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2 de novembro de 2016

RESENHA: O MEDO MAIS PROFUNDO - Harlan Coben (Ed. Arqueiro)



Olá, queridos!

Hoje vim falar sobre O MEDO MAIS PROFUNDO do HARLAN COBEN, lançado pela editora ARQUEIRO.

O Medo Mais ProfundoO MEDO MAIS PROFUNDO
HARLAN COBEN
Editora: ARQUEIRO
Ano: 2016
Nº págs: 272
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando a namorada o trocou por seu maior adversário no basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing. Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea – de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto. Aturdido com a notícia, Myron dá início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça. Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.

Juro que pensei que chegaria aqui e falaria mal desse livro, afinal, quem acompanha o blog sabe que já nutri um amor profundo pelo COBEN, mas que ultimamente andava bem decepcionada com o autor e sua eterna mesmice nos livros. Tudo parecia um repeteco, nada era diferente e Myron já estava até me irritando por jamais ter uma mudança de postura, algumas vezes até achei ter lido algumas frases em outros livros. Sim, estava aborrecida com o autor e solicitei O MEDO MAIS PROFUNDO até com certo desgosto, afinal, achei que ele seria o ponto final do meu relacionamento com COBEN, mas fui surpreendida!

Gente, assumo, ADOREI esse livro! Ok, não gostei de a sinopse ter entregado logo sobre quem era o pai do garoto, mas isso é revelado logo nas primeiras páginas, então não foi feito um estrago na leitura, o que gostei foi de ter me divertido mesmo com o enredo comum de pessoa desaparecida que o autor SEMPRE apresenta.

Aqui temos um doador desaparecido, mas, mais que ir atrás dele, Myron também está atrás de um serial killer, e foi essa a parte da história que me cativou. Sim, eu gosto de serial killers e não há outra forma de correr atrás deles que não seja procurando-os, portanto, dessa vez perdoei COBEN pela mesmice de ter alguém desaparecido.

Gostei da pitada de drama que foi colocada à trama, gostei de ver o emocional do Myron abalado, gostei de vê-lo em uma busca frenética tanto para encontrar o doador como para encontrar o assassino, gostei de fazer as pazes com COBEN, não que não vá continuar com os pés atrás, mas me senti extremamente feliz por ainda não descartar o autor, uffa!!!


Sim, tiveram elementos de que não gostei, mas não vou poder citar aqui porque seriam spoilers, mas tudo bem, deixo passar porque finalmente Myron conseguiu me conquistar e me deixou satisfeita. Para quem, assim como eu, andava meio de saco cheio do COBEN e seus eternos desaparecimentos, O MEDO MAIS PROFUNDO pode ser uma chance de reaproximação. Gostei ;) Confiram!


28 de outubro de 2016

RESENHA: O MORCEGO - Jo Nesbo (Ed. Record)



Olá, pessoal!

Hoje vou falar sobre O MORCEGO do JO NESBO, lançado pela editora RECORD.

O MorcegoO MORCEGO
JO NESBO
Editora: RECORD
Ano: 2016
Nº págs: 350
Gênero: Policial, Suspense, Thriller

SINOPSE: Do submundo de Sydney às lendas aborígines, Jo Nesbø conduz o leitor por uma trama violenta e eletrizante, no primeiro grande caso de Harry Hole. O corpo de uma jovem norueguesa é encontrado em um rochedo no fundo de um penhasco. O caso intriga a polícia: a vítima apresenta sinais de estrangulamento e suspeita-se de violência sexual, mas não há qualquer vestígio de DNA ou impressão digital do criminoso. Para colaborar com as investigações, a Divisão de Homicídios da Noruega envia o inspetor Harry Hole à cidade. Junto com o policial Andrew Kensington, Harry se depara com um caso mais complexo do que imagina: o que inicialmente parecia ser um crime isolado é apenas mais um em uma série de assassinatos cometidos por todo o país, sem qualquer relação aparente entre si. Um serial killer está à solta na cidade e, para Harry, a caçada começou.

Quem acompanha o blog sabe o quanto gosto do NESBO, mas confesso quase ter tido uma síncope quando a RECORD anunciou o lançamento de O MORCEGO, não, não foi por ser um novo livro do autor, e sim por ser O PRIMEIRO CASO do detetive HARRY HOLE! Galera, eu ADORO o Hole e fiquei em êxtase ao saber que esse era seu primeiro caso.

