5 de junho de 2015

RESENHA: A CAÇA - Jussi Adler-Olsen (Ed. Record)



Muito boa tarde, pessoal!

Vamos encerrar nossa Semana Especial da RECORD com um livro policial maravilhoso que eles lançaram: A CAÇA do JUSSI ADLER-OLSEN.

A CaçaA CAÇA (vol.2)
JUSSI ADLER-OLSEN
Série: Departamento Q
Editora: RECORD              
Ano: 2015
Nº págs: 462
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Ao retornar das férias, o detetive Carl Mørck, do Departamento Q, encontra em sua mesa os arquivos do caso Rørvig. Que estranho. O caso não havia sido encerrado? O assassino dos dois irmãos mortos na casa de veraneio não se entregara nove anos depois do crime? Quem teria colocado aqueles arquivos ali? Alguém parece querer que o caso seja reaberto e Carl Mørck morde a isca. As pistas que encontra levam o detetive à alta-roda, ao mundo do mercado de ações, da indústria da moda e da cirurgia plástica. E também às sarjetas mais imundas e sinistras de Copenhage, onde conhece Kimmie, uma moradora de rua atormentada por vozes e que precisa roubar para viver. Kimmie parece estar sempre fugindo. E de fato está. Três poderosos homens estão atrás dela e não medirão esforços para encontrá-la, pois Kimmie parece saber algo capaz de ameaçar o futuro deles. Algo que pode ter a ver com o caso antes encerrado, mas que, infelizmente para os três, acaba de ser reaberto pelo incansável detetive Mørk. 

Fiquei doida pelo OLSEN e sua série DEPARTAMENTO Q após ler A MULHERENJAULADA, o primeiro da série. O livro foi ótimo, cheio de reviravoltas e escrito de forma extremamente inteligente, fazendo com que eu ficasse curiosa do começo ao fim. A adaptação também foi bastante digna e fiquei muito satisfeita. Desde então, espero pela sequência dessa série, que, sim, pode ser lida fora de ordem. Se no primeiro livro o detetive Mork resolveu um caso incrível, em A CAÇA ele resolveu um surpreendente.

A diferença do primeiro e segundo livro fica no quesito suspense. Enquanto o primeiro teve o já conhecido jogo de gato e rato para tentarmos desvendar culpados, em A CAÇA isso não existiu, pois desde o início somos apresentados ao crime e aos criminosos. O que houve aqui foi um plano de vingança muito bem executado. E quem não gosta de histórias de vingança? Eu AMO! Justamente por isso que favoritei o livro.

Uma das coisas mais impressionantes nessa leitura é o quanto a história cresce. Tudo começa com a investigação não resolvida do assassinato de dois jovens, e então percebemos que o crime é muito maior que esse. Aliás, os crimes, pois são TANTOS os envolvidos, tantas situações desesperadoras reveladas, que é impossível soltar o livro e não ficar meio absmado. Cada vez que pensei em fazer uma pausa, uma sordidez era acrescentada ao enredo e eu ficava ainda mais fisgada por ele.

A capa traz os dizeres “A criatividade de Jussi Adler-Olsen para cenas de violência é inigualável” e, realmente, a frase não traz nenhum exagero. Não teve uma só cena sobre os crimes que não me impressionou e não me deixou chocada com a nudez com que o autor descreveu-a, não são apenas as cenas de violência que chocam e fazem o estômago revirar, o que provoca essas reações são as descrições do prazer que os agressores sentem ao cometer tais atos.

Outro ponto forte do livro, e que pode ser considerado o melhor dele, são os personagens. O detetive e seu grupo são brilhantes e fascinantes, mas, principalmente, os agressores. Todos eles são muito bem explorados e não são poucas as vezes em que nos deixam enojados com suas atitudes e pensamentos. Mas o que glorificou OLSEN nesse livro foi um dos personagens do grupinho violento, que ao mesmo tempo em que nos faz sentir desprezo, faz com que sintamos pena e até simpatia em alguns momentos, e simplesmente ADORO quando um autor consegue tornar um personagem tão profundo a ponto de despertar sentimentos tão díspares no leitor, principalmente quando sofremos pelo que está acontecendo com o personagem no presente, mas achamos que ele merece por suas atitudes do passado.

