14 de julho de 2015

RESENHA: OS ÚLTIMOS DIAS DE NOSSOS PAIS - Joël Dicker (Ed. Intrínseca)



Boa tarde, pessoal!

É com muita alegria que hoje comunico a vocês que teremos uma semana especial da editora INTRÍNSECA! \o/ Comemorem! Isso significa que durante essa semana teremos posts nas seções de resenha, indicação, listas e SORTEIO!!!

Para começarmos com chave de ouro, vou falar sobre OS ÚLTIMOS DIAS DE NOSSOS PAIS do talentosíssimo JOËL DICKER.

Os Últimos Dias de Nossos PaisOS ÚLTIMOS DIAS DE NOSSOS PAIS
JOËL DICKER
Editora: INTRÍNSECA              
Ano: 2015
Nº págs: 304
Gênero: Drama

SINOPSE: Após a frustração de ter tido o Exército britânico encurralado em Dunquerque, Winston Churchill tem uma ideia capaz de mudar o curso da guerra: a criação de uma nova seção do serviço secreto britânico, a SOE (Executiva de Operações Especiais), responsável por conduzir ações de sabotagem e se infiltrar nas linhas inimigas. Algo jamais feito na história. Na esperança de se juntar à Resistência, o jovem Paul-Émile deixa Paris e vai para Londres. Logo recrutado pela SOE, ele se integra a um grupo de franceses que se tornam seus companheiros de coração e de armas. Passando por formações e treinamentos intensos nos quatro cantos da Inglaterra, os selecionados voltarão para a França ocupada para contribuir na resistência. Mas a espionagem alemã está alerta... A existência da SOE por muito tempo foi mantida em segredo. Várias décadas após o fim das atrocidades da Segunda Guerra, Os últimos dias de nossos pais é um dos primeiros romances a abordar sua criação e a relembrar as verdadeiras relações entre a Resistência e a Inglaterra de Churchill. Dicker constrói um livro sobre amor, amizade e medo, com uma profunda reflexão sobre o ser humano e suas fraquezas.

Quem acompanha o blog viu que ano passado, quando li A VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT, fiquei completamente alucinada e apaixonada por esse homem. DICKER mostrou um talento surpreendente ao escrever seu primeiro livro de suspense. E foi esse o livro responsável por alavancar sua carreira.

Com os fãs conquistados por sua grandiosa obra, a INTRÍNSECA resolveu lançar o primeiro livro do autor: OS ÚLTIMOS DIAS DE NOSSOS PAIS. Concordo que em uma comparação HARRY QUEBERT é um livro mais grandioso, diria até magnânimo, pois DICKER obviamente amadureceu de uma obra para outra, tanto no quesito enredo quanto nas construções frasais. Contudo, acredito que seja um pecado extremo comparar os dois livros, isso porque enquanto um explora o gênero do thriller de suspense o outro explora o gênero drama, e DICKER mostrou que sabe escrever divinamente em qualquer desses gêneros. HARRY QUEBERT pode ter sido o motivo de sua explosão no mundo literário, mas não seria impossível que ele tivesse conseguido o mesmo feito com OS ÚLTIMOS DIAS DE NOSSOS PAIS, uma estreia que, para mim, foi arrebatadora e merecia o mundo a seus pés!

Sou um pouco suspeita para falar de livros que remetam à 2ª Guerra, ainda mais nessas últimas semanas, em que li AS ESPIÃS DO DIA D na semana retrasada, TODA LUZ QUE NÃO PODEMOS VER na passada, e OS ÚLTIMOS DIAS DE NOSSOS PAIS ontem. Sim, li em um dia só porque não consegui soltar esse livro tão cheio de sensibilidade e fatos históricos.

Como já disse muitas vezes, adoro quando autores misturam ficção com realidade, é como sair de uma aula de História e ter aproveitado 110% do conteúdo. Mas acho que dessa vez senti que meu aproveitamento foi 150%!

OS ÚLTIMOS DIAS DE NOSSOS PAIS já começa lindo e intenso, e bastaram as primeiras 30 páginas para que eu já estivesse com os olhos cheios de lágrimas e o coração cheio de dor, principalmente porque essa parte envolve um animalzinho. Nesse primeiro momento, DICKER explora diversos personagens, mas principalmente Pal e seus sentimentos em relação a seu pai e ao adeus dos dois. A saudade é um sentimento que permanece por todo o livro, e é incrível a forma como o autor conseguiu me fazer sentir exatamente o que os personagens estavam sentindo. A relação de pai e filho foi um dos momentos mais marcantes e tocantes dessa leitura. Foi com muita dor que acompanhei a despedida dos dois e o início da vida de Pal nos treinamentos da guerra.

