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1 de julho de 2016

RESENHA: A GUERRA DOS MUNDOS - H.G. Wells (Ed. Suma de Letras)



Olá, pessoal!

Vamos começar o mês de julho com a resenha do livro do TOP COMENTARISTA. Claro que estou falando do incrível A GUERRA DOS MUNDOS do H.G. WELLS, que foi relançado em uma edição belíssima de capa dura pela SUMA DE LETRAS.

A Guerra dos MundosA GUERRA DOS MUNDOS
H.G. WELLS
Editora: SUMA DE LETRAS              
Ano: 2016
Nº págs: 296
Gênero: Sci Fi



SINOPSE: Eles vieram do espaço. Eles vieram de Marte. Com tripés biomecânicos gigantes, querem conquistar a Terra e manter os humanos como escravos. Nenhuma tecnologia terrestre parece ser capaz de conter a expansão do terror pelo planeta. É o começo da guerra mais importante da história. Como a humanidade poderá resistir à investida de um potencial bélico tão superior?



Desde que a SUMA anunciou o relançamento desse livro me corroí de curiosidade para lê-lo. Os motivos foram dois: primeiro, eu havia lido A ILHA DO DR. MOREAU do autor e tinha ficado impressionada com o enredo, não vendo a hora de ler mais alguma coisa do WELLS; segundo: A GUERRA DOS MUNDOS é um de meus filmes favoritos dirigidos pelo Spielberg. Já o tendo assistido quase uma dezena de vezes, não via a hora de encarar o livro e encontrar mais detalhes sobre a luta daquele pai para fugir da invasão alienígena com seus filhos. Eis que tive uma surpresa GIGANTESCA: o filme NADA TEM A VER COM O LIVRO!

A GUERRA DOS MUNDOS é narrado em primeira pessoa por um protagonista que não revela seu nome, e eu demorei a perceber que ele não se revelaria o pai de duas crianças nem o ex-marido que tinha uma relação complicada com a ex-esposa. Durante muitas páginas esperei encontrar o personagem já conhecido, e quando me dei conta de que ele não estaria presente e que o foco do livro seria outro, fui a delírio!

Enquanto Spielberg dirigiu um filme que focava num pai ausente batalhando por sua vida e de seus filhos em meio a invasão alienígena, carregando o espectador de emoção por causa dessa relação e luta, WELLS na verdade deu maior enfoque nos seres vindos de outro planeta e nas longas (mas de forma alguma cansativas) descrições sobre esses seres e seus modos de destruição. Conclusão: só consegui achar que as duas mídias foram geniais! Cada uma soube recorrer ao que lhe era mais interessante e atrativo, e WELLS conseguiu me ganhar mesmo não tendo uma carga emocional muito grande em relação ao humanos em seu livro, afinal, fomos meros figurantes na destruição planejada pelos “etezinhos”.

Uma das partes mais fascinantes foram as descrições dos seres, esses sim se assemelhando aos do filme, pois tinham toda aquela robótica, pernas gigantes, raios mortais, etc.

O protagonista e narrador, apesar de não ter o heroísmo de Tom Cruise, é cativante, ainda mais quando suas falhas humanas são expostas e ele tem difíceis decisões a tomar sobre sua própria vida. Sou uma apreciadora de personagens que se portam e comportam como pessoas reais e por isso fiquei em êxtase com as vivências que esse homem expôs. A sensação que tive foi a de que tudo aquilo realmente aconteceu e estava frente a um relato jornalístico.


Confesso não ser a fã mais afoita de ficção científica, mas A GUERRA DOS MUNDOS me deixou sem fôlego e me surpreendeu imensamente, fazendo com que nesse momento eu até anseie por ler mais livros do gênero. Esse é daqueles que digo que recomendo de olhos fechados!


18 de fevereiro de 2016

INDICAÇÃO: 3 livros do Grupo COMPANHIA DAS LETRAS



Oi, pessoal!

Como estão?