A CAÇA foi uma leitura extremamente gratificante, pois é o tipo de livro policial que não nos incita a bancar os detetives e tentar descobrir algo sobre o enredo ou personagens, mas sim refletir sobre atitudes. São poucos os livros do gênero que levam o leitor a algum tipo de reflexão, e A CAÇA sem dúvida é um  exemplo capaz de fazer isso, pois é impossível lê-lo e ficar indiferente à maldade humana, que já surpreende quando se manifesta em um ser, imaginem o quão fatal ela pode ser quando pertence a um grupo, um grupo que não mede esforços para atingir seus objetivos,  não pensa nas consequências de seus atos e se diverte com o sofrimento alheio. 

A CAÇA pode ser um livro policial, mas indico para os que não são fãs do gênero também, acredito que esse seja aquele livro capaz de agradar a muitos e fazer com que vários períodos de reflexão pairem em suas mentes. Vale a leitura! Confiram! 


RESENHA: COM AMOR, A GAROTA CHAMADA ESTRELA - Jerry Spinelli (Ed. Gutenberg)



Bom dia, pessoal!

Como última resenha da Semana Especial do GRUPO AUTÊNTICA, vocês vão poder conferir o que achei de mais uma lindeza lançada pelo selo da GUTENBERG: COM AMOR, A GAROTA CHAMADA ESTRELA do JERRY SPINELLI.

Com amor, a garota chamada EstrelaCOM AMOR, A GAROTA CHAMADA ESTRELA (vol.2)
JERRY SPINELLI
Série: Stargirl
Editora: GUTENBERG              
Ano: 2015
Nº págs: 232
Gênero: Juvenil, Drama, Romance

SINOPSE: Nesta continuação de A extraordinária garota chamada Estrela, a história se passa depois que a jovem se muda da cidade e deixa tudo para trás: o Arizona, sua escola, os lugares encantados no deserto e, principalmente, Leo. Ela não para de pensar nele, e parece que seus momentos felizes estão cada vez mais raros. Ela começa uma nova vida com pessoas muito peculiares: sua vizinha Dootsie, de 5 anos de idade; Betty Lou, que está há anos sem sair de casa; Charlie, que passa as tardes no cemitério; Alvina e sua unha cintilante; e Perry Delloplane, o garoto de olhos azuis que reivindica seu coração. Em cartas para Leo, ela narra sua versão dos fatos do passado e conta as aventuras que vive no presente, nas quais reencontra a alegria de viver, conquista a todos e vai transformando a vida daquele lugar. Com amor, a garota chamada Estrela mostra que tudo o que nos faz diferentes, em vez de nos afastar, pode nos deixar ainda mais próximos uns dos outros.

Ano passado apresentei para vocês Estrela, a divina personagem de A EXTRAORDINÁRIA GAROTA CHAMADA ESTRELA, uma adolescente que com seu jeito diferente e bom humor tocou o coração de todos na escola que estudava, mas que não demorou a dar uma “mancada” com os alunos e se ver vítima de bullying.

Nesse segundo livro, a personagem continua sendo uma garota completamente especial, mas dessa vez ela está longe da escola que lhe causou alguns pesares e de Leo, o namorado que havia arrumado, pois ela mudou de cidade. Apesar da mudança, ela ainda não esqueceu o garoto, e nos conta a sua história e seus sentimentos em forma de diário datado, o que tornou a leitura bastante rápida, porém não menos intensa, poética e comovente.

Aliás, poética é o que a linguagem de SPINELLI mais é. Falei isso na resenha do primeiro livro e preciso repetir agora. A sensibilidade que exala pelo livro é tocante, e nos faz sentir aperto no peito em muitos momentos do enredo, principalmente quando Estrela usa seus "dons" para ajudar as pessoas que a cercam.

Uma coisa que muito me impressiona nessa série é a protagonista. Fico me perguntando como o autor conseguiu criar uma adolescente tão especial e ao mesmo tempo tão diferente dos muitos jovens tolos dessa idade. Tenho certeza de que a personagem irá, mais uma vez, surpreender a todos que tiverem contato com sua história, pois a forma como ela consegue modificar a todos a seu redor e torná-los especiais é incrível.


Não acho certo COM AMOR, UMA GAROTA CHAMADA ESTRELA ser considerado um livro juvenil, acho que deveria existir uma categoria chamada universal, pois esse é o tipo de livro capaz de atingir o coração do leitor de qualquer idade e de agradar a todos os públicos. É impossível ficar indiferente a essa leitura! Leiam o primeiro, leiam esse segundo e se apaixonem por essa garota tão diferente em tudo e de todos. Lindo, lindo, lindo!





