22 de março de 2013

RESENHA: O ÚLTIMO GRITO - Lisa Jackson (Ed. Bertrand Brasil)


Bom dia, pessoal.

Vou finalizar esta semana com resenha de livro policial. Vocês sabem que eu AMO o gênero e que gostaria de ler todos os já lançados no mundo. Como tal feito é impossível, na maioria das vezes opto por livros de autores que já conheço, mas claro que também adoro conhecer novos nomes. O problema é que cada vez que conheço um novo autor de policiais eu acabo me afeiçoando a ele e querendo ter a coleção completa.

Hoje vou falar sobre O ÚLTIMO GRITO, da LISA JACKSON, lançado ano passado pela BERTRAND BRASIL. Com relação à LISA fui à contramão do que acabei de falar no parágrafo acima. Vi tanta gente falando bem da autora que corri para ter minha “coleção” dela (de apenas três livros lançados, por enquanto), mas ainda não havia lido nada da autora. Quando consegui a parceria com a BERTRAND pensei: “é agora LISA JACKSON!” e fiquei super entusiasmada quando O ÚLTIMO GRITO, o 3º que faltava para minha coleção, chegou.

SINOPSE: Prosperity, Oregon, 1977. Um incêndio mortal no moinho da abastada família Buchanan faz Cassidy, filha caçula de Rex Buchanan, dono da propriedade e de metade da cidade, ver sua adolescência e seu amor serem levados pelo fogo. O incêndio foi criminoso e houve vítimas fatais, mas sua autoria nunca foi descoberta, e o caso nunca foi resolvido. Dezessete anos depois, determinada a enfrentar seus demônios e a sair em busca da verdade, ela retorna a Prosperity. Mas, em vez de respostas, outro incêndio aterrorizante e um assassinato acontecem. Intrigados com a coincidência entre a presença de Cassidy e as duas tragédias, alguns moradores começam a especular se ela seria a vítima que teve sorte de sobreviver ou a culpada.

Ao ler a sinopse e os tantos elogios à autora, comecei a ler o livro de forma desesperada. Eis que se deu o problema. Não sei se foi pelo excesso de expectativa que depositei nela, mas, infelizmente, não me senti atraída pela história.

O livro é dividido em duas partes: a primeira, que conta a história da família de Cassidy em 1997; as tragédias e mortes que se abateram sobre seus familiares e amigos, o incêndio criminoso na fazenda de seu pai, etc. E a segunda parte, que conta a história de Cassidy 17 anos depois do primeiro crime, mas envolvida em um novo incêndio.

Preciso dizer que ao ler o prefácio eu fiquei chocada! Adorei cada palavra escolhida e fiquei em êxtase ao ver que o primeiro contato que estava tendo com o livro era com o criminoso. Aliás, durante todo o livro, o incendiário vai se manifestando, e isso que serviu para fazer com que eu lesse até o fim. Claro que pelo uso das palavras, a forma como fala, os pensamentos, etc, conseguimos perceber qual o sexo da personagem e por conta disso, e pelo fato de o livro não ter diversos personagens (como é comum nos livros policiais), no meio dele conseguimos ter certeza sobre quem é o assassino, o que não fica claro, e nos faz rodar em círculos de especulações, é o motivo; que quando revelado nos deixa CHOCADOS, pois são imensamente fortes.

Sei que falei logo no começo que não gostei do livro, mas que fiz diversos elogios agora, a realidade é que tirando esses fatores que citei, achei o livro pobre em seu conteúdo policial e com páginas demais sobre romance, romance, romance e sexo, sexo, sexo.

A idéia do livro, do crime, dos motivos e o assassino são geniais, mas completamente possíveis de serem BEM desenvolvidas em 300, 350 páginas, não em 600 como foram utilizadas.

A primeira parte do livro quase me fez desistir. A sensação era de estar lendo um romance de época com mocinhas “dadas” e (muitas) cenas de sexo ardente. Aliás, uma das personagens só pensa nisso, só fala disso e por saber ser linda se atira em cima de todos os homens. A primeira parte foi realmente um tédio, e a leitura foi lentíssima. Porém, como havia lido muitas resenhas positivas sobre o livro, e quase todas citavam a segunda parte como sendo ótima, decidi que persistiria na leitura.