Dei uma sumida essa semana para colocar minhas séries de TV em dia e para terminar os livros que já estavam começados há algumas semanas, mas hoje não poderia deixar de vir fazer um post de indicação, e vou falar sobre três livros incríveis do GRUPO COMPANHIA DAS LETRAS que li e adorei.



A Revolução dos BichosA REVOLUÇÃO DOS BICHOS
GEORGE ORWELL
Editora: CIA DAS LETRAS              
Ano: 2007
Nº págs: 147
Gênero: Sci Fi

SINOPSE: Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, "A Revolução dos Bichos" é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A Revolução Dos Bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.

Acredito que eu tenha sido uma das últimas pessoas a ler A REVOLUÇÃO DOS BICHOS, mas quando o fiz o saboreei em cada momento. Não sei se quem já leu teve o mesmo pensamento que o meu, mas achei que ORWELL previu a situação brasileira “atual”. No livro temos os porcos lutando por seus companheiros, dizendo que são iguais a eles e que querem uma fazenda igualitária, sem privilégios e com os mesmos direitos e deveres para todos, não demora muito para os porcos colocarem as manguinhas de fora, deixarem os colegas trabalhando o dobro de antes e acharem que merecem diversos privilégios. É um jogo político através das palavras e da imposição. Não consegui ler o livro sem pensar em um certo sindicalista que lutou pelos companheiros, desejando a igualdade e nenhuma regalia, mas que hoje goza de fortuna e riqueza, conseguida com o suor dos companheiros que pagam impostos. Um livro BRILHANTE! Demorei a conferir, mas acho que o fiz no momento certo.



A Ilha do Dr. MoreauA ILHA DO DR. MOREAU
H.G. WELLS
Editora: ALFAGUARA              
Ano: 2012
Nº págs: 170
Gênero: Sci-Fi

SINOPSE: À deriva, sem esperanças de sobreviver em alto mar, Charles Prendick é resgatado por um navio em missão das mais incomuns: levar a uma pequena ilha no Pacífico algumas espécies de animais selvagens. Ainda debilitado, Prendick é obrigado a desembarcar na ilha junto com o carregamento. Lá, ele conhece a figura do dr. Moureau, um cientista que, exilado por suas pesquisas polêmicas na Inglaterra, realiza experimentos macabros com seus animais. Uma parábola sobre a teoria da evolução, também uma mordaz sátira social, "A ilha do dr. Moreau" é um romance que, mais de cem anos após sua publicação original, permanece com a mesma força da surpresa e do horror.

A ILHA DO DR. MOREAU foi mais um clássico que demorei a ler e fiquei um tanto quanto perturbada quando o fiz. Por alguma razão, tinha uma ideia completamente diferente sobre o enredo. Para mim, Moreau seria um vampiro disfarçado de médico. Acho que fiquei com isso em mente por causa da capa. Mas fiquei ASSOMBRADA e HORRORIZADA com a verdadeira natureza do doutor, com seus experimentos e a forma de enxergar e pensar sobre a vida. Sempre achei que esse seria um livro de terror com algo de sobrenatural, mas me deparei com o horror em sua forma mais pura: a possível, a real, a experimental. Quem tem curiosidade de conhecer, pode se jogar na leitura, que é rápida, dinâmica e ao mesmo tempo assombrosa. Sem dúvida um dos livros mais surpreendentes que li na vida! CHOQUE puro!



