17 de junho de 2014

RESENHA: A VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT - Joël Dicker (Ed. Intrínseca)



Oi, gente!

Hoje vim falar sobre o melhor livro que li nesse semestre e provavelmente será a melhor leitura de todo o ano de 2014: A VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT, do JOËL DICKER, lançado pela INTRÍNSECA.

A Verdade Sobre O Caso Harry QuebertA VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT
JOËL DICKER
Editora: INTRÍNSECA              
Ano: 2014                  
Nº págs: 572
Gênero: Thriller, Suspense

SINOPSE: Aos vinte e oito anos Marcus Goldman viu sua vida se transformar radicalmente. Seu primeiro livro tornou-se um best-seller, ele virou uma celebridade e assinou um contrato milionário para um novo romance. E então foi acometido pela doença dos escritores. A poucos meses do prazo para a entrega do novo original, pressionado por seu editora e por seu agente, Marcus não consegue escrever nem uma linha.
Na tentativa de superar seu bloqueio criativo, Marcus decide passar uns dias com seu mentor, Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país. É então que tudo muda. O corpo de uma jovem de quinze anos - desaparecida sem deixar rastros em 1975 - é encontrado enterrado no jardim de Harry, junto com o original do romance que o consagrou. Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência no caso do assassinato.
Com o intuito de ajudar Harry, Marcus começa uma investigação por contra própria. Uma teia de segredos emerge, mas a verdade só virá à tona depois de uma longa e complexa jornada.
Um extraordinário livro de suspense, uma história de amor e um thriller excepcional, A Verdade Sobre O Caso Harry Quebert escapa a todas as tentativas de descrição. Nada do que você leu antes poderia prepará-lo para este livro.

Se pudesse escrever essa resenha em apenas uma linha, seria: PUTA QUE PARIU! QUE LIVRO FODA DO CARALHO! Acho que os palavrões são suficientes para exaltar o quanto gostei do livro e o quão impressionante foi a leitura. Infelizmente, preciso de mais palavras para falar dele, contudo, nada do que eu diga aqui, nenhum elogio que faça, será suficiente para expor o quanto amei A VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT. A verdade é uma só: faltam palavras para expressar o quão magnífica foi essa leitura.

Logo no início fiquei impressionada com a narrativa de DICKER. Falar sobre um autor (Marcus Goldman) que estava sofrendo por não conseguir escrever um segundo livro após o sucesso do primeiro já me prendeu. Ver que esse autor tinha como mentor um autor ainda mais consagrado (Harry Quebert) e que além de tudo havia sido seu professor na universidade e que agora o estava apoiando quando a falta de criatividade dominou seus dias, foram suficientes para, além de me prender, me dragar para dentro de uma história extremamente audaciosa e complexa.

O enredo se passa em Aurora, cidadezinha dos Estados Unidos, em que todos conhecem todos, mas que sempre guardam segredos. E é atrás dos segredos que cada um esconde que Goldman vai atrás quando vê seu grande amigo, Harry, arrastado para a cadeia acusado de ter matado uma jovem de 15 anos (com quem assumiu ter tido um caso), e que teve o corpo encontrado no quintal de sua casa, trinta e três anos depois, e com o manuscrito de seu segundo livro encontrado junto ao corpo.

É com uma linguagem simples, porém extremamente envolvente, que DICKER nos insere para dentro dessa investigação. Passamos então a conhecer diversos personagens com grandes personalidades e sempre com algum segredinho sobre o desaparecimento da garota. Em determinado momento, fica parecendo que há uma conspiração para que o crime jamais se desvende.

Mas se DICKER conseguiu apresentar um mistério fascinante, com desdobramentos chocantes, conseguiu isso ao ressaltar seus personagens, tornando-os maiores que o crime a ser investigado. Logo de cara já simpatizei com Goldman. Sua crise, desespero e coragem me fascinaram, porém, ao conhecer mais sobre o passado desse autor tão aclamado pela crítica e pelo público, percebi que como a grande maioria dos seres humanos ele tem alguns desvios de caráter, por isso, deixou de ser aquele personagem heróico, singelo e absolutamente superior, para tornar-se apenas um ser humano normal, com seus erros, acertos e força de vontade. A princípio fiquei feliz em ver o tamanho do carinho que Goldman dispensava a Harry. Achei a amizade dos dois linda! Mas confesso que em determinado momento, por saber sobre algumas falhas no caráter e comportamento de Marcus, não consegui acreditar que ele estava ali só para salvar o amigo, mas sim para também se salvar. E essa foi uma das características que mais gostei em A VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT, o fato de o protagonista nos envolver em seus altos e baixos e nos manter na dúvida quanto suas verdadeiras intenções. Obviamente, com o passar das páginas a verdade sobre Marcus fica clara, mas em nenhum momento consegui deixar de duvidar, afinal, duvidar sempre, de tudo e todos, foi o que tornou a leitura tão singular para mim.