O começo da segunda parte de fato me agradou bastante. Um novo incêndio, o mesmo modus operandi, e aí o livro realmente ganhou um tom mais investigativo, o que fez com que eu devorasse as próximas 100, 150 páginas, e foi aí que a morosidade voltou. Mais uma vez a narrativa se tornou lenta, enfadonha, cheia de enrolações e sexo, sexo e mais sexo.... O ÚLTIMO GRITO é um livro policial, mas a sensação de estar lendo um romance de banca não abandonou a história. Além do sexo, era sentimentalismo pra cá, paixão para lá, lembranças infinitas de amor, etc. E eu, igual a uma desesperada querendo ver crime e investigação.

Ao longo de toda essa embromação, várias revelações interessantes foram feitas, o que nos faz chegar cada vez mais perto do personagem que é culpado, mas a coisa já estava TÃO enfadonha que foi impossível dar o devido valor a elas. Meu interesse no livro só voltou quando os motivos passaram a ser revelados e confirmou minha suspeita sobre o criminoso, só que quando isso aconteceu, já era o fim e faltavam menos de 20 páginas para terminar a história.

Minha consideração final é que O ÚLTIMO GRITO seria um livro perfeito se enfatizasse menos os relacionamentos amorosos e fixasse mais na idéia criminal e investigativa, que é o que se espera de um livro policial.

Contudo, diante de tantos elogios que vejo para a autora, não pretendo desistir dela só por um primeiro contato. Darei mais duas chances a LISA, com CHAMA FATAL e CALAFRIOS. Espero que a autora me conquiste, do contrário, será uma coleção a menos de livros policiais a fazer, e eu odeio me desfazer deles :(



FICHA DO LIVRO


O ÚLTIMO GRITO
LISA JACKSON 
Editora: BERTRAND BRASIL                      
Ano: 2011                  
Nº págs: 602
Gênero: Policial, Suspense



20 de março de 2013

RESENHA: DEZOITO LUAS - Margaret Stohl & Kami Garcia (Ed. Galera Record)


Bom dia, pessoal lindo!

Estou dando pulinhos de alegria para falar de DEZOITO LUAS, das autoras MARGARET STOHL e KAMI GARCIA, mais um lançamento perfeito da GALERA RECORD.

SINOPSE: Ethan Wate pensou que ele estava se acostumando com os estranhos, acontecimentos impossíveis acontecendo em Gatlin, sua pequena cidade do sul. Mas agora que Ethan e Lena voltaram para casa, estranho e impossível assumiram novos significados. Enxames de gafanhotos, recorde de calor e tempestades devastadoras devastar Gatlin como luta Ethan e Lena para entender o impacto da Alegando Lena. Mesmo família de Lena de Supernaturals poderosos é afetada - e suas habilidades começam a falhar perigosamente. Com o tempo, uma questão torna-se clara: o que - ou quem - terá de ser sacrificado para salvar Gatlin Para Ethan, o caos é uma distração assustadora, mas bem-vindo. Ele está sendo perseguido em seus sonhos de novo, mas desta vez não é por Lena - e tudo o que está assombrando ele está seguindo-o para fora de seus sonhos e em sua vida cotidiana. Ainda pior, Ethan está gradualmente perdendo pedaços de si mesmo - esquecendo nomes, números de telefone, mesmo memórias. Ele não sabe por que, e na maioria dos dias ele está com muito medo de perguntar. Às vezes, não há apenas uma resposta ou uma escolha. Às vezes não há como voltar atrás. E desta vez não haverá um final feliz.