Particularmente, sinto um enorme prazer em ler sobre os treinamentos que os agentes especiais receberam nesse período, e DICKER deixou essas partes bem ricas, explorando os cursos, exercícios e severos treinamentos pelos quais esses jovens passaram. Outros aspectos que fizeram a narrativa brilhar foram as descrições da criação de bombas e os atentados com explosivos.

Livros de guerra são sempre muito intensos, e na imensa maioria das vezes passam uma mensagem bastante forte sobre tudo o que ocorreu no período, e foi o exato caso aqui, mas o que impressionou mesmo foi que DICKER não tentou criar laços de empatia no leitor apenas por retratar a guerra, o que ele fez foi retratar as diversas relações humanas e como elas prosseguiam nesse período tão triste da história do mundo. A narrativa também brilhou em algumas passagens em que recebeu um tom de humor pertinente ao momento e que garantiu leveza ao fato narrado. Leveza essa exigida pelo coração dos leitores, pois não foram poucas as vezes em que me senti destroçada durante a leitura.

Como todo bom livro de guerra, um romance se desenvolve com o “personagem principal” e adorei a forma gradual como ele foi acontecendo, como os sentimentos foram tomando conta dos personagens e como o amor foi se tornando intenso e real. Coloquei personagem principal entre aspas porque é meio injusto apontar apenas um dos rapazes como o principal. Apesar de Pal e sua história de vida aparecerem mais, todos os personagens encontram o foco principal em algum momento, o que nos faz sentir bastante próximos a todos, bem como a seus desejos, medos e sentimentos.

Mas se tem um sentimento recorrente durante toda a leitura é o de medo e morte, afinal, estamos falando da guerra, e seria impossível ler OS ÚLTIMOS DIAS DE NOSSOS PAIS sem temer que ela fizesse de algum querido personagem uma vítima.

Para os sofredores, aviso: segurem o coração nas páginas 50 a 53, pois segurar as lágrimas é completamente impossível!


OS ÚLTIMOS DIAS DE NOSSOS PAIS foi um dos livros mais sensíveis e belos que li sobre a 2ª Guerra. Quem gosta do tema vai amar o livro. Quem não gosta, vai amar também, pois esse é um enredo deveras profundo e arrebatador. Mais um na minha lista de favoritos. Leiam! <3



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26 comentários:

  1. Mari!
    Dá para sentir em cada linha que OS ÚLTIMOS DIAS DE NOSSOS PAIS a emocionou de verdade.
    Gosto demais dos livros ambientados nas guerras e pelo visto, o drama aqui dominada, a relação de pai e filho, ingredientes que mexem com qualquer leitor.
    Deve ser uma leitura maravilhosa!
    “É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada.”(William Shakespeare)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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    1. Rudy, vou morrer lembrando desse livro. Lindo! <3

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  2. Ué, será que lemos o mesmo livro? Eu achei de uma pieguice insuportável!

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    1. kkkkkkkkkk, chorei de rir! Ai, leitura é uma questão de gosto mesmo. Achei belíssimo! Adoro Dicker.

      Bjs

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  3. Oi, Mari!
    Também acredito que seria um pecado comparar os dois livros do autor, afinal, são de gêneros completamente diferentes, sem falar que esse é o primeiro livro do autor. Mas confesso que esse livro não faz meu estilo de leitura, não por causa da época em que ele é ambientado - Segundo Guerra - , e sim por causa do enredo, ele não me atraiu. Contudo, achei inteligente do autor colocar humor e leveza em certos momentos, pois uma história focada sempre no drama provocaria rios de lágrimas.
    Apesar de não ser meu estilo, amei a resenha!
    Bjos!

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    1. Any, eu adorei o livro por causa desse comedimento mesmo, mas confesso que AMO um livro de chorar em bicas, hahahaha.

      Bjs

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  4. Qaundo eu vi o livro A Verdade sobre o caso Harry Quebert nos lançamentos da Intrinseca, eu tinha ficado com vontade de ler ele, mas até hoje eu não li :P
    Agora já fiquei com vontade de ler também esse livro. Gosto bastante de livros sobre a 2º Guerra, e acho que vou amar o livro. Também gosto bastante quando misturam ficção e realidade. E já amei saber que o romance se desenvolve de forma gradual. Com certeza o livro já entrou na minha listinha :D
    Beijos!