Confesso, apesar de a premissa policial ser fantástica, intrigante e fabulosa, minha atenção estava na vida de Hole, afinal, em todos os demais volumes fala-se muito sobre o alcoolismo do protagonista, até torrando o saco do leitor em alguns momentos de tanto que isso é repetido, mas ter acesso de como se deu esse seu vício... OMG! Foi fabuloso! Sim, dei mais atenção a vida pessoal do protagonista que a sua investigação, afinal, como detetive sei que ele é grandioso, inteligente e sempre dá “pitacos” certos, ou quase certos no caso desse livro, mas conhecer o protagonista em seu começo, em suas angústias, em todo seu sofrimento e motivos para sua derrocada, para mim não teve preço. Foi como conhecer o passado da vida de alguém que há muito faz parte da minha mas que relutava em revelar seus segredos mais profundos.

Ao tomar conhecimento do passado de Harry, lembrei-me de alguns momentos em que me senti meio de saco cheio com a repetição de NESBO ao falar do alcoolismo do personagem e me senti até mal comigo mesma, afinal, ele tem motivo para se sentir péssimo. O engraçado é que mesmo agora, tendo conhecimento desse seu passado e de sua culpa, ainda continuo amando o personagem e o considerando um dos maiores exemplos de bons investigadores da literatura policial. Harry ganhou minha adoração e sinto que é tarde demais para mudar isso.

Claro, não vou deixar vocês às cegas em relação aos crimes, que são muito bem elaborados e até medonhos. Durante muitas páginas apostei em um determinado personagem, suspeitei e desconfiei dele, mas, mais que isso, DESEJEI que ele fosse o culpado, apenas por ser uma coisa meio Freud explica. Porém, quando se revelou o verdadeiro culpado, fiquei meio atônita, pois em momento algum havia desconfiado! E sabem aquela coisa que eu digo que detesto em livros policiais? Aquilo de o autor nos conduzir a um caminho durante todo o livro e depois arrumar uma “desculpa” mirabolante para por a culpa em outro só para não permitir que o leitor não adivinhe? Pois é, não foi o caso aqui, NESBO dá pistas do assassino sim, porém meu foco estava tão grande em outro personagem que sequer pensei na possibilidade de suspeitar de mais alguém. Para quem for ler, e gostar de bancar o detetive, uma dica: mantenha a mente aberta quanto ao assassino, não pré-julgue e não deseje que seja uma coisa determinada, dessa forma, sua brincadeira de tentar ser Harry Hole surtirá mais efeito e o culpado se revelará.


Quem nunca leu nada do NESBO, essa é a chance de conhecer e começar pelo início de tudo. Leiam, conheçam, e se tornem fãs, tanto quanto eu! NESBO é vida! <3



26 de outubro de 2016

RESENHA: UNI-DUNI-TÊ - M.J. Arlidge (Ed. Record)



Olá, pessoal!

Hoje vim falar de um thriller FANTÁSTICO: UNI-DUNI-TÊ do M.J. ARLIDGE, lançado pela editora RECORD.

Uni-Duni-TêUNI-DUNI-TÊ
M.J.ARLIDGE
Editora: RECORD
Ano: 2016
Nº págs: 322
Gênero: Policial, Suspense, Thriller

SINOPSE: Um assassino está à solta. Sua mente doentia criou um jogo macabro no qual duas pessoas são submetidas a uma situação extrema: viver ou morrer. Só um deverá sobreviver. Um jovem casal acorda sem saber onde está. Amy e Sam foram dopados, capturados, presos e privados de água e comida. E não há como escapar. De repente, um celular toca com uma mensagem que diz que no chão há uma arma, carregada com uma única bala. Juntos, eles precisam decidir quem morre e quem sobrevive. Em poucos dias, outros pares de vítimas são sequestrados e confrontados com esta terrível escolha. À frente da investigação está a detetive Helen Grace, que, na tentativa de descobrir a identidade desse misterioso e cruel serial killer, é obrigada a encarar seus próprios demônios. Em uma trama violenta que traz à tona o pior da natureza humana, Grace percebe que a chave para resolver este enigma está nos sobreviventes. E ela precisa correr contra o tempo, antes que mais inocentes morram.