4 de junho de 2015

RESENHA: SR. DANIELS - Brittainy C. Cherry (Ed. Record)



Boa tarde, pessoal!

Hoje teremos a resenha do belíssimo SR. DANIELS da BRITTAINY C. CHERRY, lançado pela editora RECORD.

Sr. DanielsSR. DANIELS
BRITTAINY C. CHERRY
Editora: RECORD              
Ano: 2015
Nº págs: 310
Gênero: Drama, Romance

SINOPSE: Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings vê sua vida mudar completamente. Além de ter de aprender a conviver sem parte de si mesma, ela precisa se adaptar a uma nova rotina. Enviada pela mãe para a casa do pai, com quem mal conviveu até então, ela viaja de trem para Edgewood, Wisconsin, carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação de trem Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil, e a atração é imediata. Os dois compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. Ao sentir-se esperançosa quanto a sua nova vida, Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor. E não consegue acreditar quando descobre, no primeiro dia de aula, que Daniel, o belo músico de olhos azuis com quem já está completamente envolvida, é o Sr. Daniels, seu professor de inglês. Desorientados, eles precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, eles ainda precisam tentar de todas as formas superar os antigos problemas e sobreviver a novos e inesperados conflitos.

Assim que li a sinopse de SR. DANIELS fiquei interessada. Motivo: o tema seria o relacionamento de um professor com uma aluna. Quando vi que a RECORD estava mandando o livro para todos os parceiros, fiquei louca para que o meu chegasse logo, pois minha curiosidade estava gigante. Segunda essa belezura apareceu por aqui e na terça meu mundo parou quando iniciei a leitura.

Muitos de vocês vão dizer que eu vivo criticando os new adults e nem gosto desse gênero. Não gosto mesmo e continuarei criticando, pois a imensa maioria dos livros do gênero apresentam bad boys que tratam as mulheres como lixo, achando que o imenso amor que sentem por elas é suficiente para manter uma relação. Outra coisa que me aborrece nos new adults é o fato de as garotas sempre serem retratadas como descerebradas, pois elas acham que o amor que sentem pelos rapazes é o mais importante do mundo e que família e amigos deixam de existir nessa hora, simplesmente acho essa sublimação do amor ABSURDA! Além disso, geralmente, são garotas de 19, 20 anos com carga emocional de mulheres de 30, 40, o que, para mim, não cola. E por fim, odeio o gênero porque acho meio ridículo isso de os autores excluírem os pais desses jovens e mostrar que eles se viram sozinhos desde novos e não precisam de ninguém. Esse afastamento familiar só me dá uma impressão: que o autor tem preguiça CRÔNICA de desenvolver mais sua história e os personagens.

Mas todo gênero guarda uma grande surpresa. E SR. DANIELS foi uma das mais gratificantes, começando pela protagonista, que não é cheia de mimimi e não tenta fazer parecer que carrega uma carga emocional imensa. Ashlyn é a protagonista perfeita: inteligente, com respostas maduras, segura de si, com um sofrimento que, apesar de ter razão em existir, não fica se lamentando a todas as páginas nem o usa como desculpa para justificar seus erros e principalmente, é uma garota RACIONAL, que apesar da paixão, não fica cega para o mundo ao seu redor.

Sr. Daniels, por sua vez, se encaixa também na perfeição, pois é um homem maduro (apesar da pouca idade), doce, romântico, inteligente e encantador. Não tem nada desses caras boçais que esse gênero literário costuma apresentar. Diante de um personagem tão único, até mesmo eu tenho que me render e dizer que ele foi encantador, assim como foi encantador todo romance que envolveu a vida dos dois.

Um fato que me chamou muita atenção em SR. DANIELS foi o não afastamento da família. CHERRY não teve preguiça de desenvolver sua história e seus personagens, pelo contrário, não só apresentou papai e mamãe como também madrasta, padrasto, irmãos de sangue, irmãos postiços, etc. TODOS muito bem trabalhados, muito bem explorados e com histórias que fizeram com que lágrimas caíssem de meus olhos por várias vezes. Além disso, BRITTAINY aproveitou para explorar diversos assuntos, como bullying, homossexualismo, álcool, drogas, e principalmente a morte.

