é nesse momento que acontecimentos a princípio sem importância anunciam uma tragédia. Porém, ao se dar conta das rachaduras na redoma na qual instalou a família, já é tarde demais, e a sequência disso é a prova de todo amor e determinação de uma mãe e do poder que a esperança tem em nos manter vivos. Até o fim conta a trajetória de uma mãe que levou adiante uma vida com a qual jamais sonhou, mas que teve coragem suficiente para enfrentá-la.

Quando a RECORD lançou ATÉ O FIM, lá em 2014, fiquei MORTA de curiosidade com o livro, porém, na época outros me interessaram mais e acabei não solicitando pela parceria. Mas nunca me esqueci dele. Até que o consegui em uma troca com a Karen do blog POR ESSAS PÁGINAS. Como a Ka adorou e temos um gosto parecido, pensei que eu vibraria de felicidade com a leitura, mas demorei mais um ano para lê-lo. Esse ano resolvi que ATÉ O FIM tinha que entrar para minha lista de livros lidos, e o coloquei na lista de 20 livros policiais/suspenses/thrillers para ler em 2016, assim não poderia fugir dele... Antes o tivesse feito.

O livro iniciou de forma extremamente maçante e enfadonha, parecia que a tal Mary Beth não ia terminar nunca de contar a lenga-lenga de sua família, que era tão chata quanto ela. Diante meu aborrecimento com o enredo, fui procurar por resenhas no Skoob, e os elogios me fizeram ir em frente, mas não deu para mim. Mesmo quando tudo se revelou, quando a tragédia aconteceu, não consegui achar menos chato e nem que foi interessante, pelo contrário, fiquei me sentindo frustrada, pois imaginava algo muito maior.

Por quase todo o livro senti que a autora queria imitar LIANE MORIARTY, mas ficou longe de conseguir me conquistar com seu modo de narrar. Enquanto LIANE consegue ser extremamente descritiva sem ser tediosa, ANNE só conseguiu me tirar do sério com sua mania de contar todos os menores detalhes de seus personagens.

Criei grandes expectativas com ATÉ O FIM e me senti frustrada e decepcionada com o que encontrei. Vocês já leram? O que acharam? Será que mais alguém se decepcionou? Fiquei me sentindo um ET por não ter gostado, a imensa maioria adorou!




25 de julho de 2016

RESENHA: O PÊNDULO DE FOUCAULT - Umberto Eco (Ed. Record)




Olá, pessoal!

A resenha de hoje é de um livro que eu labutei para terminar: O PÊNDULO DE FOUCAULT do UMBERTO ECO relançado pela RECORD.

  O pêndulo de FoucaultO PÊNDULO DE FOUCAULT
UMBERTO ECO
Editora: RECORD              
Ano: 2016
Nº págs: 672
Gênero: Suspense, Drama

SINOPSE: Um dos romances mais famosos de Umberto Eco ganha reedição com novo projeto gráfico de capa e miolo. Casaubon, Belbo e Diotallevi são redatores da editora Garamond, na Milão do início da década de 1980. Cansados da leitura e releitura de incontáveis manuscritos de ciências ocultas, eles acabam encontrando indícios de um complô que teria surgido em 1312 e atravessado, encoberto, toda a história do planeta até o fim do século XX. Os agentes e beneficiários dessa trama secreta seriam os templários e os rosa-cruzes, cujo objetivo maior era dominar o mundo. Em O pêndulo de Foucault, Umberto Eco aborda questões contemporâneas como a emergência do irracionalismo high-tech, as síndromes do final do milênio, o mundo dos signos e os segredos da História. Aliando a tudo isso muito suspense, ocultismo e crimes misteriosos, Eco é ao mesmo tempo erudito e bem-humorado.

Já li vários textos teóricos do ECO e seu romance A MISTERIOSA CHAMA DA RAINHA LOANA, o qual achei divino. Além disso, tenho quase todos os demais romances do autor, mas sentia uma vontade enorme de ler O PÊNDULO DE FOUCAULT, um de seus livros mais famosos e comentados. Quando a RECORD anunciou o relançamento, vi minha chance de conferir o tão aclamado livro, mas, infelizmente, comigo ele não funcionou.

