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18 de fevereiro de 2013

RESENHA: METRÔ 2033 - Dmitry Glukhovsky (Ed. Planeta)


Oi, pessoal.

Na resenha de hoje vou falar sobre um relançamento da editora PLANETA: METRÔ 2033 do russo DMITRY GLUKHOVSKY. Quando recebi o email falando do relançamento fiquei interessada pelo livro, porém, nunca antes havia ouvido falar dele. Eis que ao procurar algumas informações descubro que o livro já virou até game e que tem uma legião de fãs espalhados por todo o mundo.

METRÔ 2033 conta com um mundo pós-apocalíptico extremamente detalhado e esmiuçado pelo autor. Nessa onda de fim do mundo com zumbis, DMITRY optou por demônios, e bichos modificados, como, por exemplo, ratos gigantes.

Deem uma conferida na SINOPSE por que quero falar bastante coisa em relação ao livro.

SINOPSE: Países inteiros destruídos, florestas devastadas, escassez de alimentos e água. O ser humano já não tem mais o comando sobre a Terra. Novas formas de vida a dominam. Um desastre nuclear varreu a superfície terrestre obrigando os poucos sobreviventes a uma existência sem sentido e sem esperança nos túneis do metrô de Moscou. 
É nesse cenário pós-apocalíptico que Dmitry Glukhovsky traz o tema que enche o ser humano de curiosidade e incerteza: a possibilidade do fim do mundo. Metrô 2033, que inspirou a criação de um dos games mais eletrizantes da atualidade, cria uma atmosfera caótica ao tentar mostrar como se comportaria um ser humano em um ambiente onde o que predomina é o instinto de sobrevivência.

A primeira coisa que pensei quando comecei a leitura foi: vou demorar horrores para ler esse livro, pois os nomes de personagens e locais eram extremamente difíceis de guardar (tudo em Russo), mas, algumas páginas depois, a leitura se torna tão atraente e interessante que passamos a não dar a mínima atenção para esses nomes tão diferentes, e ficamos assoberbados com tamanha criatividade do autor ao criar uma narrativa tão densa em um cenário tão caótico.

O fato de as personagens viverem subterraneamente nas linhas do metrô já se torna um choque e algo bastante diferente do que estamos acostumados quando lemos algo apocalíptico. A falta de água, energia, alimento, convivência, e outras trivialidades comuns ao nosso cotidiano, nos fazem parar para pensar como seria nossas vidas se em 2033 viesse de fato a ocorrer um desastre nuclear, nos faz pensar se, caso fossemos sobreviventes, se teríamos a mesma disposição e força de vontade dos personagens para continuar lutando, tentado e (sobre)vivendo.

Os personagens são extremamente bem desenvolvidos, tanto em sua caracterização, quando em seu psicológico. DMITRY aprofundou sua narrativa em todas as perspectivas que cercam as personagens e os grupos a que pertencem, o que me fez lembrar muito do Stephen King, que humaniza muito seus personagens, e procura colocar os tipos mais diferentes para conviver. DMITRY fez exatamente isso, explorou várias vertentes dos diversos grupos que convivem no subterrâneo, mostrando a linha de pensamento e ação de cada um deles.

Com a radiação, “novas” formas de vida foram se desenvolvendo, e uma delas está por atacar e matar as pessoas que viviam em suas comunidades dentro das linhas do metrô, e cabe a Artyom, personagem principal, se aventurar pelos trilhos do metrô e descobrir o que está deixando o pouco que resta daquela sociedade aos pedaços, literalmente.

A PLANETA fez uma coisa muito legal no livro, inseriu na capa e contra capa, mapas dos metrôs de Moscou, assim conseguimos nos localizar nesse mundo subterrâneo e pelos locais em que Artyom vai passando.

O único pesar: o livro virou game, mas só foi comprado os direitos para virar filme em setembro do ano passado, o que significa que ainda vai demorar para que possamos conferir essa incrível história nas telas. Só espero que o filme seja capaz de manter o suspense e colocar medo, fazendo com que o telespectador passe a refletir sobre suas atitudes diante do mundo, que é exatamente o que o livro faz.

Preciso falar que recomendo muito?


FICHA DO LIVRO

METRÔ 2033
DMITRY GLUKHOVSKY
               Ano: 2013                   
Editora: PLANETA 
Nº págs: 415
Gênero: Suspense, Apocalipse, Drama