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7 de julho de 2015

RESENHA: JACKABY - William Ritter (Ed. Única)



Boa tarde, pessoal!

Hoje vou falar de um suspense juvenil que mistura muita fantasia e encanta os leitores de qualquer idade: JACKABY, do WILLIAM RITTER, lançado pela editora ÚNICA.

JackabyJACKABY  (vol.1)
WILLIAM RITTER
Série: Jackaby
Editora: ÚNICA              
Ano: 2015
Nº págs: 256
Gênero: Suspense, Fantasia

SINOPSE: "Eu sou um homem de razão e da ciência. Acredito no que vejo e posso provar, e o que vejo geralmente é difícil para os outros compreenderem. Até onde eu descobri, tenho um dom ímpar. Isso me permite ver a verdade quando os outros só enxergam ilusão. E há muitas ilusões, muitas máscaras e fachadas. Como dizem, o mundo todo é um palco e parece que eu tenho a única poltrona da casa, com vista para os bastidores.” Abigail Rook deixou sua família na Inglaterra para encontrar uma vida mais empolgante além dos limites de seu lar. Entre caminhos e descaminhos, no gelado janeiro de 1892 ela desembarca na cidade de New Fiddleham. Tudo o que precisa é de um emprego de verdade, então, sua busca a leva diretamente para Jackaby, o estranho detetive que afirma ser capaz de identificar o sobrenatural. Contratada como assistente, em seu primeiro dia de trabalho Abigail se vê no meio de um caso emocionante: um serial killer está à solta na cidade. A polícia está convencida de que se trata de um vilão comum, contudo, para Jackaby, o assassino com certeza não é uma criatura humana. Será que Abigail conseguirá acompanhar os passos desse homem tão excêntrico? Ela finalmente encontrou a aventura com a qual tanto sonhara. Prepare-se para desvendar este mistério! 

Primeiramente, devo dizer que me interessei por JACKABY por sua capa divina e maravilhosa, mas devo dizer também que me enganei quanto à história, pois, por ter JACK no título, achei que o livro teria a ver com Jack, o estripador. Assim que comecei a leitura percebi que não poderia estar mais enganada! Bastou ler as primeiras páginas, que definiam a especialidade de Jackaby, para que eu percebesse que na verdade estava frente a um livro de mistério que misturava as criaturas sobrenaturais do mundo fantástico. Daí para o final, foi só felicidade com a leitura.

O enredo é maravilhoso, e tanto Jackaby quanto Abigail, sua assistente, são personagens incríveis. Jackaby faz o estilo do super detetive, mas ele tem um olhar mais astuto que o normal, pois enxerga o sobrenatural. Abigail é a garota que cai de pára-quedas em  busca de aventura e a encontra em forma de misteriosos assassinatos. Juntos, vão investigar de forma louca e deveras interessantes as mortes e situações enigmáticas que permeiam a vida de outros personagens.

Esse é aquele tipo de livro que não dá para falar muito, pois dependendo do que eu disser vou entregar o mote policial, e se verter para o outro lado, acabo entregando o que acontece no lado fantástico do enredo. O que posso dizer com certeza é que a mistura funcionou de forma soberba!

Uma coisa que pude notar durante a leitura, é que RITTER deve ser fã do autor de romances policiais RAYMOND CHANDLER, pois o inspetor chefe de JACKABY se chama Marlowe, que é o sobrenome do grandioso detetive criado por CHANDLER, Phillip Marlowe, e também existe um mercado chamado CHANDLER. Simplesmente adoro quando os autores fazem essas pequenas homenagens a outros a quem são fãs.