Que a linguagem seria difícil e a leitura lenta, já sabia, o que me surpreendeu e muitas vezes me irritou foram as passagens que achei desnecessárias na história, que fugiam completamente de mote principal e me causavam profundo tédio durante a leitura, pois ansiava por certas respostas e tinha que me deparar com páginas e mais páginas acerca de algum ponto que em nada me atraía, como por exemplo, a vida amorosa do narrador. Gente, que tédio! Não vou dizer que não teve nada de interessante nessas passagens, até tiveram, como quando ele veio ao Brasil com uma namorada e falou sobre algumas religiões africanas e suas diferenças, mas o importante acabou aí, de resto me pareceu só balela e encheção linguiça :S

Muitas vezes as conversas dos três protagonistas também me irritaram, pois eles estavam ali para falar sobre o mote principal, que eram os templários e os rosa-cruzes, mas divagavam sobre conversas corriqueiras que iam de vida amorosa a bebida... Caramba, eu estava curiosa por saber sobre os templários, não sobre as noites de porre deles. Essas passagens tornaram o livro muito cansativo, o que fez com que o brilho das partes excelentes fossem um pouco perdidos. Tudo que se abordou sobre os templários, rosa-cruzes, vaticano e religião foi demasiado interessante. Momentos de leitura que realmente significavam algo e que me faziam sentir uma curiosidade imensa por mais e mais revelações. Foi aquele tipo de leitura que você meio que entra em choque quando lê e passa a conferir várias passagens se foram reais ou não, se foram arquivadas em algum momento histórico ou se passou de mera ficção criada por ECO, daí também a grande demora para concluir a leitura.

O começo do livro e a mensagem secreta a ser descoberta fizeram com que eu acreditasse estar frente a um livro incrível, que em certos aspectos de fato foi, mas a morosidade com que ele se desenvolveu, a fuga do tema em muitas partes, até mesmo para falar sobre bebês, deixaram-me demasiada irritada e MUITO frustrada, pois conheço a narrativa do ECO e sua excelência, e por ser um livro tão aclamado, pensei que estaria frente a um livro que me deixaria boquiaberta e que me marcaria por muitos e muitos anos. Infelizmente não foi assim. Não posso generalizar e dizer que foi uma leitura excelente por ter encontrado alguns momentos que realmente assim foram, preciso ser honesta comigo mesma e também com vocês e dizer que o enfado de momentos que poderiam ter sido retirados fizeram com que a obra perdesse o brilho e a grandiosidade que pensei que teria.


O PÊNDULO DE FOUCAULT foi um livro bacana, mas se for para ir de ECO, vou de A MISTERIOSA CHAMA DA RAINHA LOANA, divinamente perfeito. Minha próxima experiência com o autor será O NOME DA ROSA, e espero ter uma impressão bem melhor. 



15 de julho de 2016

RESENHA: NOITE SOBRE AS ÁGUAS - Ken Follett (Ed. Arqueiro)



Olá, meus queridos!

Hoje vou falar sobre NOITE SOBRE AS ÁGUAS, lançamento do KEN FOLLETT pela ARQUEIRO.

Noite Sobre as ÁguasNOITE SOBRE AS ÁGUAS
KEN FOLLETT
Editora: ARQUEIRO              
Ano: 2016
Nº págs: 432
Gênero: Drama

SINOPSE: Setembro, 1939. Poucos dias após o Reino Unido declarar guerra à Alemanha, um enorme hidroavião está prestes a partir da costa sul da Inglaterra. A aeronave mais luxuosa do mundo tem como destino Nova York, no que deve ser o último voo civil a sair da Europa antes do conflito.  A bordo dela encontram-se tanto a nata da sociedade quanto a escória da humanidade. Contudo, não é apenas a guerra que motiva os passageiros a deixar o continente: eles também querem se distanciar do próprio passado.  Confinados por trinta horas em meio a todo o conforto, porém numa época em que voar ainda é um empreendimento arriscado, eles veem a travessia do Atlântico se tornar uma viagem de crescente angústia, com perigos inesperados que os conduzem a uma tempestade de violência, intriga e traição. Em Noite sobre as águas, Ken Follett exibe mais uma vez sua escrita magistral ao narrar as histórias dos mais diferentes personagens e fazê-las colidir neste emocionante voo cinco estrelas.