Solicitei UNI-DUNI-TÊ por ser thriller da RECORD e eu gostar de ler todos os que a editora lança, mas confesso que tive os dois pés atrás com o livro. Já li um livro da editora com essa premissa meio parecida com JOGOS MORTAIS e simplesmente detestei. Portanto, não tive expectativa alguma em relação à leitura, nem ânsia de me jogar nela, e, provavelmente, tenha sido exatamente esse o motivo pelo qual fui fisgada pelo enredo incrível e personagens cativantes que ARLIDGE criou.

Tudo no livro foi fantástico! O sequestro das duplas foi algo de tirar o fôlego e a reação deles com o que tinham de fazer para sobreviver foi ainda melhor. Muitas cenas foram fortes e cheias de dor, mas também cheias de angústia, sendo o sofrimento dos personagens capazes de nos fazer sentir terror, e de suas atitudes, em busca da sobrevivência, revirarem nosso estômago.

A detetive foi algo ímpar! Faz tempo que não leio um livro policial com uma detetive que me agrade tanto, que tenha uma história de vida tão interessante, que esconda segredos tão misteriosos e que acalente minha ânsia por justiça.

Os demais investigadores também foram fantásticos, afinal, livro policial que se preze não se sustenta com apenas um detetive, é preciso um grupo, uma equipe que desvende os crimes, e todos cumpriram muito bem seu papel.

Quanto ao assassino, galera, SOBERBO! Há muito leio livros policiais e há muito pedia por um assassino como este. ARLIDGE leu meus pensamentos e pôs no papel meu maior desejo; fiquei de boca aberta quando se revelou o criminoso, seus mistérios e seus motivos, mas, principalmente, quando se revelou sua identidade. Preciso URGENTE encontrar alguém que tenha lido o livro para falar sobre esse vilão fabuloso que roubou as páginas e tomou para si a trama.


UNI-DUNI-TÊ é apenas o primeiro livro de uma série com a detetive Helen Grace à frente, e eu, claro, quero ler todos os demais que vierem, afinal, há muito quero uma protagonista como Grace, e depois das revelações desse primeiro livro, quero muito saber como será a vida da personagem de agora em diante e como suas estruturas emocionais serão abaladas pelo ocorrido. Livro soberbo! Fãs de policiais não podem perder ;) Já vamos começar uma campanha para que a RECORD não demore a trazer os outros 4 volumes que já saíram lá fora <3 Quero a série completa! Favoritado, claro <3



21 de outubro de 2016

RESENHA: AS ESFERAS DO PODER - William C. Gordon (Ed. Record)



Olá, galera!

É com grande empolgação que hoje venho falar sobre AS ESFERAS DO PODER do WILLIAM C. GORDON, lançado pela editora RECORD.

As Esferas do PoderAS ESFERAS DO PODER
WILLIAM C. GORDON
Editora: RECORD
Ano: 2016
Nº págs: 252
Gênero: Drama, Suspense, Thriller

SINOPSE: Dois estranhos incidentes assombram São Francisco. Mas talvez eles não sejam apenas incidentes Nos anos 1960, dois funcionários de uma indústria química sofrem uma grave intoxicação ao limparem um de seus tanques. Apenas um deles sobrevive, mas seu estado de saúde é crítico. Enquanto isso, em Chinatown, vinte e dois idosos do bairro morrem de forma inesperada e, segundo a perícia forense, todos eles beberam água mineral da mesma marca. Nas garrafas, uma quantidade mortal de arsênico. A princípio, o único elo entre esses acontecimentos é Samuel Hamilton, jornalista que está apurando os dois casos. Em sua busca pela verdade – e por um novo furo de reportagem –, ele irá se deparar com um complexo quebra-cabeça que revela uma rede de intrigas e lutas pelo poder na cidade.

Nunca havia ouvido falar no autor e solicitei o livro por pura curiosidade pela sinopse. Gostei a mistura de trama jornalística e política e achei que teria em mãos um livro com grandes críticas sociais. Ponto para mim, acertei em cheio, mas jamais esperei encontrar o suspense e os assassinatos que estariam nas páginas.