E ainda falando das referências, a capa do livro traz os dizeres: “Para os fãs de Sherlock Holmes e Doctor Who”. Nunca assisti Doctor Who, mas posso dizer que JACKABAY se diferente muito se Sherlock, FELIZMENTE. Muitos dos que acompanham o blog sabem de minha antipatia por Holmes, pois odeio seu jeito arrogante e prepotente e a forma como DOYLE faz com que o personagem mergulhe na investigação, fazendo com que ele pareça fodorástico por só ele conseguir chegar aos culpados, mas isso é elementar, vendo que o autor não dá dicas suficientes para que o leitor consiga matar a charada. Logo, Holmes fica parecendo invencível ¬¬. Já RITTER teve a preocupação de fornecer pistas e elementos para bancarmos os detetives e fazermos suposições quanto a culpado e motivo. E gosto assim! A não ser que o autor crie personagens extremamente fascinantes, não vejo razão em ler um livro policial se não puder tentar adivinhar os fatos e culpados, e agradeço a WILLIAN por ter me permitido fazer essa aventura acompanhada de Jackaby e Abigail.

O livro ainda traz uma pitadinha de romance, que apesar de interessante me aborreceu. Não por ser chato, tedioso ou impertinente ao momento, mas simplesmente torci para que o casal a se formar fosse outro, e fiquei um tanto quanto frustrada ao ver que o romance foi para outros rumos.


JACKABY foi excelente, e só não dei 5 estrelas por causa da revisão do livro que deixou MUITO a desejar, principalmente no quesito pontuação. A leitura, que poderia ter sido muito mais rápida, foi interrompida diversas vezes pelas pausas bruscas que as vírgulas criaram, na imensa maioria das vezes em lugares em que eram inexistentes ou ainda dispensáveis. Não fosse isso, a leitura teria sido muito mais fluida e com certeza teria dado as 5 estrelas que o livro em si merecia. Contudo, na hora de avaliar, não posso deixar de fora esse aspecto tão importante e que deixou muito a desejar. Mas tentem pular essas pausas e se deliciem com a leitura, tenho certeza de que a grande maioria irá aproveitar. <3


10 de junho de 2015

RESENHA: AS PONTES DE MADISON - Robert James Waller (Ed. Única)



Olá, pessoal!

Hoje vou falar de um livro que tinha bastante interesse em ler, mas que por fim se revelou uma grande decepção: AS PONTES DE MADISON do ROBERT JAMES WALLER, lançado pela ÚNICA.

As Pontes de Madison AS PONTES DE MADISON
ROBERT JAMES WALLER
Editora: ÚNICA              
Ano: 2015
Nº págs: 192
Gênero: Romance

SINOPSE: O ano é 1965, e a cidade de Iowa, interior dos Estados Unidos, parece estar ainda mais quente nesse verão. Francesca Johnson, uma mãe de família que vive uma vida pacata do campo, não espera nada além dessa temporada do que o retorno dos filhos e do marido, que viajaram. Sua tranquilidade, porém, será interrompida com a chegada de Robert Kincaid, um fotógrafo de espírito aventureiro que recebeu a missão de registrar as belíssimas pontes de Madison County. Francesca e Robert comprovaram para o mundo que o valor das coisas está realmente na intensidade que elas carregam e não no tempo que duram. Casada, mãe, Francesca não deveria ter sentimentos tão fortes por esse fotógrafo. Assim como ele, um homem tão livre, nunca se viu tão preso a alguém que acabou de conhecer. E é justamente assim que as paixões intensas funcionam: é como ser atingido por um raio quando menos se espera, e, de repente, seu corpo e sua existência estão preenchidos de energia, sem ter como voltar atrás para o estado anterior. E perdemos todo e qualquer pudor ao ver que é possível, uma vez mais, encontrar espaço para dançar. As pontes de Madison dá voz aos anseios de homens e mulheres de todo mundo e mostra, por meio desse encontro fortuito e avassalador, o que é amar e ser amado de forma tão ardente que a vida nunca mais será a mesma. 

Assim que a ÚNICA anunciou o lançamento do livro, fiquei interessada. Minha mãe sempre falou muito sobre o filme e eu tinha uma curiosidade enorme para assisti-lo, mas nunca o fiz. Quando soube sobre o lançamento, decidi que iria ler primeiro o livro, só que não foi bem o que pensei.