Meu contato com FOLLETT foi recente. Deve fazer por volta de um ano ou dois que tive meu primeiro contato com o autor, mas a primeira experiência bastou para que eu desejasse mais e mais FOLLETT. No começo desse ano esse homem me levou a uma experiência apaixonante com seu MUNDO SEM FIM, e desde então vim desejando com ardor ler mais livros seus. Minhas preces foram atendidas e fui brindada com o incrível NOITE SOBRE AS ÁGUAS, que não ganhou 5 estrelas por ser um pouquinho, mas pouquinho mesmo, inferior aos demais livros dele que li, mas não deixou de ser incrível mesmo assim.

Aqui FOLLETT nos insere em um luxuoso hidroavião (que de fato existiu) dias após o Reino Unido declarar guerra à Alemanha. Vocês sabem que AMO o mote da 2ª Guerra, justamente por isso fiquei absorta no livro, que a tem como pano de fundo, pois quem brilha mesmo são os personagens.

Só quem já leu FOLLETT vai entender o quanto esse homem é excepcional na hora de elaborar seus personagens e a personalidade sempre marcante e cativante deles. Até aquele personagem mais chatinho nos conquista e tem algo a acrescentar. Foi o caso de Harry, um personagem que achei chato e até fiquei aborrecida com algumas de suas aparições, mas que soube dar o devido valor que o personagem teve na trama.

Os personagens são vários, e ambientá-los no pequeno espaço do avião foi um “golpe” de mestre por parte de FOLLETT, ainda mais por ter conseguido trazer tanta intriga e conectar tantos elementos na obra. O embate entre dois irmãos foi algo que me tirou o fôlego e tomou as páginas do livro, tão intensa foi mostrada a relação.


Por outros livros do FOLLETT, sei que ele é um grande contador de histórias e que seu ponto forte são mesmo os personagens, mas fiquei um tantinho frustrada por ter visto tão pouco sobre a 2ª Guerra exposto. Sei que o foco aqui era o avião e sua real existência, mas desejei mais. Na verdade, tudo era tão interessante que eu queria mesmo era um livrão do tamanho de MUNDO SEM FIM, para poder ficar um mês vivendo a vida e os dramas daquelas pessoas. Infelizmente, NOITE SOBRE AS ÁGUAS é curtinho e passou muito rápido, mas mesmo assim foi brilhante e inesquecível! Ainda quero ler muitos livros mais do autor <3


13 de julho de 2016

RESENHA: A GAROTA ITALIANA - Lucinda Riley (Ed. Arqueiro)




Olá, pessoal.

Hoje venho falar sobre a enorme decepção que tive com A GAROTA ITALIANA da LUCINDA RILEY lançado pela editora ARQUEIRO.

A Garota ItalianaA GAROTA ITALIANA
LUCINDA RILEY
Editora: ARQUEIRO              
Ano: 2016
Nº págs: 464
Gênero: Romance, Drama

SINOPSE: Uma inesquecível história de amor, traição, paixão, obsessão e música. Aos onze anos de idade, Rosanna Menici conhece o cantor Roberto Rossini, uma estrela em ascensão no mundo da ópera italiana - e o homem que mudaria sua vida para sempre. Incentivada - e apaixonada - por ele, Rosanna passa a se dedicar ao estudo do canto lírico, torna-se cantora profissional, e logo os dois se encontram nas salas de concerto mais famosas do mundo, dividindo não só o palco como também o mesmo destino. Com seu talento incomum para descrever ambientes e evocar sensações e sentimentos universais, Lucinda Riley nos leva a acompanhar a trajetória de Rosanna, desde os bairros pobres de Nápoles até os teatros mais glamourosos do planeta, trazendo à tona, com sua prosa inconfundível, as alegrias, tristezas, frustrações, decepções e redenções do amor.