Em uma trama rica, com vários enlaces, muitas nuances, e diversos personagens inteligentes, ambiciosos, perigosos e heróicos, GORDON me levou a uma verdadeira viagem ao poder que o homem detém em suas mãos. O autor foi exemplar ao explorar a ambição humana, aonde ela pode chegar e os limites que as pessoas são capazes de ultrapassar em nome dessa ambição desenfreada, desejo de poder e dinheiro.


Fiquei assombrada com a quantidade de diferentes personalidades que o autor conseguiu abordar, e com o quão conseguiu deixá-las ricas, sejam em face do bem e da justiça ou do mal e suas facetas. GORDON foi um autor que me surpreendeu muito. Nunca havia lido nada do autor e confesso nem ter imaginado encontrar um suspense nas mãos, achei que seria apenas um livro crítico, mas agora virei fã da escrita do homem. A RECORD tem outros 4 livros dele lançados, e tenho necessidade urgente de tê-los em minha coleção. O autor me impressionou de verdade e me deixou bastante curiosa para ler tudo o que já escreveu. Um talento que me conquistou! Já virei fã do GORDON. Alguém já leu algo do autor?


19 de outubro de 2016

RESENHA: DOADORES DE SONO - Karen Russell (Ed. Record)



Olá, pessoal!

Hoje é dia de falar de um livro que me deixou um tantinho decepcionada: DOADORES DE SONO, da KAREN RUSSELL, lançado pela editora RECORD.

Doadores de SonoDOADORES DE SONO
KAREN RUSSELL
Editora: RECORD
Ano: 2016
Nº págs: 168
Gênero: Drama

SINOPSE: Uma epidemia assola os Estados Unidos. Milhares de pessoas perdem a capacidade de dormir. Conheça a Corpo do Sono, uma organização que persuade sonhadores saudáveis a fazer doações para os insones. Sob o comando dos enigmáticos irmãos Storch, o alcance da Corpo do Sono só cresce, e ela já está presente nas principais cidades americanas. Trish Edgewater, cuja irmã, Dori, foi uma das primeiras vítimas da insônia letal, há sete anos recruta doadores para a organização. Mas sua crença na empresa e nas próprias motivações começa a vacilar quando ela é confrontada com a Bebê A, a primeira doadora universal, e com o misterioso e maligno Doador Q.

Quando li a sinopse não fiquei muito interessada, mas quando vi que o mestre KING estava indicando, resolvi solicitar. Devia ter pensado melhor, lembrado que nos últimos tempos li dois lançamentos indicados pelo mestre e não gostei. Dessa vez não foi diferente, acho que meu gosto não bate mais com o dele :S

A história em si é bem interessante, as alegorias que o livro traz também, mas apesar das poucas páginas e fonte enorme, achei ele extremamente repetitivo, daria conta de passar o recado tranquilamente em 80/100 páginas. O começo me atraiu muito, mas como disse, depois passou a soar repetitivo, e aí dei uma desanimada completa em relação a premissa. O final também não me atraiu, pois já estava achando tudo tão maçante que não consegui me surpreender.


A personagem principal, que no começo me comoveu, ficou chata e tediosa, tal qual o livro todo, e me vi terminando de ler apenas por ser um livro de parceria, caso contrário, teria abandonado. Mais uma vez repito: por causa da repetição! Todo o meu desgosto em relação a obra girou em torno dessa maldita repetição desnecessária em explicar sobre o sono, a falta de sono, o que acontecia, a morte da irmã da protagonista... Repeteco é uma coisa que me lembra encher linguiça, e acaba me irritando horrores! Repetir algumas coisas em um livro de 500 páginas, por exemplo, é algo que passa, afinal, muito se deixou para trás, mas em um livro de 166 páginas e fontes enormes, torna-se desnecessário, é como se a autora achasse que a falta de sono também me afetava e que não conseguia lembrar o que havia lido anteriormente, o que não foi o caso, já que é uma leitura de 3, no máximo 4 horas. Não gostei, pronto, falei :S


12 de outubro de 2016

RESENHA: A COLÔNIA - Ezekiel Boone (Ed. Suma de Letras)



Olá, pessoal!

A resenha de hoje é sobre o livro do TOP COMENTARISTA desse mês. Isso mesmo, vou falar sobre A COLÔNIA do EZEKIEL BOONE, lançado pela SUMA DE LETRAS.

