Boa tarde, gente!
É com extrema empolgação que venho falar de A QUINTA TESTEMUNHA, último livro do MICHAEL CONNELLY lançado pela SUMA
DE LETRAS. Não é segredo que o autor é um de meus preferidos e que eu dou
uma boa surtada quando tenho oportunidade de ler algum livro dele. Gosto muito
da versatilidade do CONNELLY tanto
para escrever policiais, como para escrever thrillers jurídicos, caso de A QUINTA TESTEMUNHA.
Primeiramente, eu gostaria de dizer que AMO o advogado Mickey Haller! O
cara é fantástico e é um gênio. Está sempre um passo a frente, tem uma língua
ferina e um pensamento extremamente ágil e devastador. Fico chocada com a
rapidez de seus argumentos, de suas ações e a forma como ele consegue resolver
os mais diversos problemas. Claro que muitas vezes ele soa arrogante,
prepotente e consegue ser insuportavelmente metido, mas até isso atribui
verdadeiro charme para sua condição de advogado de defesa.
E já que o assunto é personagem, preciso dizer que em A QUINTA TESTEMUNHA dois personagens me irritaram muito: Lisa
Trammel, a acusada de assassinato, que parece ter alguma lerdeza mental para
entender as regras de Haller (ok, existe explicação ao final, mas até chegar ao
final ela me irritou ao extremo) e Andrea, a promotora do caso. A toda hora ela
interrompe Haller, quer “pregar peças” para cima dele e ser mais espera que o
advogado. Sei que é esse o papel dela, mas, como fã de Mickey, fiquei meio “emputecida”
com a personagem que tentava ofuscar o brilho do meu queridinho.
Quanto ao enredo, gostei, mas não vou dizer que morri de amores ou que o
considerei excelente. Pelo contrário, já li livros do CONNELLY que são infinitamente melhores. REVIRAVOLTA é um exemplo. Achei o enredo de A QUINTA TESTEMUNHA morno, enfadonho e muitas vezes repetitivo. Claro
que entendo que o autor pegou o embalo de uma recessão americana para colocá-la
como foco em seu livro e assim criticar as financiadoras de imóveis e o
sistema, mas, vivendo longe dessa realidade, é difícil mergulhar na história de
forma profunda e criar laços com personagens e situações. Como disse quando
falei de Haller, o brilhantismo do livro fica por conta dos diálogos ferinos do
advogado e da forma como ele enfrenta sem medo as mais diversas situações.
Sou fã do CONNELLY, mas assumo
que A QUINTA TESTEMUNHA foi um livro
em que um só personagem se fez notar, e que graças a Deus isso aconteceu, do
contrário, nem o magnífico final apresentado teria sido capaz de salvar a
mesmice do livro.
FICHA DO LIVRO
Nº págs: 424
Gênero: Thriller Jurídico
Nunca li nada do Michael Connely, desejo muito ler algum trabalho dele. Adorei sua resenha! Esses personagens arrogantes e inteligentes, como Mickey Haller, são extremamente apaixonantes.
ResponderExcluirXxxx
Puxa, uma pena que o livro não tenha te agradado muito... ainda mais por você ser super fã do autor. Mas acontece. Eu não conhecia o livro, gostei da resenha, e só com a sua descrição das personagens irritantes, deu pra ficar irritada também! ehehehehheehhe Não é um livro que lerei em breve, pois tenho algumas leituras atrasadas, mas futuramente sim....beijos!
ResponderExcluirOlá, você poderia indicar os 5 melhores livros de Michael Connelly?
ResponderExcluirObrigado!!!