Oi, pessoal!
Para fechar a semana com chave de ouro, vou falar sobre o comentadíssimo MORTE SÚBITA da J.K. ROWLING, lançado pela NOVA
FRONTEIRA. Após ANOS de espera por alguma novidade da autora, ela brindou
seus fãs com um livro adulto e uma linguagem completamente diferente da que
conferimos em HARRY POTTER.
Nesse momento sou
obrigada a perguntar: posso dar nota 11 para o livro?
A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma
antiga abadia, esconde uma guerra. Ricos em guerra com os pobres, adolescentes
em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em
guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista.
A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o
catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma
eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? Com muito
humor negro, instigante e constantemente surpreendente, Morte Súbita é o
primeiro livro para adultos de J.K. Rowling, autora de mais de 450 milhões de
exemplares vendidos.
Li muitas críticas negativas sobre esse novo trabalho da ROWLING, porém minha opinião é
totalmente contrária a da maioria. Eu AMEI MORTE
SÚBITA e assim que terminei o livro morri de vontade de começar a ler de
novo.
Obviamente, não podemos comparar esse livro com a série do bruxinho, e
isso foi o que mais me fascinou nessa incrível mulher, saber que ela pode
escrever de tudo, e que tudo sempre sai maravilhoso e perfeito.
Confesso que quando vi várias informações negativas sobre o livro fiquei
com o pé atrás. Tanto que protelei ao máximo sua leitura e me arrependi
horrores. Devi tê-lo devorado assim que passou por minha porta.
Acredito que a maioria saiba do que se trata o livro. Em poucas palavras: MORTE SÚBITA vai falar sobre a reação
de alguns membros de uma cidadezinha na Inglaterra que se deparam com a morte
súbita de Barry Fairbrother, um membro do Conselho da cidade.
O principal motivo de eu ter IDOLATRADO o livro foi por seu lado político.
Com a morte do conselheiro, alguns personagens começam suas campanhas para
tomar seu lugar. O interessante é que ROWLING
vai expondo essas personagens, suas relações familiares e de amizade, seu
envolvimento com o trabalho e a sociedade, de forma bastante escancarada, o que
acabou por cansar alguns leitores, já que temos páginas e mais páginas com as
mais infinitas e detalhadas descrições de tudo. Como eu acho que quanto mais
detalhado melhor, fui saboreando cada pedacinho da vida dos conselheiros da
cidade, seus pensamentos, suas atitudes e o lado que tomariam.
O mais interessante é que a autora não explora um lado bom e outro ruim
dos “políticos”, o que ela faz é expor dois pontos de vista sobre um problema
que envolve a cidade. A cidade em questão é Pangford, que anos atrás “ganhou”
Fields como parte de suas terras. Fields é um bairro pobre, onde drogados,
miseráveis, desempregados e gente que vive de assistência gratuita mora. Além
disso, conta com um hospital que trata dependentes químicos. O que parte do
Conselho de Pangford quer é incorporar Fields e suas responsabilidades para uma
cidade vizinha. Ocorre que Barry (o defunto), era contra isso, e dizia que
tinham que manter Fields em Pangford e ajudar a população.
Nessa onda política, ROWLING
vai apresentando os mais diversos personagens: dependentes químicos,
assistentes sociais, viúvas, vizinhas fofoqueiras, amantes, adolescentes
maldosos, personagens que sofrem de TOC, e as mais variadas personalidades que
permeiam uma cidade de interior onde todos se conhecem. A vida de cada um
desses personagens é bastante aprofundada e enriquece muito a leitura, que
conta com cenas de sexo, violência, drogas, bullying, etc. A crueldade de
algumas cenas chegam ser chocantes e nos deixam fortemente emotivos.
Mesmo com algumas atitudes completamente erradas de alguns personagens,
era impossível não sentir empatia, ou até mesmo pena, por eles. Algumas
palavras e situações chegaram a me doer no coração enquanto lia.
Fiquei fascinada com a forma como ROWLING
conseguiu explorar tantas personalidades e ainda assim inseri-las no contexto
principal: o político. Outro ponto que me deixou de queixo caído foi ver que a
política nas cidadezinhas da Inglaterra não diferem muito da política das
cidadezinhas brasileiras. Como muito sabem, moro em uma cidade com menos de 7
mil habitantes e na época da política vivemos situações muito parecidas e
algumas até piores e mais cruéis das que a autora escreveu em MORTE SÚBITA. Talvez por vivenciar de
perto a premissa tão realista que a autora explorou, sou obrigada a perguntar
novamente: posso dar nota 11 para o
livro? Porque é essa a nota que ele merece, e é por isso que está entre
meus favoritos.
FICHA DO LIVRO
MORTE SÚBITA
J.K. ROWLING
Editora: NOVA FRONTEIRA
Ano: 2012
Nº págs: 512
Gênero: Drama
Cortesia da editora para resenha