A ColôniaA COLÔNIA
EZEKIEL BOONE
Editora: SUMA DE LETRAS              
Ano: 2016
Nº págs: 272
Gênero: Thriller, Sci Fi

SINOPSE: Nas profundezas de uma floresta no Peru, uma massa negra devora um turista americano. Em Mineápolis, nos Estados Unidos, um agente do FBI descobre algo terrível ao investigar a queda de um avião. Na Índia, estranhos padrões sísmicos assustam pesquisadores em um laboratório. Na China, o governo deixa uma bomba nuclear cair “acidentalmente” no próprio território. Enquanto todo tipo de incidente bizarro assola o planeta, um pacote misterioso chega em um laboratório em Washington... E algo está tentando escapar dele. O mundo está à beira de um desastre apocalíptico. Uma espécie ancestral, há muito adormecida, finalmente despertou. E a humanidade pode estar com os dias contados.

A sinopse de A COLÔNIA me interessou assim que a li, e mergulhar nessa leitura foi algo fora de série! BOONE não jogou aranhas na nossa cara desde o início, sim, elas estavam lá desde o primeiro capítulo, mas não como algo excepcional, e sim como uma descoberta científica, algo pouco provável, mas possível, e isso foi uma das coisas que amei no livro, a explicação científica em torno dessas aranhas. Se são verdadeiras ou não, não me importei, o que me interessou é que me convenceram e serviram para fazer surgir um temorzinho DELICIOSO dentro de mim <3

Uma das coisas mais incríveis que encontrei nesse enredo foi a enorme quantidade de personagens. Em um livro tão fininho, desconfiei quando vi que tanta gente figurava nas páginas, mas de forma incrível, e esta sim inimaginável, BOONE conseguiu fazer com que cada um deles tivesse seu espaço e seu momento de crescer na trama, não deixando ninguém para trás e expondo bastante bem suas reações. Fiquei assombrada com o feito.

As aranhas foram um caso a parte. Adorei os monstrinhos e adorei acompanhar a devastação que elas estavam causando no mundo. Foi de arrepiar! Em cada país, em cada extremo do globo, BOONE expôs o que a infestação estava causando ao planeta e aos habitantes. Nota mil para a tenção criada <3

O final foi magnífico e deixou aquele gostinho de quero mais, porém, quando houve o prenúncio do fim do livro, achei que BOONE correu demais para finalizar A COLÔNIA. Tudo estava bastante perfeitinho e redondo, mas parece que o autor tinha tanta pressa de chegar ao fim que reduziu as páginas finais. Não nego que fui surpreendida pelas últimas duas ou três páginas, mas gostaria que algo mais desenvolvido levassem a elas.


No mais, A COLÔNIA é recomendadíssimo! Adorei e espero que vocês gostem tanto quanto eu <3


4 de outubro de 2016

RESENHA: BASEADO EM FATOS REAIS - Delphine de Viagan (Ed. Intrínseca)



Olá pessoas!

Hoje vim falar sobre mais uma decepção que tive: BASEADO EM FATOS REAIS da DELPHINE DE VIGAN, lançado pela INTRÍNSECA. É, estou realmente MUITO chata em relação às leituras :S

Baseado em fatos reaisBASEADO EM FATOS REAIS
DELPHINE DE VIGAN
Editora: INTRÍNSECA              
Ano: 2016
Nº págs: 256
Gênero: -

SINOPSE: Em uma obra em que o leitor é levado constantemente a questionar o que lhe é apresentado, Delphine de Vigan constrói um clima confessional, sombrio e opressivo para expor a obsessão do mercado editorial e do cinema pelas narrativas baseadas em fatos reais. A linha tênue entre verdade e mentira oscila para enriquecer uma poderosa reflexão sobre o fazer literário e questionar as fronteiras entre aparentes dicotomias, como real e ficção, razão e loucura, público e privado. Um livro brilhante, que joga com os códigos da autoficção e do thriller psicológico. Após o grande sucesso de seu último livro, em que revelava perturbadores segredos familiares, Delphine se vê diante da temível pergunta: o que vem depois de um texto tão pessoal, que comove tantos leitores? A inércia. O sucesso a fragiliza a tal ponto que a deixa completamente vulnerável. Ela não consegue mais escrever nem uma linha, nem sequer se sentar diante do computador ou segurar uma caneta. Está esgotada, e vive assombrada pela pressão da próxima obra.  Tomada pelo bloqueio criativo, o sentimento de impotência e isolamento permeiam constantemente sua vida: os filhos gêmeos, Louise e Paul, estão prestes a sair de casa para seguir o próprio caminho e ingressar na universidade. Além disso, seu namorado, François, é um famoso jornalista e apresentador de um programa de crítica literária e está sempre viajando para o exterior. A instabilidade emocional de Delphine ainda é agravada pelas cartas de teor bastante violento que recebe de um remetente anônimo, ameaçando-a por ter exposto publicamente sua família.  Nesse cenário de fragilidade, Delphine conhece L., uma mulher sofisticada, confiante, feminina, carismática e atraente. Tudo o que ela sempre desejou ser. L. parece ter um passado misterioso, trabalha como ghost-writer, e entra de modo insidioso na vida da escritora, que vê na amizade uma forma de superar seu bloqueio criativo. L. é a amiga perfeita, sempre disponível, e logo passa a interferir nos aspectos mais íntimos da vida de Delphine. O domínio de uma sobre a outra é inesperado. A conexão entre elas parece... inacreditável.

