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6 de fevereiro de 2013

RESENHA: JAMES LINS, O PLAYBOY QUE NÃO DEU CERTO - Mario Prata (Ed. Planeta)


Bom dia, pessoal.

Hoje, mais uma vez, venho falar sobre um de meus autores brasileiros preferidos: MARIO PRATA. Nos últimos meses venho ficando extremamente feliz com a Editora PLANETA, pois ela está relançando todos os livros do autor. O último lançamento foi JAMES LINS, O PAYBOY QUE NÃO DEU CERTO, livro que há muito eu queria ler.


A história por trás do livro é muito interessante, lançado em 1994, JAMES LINS foi originalmente um folhetim que saia semanalmente no jornal O Estado de São Paulo. Eu adoro essas inovações que o PRATA faz com seus escritos. Esse como folhetim; OS ANJOS DE BADARÓ pela internet, MARIO está sempre sendo um pioneiro nas mídias.

Quem acompanha a vida e carreia de MARIO PRATA sabe que o autor morou em Lins na infância e adolescência (cidade “perto” da minha – 3 horas de distância, rs) e é justamente sobre um amigo da cidade que ele resolve falar nesse livro. James Lins, um chantagista e pilantra confesso, cometeu um crime horrendo e em seu julgamento foi condenado a 268 anos de prisão.

Com muito humor MARIO vai contando a história da infância do amigo, relatando suas travessuras e experiências e também mostrando o lado pilantra dele, que desde cedo se manifestou. James é um cara engraçado, um golpista convicto, e adora seu ar de playboy. Sabendo que o ponto forte de sua “carreira” é a chantagem, ele arquiteta um plano em que distribui escutas por um condomínio para saber das conversas dos moradores e tirar vantagens deles.

Enquanto MARIO conta a história do amigo e faz visitas a ele na cadeia, James se revela o pior nos canastrões e passa a perna em MARIO, tomando para si a responsabilidade de escrever sua biografia e fazendo com que PRATA seja relegado ao papel de mero corretor ortográfico, afinal, James, além de escrever errado, tem um problema grave com as vírgulas.

 Então os dois autores começam uma batalha pela escrita dentro do livro. James contando sua vida, e PRATA o acusando de enrolar a história, não contar seu crime, colocar defeito em sua linguagem, dizer quantas vírgulas acrescentou ao texto e desmentir Lins em muitas de suas colocações, e tudo isso apenas no rodapé, que foi o espaço “cedido” a MARIO.

PRATA é hoje um estudioso da ficção policial e atualmente se dedica a escrever livros do gênero, porém, quando JAMES LINS foi escrito, essa não era sua especialidade, ainda assim o autor conseguiu manter um suspense fantástico sobre QUAL foi o crime e como ele se desenvolveu.

A jogada de deixar que o personagem tome o lugar do criador e se transforme em autor foi fantástica, faz com que realmente acreditemos que existem duas pessoas narrando a história, sem contar os deliciosos momentos de prazer com a leitura e as diversas gargalhadas que vamos dando, não apenas de James, mas também de PRATA, por ter se tornado parte tão menor em um projeto que era exclusivo seu.

Engraçado e inteligente. Com JAMES LINS, O PAYBOY QUE NÃO DEU CERTO, MARIO PRATA se superou! Eu mais que recomendo. Leia logo! Leia hoje! Leia agora! Leia para ontem!


FICHA DO LIVRO

JAMES LINS, O PLAYBOY QUE NÃO DEU CERTO
MARIO PRATA
               Ano: 2013                   
Editora: PLANETA 
Nº págs: 192
Gênero: Humor, Suspense



29 de maio de 2012

RESENHA: OS ANJOS DE BADARÓ - Mario Prata (Planeta)


Oi, amores!

Hoje vim apresentar resenha e babar ovo (mais uma vez) em cima de um livro escrito por um de meus autores favoritos: MARIO PRATA. Já falei outras vezes aqui no blog que eu AMO o Prata e que paro tudo o que estou fazendo para ler suas obras. Assim que OS ANJOS DE BADARÓ chegou pela editora PLANETA, eu fui ler.

Detalhe: eu não conhecia o livro, não sabia do que se tratava e fiquei extremamente feliz ao ver que era uma narrativa policial. Já li outro livro policial do Prata, SETE DE PAUS e AMEI. Em SETE DE PAUS um assassino corta o membro masculino (estou sutil com as palavras hoje, rs) e coloca um 7 de paus em cima. O livro é ÓTIMO! LEIAM!

Mas vamos voltar a OS ANJOS DE BADARÓ. Em mais um de seus livros policiais, Mario cria um clima de grande tensão com o suicídio de Badaró, um homem que saiu de uma pequena cidade após ser corno e que viu a sorte lhe sorrir quando passou a trabalhar com uma cafetina experimentando as meninas, afinal, ele era ginecologista.

Enquanto fazia fortuna e se apaixonava por alguma das moçoilas, Badaró conhece Naretta, uma linda mulher que sabe mexer com computadores e que cria um site para Badaró comercializar suas garotas. Nessa época, ele já era sócio da cafetina que o convidou para o trabalho.