Causas Nada NaturaisCAUSAS NADA NATURAIS
P.D. JAMES
Editora: CIA DAS LETRAS
Ano: 2011
Nº págs: 280
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Adam Dalgliesh, o brilhante inspetor da Scotland Yard, resolve tirar uns dias de descanso após resolver um caso muito difícil, que mobilizou a opinião pública britânica. Além disso, seu relacionamento com a namorada chegou a um ponto que não permite mais adiamentos: ou eles se casam ou cada um seguirá o seu rumo. Assim, ele resolve se retirar para a casa da tia — sua única parente viva —, na pequena comunidade de Monksmere Head, na costa do Condado de Suffolk, região em que terra e mar parecem travar uma guerra há séculos. Mas o intuito de Dalgliesh é desfeito na manhã de sua chegada. Um grupo de habitantes locais, composto de escritores, dramaturgos e críticos literários, bate à sua porta para aconselhar-se sobre o desaparecimento de Maurice Seton, romancista policial de fama moderada que após o suicídio da mulher herdara uma fortuna avaliada em 200 mil libras. A secretária de Seton acabara de receber um manuscrito que dava todas as pistas de que alguém estava tentando se passar por ele. Mas, antes que o grupo vá embora, um inspetor da polícia local traz a notícia: Seton foi encontrado morto em um barco à deriva, com as mãos cortadas na altura do punho. Mesmo que a autópsia diga que foi uma morte por causas naturais, o entorno de Seton, que acumulou vários inimigos e cuja família se resume a um meio irmão distante, leva Dalgliesh a acreditar num crime premeditado e astuciosamente elaborado. Para solucioná-lo, precisará se dividir entre Londres e Monksmere, além de pôr em prática suas faculdades múltiplas: será um pouco psicólogo, um pouco filólogo e outro tanto historiador do crime.


CAUSAS NADA NATURAIS foi meu primeiro contato com a autora. Aqui temos um escritor de livros policiais que morre da mesma forma que a vítima do romance que estava escrevendo. A história é bem do tipo que gosto, um grupo de pessoas suspeitas e a narrativa girandp em torno de desvendar o passado e o psicológico dessas pessoas. Sim, eu compararia a autora a AGATHA CHRISTIE e colocaria as duas no mesmo nível de excelência, ao menos por esse meu primeiro contato. Não nego que o livro tem uma fonte terrível, que cansa os olhos durante a leitura, mas o enredo é tão instigante que é possível deixar isso de lado e concluir a leitura em uma só sentada. Além da morte do autor, temos também que solucionar o misterioso assassinato de um gatinho. O final, quando revela o criminoso, é até óbvio e sem surpresas, mas a carta que este deixa, explicando todos os motivos pelo qual cometeu o crime... Ah!, essa foi soberba!


Espero que vocês curtam as indicações de hoje ;)


21 de setembro de 2015

RESENHA: 172 HORAS NA LUA - Johan Harstad (Ed. Novo Conceito)



Boa noite, pessoal!

Como tenho MUITAS resenhas para postar, hoje e amanhã vocês vão conferir o que achei dos últimos livros da NOVO CONCEITO. Portanto, teremos duas resenhas por dia. E resolvi separá-las assim: hoje vou falar de dois livros que não gostei muito e amanhã de dois que adorei. Então, sem mais delongas, vamos lá:

Vou começar falando de 172 HORAS NA LUA do JOHAN HARSTAD.

172 Horas na Lua172 HORAS NA LUA
JOHAN HARSTAD
Editora: NOVO CONCEITO              
Ano: 2015
Nº págs: 288
Gênero: Sci Fi

SINOPSE: O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez. Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 - um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano. Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviando mais ninguém à Lua. Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer... Prepara-se para a contagem regressiva.

Assim que li o primeiro capítulo, que é bem curtinho, fiquei meio ensandecida pela história. Achei tudo o máximo e tinha certeza de que iria engolir o livro. Depois disso, resolvi ler a orelha traseira e descobri que o autor era escandinavo! Puta merda! Minha animação foi a mil. Vocês sabem o quanto gosto desses autores escrevendo policiais, então, fui com a expectativa de encontrar algo tão bom quanto. Não durou muito... Lá pelo sexto capítulo eu já estava aborrecia.  

Sim, o livro começou de forma muito promissora, mas achei extremamente chato e cansativo a parte em que ele apresentou os adolescentes que iriam para a Lua. Tinha tanta coisa a ser explorada, tanta coisa do lado científico a ser abordado, e o autor se apegou demais na questão de dar profundidade aos personagens, de adentrar na vida pessoal deles, dos anseios, das decepções, etc, e, para mim, todas essas questão seriam dispensáveis e não fizeram diferença alguma!

Claro que apresentar os personagens é algo válido, mas essa parte teve destaque demais, enquanto as partes que mais me interessavam, como por exemplo os astronautas, o treinamento, o que estava sendo escondido do público, e alguns outros fatores, tiveram destaque de menos.