Gostei do fato de os personagens serem maduros, já possuírem alguma idade, experiências e marcas da vida, mas não foi o suficiente para que eu sentisse a história me prender ou que me sentisse comovida pelos fatos. Foi um romance de fácil leitura e a escrita do autor é bastante fluida, mas faltou química entre nós para que eu o considerasse uma maravilha. Para mim, faltou desenvolvimento, aprofundamento e diálogo. Os poucos que apareceram foram rasos, simplórios e não conseguiram passar a emoção e os sentimentos que deveriam. Por causa disso, não consegui me sentir ligada aos personagens, logo, os acontecimentos que permearam a vida deles não me tocaram de forma alguma.


Li algumas opiniões e vi que muitos também se decepcionaram com essa leitura, mas que, assim como minha mãe, elogiaram muito o filme e disseram não saber como um livro tão fraco gerou um filme tão bom. Por causa dessas pessoas, ainda quero conferir o filme, mas o livro foi bastante decepcionante, mesmo!


11 de março de 2015

RESENHA: MELHOR QUE CHOCOLATE - Laura Florand (Ed. Única)



Bom dia, pessoal!

Hoje vou falar de um livro que comecei a leitura amando e no final acabei me decepcionando: MELHOR QUE CHOCOLATE da LAURA FLORAND, lançado pela editora ÚNICA.

Melhor Que ChocolateMELHOR QUE CHOCOLATE (vol.1)
LAURA FLORAND
Série: Amor & Chocolate
Editora: ÚNICA              
Ano: 2015   
Nº págs: 288
Gênero: Chick Lit

SINOPSE: Que atire a primeira pedra quem não gostaria de ter essas três coisas misturadas em meio a uma aventura inesquecível. Pois é mais fácil do que parece, basta abrir este delicioso (sem exageros) romance de Laura Florand. Cade Corey é uma jovem executiva que cuida do negócio bilionário de chocolate da família, uma empresa popular nos Estados Unidos. Ela sonha em construir uma linha premium de seus produtos, e, como boa conhecedora do seu negócio, sabe que encontrará o chocolate perfeito em Paris. Na verdade, o chocolate perfeito está, mais especificamente, nas mãos igualmente perfeitas de Sylvain Marquis, o melhor chocolatier da cidade. O problema é que Sylvain se recusa a associar sua arte a uma grande empresa que só pensa em destruir sua técnica para reproduzi-la em grande escala. Isso para ele é um insulto, e não uma proposta! Contudo, embora o francês jure que está em paz para tocar a vida, aquela americana teimosa não lhe sai da cabeça. E Cade sente o mesmo: adoraria simplesmente fechar negócio com outro especialista parisiense, entretanto, não consegue esquecer os olhos cortantes de Sylvain e sua personalidade arrogante, porém tão viciante quanto seus doces. Paris está prestes a ficar pequena para o que existe entre eles. Pegue uma boa xícara de café e saboreie tudo aquilo que é melhor que chocolate. Você não vai se arrepender!

Solicitei MELHOR QUE CHOCOLATE por estar com muita vontade de ler um chick lit e por ter imaginado que em muitos sentidos ele seria uma delícia. E de fato, no início, foi!

FLORAND descreveu com tanta minúcia esse mundo dos chocolates que me foi possível até sentir o cheiro do doce exalando pelas páginas. O começo da leitura me fez sofrer bastante, pois minha concentração no livro era zero, devido ao imenso desejo de comer chocolates que senti. Nada que uma caixa de Bis não resolvesse. Após me acertar com esse lado, concentrei na leitura e fui fundo nesse chick lit que me parecia delicioso, mas de repente o chocolate ao leite tornou-se amargo L