As coisas com Naretta acontecem tão bem que em pouco tempo os dois formam um casal. Mas o suicídio da primeira sócia e várias coisas estranhas que acontecem com Badaró começam a deixar tudo meio esquisito.

Capella é um grande amigo do personagem, e resolve investigar seu suicídio, mesmo porque recebe uma caixa cheia de disquetes, em nome de Badaró, dizendo que seria possível revelar as razões do amigo para ter acabado com a própria vida.

A história fica ainda mais interessante quando o testamento de Badaró é lido. Toda a sua fortuna, cerca de 10 milhões, foram deixados para Elysa, uma ex-menina da vida e seu primeiro amor.

Com todo esse cerco armado, resta descobrir quais foram as razões para que Badaró, que era aparentemente feliz, acabasse com a própria vida.

Além de o livro ser policial, ele conta com aquele toque de humor que só Mario Prata sabe dar. Uma das personagens mais engraçadas é a esposa do Capello. Enquanto esposa ela é um pé, mas quando baixa a detetive nela... Quando a mãe dela, que só pensa em bebida alcoólica, entra na história então... Preparem-se para rir muito enquanto tentam bancar o detetive desse crime.

Nem por um minuto eu consegui desvendar o final, que me deixou ao mesmo tempo surpresa e me fez rir sozinha.

Outra coisa que preciso contar sobre OS ANJOS DE BADARÓ e que só descobri depois que chegou o livro, é que ele foi escrito no ano 2000 pela internet! Sim, Prata ia escrevendo e os leitores podiam acompanhar pela rede. Só depois é que virou livro livro. Achei isso MUITO interessante.

Para quem quer conhecer um pouco mais do Mario, leiam o post que a Karen, do blog POR ESSAS PÁGINAS, fez sobre o autor clicando AQUI. Ela também fez uma resenha super bacana de MINHAS MULHERES E MEUS HOMENS (AQUI).


FICHA DO LIVRO

OS ANJOS DE BADARÓ
MARIO PRATA
               Ano: 2012                   
Editora: PLANETA 
Nº págs: 232
Gênero: Policial



19 de abril de 2012

RESENHA: MINHAS MULHERES E MEUS HOMENS - Mario Prata (Planeta)

          Bom dia, pessoal.

          Hoje vim apresentar a resenha de mais um autor nacional que eu AMO: MARIO PRATA. Junto com Veríssimo e Nelson Rodrigues, Prata ocupa lugar de destaque no meu coração. Tenho quase todos os livros do autor e tenho um verdadeiro surto cada vez que vejo um novo lançamento ou reedição dos livros dele. Com MINHAS MULHERES E MEUS HOMENS não foi diferente. Solicitei o livro com a Fernanda da editora PLANETA e quase morri de alegria quando o recebi. Assim como Veríssimo, Prata pede leitura imediata e um congelamento em qualquer ação que se tenha planejado para o dia. Claro, parei tudo e me estatelei na cama para me deliciar com as mulheres e os homens que passaram pela vida de Mario Prata.

          MINHAS MULHERES E MEUS HOMENS é uma reedição que, em vez de apresentar as figuras – anônimas e famosas – que passaram pela vida de Prata em ordem alfabética, como na edição original, apresenta tais pessoas em ordem cronológica, o que faz com que consideremos a obra uma biografia da vida desse grandioso cronista. Infelizmente, o livro termina em 1999 L Gostaria muito que houvesse um segundo volume, pois depois de 13 anos, tenho certeza que foram muitas mulheres e muitos homens que continuaram passando e marcando a vida de Prata. Sei também que ele tem milhares de coisas sobre essa gente toda para contar e entregar.

          Claro que as histórias que envolvem famosos são muito mais apreciadas por nós leitores, afinal, conhecemos a cara de quem Mario retrata, mas isso não diminui as gargalhadas que ele nos tira quando fala daqueles que para nós são anônimos. Pelo contrário, mesmo em pouquíssimas linhas ele consegue nos fazer imaginar o rosto e o jeito das pessoas que o cercaram durante sua vida.

          Quando digo pouquíssimas linhas, são poucas mesmo, afinal o livro conta a história de 250 pessoas em 269 páginas. E vocês vão encontrar de tudo: histórias dramáticas, engraçadas, tristes, alegres, nojentas, cômicas, de amizade, de amor, micadas... Aliás, se contarmos todos os micos de Prata, podemos dar um troféu King Kong para o autor, principalmente para suas histórias de dores de barriga. Uma delas, a de acender o isqueiro após o pum, quase me fez cair da cama de tanto que ri.

          Prata é um contador de histórias fabuloso que envolve o leitor da primeira a última linha. Quem ainda não leu nada do autor, leia! Quem já leu, não deixem de se deliciar com essa nova edição de MINHAS MULHERES E MEUS HOMENS. Leitura que vale a pena a qualquer hora do dia ou da noite, mas que traz um prazer tremendo nas madrugadas.


           Prata, S2 Ler tudo o que você escreve e tudo que irá escrever.



FICHA DO LIVRO

MINHAS MULHERES E MEUS HOMENS
MARIO PRATA
               Ano: 2012                   
Editora: PLANETA 
Nº págs: 269
Gênero: Crônicas, Humor