Puxa, acredito que esse era um dos livros que tinha mais curiosidade em ler e estava mais ansiosa para devorar, em vez disso o tédio me consumiu a cada página da leitura.

Pensei que estaria frente a um livro misterioso, com uma história soberba, personagens arrasadores e, principalmente, que seria um livro devorável. Ledo engano... 

Parece que dessa vez meu santo não bateu mesmo com o do livro, afinal, não posso nem dizer que achei o começo interessante, pelo contrário, bastou o primeiro capítulo para que eu o passasse a chamar de “Tédio é meu nome”. Mas insisti. Insisti por diversos motivos, mas o principal foi pelo respeito que tenho pelos thrillers da INTRÍNSECA, que na esmagadora maioria das vezes são fabulosos e me levam a um prazer inimaginável durante a leitura. Porém, não deu, dessa vez a “coisa” falhou!

O começo me irritou pela quantidade de vezes que Delphine falou da amiga L. Foram tantos L., L., L., que senti que ficaria rica a cada vez que lia o nome mencionado. Parecia não haver pronomes possíveis para substituir a presença de L. Ok, eu entendo, a intenção da autora era essa mesma, dar muita ênfase ao nome de L. Mencionar sempre que possível L., para que assim o leitor soubesse o quanto L. foi importante e dominante na vida de Del.

Vocês ficaram irritados com a quantidade de L. que escrevi no parágrafo acima? Pois é, imaginem um livro inteiro assim! Dormi com a letra L saltando na minha cara, rs. Mas tirando isso, o livro foi realmente moroso, chato, moroso, tedioso e, para não esquecer, moroso. Sei lá, esperava uma coisa mais intensa, uma relação mais cínica, mais falsa...

Não vou negar, as reflexões que o livro aborda são interessantes, e o final, sobre quem era realmente L. foi explorado de forma bastante intensa, mas foi a única parte que realmente achei interessante e não apenas um enche linguiça. Acredito que se eu tivesse lido com mais calma, dedicando mais dias à leitura, teria tido mais paciência, teria compreendido e aceitado melhor a morosidade com que o enredo foi explorado.

Longe de mim dizer que BASEADOS EM FATOS REAIS é um livro ruim, não é, mas é um livro que não deve ser lido da forma que o li. Ele precisa de tempo e dedicação, e não de uma leitura de dois dias, pois o lendo dessa forma parece que a autora só faz rodeios e demora eternamente a chegar a algum lugar. Existem livros que são assim, precisam de tempo para poderem ser digeridos. Comigo não funcionou, pois não lhe dei o tempo necessário para me conquistar, mas quem sabe um dia não volte a lê-lo? Só espero que a adaptação tenha algumas passagens um tantinho diferentes das apresentadas no livro, pois muito dele ficaria bem estranho, para não dizer desnecessário, nas telas.


Quanto ao final... Ah, gente, não briguem comigo, mas achei óbvio, pronto, falei!


30 de setembro de 2016

RESENHA: À SOMBRA DE UMA MENTIRA - Alex Marwood (Ed. Bertrand Brasil)



Olá, pessoal!

Hoje vim falar de mais um thriller lançado pela BERTRAND BRASIL: À SOMBRA DE UMA MENTIRA da ALEX MARWOOD.