Já ouvi diversos comentários de pessoas que não gostam da série e que não conseguiram ver graça ou mergulhar na leitura de DEZESSEIS LUAS. Juro que não consigo entender a razão, o primeiro livro da série BEAUTIFUL CREATURES me conquistou logo de cara e fez eu viver uma experiência incrível viajando pelo mundo mágico de Lena e companhia. Além disso, tive a sorte de ler o primeiro volume quando o segundo já havia saído, e foi aí que a história me ganhou de vez! Toda a narrativa foi perfeita, toda a magia, os personagens (os bonzinhos e os malvados), a cidade de Gatlin, tudo me deixou cada vez mais fascinada pela série. Não bastando todos esses pontos altos, a série ainda trouxe uma surpresa: um narrador masculino. São tantas as protagonistas femininas, que quando deparei com um menino narrando um livro do gênero sobrenatural eu gamei logo de cara.

Confesso que a demora para sair o terceiro volume fez com que minha expectativa e paixonite pela série fossem diminuindo. A leitura de DEZOITO LUAS foi uma leitura meio assim: vou ler só porque já comecei a série. Li sem expectativa alguma e mais uma vez fui fisgada pelo maravilhoso mundo que STOHL e GARCIA criaram.

Demônios, Incubus, Conjuradores, ex-Sirenas, etc... Nesse terceiro volume os diversos seres que me conquistaram voltam com tudo e com páginas e mais páginas de pura ação. O livro não tem um momento morno, pelo contrário, a cada página uma novidade, uma revelação, uma explicação.

ADORO a forma como é exposta a “batalha” entre os seres de Luz e Trevas, principalmente a que corre no interior de Lena. Preciso dizer também que AMO de paixão os vilões dessa série. A personalidade, as razões, a forma como eles são expostos, tudo faz com que os livros fiquem ainda melhores.

Ethan continua sendo minha grande paixão nesse volume. Acho incrível o fato de ele ser o narrador e expor de forma tão nua e crua seus pensamentos e sentimentos. Além disso, ele tem uma visão peculiar de certos personagens e situações, que acaba por nos fazer dar grandes risadas com sua forma de contar as histórias.

Achei fantástico como cada personagem conseguiu ter um momento de protagonista no livro. Cada um teve seu espaço, seu momento de brilhar, seu momento de dizer a que veio na história. Além disso, as autoras sempre acertam na medida do romance entre Ethan e Lena, nada exagerado, nada meloso, nada dramático, tudo em perfeita harmonia e suficientemente doce para nos conquistar.

Não consigo apontar um livro da série para escolher como o melhor. Mas sei que vou esperar o próximo volume de forma desesperada, preciso de mais um encontro com Ethan, só espero que não demore, pois já estou morrendo de saudade!


FICHA DO LIVRO

DEZOITO LUAS
MARGARET STOHL & KAMI GARCIA
Editora: GALERA               
Ano: 2013
Nº págs: 403
Gênero: Sobrenatural



19 de março de 2013

RESENHA: MISERERE: ASSASSINATO EM QUATRO ATOS - Jean-Christophe Grangé (Ed. Record)


Bom dia, queridos.

Estou tão empolgada para falar do livro de hoje que tenho medo de me perder nas palavras. Semana passada, recebi da Editora RECORD o livro MISERERE: ASSASSINATO EM QUATRO ATOS, do  JEAN-CHRISTOPHE GRANGÉ. Como vocês sabem, sou alucinada por livros policiais, e fico doida com a quantidade de livros do gênero que a RECORD lança. Quando li a sinopse de MISERERE fiquei ainda mais interessada pelo livro.

SINOPSE: O corpo de um organista chileno é encontrado em uma catedral armênia sob circunstâncias aterrorizantes, e a descoberta de uma série de outros assassinatos similares torna o caso ainda mais complexo. Todos os homicídios apresentam as mesmas características: tímpanos perfurados, trechos de Miserere, do compositor Gregorio Allegri, escritos com o sangue das vítimas e pegadas muito pequenas para serem de um adulto. O policial aposentado Lionel Kasdan une-se a Cédric Volokine, da Brigada de Proteção de Menores, em uma caçada ao culpado. Ao buscar uma ligação entre os casos, os dois começam a suspeitar de que as mortes tenham sido parte de um sombrio ritual, capaz de corromper até mesmo a pureza de uma criança.