Quando A CASA DAS ORQUÍDEAS, primeiro livro da LUCINDA no Brasil foi lançado, fiquei apaixonada por essa mulher. A narrativa era incrível, o enredo mágico e a ambientação perfeita. Logo se seguiram outros livros: A LUZ ATRAVÉS DA JANELA, A GAROTA DO PENHASCO e A ROSA DA MEIA-NOITE, todos 5 estrelas e todos fazendo parte dos meus favoritos. Quando a série AS SETE IRMÃS foi lançada, fiquei com peso na consciência, pois abandonei a leitura do primeiro livro. Ele não fluía e eu também não estava muito empolgada para esperar outros seis livros serem lançados. Passei a me sentir em dívida com a autora e resolvi que iria me redimir com ela com A GAROTA ITALIANA, mas o que encontrei foi um romance totalmente previsível, com segredos tolos, que só foram escondidos para a protagonista, pois não eram capazes nem ao menos de enganar o leitor por mais de duas páginas, e diálogos tão rasos, tolos e banais que muitas vezes me perguntei se estava mesmo lendo um livro da LUCINDA!

A cada capítulo sentia que estava levando um novo golpe e que a autora que eu tanto amara havia perdido a mão e parecia até sentir preguiça com esse livro, tão simplórias eram as conversas, as ameaças, os dramas. Senti falta da autora complexa que encontrei nos livros anteriores; da autora que ambientava sua história de uma forma que me fazia viajar, da autora que deixava claro que havia feito muita pesquisa para que seu livro estivesse perfeito e completamente verossímil. O que senti com A GAROTA ITALIANA foi que alguém a apressou para escrever logo mais alguma coisa e sua excelência foi atropelada pela pressa de ter um novo livro pronto.

Não teve um só mistério que não foi passível de ser descoberto assim que mencionado. O mais triste é que LUCINDA parecia achar que aquilo seria uma verdadeira surpresa para o leitor, pois demorou muito para revelar algumas coisas, outras só foram reveladas ao final, como se tivessem sido grandes suspenses, que não foram.


Estou arrasada! Sou dessas que sofre muito quando encontra um livro ruim de um autor que ama. Nesse momento, só tenho vontade de me aboletar em uma cama com A CASA DAS ORQUÍDEAS para relembrar a talentosíssima autora que conheci e me apaixonei. A GAROTA ITALIANA entra para minha listinha negra de NÃO RECOMENDO :s


29 de junho de 2016

RESENHA: DESTINOS E FÚRIAS - lauren Groff (Ed. Intrínseca)



Olá, pessoal.

Hoje vou falar sobre DESTINOS E FÚRIAS da LAUREN GROFF, lançado pela INTRÍNSECA.

Destinos e fúriasDESTINOS E FÚRIAS
LAUREN GROFF
Editora: INTRÍNSECA              
Ano: 2016
Nº págs: 368
Gênero: Drama

