Oi, gente.
Vou começar a
semana com resenha de meu gênero preferido: POLICIAL/SUSPENSE/THRILLER. Mês
passado a INTRÍNSECA lançou VINGANÇA DA MARÉ, da ELIZABETH HAYNES. Eu, que AMEI
desesperadamente NO ESCURO (da mesma autora), fiquei empolgadíssima para ler VINGANÇA DA MARÉ, mas fiquei
extremamente decepcionada.
A sinopse é
bastante interessante e deixa qualquer fã do gênero curioso sobre a narrativa. Fiquei
curiosa não apenas por causa da sinopse, mas também por ser da HAYNES. NO ESCURO foi um dos melhores Thrillers que já li e foi com ele que
virei fã da autora. Tinha certeza que VINGANÇA
DA MARÉ estaria ao menos no mesmo patamar do livro anterior, mas a verdade
é que ele ocupa os degraus mais baixos de uma elevada escada.
A história em si é
bacana: Genevieve cansou da vida de Londres e mudou-se para um barco em Kent.
Sozinha, vem reformando todo ele e está vivendo seu sonho; até que na festa de
inauguração de seu novo lar (ela mora no barco), um corpo é encontrado amarrado
a seu barco. Com medo, ela esconde da polícia que conhece a vítima. E é nesse
ponto que o livro passa a ficar terrivelmente chato!
Até esse momento
eu estava gostando de Genevieve. Ela expôs sua vida, não escondeu do leitor
fatos sobre seu passado, disse que estava disposta a tudo para conquistar seu
barco, e por isso, aceitou trabalhar de stripper em um clube noturno, o que a
ajudou muito a conseguir dinheiro para comprá-lo.
De repente, não
sei dizer o que aconteceu com a moça, mas ela se tornou a protagonista e
narradora mais intragável que já vi. Ela não ficou contente em nos contar que
trabalhava de stripper e fazia pole dance, até aí, bastante interessante, mas
ela passou a narrar como eram os movimentos da dança, onde colocava cada pé,
que não conseguia dançar de salto, mas que depois passou a conseguir; aí
resolveu contar em detalhes como eram as sandálias que ela usava em cada noite,
o quanto elas pesavam na hora de por o pé aqui e ali, e blá blá blá... Tive a
sensação de estar lendo um manual de: “Aprenda a Pole Dance em poucos passos
direto da sua casa”. Parecia que ela
estava vendendo um produto pela TV. Foi repetitivo demais e enfadonho.
Não bastando,
Genevieve começa a contar que ela era a melhor dançarina, a mais querida do
chefe, a mais querida dos seguranças, a mais linda, que fulano gostava dela,
beltrano gostava dela, cicrano gostava dela. É, todos os homens eram
apaixonados por ela. E ela deve ter se “apaixonado” por todos, uma vez que tem
história pra contar com cada um deles. Depois ela fica desejando todos que
aparecem na história, nem os policiais que estão lá para tratar do assassinato
escapam. E veja bem, ela era dançarina! Não prostituta. Se fosse, até poderíamos
pensar que ela estava em busca de mais dinheiro para a reforma do barco e
estava usando de sua profissão, mas não, ela só pensa em ter um corpo quente ao
seu lado, e qualquer um serve, ou seja, ela é assanhada mesmo! Assanhada e sem
critério.
Depois de todo blá
blá blá e nhé nhé nhé da personagem, quando achava que ela não poderia ficar
pior, ela fica! Várias outras famílias moram na mesma marina que ela, as
pessoas que estão atrás dela até matam o animal de estimação de um casal que
vive lá, e qual é a atitude de Genevieve? Ela não dá bola! Quando o dono do
animal fala para ela ir atrás da polícia, ela diz que não precisa, que já
conhece essas pessoas, sabe do que são capazes, mas vai dar um jeito (Oi?). Ela
coloca a vida dos vizinhos em risco e não quer tomar providências porque acha
que pode lidar com a situação (¬¬). Claro, Genevieve, além de se mostrar
egoísta e egocêntrica, também revelou que é uma versão feminina do Batman: “Não
se preocupe Marina City, estou aqui para protegê-los” ¬¬
Ridícula!
Genevieve é ridícula e completamente imbecil. Sério, senti muita raiva da
personagem. Só terminei o livro porque ela estava de posse de uma encomenda, e
eu queria MUITO saber o que tinha lá dentro, pois em determinado momento do
enredo, levanta-se a hipótese de estarem atrás dela por causa disso. E então,
quando foi revelado o que tinha no pacote, e a explicação... Aí sim fiquei
revoltada! Que porcaria foi aquela? E a tosquice da explicação?
Que decepção! A
todo momento eu voltava na capa para ter certeza que estava lendo um livro da HAYNES. Não acreditei ser possível essa
mulher ser autora de dois livros tão diferentes; um que entrou para meus
favoritos, porque NO ESCURO é
realmente um livro excelente e muito foda; e o outro que recebeu apenas uma
estrela, e até achei muito. Fiquei assustadíssima com essa mudança repentina e
tão gritante. Contudo, como estamos 1x1, continuarei lendo HAYNES, para ver para qual lado desempata. A verdade, porém, é que
não faço ideia do que esperar para o próximo livro. Vou tentar ir sem
expectativa nenhuma, mas também sem medo algum, será uma nova descoberta.
FICHA DO LIVRO
ELIZABETH HAYNES
Editora: INTRÍNSECA
Ano: 2013
Nº págs: 288
Gênero: Thriller
Nossa, que pena! Tinha bastante interesse por esse livro, mas se é tão terrível não vou ler não.
ResponderExcluirAbraço!
http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/
Nossa, só de ler a sua resenha eu já fiquei revoltada com a autora. E olha que eu nunca li sequer um livro dela... Imagino os seus sentimentos durante a leitura, já que além de você já ter lido inúmeros livros policiais, ainda era fã da autora. De verdade, espero que no seu próximo contato com ela você tenha mais sorte.
ResponderExcluirBeijos,
Isabelle | http://www.mundodoslivros.com/
Eu li "No escuro" e achei muito bom o que me fez procurar outro livro da autora "Vinganca da Mare", mas diferente do primeiro este livro e horrivel. Faco das suas as minhas palavras...Que decepcao...
ResponderExcluirPoxa depois que eu gasto 24,90 com esse acho uma resenha desse tipo fiquei até com medo de ler o livro..............
ResponderExcluirFico feliz em poder ter lido sua resenha, pois estava quase comprando o livro pela internet, rs.
ResponderExcluirAinda assim, fiquei com vontade de saber o final, hehe.
Beijos.
Agora estou com medo.
ResponderExcluirEstou lendo atualmente e estou gostando. Espero não me decepcionar com o final.