Pronto, MISERERE parecia ser tudo o que eu queria: um livro policial que envolvia uma pegada artística, no caso a música; algo que me lembra muito Dan Brown, Steve Berry, entre outros.

Ao iniciar a leitura me vi completamente envolvida pelo assassinato do músico Goetz. A forma brutal, as poucas e interessantíssimas pistas, sua vida, etc. E então GRANGÉ apresentou algo completamente diferente, uma dúvida ferrenha da causa do crime. A princípio acreditava-se em crime político, pois Goetz tivera envolvimento com o general chileno Pinochet, algumas páginas adiante o crime foi ligado à pedofilia. Quando novos corpos começaram a aparecer, a narrativa ia mostrando essas duas vertentes e como cada crime se encaixaria em cada uma delas.

A verdade é que fui ficando alucinada por cada página lia. Quando o motivo político me convencia, entravam explicações sobre pedofilia que me deixavam em dúvidas. Quando a pedofilia me convencia, mais revelações políticas eram feitas e me deixavam agoniada para saber do que realmente se tratava.

Sim, confesso: tentei roubar. Por diversas vezes quis pular um parágrafo ou frase, pois estava realmente angustiada e queria saber por qual dos dois motivos Goetz havia sido assassinado. Mas não consegui fazer isso, por uma razão fantástica: GRANGÉ me envolveu. De repente o livro dá uma parada nessas duas possibilidades e começa a nos brindar com uma verdadeira aula de história. Uma aula que em meus diversos anos de estudo eu jamais tive o prazer de ter. JEAN nos insere na Alemanha nazista de Hitler e nos diversos regimes ditatoriais que existiram na América do Sul. Brasil, Argentina, Colômbia, e muitos de nossos vizinhos são citados. As torturas e atrocidades cometidas nessa época são completamente exploradas, nos deixando expostos a um verdadeiro choque e horror com os fatos apresentados. A história do alemão-nazista Hans Hartmann me deixou assoberbada por suas maldades e sua história de “treinar” militantes dos regimes.

Quando percebi, o livro voltava para sua veia policial, em busca de pistas, e eu estava lá, ansiando por mais umas 100 páginas sobre a história do mundo. É claro que JEAN não me decepcionou e começou a mesclar cada uma das descobertas com momentos históricos-políticos.

Muitas das passagens do livro são fortes, pois envolve crianças em todas as situações: torturadas, treinadas, malvadas, vítimas e homicidas. Fiquei impressionada com a quantidade de fatos que o autor conseguiu conectar em sua história e torná-la plausível.

A vida dos dois detetives principais envolvidos revela surpresas sem fim. Personalidades opostas, eles se completam e nos fazem ler de forma voraz cada passagem que revelam algo sobre seu passado.

O que mais surpreende no livro é a arma do crime. Apenas revelada ao final e com explicações maravilhosas sobre como conseguiram encontrá-la. O final é majestoso e inigualável.

Como deixei claro durante a resenha, MISERERE: ASSASSINATO EM QUATRO ATOS, não é apenas um livro policial, e sim uma verdadeira aula de história. Foi um dos livros mais inteligentes e bem elaborados que já tive o prazer de ler. Entrou para minha lista de favoritos. Dizer que eu recomendo é pouco, o melhor seria dizer que MISERERE deveria ser leitura obrigatória! 



FICHA DO LIVRO

MISERERE: ASSASSINATO EM QUATRO ATOS
JEAN-CHRISTOPHE GRANGÉ
Editora: RECORD                       
Ano: 2013                  
Nº págs: 490
Gênero: Policial, Suspense


18 de março de 2013

CAIXA DE CORREIO #92


Bom dia, pessoal!

Esta semana chegaram poucos, mas excelentes livros:


 A RECORD enviou MISERERE: ASSASSINATO EM QUATRO ATOS. Amanhã vou postar a resenha desse livro para vocês. Já adianto que se desse eu daria nota 11. Nunca li algo igual, estou extasiada com a leitura até hoje. Já podem ir encomendando o exemplar de vocês

Da BERTRAND BRASIL recebi O ÚLTIMO GRITO da LISA JACKSON. O começo da história não me empolgou muito, mas, agora que estou na metade, está parecendo que vai ficar mais interessante. É aguardar para ver.