Cade, a protagonista, começou o enredo de forma fantástica, sendo até mesmo engraçada e divertida. Mas a sua persistência em conseguir contratar Sylvain às vezes a posicionou como uma pessoa grosseira e agressiva, e Sylvain muitas e MUITAS vezes foi arrogante e metido, devido seus dons de chocolatier. Esse foi um dos motivos por não ter conseguido, em momento algum da narrativa, criar um vínculo com o personagem. Nem quando ele era legal consegui enxergá-lo assim. No começo, a guerrinha dos personagens foi interessante, mas depois se tornou cansada, pois parecia um repeteco sem fim, sem contar o tanto que ambos falavam e falavam e falavam sobre chocolate. Cheguei a um ponto em que até peguei raiva do doce, tanto que só falavam disso. Sim, eu sei que esse é o mote da história, mas ficar batendo na mesma tecla por um livro todo fica insuportável! Foi informação demais sobre o mundo dos chocolates e todo o marketing por trás dessa indústria.

Outro ponto que me desagradou foi o romance, óbvio desde a primeira página! Além da obviedade, tivemos clichê atrás de clichê e nada de muito interessante foi apresentado. Era a famosa guerrinha de sempre, também envolvendo os dois protagonistas e suas visões sobre... Chocolate! De novo, CHO-CO-LA-TE! 

Não nego que a escrita de FLORAND é deliciosa e fluida, mas isso não bastou para um livro que é cheio de mesmices e parece dar voltas sem sair do lugar. O que mais me impressionou em MELHOR QUE CHOCOLATE foi saber que ele é o primeiro volume de uma série, o que comprova minha teoria de que hoje em dia os autores estão enrolando horrores em situações desnecessárias. Se FLORAND mal teve história para preencher as páginas de um livro, como vai fazê-la crescer para se espalhar para outros volumes? Esse primeiro livro praticamente me deixou diabética, por isso, estou dispensando os próximos e também os ovos de páscoa. Estou com trauma! Chocolate, não sou mais sua amiga, ok?


30 de setembro de 2014

RESENHA: DARK HOUSE - Karina Halle (Ed. Única)



Oi, gente!

Hoje vou falar de um livro de terror que ADOREI: DARK HOUSE da KARINA HALLE, lançado pela editora ÚNICA.

Dark HouseDARK HOUSE (vol. 1)
KARINA HALLE
Série: Experimente o Terror
Editora: ÚNICA              
Ano: 2014                  
Nº págs: 352
Gênero: Terror, Suspense, Romance

SINOPSE: Há sempre algo fora do normal em Perry Palomina. Embora ela esteja vivendo uma crise ao passar pela síndrome pós-faculdade, assim como qualquer garota de vinte e poucos anos, ela não é o que chamaríamos de comum.Perry possui um passado que prefere ignorar, e há também o fato de que ela consegue ver fantasmas. Tudo isso vem a calhar quando se depara com Dex Foray, um excêntrico produtor que está trabalhando em um webcast sobre caçadores de fantasmas.Dex, que se revela um enigma enlouquecedor, arrasta Perry para um mundo que a seduz e ameaça sua vida. O farol de seu tio é pano de fundo de um mistério terrível, que ameaça a sanidade da moça e faz com que ela se apaixone por um homem que, como o mais perigoso dos fantasmas, pode não ser o que parece.

Solicitei DARK HOUSE depois de ficar bastante curiosa com a sinopse e com o que era para mim o subtítulo do livro: EXPERIMENTE O TERROR. Semana retrasada o peguei para ler e UOU!, só consegui largar quando cheguei ao final, tão instigante foi a história criada por HALLE.

Primeira coisa que me agradou no livro: a protagonista. Nessa onda de livros adolescentes, encontrar uma protagonista maior de idade e madura (às vezes nem tanto) é um verdadeiro presente. E Perry fez com que eu me sentisse agraciada com sua presença. Adorei seu jeito “deixa pra lá”, seus problemas do passado, e a carga emocional que a personagem carrega. Adorei ainda mais o fato de algo sombrio sobre algumas visões da personagem permanecerem por todo o livro.