Achei excepcional a forma como DICKER conduziu a narrativa através da vida de tantos personagens. Foram muitos ganchos, muitas pontas soltas, muitos segredos que todos tinham a esconder. O autor foi brilhante ao conseguir humanizar cada um desses personagens, fazendo com que eles parecessem próximos ao leitor, mas que em nenhum se podia confiar cem por cento. Ora víamos um personagem como vítima, ora como vilão. Duvidar foi o segredo usado por JOËL para manter seu enredo tão fascinante. Duvidei de caráter, de histórias, de revelações, de verdades ditas, afirmadas e reafirmadas. Quando parecia que todos os detalhes de um personagem foram revelados, que poderia descartá-lo, alguma coisa, ou alguma ligação, com algo ou alguém aparecia e colocava o personagem de novo no páreo investigativo. E apesar de A VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT ser um suspense, um livro sobre a investigação de um assassinato, é muito fácil esquecer disso, pois o autor tem um talento GIGANTE para enredar por outras trilhas, por deixar o leitor afoito por mais e mais. Leitores de livros policiais sabem o quanto é importante dissecar a vítima para descobrir o motivo do crime, mas, nesse caso, a vítima apresenta muito mais que uma razão para ser morta, essa garota de apenas 15 anos apresenta um passado bem assustador e tenebroso.

Gostei muito da abordagem do romance de Harry e Nola (a garota). Quando a pequena cidade descobre que houve um caso entre os dois, ficam estarrecidos, achando um absurdo, um crime. Por alguns momentos pensei que teríamos o tema da pedofilia (tão comum nos thrillers de hoje) em voga, mas JOËL me surpreendeu ao expor esse romance de outra forma e me surpreendeu mais ainda quando passou a revelar cada pedacinho do sombrio passado de Nola.

Em meio a um mar de personagens interessantes, peculiares e suspeitos, DICKER ainda começou cada um dos capítulos com ensinamentos que Harry deu a Goldman de como ser um bom escritor, dicas que se tornam interessantes durante a leitura, mas que ganham um significado maior quando chegamos ao final e ficamos sabendo algumas verdades sobre QUEBERT. Aliás, todas as verdades são surpreendentes. A VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT não é apenas um livro investigativo que coloca um ponto final em um crime aberto há vários anos, mas é um livro que mostra as verdades que se escondem dentro dos seres humanos. Achei impressionante como um crime conseguiu envolver tanta gente e revolver tantos passados, tantas histórias, tantos segredos e tantas revelações. Nesse misto tão grande, descobrir um assassino não é a única coisa que importa no livro, mas sim desvendar os mais diversos segredos aos quais passamos a ter acesso por meio do fatídico 30 de agosto de 1975, data em que Nola foi dada como desaparecida. Mesmo porque, logo após termos todos os elementos da investigação, continuamos a ser surpreendidos mais e mais por revelações pessoais sobre alguns personagens. No entanto, o mais impressionante em A VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT é o amor. TUDO no livro gira em torno do amor. Para o bem ou para o mal, as pessoas são impelidas a agir por esse sentimento, seja por amor a pais, mães, filhos, irmãos, amigos, amantes, homens, mulheres, não importa, o amor é a palavra chave que define praticamente todas as atitudes tomadas no livro.

Eu poderia escrever mais umas dez páginas sobre esse livro incrível, contudo, nenhuma palavra faria jus ao formidável enredo criado por JOËL DICKER. É preciso ler para sentir. Então, só posso finalizar essa resenha dizendo: LEIAM A VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT para ontem se possível! <3 <3 <3 



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5 comentários:

  1. Desde de a turnê Intrínseca esse livro me chamou a atenção, mas faltava ainda alguma coisa para eu dizer "O que estou fazendo que ainda não li esse livro?"
    A sua chamada no FB para ler a resenha, então, me deixou decepcionada com minha falta de tato e pegar esse livro assim que vi na livraria. Que ódio de mim. rsrsrsrsrs
    Vou tentar a sorte no sorteio se não vou correndo na livraria mais próxima.

    Bjs,
    Garotas de Papel

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    1. Thi, se não ganhar, compra sim! É muito foda! <3

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  2. Mari, vou te confessar que não tinha interesse por esse livro porque a capa não me me motivou a ler a sinopse. Mas agora quero ele pra ontem! Fiquei super empolgada com seus comentários. Ótima resenha.

    Abraço!
    http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/

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  3. Oi Mari! Quando vi a capa e o nome, nunca imaginei que iria me interessar. Mas ai vi que você gostou tanto, li a sinopse, e já por ali me interessei. Nunca pensei que seria um suspense, que tivesse uma investigação e tudo mais. Mas estou muito curiosa, e nem o tamanho do livro me desanimou (ando com uma preguiça de pegar livros grandes, penso sempre que no tempo de ler um poderia ter lido outros dois, ai acabo não lendo rs).
    Estou curiosa para saber como o autor conseguiu escrever uma história tão bem encaixada, e mostrado o lado humano de todos os personagens, fazendo com que o leitor desconfiasse sempre de todos. A vontade de ler está imensa rs.

    Beijos,
    Adri Brust
    http://stolenights.blogspot.com

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    1. Adri, tenho certeza que você vai amar e achar hiper fodão!

      Bja

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