A UNIVERSO DOS LIVROS mandou INTERLIGADOS: ADEN STONE E A BATALHA CONTRA AS SOMBRAS. Acho que sou a única blogueira que ainda não leu essa série. Pretendo começar a ler nessa semana.

SETE DIAS PARA UMA ETERNIDADE e O LADO BOM DA VIDA, consegui em trocas pelo SKOOB.


Contem o que vocês andaram recebendo e lendo nessa semana que passou.



Bjs
e boa semana para todos



14 de março de 2013

RESENHA: UM CERTO VERÃO - David Baldacci (Ed. Arqueiro)


Bom dia, pessoal.

Como vocês viram, essa semana foi dedicada às resenhas dos lançamentos de fevereiro da Editora Arqueiro. Hoje encerro o ESPECIAL SEMANA ARQUEIRO falando de um livro que me emocionou ao extremo: UM CERTO VERÃO do DAVID BALDACCI.

Antes de qualquer coisa, preciso dizer para que vocês NÃO LEIAM A CONTRA CAPA, SINOPSE ou ORELHA DO LIVRO, pois elas revelam uma parte muito importante da história. Dito isso, vou apresentar aqui apenas meus sentimentos em relação à leitura. Sobre o enredo, basta vocês saberem que o livro vai falar da recuperação de uma família frente a uma tragédia que os destroça.

Apesar de amar livros policiais, resolvi que conheceria o autor através de um drama, por isso, esse foi meu primeiro contato com BALDACCI. Após ler umas 50 páginas, a primeira coisa que eu pensei foi: “OMG! Esse homem é um novo Sparks!” A emoção das palavras, o sentimento que ele coloca nas personagens, a facilidade com que ele escreve o enredo, tudo isso fez com que fosse impossível não fazer uma comparação com Sparks. A diferença é que enquanto Nicholas opta por uma história que se desenvolve e termina em um final trágico (na maioria das vezes), BALDACCI apresenta a tragédia logo de cara e seu desenvolvimento mostra a superação e crescimento de cada um dos personagens.

Chorei em diversas partes do livro. Nas passagens tristes eu chorei, nas de superação eu chorei, nas conversas familiares eu chorei. Chorar foi o que mais fiz durante a leitura desse maravilho livro. Até em pequenas frases, como um “oi, tudo bem?” me senti emocionada. Durante todo o livro podemos sentir a competência de BALDACCI ao carregar de emoção cada uma de suas frases, por mais singelas e simplistas que elas possam parecer. 

Criei laços e tive carinho pela grande maioria dos personagens. Jack, o personagem principal, é um exemplo, não apenas de superação, mas é um marido apaixonado, pai zeloso e compreensivo, um batalhador. Mas BALDACCI não nos deixa apenas com a visão de personagens perfeitos, pelo contrário, ele também expõe todos eles em suas falhas e erros, o que os humaniza cada vez mais e nos faz sentir uma empatia tremenda por cada um deles e os momentos de dificuldade pelos quais passaram.

Confesso que como conheci o autor por esse drama perfeito e tocante, tenho receio de ler seus livros policiais, mas recomendo UM CERTO VERÃO de olhos fechados!


FICHA DO LIVRO





UM CERTO VERÃO
DAVID BALDACCI
Editora: ARQUEIRO
Ano: 2013                   
Nº págs: 288
Gênero: Drama





13 de março de 2013

RESENHA: É MELHOR NÃO SABER - Chevy Stevens (Ed. Arqueiro)


Bom dia, pessoal!

Dando continuidade a nossa semana ARQUEIRO, hoje vou falar sobre É MELHOR NÃO SABER da CHEVY STEVENS. Este ano decidi que assim que acabasse de ler um livro iria escrever a resenha, pois dessa forma não deixaria que elas fossem se acumulando, porém, o livro de que vou falar hoje me deixou com sentimentos tão controversos que resolvi esperar uns dias para escrever sobre ele e ver se formulava uma opinião mais concreta sobre os fatos. Contudo, a ideia não deu certo, e continuo com minha opinião completamente dividida.