A morte é um dos pontos mais altos do livro. Quando cheguei a determinado momento pensei “mas puxa, isso é meio que cópia de PS EU TE AMO”, mas bastou ler só mais algumas páginas para que meu pensamento fosse “e daí! É perfeito do mesmo jeito!” A autora tratou do tema da morte com uma sensibilidade enorme, que me levou a diversas reações, desde algumas lágrimas de felicidade a um choro convulsivo de tristeza e dor.


Não gosto de new adult, mas reconheço quando tenho um livro comovente e brilhante em mãos, e esse é o caso aqui. Que vocês deixem a história de amor de SR. DANIELS conquistá-los e se debulhem em lágrimas, como eu. Favoritei, claro <3 


INDICAÇÃO: O LIVRO DO AMOR - Ariane Freitas & Jessica Grecco (Ed. Gutenberg)



Bom dia, pessoal!

Nessa manhã de feriado não poderia deixar de trazer a vocês um post de indicação de uma fofurinha lançada recentemente pela GUTENBERG: O LIVRO DO AMOR, das autoras, ARIANE FREITAS & JESSICA GRECCO. Confiram a edição linda que a GUTENBERG preparou para vocês:


   

O livro é em capa dura <3 o que já torna o amor ainda mais imenso.



Aqui as autoras falam um pouquinho do amor...



É um livro para presentear <3 Aproveitem! O dia dos namorados está chegando!



Depois aparecem várias indiretas (ou diretas), como essa acima.



E ainda traz espaço para você poder completar com a sua indireta pra quem você ama <3



Ao final ele traz algumas informações sobre as autoras e as redes sociais delas.



E termina com uma playlist que exala amor para ouvir com aquela pessoa especial.



O LIVRO DO AMOR é lindinho e tenho certeza que no dia 12 qualquer namorado ou namorada que recebê-lo vai se derreter. Presenteiem suas paixões!


3 de junho de 2015

RESENHA: BELEZA PERDIDA - Amy Harmon (Ed. Verus)



Boa tarde, pessoal!

A resenha de hoje é de mais um lançamento do selo VERUS: BELEZA PERDIDA da AMY HARMON.

Beleza PerdidaBELEZA PERDIDA
AMY HARMON
Editora: VERUS              
Ano: 2015
Nº págs: 332
Gênero: Drama, Romance

SINOPSE: Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose… até tudo na vida dele mudar. Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido. Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.

Surpreendente! Preciso começar a resenha com esta palavra para que vocês compreendam o quão gratificante a leitura foi.

BELEZA PERDIDA foi um livro que não solicitei e que, se dependesse de mim, jamais o solicitaria, isso porque logo que li a sinopse imaginei um new adult desses bobocas e forçados, como todos os que li do gênero até agora. O livro só caiu na minha rede de leitura porque era de ação, e acho muito chato receber os livros de ação e não lê-los. Não nego, foi com um esforço descomunal e com um preconceito imenso que dei inicio a leitura.

Não nego que a escrita da AMY me agradou logo de cara, mas também não nego que achei o começo meio chato, não por algum problema no livro, mas pelas minhas ideias pré-concebidas de que estava frente a um gênero que não suporto e me depararia com personagens rasas, tolas, que sublimam o amor e negligenciam todo o resto a sua volta. Porém, quando dei por mim, estava completamente apaixonada por Fern, a protagonista dessa história, que de boboca e tola não tem nada! Pelo contrário, ela é uma garota inteligente, sensível, bondosa e extremamente madura. Ambrose, o rapaz lindo, apesar de sua beleza ser o foco do começo do livro, não tem nada de superficial também, acredito que exatamente por esses motivos fui conquistada por BELEZA PERDIDA.

Enquanto muitos livros com adolescentes vomitam seus romances e apenas ele, AMY teve toda uma preocupação em inserir aspectos bem fortes em sua trama, como a deficiência física e a guerra após a tragédia do 11 de setembro, pontos que serviram para que eu idolatrasse ainda mais o enredo. Aliás, não faltaram pontos fortes na leitura, que perpassa pelo tema da agressão contra a mulher de forma brilhante e vai até crimes cometidos por pessoas “desorientadas”.