Quanto ao final, realmente apreciei e achei magnífico! Chegou a um ponto do livro que eu realmente o devorei, pois tudo que foi apresentado foi interessante, porém, apresentado de forma muito corrida. E foi por esse motivo que dei apenas duas estrelas para 172 HORAS NA LUA. Se tivesse havido um meio termo: ou tudo sendo bastante explorado ou tudo sendo explorado de forma corrida, eu aceitaria numa boa, mas achei muito chato ter dado tanta ênfase a partes tão “nhés” e ter passado tão rápido por situações que mereciam um grande destaque. Apesar do final glorioso, considero o livro uma decepção, pois esperava bem mais dele. Porém, esse NÃO entra para minha lista de NÃO RECOMENDO, pois pela dinâmica da escrita e por alguns momentos bastante surpreendentes, mesmo tendo dado apenas duas estrelas, acho que merece a leitura, afinal, ela é bastante rápida e tenho certeza de que muita gente irá aproveitá-la ao máximo!


29 de agosto de 2015

RESENHA: ZOO - James Patterson (Ed. Arqueiro)



Boa tarde, pessoal.

Para encerrarmos MUITO bem essa Semana Especial da ARQUEIRO vou falar o que achei de ZOO, novo livro do JAMES PATTERSON.

ZooZOO
JAMES PATTERSON
Editora: ARQUEIRO              
Ano: 2015
Nº págs: 288
Gênero: Sci-Fi

SINOPSE: Algo está acontecendo na natureza. Uma misteriosa doença começa a se espalhar pelo mundo. Inexplicavelmente, animais passam a caçar humanos e a matá-los de forma brutal. A princípio, parece ser algo que se dissemina apenas entre as criaturas selvagens, mas logo os bichos de estimação também mostram suas garras e as vítimas se multiplicam. A humanidade é presa fácil. Apavorado, o jovem biólogo Jackson Oz assiste a escalada dos acontecimentos. Ele já preveu esse cenário alarmante há anos, mas sempre foi desacreditado por todos. Depois de quase morrer em uma implausível emboscada de leões em Botsuana, a gravidade da situação se mostra terrivelmente clara.O fim da civilização está próximo. Com a ajuda da ecologista Chloe Tousignant, Oz inicia uma corrida contra o tempo para alertar os principais líderes mundiais, sem saber se as autoridades acreditarão em um fenômeno tão surreal. Mas, acima de tudo, é necessário descobrir o que está causando todos esses ataques, pois eles se tornam cada vez mais ferozes e orquestrados. Em breve não restará nenhum esconderijo para os humanos...

Quem segue o blog sabe que vivo uma relação de amor e ódio com o PATTERSON, mas a verdade é que depois de ZOO acho que o autor, definitivamente, deveria abandonar sua escrita voltada aos livros policiais, que com o passar dos anos decaíram muito e estão fraquíssimas, e focar seus talentos e de seus co-autores na ficção científica, gênero ao qual ZOO se encaixa.

Nesse livro temos uma premissa apocalíptica bastante diferente, ou talvez nem tanto, pois algumas passagens me lembraram de O PLANETA DOS MACACOS, mas provavelmente foi por temos um chimpanzé no livro e pelos animais estarem tomando conta do mundo. Mas se engana quem pensa que de alguma forma esses animais evoluíram ao ponto de nos controlar. Na verdade, nós devastamos tanto o meio ambiente que a intenção deles é simples e puramente nos devorar. Exatamente, os animais tornam-se assassinos impiedosos e sanguinários.

Logo no começo eu já amei ZOO. Confesso: sou apaixonada por animais e gosto muito mais deles que de gente, por isso, em algumas das situações de pura violência retratadas contra os humanos, fiquei do lado dos animais. E isso foi uma das coisas que mais gostei no livro, PATTERSON realmente nos insere em muitos momentos de reflexão e perguntas sobre o que nós estamos fazendo com nosso planeta.