Perry tem o dom de ver algumas situações já acontecidas. É em um farol abandonado, onde ronda uma história de fantasma, que a personagem se encontra depois de um pesadelo. Assombrada pelo sonho, ela resolve conferir o que o farol, que fica no terreno de seu tio, tem de tão assustador. É quando resolve dar uma sondada por lá que encontra Dex, um câmera misterioso, cheio de segredos e que me deixou meio abobalhada com uma revelação sobre si mesmo.

Obviamente, quando essas duas figuras se juntam, já sabemos que teremos um caso de amor, mas na realidade não é bem assim, pois apesar de o caso pairar sempre no ar, ele nunca chega às vias de fato, e confesso que gostei bastante de acompanhar esse relacionamento que não se concretizou. Uma coisa que me aborrece nos livros atuais com jovens, é a rapidez com que o amor surge e se torna avassalador, sendo ele o responsável por todas as atitudes e pensamentos dos personagens. Em DARK HOUSE isso foi bastante diferente, tanto pelo fato de o relacionamento não vingar, como pelo fato de conseguirmos perceber que tudo irá acontecer de forma gradual, o que é uma verdadeira benção!

Foi quando percebi que o relacionamento não foi escrito às pressas que me toquei que DARK HOUSE provavelmente seria uma série. Ainda assim, estava tão absorta na narrativa que não quis parar de ler para buscar informações, pois poucos são os romances entre jovens que me agradam. Vejam bem, a protagonista não é uma adolescente mimizenta, mas também não é uma mulher madura, ela é uma jovem de 22 anos que se comporta de acordo com sua idade, daí a satisfação em mergulhar nesse provável romance.

Quanto a ser um livro de terror, achei que DARK HOUSE cumpriu sua proposta. HALLE não é nenhum STEPHEN KING e o livro não vai deixar ninguém sem dormir, mas as cenas voltadas ao gênero terror foram MUITO bem elaboradas e descritas, consegui imaginar todas as cenas, todas as situações, e por mais que elas não me fizeram sentir um medo real, fizeram com que eu sentisse um medinho gostoso, um medo leve, mas empolgante por ter uma boa história por trás do que se estava contando.

A maioria das pessoas que conheço e que gostam do gênero terror, tanto em livros como em filmes, querem sentir medo e se assustar. Sou da opinião que se existe uma boa trama, não é necessário aquelas cenas (algumas vezes bizarras) de susto para tornar o entretenimento algo bom. É exatamente esse o caso em DARK HOUSE. O farol tem toda uma história trágica, o que torna o enredo bem intrigante, por conta disso é que digo que as cenas de extremo susto são dispensáveis, pois o mistério que envolve o passado do farol se faz suficiente para aguçar a curiosidade e deixar satisfeito. 

Terminei a leitura feliz da vida e finalmente resolvi procurar informações sobre DARK HOUSE. Após as notícias que encontrei, fiquei arrasada por ter gostado tanto desse primeiro livro. Pela forma como o “romance” se desenvolveu, algumas coisas aconteceram e deu-se o final, imaginei que teríamos uma série, mas uma série de sei lá, uns 4 livros, no máximo, eis que descobri que EXPERIMENTE O TERROR não é o subtítulo desse livro, mas sim o NOME de uma série GIGANTE que já conta com 9 (NOVE!!!!!!) livros! Não nego que levei um baita susto com o tamanho da série e que apesar de a ÚNICA lançar suas sequências em uma velocidade impressionante, não sei se vou continuar a série. É como disse, gostei muito, muito, muito desse primeiro livro, mas não sei se tenho paciência para tanto. É aguardar o tempo passar para descobrir. No mais, recomendo bastante esse primeiro volume. Independente de seguir a série ou não, foi uma leitura bem interessante. 




15 de agosto de 2014

RESENHA: ESTUDO INDEPENDENTE - Joelle Charbonneau (Ed. Única)



Oi, gente!