Em relação ao romance, eu me rendo, amei! A história de Fern e Ambrose foi linda e a forma como AMY resolveu narrá-la fez com que ficasse ainda mais especial, pois em muitos momentos a narração foi interrompida para que um retorno ao passado fosse apresentado, e com isso houve a possibilidade de sabermos mais sobre a história e nos aprofundarmos mais na vida dos personagens principais e de outros que os cercam. E não faltaram personagens especiais ligados aos protagonistas, mas chamo atenção para o primo de Fern. Que relação linda! Já aviso, peguem os lenços que as lágrimas serão muitas e intensas! 

BELEZA PERDIDA foi uma imensa e grata surpresa. E não, não considero esse livro um NA, mas sim um drama muito intenso e bem construído, capaz de nos levar às lágrimas em muitos momentos, mas que também consegue arrancar alguns sorrisos no meio de tantas tragédias que apresenta. Fiquei apaixonada pelo livro e não vejo a hora de ler os outros da autora que a VERUS pretende lançar. Confiram, se emocionem e se apaixonem!


RESENHA: REVIVENTE - Ken Grimwood (Ed. Gutenberg)



Bom dia, gente!

E vamos dar continuidade a nossa semana especial do GRUPO AUTÊNTICA. Hoje vou falar sobre REVIVENTE do KEN GRIMWOOD, que saiu pelo selo da GUTENBERG.

ReviventeREVIVENTE
KEN GRIMWOOD
Editora: GUTENBERG              
Ano: 2014
Nº págs: 320
Gênero: Sci Fi

SINOPSE: Jeff Winston é um jornalista de rádio de 43 anos, que está preso em um casamento fracassado e um emprego sem futuro. Ao sentir uma forte dor no peito, morre instantaneamente. Momentos depois, acorda em 1963, em seu quarto da época de faculdade, com 18 anos novamente, e lembrando-se perfeitamente de tudo o que aconteceu. Sem entender o que está ocorrendo, a única coisa que sabe são os fatos de sua vida e do mundo que se repetirão, inclusive o dia de sua morte. As dúvidas invadem sua mente: o que fazer dessa “nova” vida? Cometer os mesmo erros ou fazer tudo diferente? Deixar que os grandes desastres da história aconteçam ou tentar interferir? Nesta surpreendente e premiada obra, que foi inclusive inspiração para o filme “Feitiço do tempo” (Groundhog Day), é uma aventura emocionante que desafia os limites do tempo. 

Faz certo tempo que REVIVENTE foi lançado, mas nunca havia me interessado pela leitura. Porém, não foram poucos os blogueiros que sempre vi elogiando esse livro. De cada 10 blogueiros, 11 pareciam amá-lo. Por causa disso, resolvi que queria conferir se era mesmo tudo isso, e constatei que os apaixonados pelo livro estavam corretíssimos em sua paixão!

REVIVENTE conta a história de Jeff Winston, um homem que morre e retorna ao ano de 1963. O livro tem a mesma premissa do filme EFEITO BORBOLETA, e exatamente por isso não tinha como não ser interessante.

Desde a primeira página já fiquei enlouquecida com a história e absorta na narrativa de GRIMWOOD, que é divina e cheia de detalhes. Adorei o fato de quando o personagem retorna no tempo busca ter vantagens financeiras para si, isso tornou o livro mais verossímil e Jeff mais real, afinal, ele fez o que todo mundo acabaria fazendo.

Quando achei que a história já estava se tornando um pouco cansativa e repetitiva, fui surpreendida com a presença de outra revivente e sua história, que foi se ligando com a de Jeff e deixando o enredo ainda mais rico e brilhante. As explicações para o ocorrido foram um caso a parte e me fizeram morrer de idolatria com a criatividade do autor.

Não nego que algumas passagens foram tristes, dessas de cortar o coração. Mas KEN encontrou o tom certo para sua obra, deixando romance, humor e drama permearem as páginas na hora certa.

Um único ponto na história me deixou meio insegura, foi quando falaram da morte do presidente Kennedy. Achei que seria meio parecido com o livro do KING, mas não, foi diferente e bastante satisfatório. Ou seja, apreciei cada linha dessa incrível leitura.


Quando terminei REVIVENTE, estava revoltada comigo por ter demorado tanto a ler. Agora compreendo a razão de cada 10 blogueiros que leram esse livro, 11 o idolatrarem. Entrei nessa lista! Leiam! <3