Oi, pessoal.
Na resenha de hoje vou falar sobre um relançamento da editora
PLANETA: METRÔ 2033 do russo DMITRY
GLUKHOVSKY. Quando recebi o email falando do relançamento fiquei
interessada pelo livro, porém, nunca antes havia ouvido falar dele. Eis que ao
procurar algumas informações descubro que o livro já virou até game e que tem
uma legião de fãs espalhados por todo o mundo.
METRÔ 2033 conta
com um mundo pós-apocalíptico extremamente detalhado e esmiuçado pelo autor.
Nessa onda de fim do mundo com zumbis, DMITRY
optou por demônios, e bichos modificados, como, por exemplo, ratos gigantes.
Deem uma conferida na SINOPSE por que quero falar bastante
coisa em relação ao livro.
É nesse cenário pós-apocalíptico que Dmitry
Glukhovsky traz o tema que enche o ser humano de curiosidade e incerteza: a
possibilidade do fim do mundo. Metrô 2033, que inspirou a criação de um dos
games mais eletrizantes da atualidade, cria uma atmosfera caótica ao tentar
mostrar como se comportaria um ser humano em um ambiente onde o que predomina é
o instinto de sobrevivência.
A primeira coisa que pensei quando comecei a leitura foi: vou
demorar horrores para ler esse livro, pois os nomes de personagens e locais
eram extremamente difíceis de guardar (tudo em Russo), mas, algumas páginas
depois, a leitura se torna tão atraente e interessante que passamos a não dar a
mínima atenção para esses nomes tão diferentes, e ficamos assoberbados com
tamanha criatividade do autor ao criar uma narrativa tão densa em um cenário
tão caótico.
O fato de as personagens viverem subterraneamente nas linhas
do metrô já se torna um choque e algo bastante diferente do que estamos
acostumados quando lemos algo apocalíptico. A falta de água, energia, alimento,
convivência, e outras trivialidades comuns ao nosso cotidiano, nos fazem parar
para pensar como seria nossas vidas se em 2033 viesse de fato a ocorrer um
desastre nuclear, nos faz pensar se, caso fossemos sobreviventes, se teríamos a
mesma disposição e força de vontade dos personagens para continuar lutando,
tentado e (sobre)vivendo.
Os personagens são extremamente bem desenvolvidos, tanto em
sua caracterização, quando em seu psicológico. DMITRY aprofundou sua narrativa em todas as perspectivas que cercam
as personagens e os grupos a que pertencem, o que me fez lembrar muito do Stephen King, que humaniza muito seus
personagens, e procura colocar os tipos mais diferentes para conviver. DMITRY fez exatamente isso, explorou
várias vertentes dos diversos grupos que convivem no subterrâneo, mostrando a
linha de pensamento e ação de cada um deles.
Com a radiação, “novas” formas de vida foram se desenvolvendo,
e uma delas está por atacar e matar as pessoas que viviam em suas comunidades
dentro das linhas do metrô, e cabe a Artyom, personagem principal, se aventurar
pelos trilhos do metrô e descobrir o que está deixando o pouco que resta
daquela sociedade aos pedaços, literalmente.
A PLANETA fez uma
coisa muito legal no livro, inseriu na capa e contra capa, mapas dos metrôs de
Moscou, assim conseguimos nos localizar nesse mundo subterrâneo e pelos locais
em que Artyom vai passando.
O único pesar: o livro virou game, mas só foi comprado os
direitos para virar filme em setembro do ano passado, o que significa que ainda
vai demorar para que possamos conferir essa incrível história nas telas. Só
espero que o filme seja capaz de manter o suspense e colocar medo, fazendo com
que o telespectador passe a refletir sobre suas atitudes diante do mundo, que é
exatamente o que o livro faz.
Preciso falar que recomendo muito?
FICHA DO LIVRO
METRÔ 2033
DMITRY GLUKHOVSKY
Editora: PLANETA
Nº págs: 415
Gênero: Suspense, Apocalipse, Drama