A resenha de hoje é sobre ESTUDO INDEPENDENTE, escrito pela JOELLE CHARBONNEAU e lançado por aqui pela editora ÚNICA.

Estudo IndependenteESTUDO INDEPENDENTE (vol.2)
JOELLE CHARBONNEAU
Série: O Teste
Editora: ÚNICA             
Ano: 2014                  
Nº págs: 320 
Gênero: Distopia

SINOPSE: Cia Vale tem dezessete anos e tem tudo o que sempre sonhou: um amor perfeito, um lugar na universidade e um futuro como uma das líderes da Comunidade das Nações Unificadas. No entanto, apesar de todos os esforços do governo para apagar a memória de Cia, ela ainda lembra o que aconteceu. Ela precisa escolher entre ficar em silêncio e proteger a si mesmae as pessoas que ama ou expor o Teste e o que ele na verdade é, um programa assassino que deve ser impedido. O futuro da Comunidade depende dela.
No segundo volume da saga de Joelle Charbonneau, a chance de fazer parte da revitalização de uma civilização pós-guerra colide com o desejo de fazer oque o coração manda.

Antes de começar a falar sobre ESTUDO INDEPENTENDE, preciso fazer um elogio à editora ÚNICA e a rapidez com que lança as sequências de suas séries. Seria maravilhoso se todas as editoras se portassem assim com suas séries. O final de O TESTE (primeiro volume) foi tão impactante que não o esqueceria mesmo que o próximo livro demorasse anos para sair, mas foi ótimo poder acompanhar os descobrimentos de Cia em um espaço de tempo tão curto. Se já considerava essa uma das melhores séries distópicas que já li, após o respeito da ÚNICA com o leitor, sou obrigada a colocá-la naquela listinha de favoritos.

Uma coisa muito interessante nessa série, que se repetiu pelos dois volumes, é a tensão constante durante a leitura. Não consegui relaxar por um minuto. TUDO é grandioso, cada descoberta é assombrosa, cada acontecimento é de deixar o leitor em choque! Amo Cia e sua personalidade e inteligência. Adoro protagonistas femininas brilhantes e que sempre mantém um pé atrás em relação a tudo e todos, mesmo quanto ao amor que aflora em seu coração. A relação de Cia com Tomas me deixou aflita em O TESTE e em ESTUDO INDEPENDENTE não foi diferente, ainda acho que Tomas sempre esconde mais que conta, e esse é um dos pontos que me deixa curiosíssima em relação ao terceiro livro.

Outro fator que me agradou muito, que é de praxe em toda distopia, mas que nunca deixa de ser interessante, é a revolução que se aproxima; e diante das descobertas que Cia fez e de alguns personagens que estão envolvidos, estou quase roendo os cotovelos de tanta curiosidade.

Os testes pelos quais os alunos continuam a ser submetidos me deixam chocadas! Toda distopia que leio fico imaginando se não estamos a um passo de aquilo realmente acontecer. Com a série O TESTE não é diferente, sempre fico me perguntando sobre as provas teóricas e práticas pelas quais esses alunos passam, se um dia isso não será implantado de verdade em nosso mundo, que cada vez dá mais sinais de sua deterioração.

A única coisa que sinto falta nessa série e que gostaria que fosse mais aprofundado é o passado. Gostaria de ter mais informações de como chegamos ao estado “atual”, o que aconteceu com o planeta, como foi a devastação, etc. Obviamente, JOELLE apresenta alguns desses aspectos, mas não me sinto satisfeita e queria mais. Bem verdade que nada do que a autora apresenta me deixa completamente satisfeita, pois sempre quero mais e mais. Sei que reclamo que algumas séries tendem a ficar infinitas, mas esta é uma que não me importaria se recebesse vários volumes a mais, pois história para contar existe de sobra! 

Para quem gosta de distopias, não pode perder essa série da JOELLE. E se O TESTE já foi agonia pura, ESTUDO INDEPENDENTE é aquele livro que a gente lê com palpitação no peito. Recomendadíssimo! 