À Sombra de Uma MentiraÀ SOMBRA DE UMA MENTIRA
ALEX MARWOOD
Editora: BERTRAND BRASIL              
Ano: 2016
Nº págs: 462
Gênero: Thriller

SINOPSE: Poucas horas depois de se conhecerem, Jade e Bel, ambas com 11 anos, veem-se envolvidas na morte de uma garotinha e tachadas de assassinas. As duas meninas são enviadas a diferentes reformatórios, onde recebem novas identidades e são instruídas a nunca mais entrar em contato uma com a outra. Agora elas são Kirsty, uma respeitável jornalista freelancer de Londres, e Amber, gerente de um parque de diversões no sul da Inglaterra. Quando Amber encontra um corpo em uma das atrações do parque, a mídia fica em polvorosa, e Kirsty, enviada para cobrir os assassinatos, acaba cruzando o caminho de sua velha conhecida. Não demora muito para as duas se darem conta de o quanto sabem uma sobre a outra. Com medo de que seu passado seja descoberto e exposto pelo frenesi da imprensa, Kirsty e Amber lutam para manter o segredo a salvo.

Fiquei muitíssimo interessada pelo livro por causa da sinopse. Quando o peguei, minha vontade de lê-lo tornou-se ainda maior pelo fato de mestre KING ter dado “pitaco” sobre a obra na contracapa. Sou daquelas que gosta de ler tudo o que o mestre indica, mas dessa vez não compartilhei da mesma opinião que ele sobre o livro :S

O começo me atraiu bastante, e até concordei com a frase do mestre sobre o livro... O clima tenso e a certeza de que algo ruim iria acontecer me mantiveram focada na leitura, mas as revelações foram bastante pobres para o tamanho do suspense que se fez.

Em relação as duas adolescentes que mataram a garotinha, admito que foi verdadeiramente interessante. Os capítulos desse passado eram intercalados com a história presente das moças e isso achei interessantíssimo, no mais, tudo me pareceu uma “belelada” óbvia.

Dentre as obviedades:
- Um caso amoroso que desperta a ira da esposa = óbvio que iria acontecer, mesmo porque a tal esposa age como uma tapada;
- O serial killer = óbvio que era quem era, mas o mais triste foi a tentativa da autora de desviar o foco para outra pessoa. Ela forçou tanto a barra que ficou evidente que o culpado era aquele que ela queria fazer parecer menos suspeito. Fico extremamente incomodada com thrillers em que os autores fazem um personagem parecer completamente culpado e o outro muito bonzinho, para depois dizer que o bonzinho que era o malvado... Hoje em dia essa técnica não engana e não surpreende ninguém. Todo leitor de policial que pega um livro e se depara com isso sabe que o bonzinho, perfeitinho sempre tem algo a esconder... Achei um TÉDIO o esforço desnecessário da autora para tentar desviar. Pior... Motivações tolas, desejos toscos... Um personagem que estava ali só para matar e que nada tinha a acrescentar. Acho que quando se escreve sobre serial killer, é obrigação do autor tornar o sujeito um personagem interessante, capaz de roubar o foco do livro para si quando ele aparece... Mas não, ALEX não fez isso, deixou o cara sendo só mais um assassino maluco qualquer ¬¬
- O encontro entre as duas moçoilas – óbvio também! Tava na cara qual seria a reação de uma e de outra... E o desenrolar do encontro... Ah, como me soou falso e forçado :S Fiquei muito aborrecida

Dentre outros fatores que me desagradaram, cito também os diálogos rasos e muitos deles desnecessários, com conversas tolas que pareciam mais papos sobre o clima.

Muitos personagens também foram inseridos do nada e depois foram para lugar nenhum. À SOMBRA DE UMA MENTIRA é aquele tipo de livro que joga personagens para desviar o foco do leitor, mas depois não se sabe para onde foram ou o que aconteceu, pois desapareceram do mesmo modo que surgiram, do nada!


Não gostei do livro e minha experiência com a autora não foi nada boa. Provavelmente passarei longe dos demais lançamentos da moça. Quem não está muito habituado ao gênero thriller/policial pode gostar bastante, mas quem já está calejado de histórias perversas e interessantes, vai achar bastante óbvio, fraco e, principalmente, enfadonho. Entrou para minha lista de piores leituras de 2016 :S