SINOPSE: Toda história tem dois lados. Todo relacionamento tem duas perspectivas. E às vezes a chave para um grande casamento não está em suas verdades, mas em seus segredos. Aos 22 anos, Lotto e Mathilde são jovens, perdidamente apaixonados e destinados ao sucesso. Eles se conhecem nos últimos meses da faculdade e antes da formatura já estão casados. Seguem-se anos difíceis, mas românticos: reuniões com amigos no apartamento em Manhattan; uma carreira que ainda não paga as contas; uma casa onde só cabem felicidade e sexo bom. Uma década depois, o caminho tornou-se mais sólido. Ele é um dramaturgo famoso e ela se dedica integralmente ao sucesso do marido. A vida dos dois é invejada como a verdadeira definição de parceria bem-sucedida. Porém, nem tudo é o que parece; toda história tem dois lados, e em um casamento essa máxima se faz ainda mais verdadeira. Se em Destinos somos seduzidos pela imagem do casal perfeito, em Fúrias a tempestuosa raiva de Mathilde se revela fervendo sob a superfície. Em uma reviravolta emocionalmente complexa, o que começou como uma ode a uma união extraordinária se torna muito mais. Com profundidade e um emaranhado de tramas, a prosa vibrante e original de Destinos e fúrias comove, provoca e surpreende. Um romance sobre os muitos casamentos possíveis entre o amor, a arte e o poder e sobre os diferentes pontos de vista pelos quais essas combinações podem ser enxergadas.

Venho sendo grande admiradora dos thrillers e romances que abordam o casamento e suas mazelas. Diante tantos livros bons que saíram nessa linha, como GAROTA EXEMPLAR, ATÉ VOCÊ SER MINHA, A MULHER SILENCIOSA, O SEGREDO DO MEU MARIDO, PEQUENAS GRANDES MENTIRAS, e isso só citando os lançados pela própria INTRÍNSECA, apostei todas as fichas em DESTINOS E FÚRIAS, mas minha decepção foi grande. Não esperava um livro policial ou um thriller vigoroso, pois sabia que não era o caso aqui, mas imaginei um enredo mais interessante, com mais elementos que gerassem curiosidade e um protagonista menos chato e pedante.

A escrita de LAUREN é gostosa, tanto que li o livro de uma só sentada, como há tempos não fazia, mas o fiz porque estava curiosa, pensando que um pouco do marasmo que sentia ficaria apenas na parte de DESTINOS e que FÚRIAS traria uma reviravolta gigante e revelações cabeludas. Até tiveram algumas revelações, mas nenhuma que me deixasse embasbacada ou que me fizesse pensar que o enredo era brilhante.

Os personagens me chatearam também, os secundários por serem secundários MESMO, não fazendo diferença se estavam ou não presentes. Não teve ninguém muito interessante, e os protagonistas... Ah, nunca vi mais chato que Lotto! Por mais que a autora insistisse em falar de seu charme e elegância, por mais que ela colocasse os secundários comentando sobre sua incrível personalidade, bondade e sagacidade, ainda não conseguia ver esse brilhantismo no sujeito e o achei boçal, nada além.

Mathilde foi quem me convenceu a ler até o fim. A única personagem interessante, com personalidade profunda e complexa e com segredos intrigantes, algumas das revelações relacionadas a ela me fizeram vibrar e ter novo fôlego. A leitura valeu apenas por ela.

O vilãozinho foi uma incógnita durante muito tempo do livro, mas quando revelado me surpreendeu, mas também não foi nada excepcional.


Por fim, devo dizer que DESTINOS E FÚRIAS me decepcionou, e que não chegou aos pés do livro que pensei que fosse. Não é ruim, mas é bem mediano e simplório. Existem enredos muito melhores que seguem essa vertente. 


24 de junho de 2016

RESENHA: OS PECADOS DO PAI - Vol. 2 da série As Crônicas de Clifton - Jeffrey Archer (Ed. Bertrand Brasil)



Olá, queridos!

Vou terminar essa sexta falando de um de meus autores favoritos: JEFFREY ARCHER e seu mais novo lançamento pela BERTRAND BRASIL: OS PECADOS DO PAI, segundo volume da série AS CRÔNICAS DE CLIFTON.