Oz, o protagonista, é sem dúvida o melhor personagem. Mesmo antes de a tragédia se abater na terra, ele já a previra, mas ninguém nunca acreditou em sua pesquisa. Ao ter a chance de mostrar que estava certo, o personagem em momento algum cai na arrogância, pelo contrário, fiquei muito contente de ver que ele manteve todo o discernimento e sempre buscou soluções que seriam boas para ambos os lados.

A razão da ferocidade dos animais demora muito a ser explicada, mas sou obrigada a dizer que mesmo que não houvesse uma explicação detalhada e científica teria ficado completamente satisfeita com a leitura, isso porque não nos é necessário uma explicação pormenorizada para entendermos que os culpados por todas as devastações da fauna e flora somos nós mesmos. Obviamente, a explicação foi fascinante e brilhante, o que me deixou ainda mais embasbacada com esse livro.

Mas o melhor mesmo PATTERSON guardou para o final, que não vou contar aqui qual foi, mas posso dizer que foi mais um momento no livro em que a gente para e repensa em nossas atitudes e principalmente, a falta delas.


ZOO me deixou embasbacada! Ultimamente li tantos livros simplistas do PATTERSON que jamais imaginei que ele conseguiria escrever um livro tão complexo e intenso como fez. Um livro que causa enorme prazer na leitura, mas que também nos faz sentir tristeza, medo, pesar, agonia e desespero. Como disse no começo dessa resenha, PATTERSON deveria abandonar a linha policial e se fiar mais nessa abordagem de mundo apocalíptico com premissas um tanto diferente das que estamos acostumados. Depois de ter lido mais ou menos uns trinta livros do autor, posso dizer que em ZOO o homem brilhou de forma divina! Vou esperar por mais desse PATTERSON que tanto me surpreendeu e chocou. Por esse PATTERSON que explorou um assunto que deveria estar sempre em pauta, por esse PATTERSON que abordou uma questão polêmica, por esse PATTERSON que deu um recado claro de que o homem deveria saber quando parar. Estou apaixonada por esse livro e por tudo o que ele representou. 5 estelas e favorito na minha estante, claro! Leiam!


6 de agosto de 2015

INDICAÇÃO: BRILHANTES - Marcus Sakey (Ed. Galera Record)



Boa tarde, pessoal!

Quinta-feira é dia de indicação, e como a semana é dedicada a GALERA RECORD, claro que vou indicar um super lançamento deles: BRILHANTES do MARCUS SAKEY.

BrilhantesBRILHANTES (vol.1)
MARCUS SAKEY
Série: Brilhantes
Editora: GALERA RECORD              
Ano: 2015
Nº págs: 476
Gênero: Sci Fi

SINOPSE: A partir de 1980, um por cento das crianças começou a apresentar sinais de inteligência avançada. Essa parcela da população, chamada de “brilhantes”, é vista com muita desconfiança pelo restante da humanidade, que teme a forma como esse dom será usado. Nick Cooper é um deles, um agente brilhante, treinado para identificar e capturar terroristas superdotados e levá-los para a custódia do governo. Seu último alvo está entre os mais perigosos que já enfrentou, um líder responsável pelo maior ataque terrorista dos últimos tempos e que pretende começar uma guerra civil. Mas para capturá-lo, Cooper precisa se infiltrar em seu mundo e ir contra a tudo o que acredita. Denominado pelo Chicago Sun-Times como o mestre do suspense moderno, Markus Sakey criou um universo ao mesmo tempo perturbador e incrivelmente semelhante ao nosso, onde um dom pode se tornar uma maldição. 

BRILHANTES me surpreendeu com começo ao fim! Primeiro por ter saído pelo selo da GALERA, que sempre me faz lembrar de livros voltados para o público jovem, com protagonistas também jovens, e eis que tive meu primeiro baque, pois Nick Cooper, o protagonista, não é um adolescente e sim um homem, um homem com ex-esposa e dois filhos! Primeira grata surpresa com essa leitura, que trouxe uma maturidade muito maior ao excepcional enredo.