É melhor não saberSINOPSE: Sara Gallagher nunca sentiu que pertencesse de verdade à sua família de criação. Embora sua mãe seja amorosa e gentil e ela se dê bem com sua irmã Lauren, a relação com o pai e a irmã caçula, Melanie, sempre foi complicada.
Às vésperas de se casar, Sara decide que está pronta para investigar o passado e descobrir suas origens. Mas a verdade é muito mais aterrorizante do que ela poderia imaginar. Sara é fruto de um estupro, filha do Assassino do Acampamento, um famoso serial killer.
Toda a sua paz acaba quando essa história é divulgada na internet e o pai que ela anteriormente queria conhecer resolve entrar em sua vida de forma avassaladora. Eufórico com a descoberta de que tem uma filha, John vê nela sua única chance de redenção. E, para criar um vínculo com Sara, ele está disposto a tudo, até a voltar a matar.
Ao mesmo tempo, a polícia acredita que essa é sua única chance de prender o assassino e resolve usá-la como isca. Então Sara se vê numa caçada alucinante, lutando para preservar sua vida e a de sua filha.
É melhor não saber é um complexo retrato de uma mulher tentando entender suas origens. Uma história cheia de reviravoltas, na qual ninguém é completamente bom ou mau.


É MELHOR NÃO SABER foi meu primeiro contato com a CHEVY. Vi tanta gente falando bem de IDENTIDADE ROUBADA que quando li a sinopse de seu novo livro precisei lê-lo de qualquer jeito.

Logo nas primeiras páginas eu decidi que já havia AMADO o livro. A narrativa era simples, rápida e muito envolvente. Tudo que Sara falava e fazia era completamente interessante, e o fato de a história ser narrada por ela enquanto conta sua história em suas sessões de terapia me deixou completamente fixada no livro.

Porém, como nem tudo foram flores na leitura de É MELHOR NÃO SABER, no meio da história passei a ter birra de Sara. Ela começou a fazer um drama totalmente exagerado sobre o fato de o pai ser um serial killer, a mãe biologia ter abandonado-a e sobre seu noivado com Evan.

De repente, por conta de todo esse exagero dramático, a narrativa que estava super dinâmica e envolvente ficou numa morosidade eterna que parecia jamais terminar. As diversas brigas que Sara teve com o noivo para encontrar ou não o pai foram completamente enfadonhas e repetitivas, parecia que a toda hora estava lendo as mesmas páginas, pois rodeava, rodeava e não saia daquela mesmice de repetir fatos e explicações.

 Claro que o livro tem pontos altíssimos de que gostei imensamente: o lado humano do assassino foi muito bem retratado, fazendo com que, por diversas vezes, eu simpatizasse com ele; a relação conturbada do pai adotivo de Sara com ela fez sentir aquele aperto no peito de tristeza; a caracterização dos policiais da história foi fantástica, só achei que muito demoraram para pegar o assassino.

O final do livro traz boas e chocantes surpresas, daquelas que os fãs de livros policiais adoram, pois é uma delícia chegar ao fim de um livro e ver que tem mais, muito mais. Só que, mais uma vez repito, a morosidade e o excesso de drama de Sara no meio da história, fizeram com que eu não saboreasse do jeito certo esse final, que sei ter sido fenomenal e grandioso.

Mesmo tendo se passado mais de uma semana da leitura do livro, eu ainda me apego ao fato da lentidão narrada no meio da história. Não fosse por isso, e considerando o começo e o final da trama, eu daria nota 11 e É MELHOR NÃO SABER entraria para os meus favoritos, mas, realmente, aquelas 30 ou 40 páginas repetitivas me incomodaram bastante na leitura e não consegui esquecer da existência delas e nem de como “podaram” minha empolgação para o final do livro.

Leiam e tirem suas conclusões. ;)


FICHA DO LIVRO





É MELHOR NÃO SABER
CHEVY STEVENS
Editora: ARQUEIRO
Ano: 2013                   
Nº págs: 320
Gênero: Suspense, Policial