Os Pecados do PaiPECADOS DO PAI (vol. 2)
JEFFREY ARCHER
Série: As Crônicas de Clifton
Editora: RECORD              
Ano: 2016
Nº págs: 392
Gênero: Policial

SINOPSE: Neste segundo volume de As Crônicas de Clifton, lealdades familiares são levadas ao limite à medida que novos segredos são revelados. Apenas alguns dias antes de a Inglaterra declarar guerra à Alemanha, Harry Clifton foge e se junta à Marinha Mercante. Mas quando seu navio é afundado no Atlântico, um navio de cruzeiro americano resgata alguns sobreviventes, entre eles Harry e o terceiro oficial, um americano gravemente ferido chamado Tom Bradshaw. Quando Bradshaw morre no meio da noite, Harry assume sua identidade, acreditando ser a oportunidade perfeita para começar de novo. Mas, na América, ele rapidamente se dá conta do erro que cometeu ao saber o que aguarda Bradshaw em Nova York: uma acusação de assassinato. Sem poder provar sua verdadeira identidade e muito menos a inocência de Bradshaw, Harry Clifton agora está acorrentado a uma vida que poderia ser muito pior do que a que ele esperava deixar para trás. A única coisa com a qual ele não contava era Emma: será ela capaz de agrupar todas as peças do quebra-cabeça rápido o suficiente para salvar Harry de um destino que não lhe pertence?

Como esperei por esse segundo livro! SÓ O TEMPO DIRÁ, o primeiro livro, apresentou a infância, adolescência e os prenúncios da vida adulta de Clifton, um dos personagens mais incríveis que já encontrei na literatura.

ARCHER é famoso por seus livros policiais, suspenses e thrillers jurídicos, e o primeiro livro dessa série terminou de um jeito que me fez acreditar que em OS PECADOS DO PAI o autor retomaria o gênero pelo qual o adoro; mas não, mais uma vez fui surpreendia por um ARCHER que se mostrou um exímio contador de histórias, um autor que sabe colocar fermento em seu enredo, tornar seus personagens gigantes, tornar tudo ao redor importante e interessante, sem ter que recorrer ao gênero que o consagrou. Se eu já amava esse homem antes, agora, além de meu amor, ele conta com meu respeito, pois vi o quanto ele é gabaritado para tornar a história sobre a vida de alguém algo tão grandioso e significativo.

A sensação que essa história passa é de ser algo monumental, uma história que não se preocupa apenas com o suspense, mas que traz intrigas, revelações e grandes momentos de superação, por parte da grande maioria dos personagens, e eles são MUITOS! O que mais gostei nesse volume foi o que aconteceu com o antagonista, que vinha engasgado na minha garganta desde o livro anterior, mas fiquei mesmo foi bastante surpresa, pois ARCHER deu um desfecho bastante cedo ao personagem, deixando o restante do enredo sem um vilão digno e mesmo assim a “peteca” não caiu! Sério! ARCHER não tornou a história menos interessante, menos magnífica ou menos crucial só porque faltava esse vilão, e mais, nem o substituiu por outro, o que ele fez foi colocar situações e mais situações que colocavam nosso querido e precioso protagonista em terríveis momentos para lutar por sua vitória, por sua vida e por seu amor.

É, ARCHER é tão mestre na narrativa que conseguiu inserir uma história de amor das mais belas nessa série. Ela vem desde o primeiro volume, mas é aqui que ganha força e mostra o quão o sentimento é importante e pode levar as pessoas na busca por seus desejos. O mais impressionante é que a história não se torna melosa ou cansativa por conta do romance, isso porque OS PECADOS DO PAI é cheio de aventuras, desencontros e umas pitadas cruciais de maldade que apimentam a história e ao mesmo tempo nos deixam vorazes pela leitura.

E para quem gosta de mocinhas fortes, cheias de energia, com língua ferina e capazes de tudo, verão na personagem Emma alguém para amar, torcer e morrer de rir! ARCHER é o tipo de autor que capricha na criação de todos os seus personagens e nunca os deixa fazer papel diminuto nas tramas.


Quem ainda não começou a série, deve iniciá-la já, afinal, lá fora já temos seis volumes lançados e não podemos deixar que a BERTRAND desista de nos brindar com essa saga imensa, maravilhosa e instigante. Leiam, leiam, leiam! <3 <3 <3