A segunda surpresa, igualmente gratificante, ficou com a forma como MARCUS explorou o tema, pois pensei que o autor iria dar ênfase aos brilhantes, e iria explorar a história como se fosse algo meio X-MEN, mas não, ele aprofundou bastante na situação mundial, em como as pessoas conviviam com os brilhantes, os problemas políticos, econômicos, sociais, etc, que essa nova formação da sociedade causou ao sistema. Além disso, o autor explorou temas como: conspiração, infiltração, terrorismo, assassinatos...  


BRILHANTES foi um livro completamente diferente do que imaginei que seria e extremamente surpreendente por trazer tantos elementos e uma complexidade que sequer pude pensar. Mais que indico esse livro, se pudesse, obrigaria todo mundo a lê-lo. Excelente! 


3 de junho de 2015

RESENHA: REVIVENTE - Ken Grimwood (Ed. Gutenberg)



Bom dia, gente!

E vamos dar continuidade a nossa semana especial do GRUPO AUTÊNTICA. Hoje vou falar sobre REVIVENTE do KEN GRIMWOOD, que saiu pelo selo da GUTENBERG.

ReviventeREVIVENTE
KEN GRIMWOOD
Editora: GUTENBERG              
Ano: 2014
Nº págs: 320
Gênero: Sci Fi

SINOPSE: Jeff Winston é um jornalista de rádio de 43 anos, que está preso em um casamento fracassado e um emprego sem futuro. Ao sentir uma forte dor no peito, morre instantaneamente. Momentos depois, acorda em 1963, em seu quarto da época de faculdade, com 18 anos novamente, e lembrando-se perfeitamente de tudo o que aconteceu. Sem entender o que está ocorrendo, a única coisa que sabe são os fatos de sua vida e do mundo que se repetirão, inclusive o dia de sua morte. As dúvidas invadem sua mente: o que fazer dessa “nova” vida? Cometer os mesmo erros ou fazer tudo diferente? Deixar que os grandes desastres da história aconteçam ou tentar interferir? Nesta surpreendente e premiada obra, que foi inclusive inspiração para o filme “Feitiço do tempo” (Groundhog Day), é uma aventura emocionante que desafia os limites do tempo. 

Faz certo tempo que REVIVENTE foi lançado, mas nunca havia me interessado pela leitura. Porém, não foram poucos os blogueiros que sempre vi elogiando esse livro. De cada 10 blogueiros, 11 pareciam amá-lo. Por causa disso, resolvi que queria conferir se era mesmo tudo isso, e constatei que os apaixonados pelo livro estavam corretíssimos em sua paixão!

REVIVENTE conta a história de Jeff Winston, um homem que morre e retorna ao ano de 1963. O livro tem a mesma premissa do filme EFEITO BORBOLETA, e exatamente por isso não tinha como não ser interessante.

Desde a primeira página já fiquei enlouquecida com a história e absorta na narrativa de GRIMWOOD, que é divina e cheia de detalhes. Adorei o fato de quando o personagem retorna no tempo busca ter vantagens financeiras para si, isso tornou o livro mais verossímil e Jeff mais real, afinal, ele fez o que todo mundo acabaria fazendo.

Quando achei que a história já estava se tornando um pouco cansativa e repetitiva, fui surpreendida com a presença de outra revivente e sua história, que foi se ligando com a de Jeff e deixando o enredo ainda mais rico e brilhante. As explicações para o ocorrido foram um caso a parte e me fizeram morrer de idolatria com a criatividade do autor.

Não nego que algumas passagens foram tristes, dessas de cortar o coração. Mas KEN encontrou o tom certo para sua obra, deixando romance, humor e drama permearem as páginas na hora certa.

Um único ponto na história me deixou meio insegura, foi quando falaram da morte do presidente Kennedy. Achei que seria meio parecido com o livro do KING, mas não, foi diferente e bastante satisfatório. Ou seja, apreciei cada linha dessa incrível leitura.


Quando terminei REVIVENTE, estava revoltada comigo por ter demorado tanto a ler. Agora compreendo a razão de cada 10 blogueiros que leram esse livro, 11 o idolatrarem. Entrei nessa lista! Leiam! <3