2 de julho de 2014

RESENHA: GAROTA, INTERROMPIDA - Susanna Kaysen (Ed. Única)



Bom dia, pessoal.

Hoje vou falar sobre um livro bastante intenso: GAROTA, INTERROMPIDA, da SUSANNA KAYSEN, lançado pela editora ÚNICA.

Garota, InterrompidaGAROTA, INTERROMPIDA
SUSANNA KAYSEN
Editora: ÚNICA              
Ano: 2013                  
Nº págs: 190
Gênero: Drama

SINOPSE: Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Keysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era logo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma. Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é sanidade? Garotas interrompidas.

Faz muitos anos que assisti ao filme GAROTA, INTERROMPIDA. Na época, lembro de ter adorado, mas foi só no ano passado, quando a ÚNICA lançou o livro, que descobri tratar-se de uma adaptação. Desde então tive curiosidade para conferir o que SUSANNA KAYSEN havia preparado em seu enredo, e foi ao começar a leitura que me deparei com mais uma inimaginável surpresa: SUSANNA KAYSEN não é apenas a autora de GAROTA, INTERROMPIDA, ela é a também a personagem(!!), pois os fatos relatados no livro foram reais e vividos por ela.

Por já saber a intensidade da obra, foi um verdadeiro choque descobrir, no início da leitura, que as páginas que surgiriam a minha frente seriam reais, seriam situações vivenciadas de forma verdadeira e profunda, e não mera ficção de uma autora que fez algum tipo de pesquisa para apresentar uma história sobre as camadas da mente humana.

Diante tal descobrimento, passei a ler GAROTA, INTERROMPIDA, sob nova perspectiva, afinal, quando sabemos que uma história é real, ela se torna imediatamente mais importante. Justamente por isso, meus sentimentos durante a leitura foram bastante intensos.

Foi com bastante tristeza que acompanhei os dois anos da vida de SUSANNA no hospital psiquiátrico. Durante muitas e muitas passagens me perguntei se realmente havia uma razão para a personagem estar ali, pois por diversas vezes ela me pareceu alguém “normal”. Não digo que ela não tivesse algum tipo de depressão e que o desejo de morte não fosse real, mas talvez ela pudesse ter sido tratada de outra forma. Contudo, o ano era 1967, e não acho que nessa época os estudos sobre a psique humana estavam tão avançados como hoje. Acredito que hoje o tratamento e atenção despendidos para Suzanna seriam outros. Às vezes, senti que algumas situações vivenciadas no confinamento a faziam piorar e ter de enfrentar uma batalha ainda mais dura e árdua para se manter sã, principalmente diante da atitude de outras internas. Internas essas que ganharam bastante destaque nesse contagiante enredo e que por vezes tornam a estada de Suzanna no hospital mais fácil. Ao mesmo tempo em que foi gostoso acompanhar os laços de amizade se formando, foi triste acompanhar a carga emocional que cada uma ali dentro carregava: Lisa é uma personagem incrível, que apesar da situação vivida, ainda conseguiu arrancar alguns sorrisos de mim. Gostei muito de ver a inteligência e astúcia da moça para lidar com diversas situações. Já uma das internas me fez sofrer, principalmente quando a história de seu corpo queimando foi relatada. 

Gosto quando os autores conseguem expor situações de formas dolorosas, pois são elas que marcam o leitor, e SUZANNA conseguiu esse feito durante as páginas de seu relato, nu e cru, sobre sua própria sanidade e a de suas colegas. 

GAROTA, INTERROMPIDA é o tipo de livro que serve como um soco no estômago, ainda mais quando percebemos que tudo ali foi extremamente real. Adorei a forma intercalada e fora de cronologia que SUZANNA optou para contar sobre sua vida. É preciso coragem para se expor assim ao mundo, e a autora provou que tem de sobra. Fiquei admirada! Leitura excelente!