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    1. Rafa, como assim não leu harry Quebert! Mude isso e leia já! Livro divo da minha vida!
      E leia Os Últimos Dias também, você vai ver que o autor arrasa nos dois gêneros <3

      Bjs

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  5. Oi, também gosto bastante de histórias que se passam na 2ª Guerra Mundial e fala sobre. Não conhecia o autor e fiquei querendo ler esse livro, só de ler a sinopse, principalmente porque nos faz refletir muito e tem esse sentimentalismo que o autor nos faz sentir. Bjus.

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  6. Gosto muito de livros de Drama e ainda mais quando é utilizado a História neles... Com certeza mais um livro pra lista de desejos! Resenha muito boa.

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    1. Obrigada, Lucas. Espero que o leia em breve.

      Abraços

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  7. Livros sobre a 2ª Guerra Mundial são sempre bem emocionantes e esse livro parece ser ótimo, fiquei bastante interessada em ler.

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  8. 2ª Guerra ou guerra que for. Adoro ler. Só. Adoro.
    Parece que tudo é extremo nesse tipo de livro (se for bem escrito, claro), emoções e ações. Gosto do tudo ou nada que eles tem. É tenso de ler, faz você ficar na torcida e desesperada, ansiosa...
    Esse parece bem emocional.

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    1. E é Cris, a relação de pai e filho é o mais que esse livro tem. Confira!

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  9. Oiee
    Eu sou super emotiva então só procuro ler livros assim quando estou afim de me emocionar por que sei que vou chorar com qualquer deixa que o livro der.E é notável o seu amor por esse tema,dá pra ver nas suas resenhas o tamanho do amor por histórias passadas nesse período.E é ótimo ver o crescimento do autor ao decorrer das obras ainda mais quando não gera comparações,o que muitas vezes pode acontecer.

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  10. Eu nem sabia da existência deste livro! Mas como é drama, acho que não seria uma leitura tão prazerosa para mim, pois não curto esse gênero literário. Sabe como é, né? De drama já basta a minha vida! Sou mais o estilo tiro, porrada e bomba! KKKKKKKK
    Mas valeu pela informação. Assim, quando alguém vier comentar comigo sobre ele, já não farei cara de paisagem! kkkkk

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  11. Ops, não fazia ideia de que esse livro era do mesmo autor de A Verdade sobre o caso Harry Quebert. Já fiquei muito mais interessado por saber que ele é um Drama, eu adoro dramas, sou um drama ambulante! para melhorar o livro ainda aborda a 2º guerra e eu sou apaixonada por história, logo, com certeza já despertou minha atenção. Acho que vou desistir de comentar aqui, você vai me levar a falência definitivamente e além disso vai colocar ideias de literatura policial fixas no meu cérebro kkkkk ♥

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  12. Dicker? Drama? Really? Nossa, é nessas horas que vejo como minha tendencia em julgar é grande. É como ver Nicholas Sparks escrever um livro de terror. Um pouco estranho.. mas quem disse que não pode ser bom? Fico com pé atrás em ler um livro com gênero diferente do que o autor costuma publicar, principalmente autores de que gosto. Fico com medo de me decepcionar. Esse principalmente pq detesto drama.

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  13. Ótima resenha sobre um livro que eu não conhecia.
    Histórias de guerra não me atraem, assim como, fatos históricos, mas, às vezes é bom ler.
    Ainda mais sendo mais focado no drama (e bem sensível), do que na ação.

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  14. Quando disse na resenha que vou ter que segurar as lagrimas eu imaginei que quero ler esse livro hoje, gosto muito de livros que me fazem chorar e por todos as outras coisas que descreveu na resenha e que também gosto já está na minha lista de compras pra ontem.

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  15. Tenho o outro livro desse autor, mas apesar dos elogios nunca li. Esse livro me chamou a atenção por se passar na guerra e apesar de não gostar muito de drama, quer muito ler esse livro.
    Beijos

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  16. Até hoje nao li em um livro sobre a 2ª Guerra. Falta de oportunidade mesmo, mas filmes ja vi alguns e morro de tensao que sempre sinto ao ver o horror da epoca.
    Gostei da resenha, vejo que o livro consegue trazer a tona todo o sentimento e nos fazem emocionar com a historia.
    Fiquei curiosa sobre os cursos, exercícios e severos treinamentos pelos quais esses jovens passaram.
    Com certeza um livro que quero conhecer.

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  17. Ansiosa para imergir na leitura desta obra fantástica!!

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