29 de junho de 2014

RESENHA: ARMADILHAS DO DESTINO - E.M. Sousa



Oi, pessoal.

Hoje vou falar sobre ARMADILHAS DO DESTINO, da autora E.M. SOUSA, lançado de forma independente.

Armadilhas do DestinoARMADILHAS DO DESTINO
E.M. SOUSA
Ano: 2014                  
Nº págs: 216
Gênero: Romance

SINOPSE: Primeiro livro da série Armadilhas. Na Itália, em Verona. A cidade que foi palco do amor de Romeu e Julieta. Nasce uma história de amor. Henry White tem 25 anos quando vê Lanna Grey pela primeira vez, em uma festa beneficente organizada pela família dele. Ela tem apenas 15 anos na época. E ele sabia que o pai de Lanna jamais permitiria o namoro dos dois. Dois anos mais tarde. A sorte brilha para Henry. Quando o pai de Lanna, o senhor Charles Grey vem a falecer após um ataque cardíaco. Deixando Lanna e sua mãe Leonor sem nada. Leonor faz um empréstimo diretamente com Henry. E entrega como garantia de pagamento a própria filha. Henry agora tem 27 anos é dono de várias indústrias, hotéis e bancos na cidade de Verona. Ele é prepotente, egoísta, arrogante e extremamente lindo. Henry esconde um passado obscuro. Ele poderia ter qualquer mulher. Mas, queria apenas uma: Lanna Grey, a menina de olhos verdes e rosto inocente. Lanna tem 17 anos, acaba de entrar na Univesidade de Verona no curso de História da Arte. É uma sonhadora. Amante da arte. Nunca pensou que sua mãe fosse capaz de lhe entregar como pagamento de uma dívida. Ela agora teria que casar com Henry. Mesmo sem amá-lo. Ela o odiava por ele tê-la aceito como garantia de pagamento. Henry aprenderá com Lanna o significado do verdadeiro amor. E Lanna aprenderá com ele, que todos podem mudar. Inclusive a pessoa mais cruel que ela já conheceu: Ele. O destino traçou uma armadilha para juntar os dois. Seria o amor capaz de superar o ódio? Leia e apaixone-se!

Faz bastante tempo, mas bastante tempo mesmo, que a autora ELIDIANE me procurou para firmar parceria com o blog. Também faz um tempão que li ARMADILHAS DO DESTINO, mas, na minha lerdeza, acabei esquecendo de postar a resenha. Portanto, chega de postergar e vamos as minhas considerações sobre ARMADILHAS DO DESTINO.

Primeiro aspecto do romance que me cativou foi o mocinho. Não pensem que estarão diante de um bom moço, desse que nos enche o coração e que faz com que desejemos encontrar um príncipe como ele, pelo contrário, Henry White é, sim, o mocinho dessa história de amor, mas também é o vilão, e que vilão! Ele é sujo, cruel, ardiloso e por vezes violento. Gostei bastante de vilão e mocinho ser o mesmo personagem. Poucos livros trazem essa dualidade de caráter e achei a ideia fascinante. É bom ver que ninguém é 100% bom ou 100% mau. Exatamente por isso, Henry foi meu personagem preferido na trama. Contudo, analiso essa preferência por ele de forma isolada, considerando interessante a construção do personagem, não aprovando suas detestáveis atitudes e o fato de tratar a mulher como objeto.

Quanto a Lanna, a protagonista, algumas coisas me irritaram, como o fato de ela gostar de carros e ouvir Spice Girls. Fiquei incomodada ao ler as passagens automobilísticas e ver o quanto a garota era entendida de carros, obviamente, os melhores carros ($$$) se é que vocês entendem. Assim em como muitos livros de hoje, não gostei de ver as humilhações infligidas a ela, muito menos de ver que ela as aceitava. Parece que muitas das mulheres de hoje são caracterizadas na literatura por sua atitude de aceitação frente a um homem que possui dinheiro e poder. Mulheres desse tipo parecem ter preço, mas não valor. O fato de Lanna conhecer o caráter de Henry, se assustar com suas atitudes, não procurar tomar providências, e mesmo assim assumir seus sentimentos por esse "ogro", chocou-me algumas vezes, ao mesmo tempo em que fiquei admirada com a coragem da moça em assumir tais sentimentos, principalmente por ter passado por muita violência nas mãos do personagem, que parecia um algoz.

Um aspecto que me surpreendeu no livro foram as partes calientes. Como muitos sabem, não leio romances eróticos, pois não vejo propósito no sexo, parece que é feito por fazer, mas, em ARMADILHAS DO DESTINO, essas cenas, extremamente fortes, se encaixaram. Contudo, apesar de ter achado que elas foram bem descritas e que atingiram ao propósito de me deixar chocada e horrorizada, achei que faltou uma abordagem mais profunda ao tratar do tema do abuso e violência sexual, algumas vezes pareceu que era normal passar por tal situação.

Um ponto que tinha me desagradado em ARMADILHAS DO DESTINO, havia sido a revisão. Foram muitos pontos finais em lugares de vírgulas e muitas vírgulas em lugares que deveriam ter pontos finais, e isso acabou por prejudicar um pouco a leitura. Mas disse que isso havia me desagradado, no passado, pois ao conversar com a ELI, fui informada que o texto já está passando por nova revisão, o que vai ajudar a tornar a leitura mais fácil, uma vez que a escrita da autora é bastante fluida.

Um fato que havia me deixado em dúvida em relação ao livro: o momento histórico em que acontece, no presente. Apesar de ter gostado do enredo e dos personagens, não havia ficado convencida que, nos dias de hoje, uma mãe pudesse dar sua filha como pagamento de uma dívida, ainda mais essa filha sendo menor de idade. As leis do nosso país, que sempre deixam a desejar, são bastante rígidas em relação às crianças e adolescentes, e isso jamais seria permitido. Imaginei que na Itália não devia ser muito diferente. Mesmo a família de Lanna tendo perdido tudo, um dia eles foram ricos e o nome de família é o tipo de coisa que se mantém, então não seria nada complicado a garota encontrar um advogado e entrar com um processo contra a mãe e contra Henry e sair vitoriosa. A mim, pareceu meio irreal entregar uma menina menor de idade como pagamento. Assim, diante dessa dúvida, resolvi escrever para a autora e perguntar sobre a lei italiana, pois o mote da história, mesmo sem ser plausível em nossos dias atuais, foi bacana.

Vejam a resposta da autora sobre a questão da lei italiana para crianças e adolescentes:

”... quanto à questão da lei italiana, funciona assim, os pais tem todo o poder sobre os filhos, conjuntos, quando um deles morre, o poder fica para apenas um, no caso ficou com a mãe de Lanna, o contrato que ela fez com Henry, foi com base no casamento dos dois, pois a possibilidade da emancipação pode ser concedida por só um dos pais quando a ausência do outro, ou de sua inexistência, quer pela morte natural, quer pela presumida, mas declarada. O menor de acordo com o art. 390 da lei italiana, fica como emancipado pela lei do casamento. Acontecida essa situação, a incapacidade como menor de idade cessa e a pessoa emancipada fica em idêntica situação à do que já adquiriu a maioridade, por haver completado 18 anos. Desde que o menor seja maior de 16 anos. Assim sendo o menor passa a ter direitos iguais ao do seu conjugue(marido ou esposa). Eu esqueci de por isso no livro quando escrevi a primeira vez, explicando como Henry conseguiu manter Lanna por tanto tempo ao lado dele sem que ela corresse até a polícia ou ao juiz. Eu já terminei o segundo livro e estarei explicando essa parte do casamento no segundo livro. Assim facilitando o entendimento, e as dúvidas que ficaram presas no primeiro livro.”
 Gostei ver que a autora teve preocupação em esclarecer minha dúvida, e, principalmente, que autorizou explicá-la para vocês na resenha. Foi bom também saber que ela vai explicar tudinho no próximo volume, pois ARMADILHAS DO DESTINO é apenas o primeiro volume de uma trilogia que promete fortes emoções.


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4 comentários:

  1. Oi Mari! Nunca tinha ouvido falar desse livro, mas a história parece interessante. Tinha me incomodado já na sinopse bastante com a questão dos pontos finais, mas que bom que será revisado mais uma vez, pois a história parece bem boa. Acho que nunca li um livro em que o mocinho e o vilão eram a mesma pessoa, pelo menos não consigo lembrar agora.
    Também achei super legal da parte da autora responder e tirar a dúvida, pois é um fato importante na história, acho. Fiquei bem interessada.

    Beijos,
    Adri
    http://stolenights.blogspot.com

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  2. Não sou fã de romances mas achei a premissa interessante. Concordo com você nas observações sobre a mocinha, não gosto dessas "mulheres com preço". Por outro lado gostei de saber que ela entende de carros, acho que coisas assim acabam com o estigma coisa de homem x coisa de mulher. Vou considerar a leitura. Ótima resenha.

    Abraço!
    http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/

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  3. Olá gostei da resenha, você sabe como faço para adquirir esse livro pois já morri de procurar e nada. Obrigada!

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  4. Olá gostei da resenha, você sabe como faço para adquirir esse livro pois já morri de procurar e nada. Obrigada!

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