3 de abril de 2014

RESENHA: TUDO PODE MUDAR - Jonathan Tropper (Ed. Arqueiro)



Oi, gente!

Hoje vou falar sobre TUDO PODE MUDAR, que foi o primeiro livro do JONATHAN TROPPER que a ARQUEIRO lançou por aqui.

Tudo pode mudarTUDO PODE MUDAR
JONATHAN TROPPER
Editora: ARQUEIRO              
Ano: 2012                
Nº págs: 288   
Gênero: Drama

SINOPSE: Zack é o mais velho dos três filhos da família King, despedaçada quando o pai, o excêntrico e irresponsável Norm, sumiu da vida de todos. Durante os anos seguintes, Zack moldou sua personalidade para que jamais se parecesse com ele. Assim, se tornou um homem pacato e conservador. Ele tinha consciência de que se acomodara a uma situação conveniente: morava de favor na casa de um amigo rico, tinha um emprego medíocre mas estável e estava noivo de uma mulher por quem não era apaixonado. Apesar disso, sentia-se relativamente feliz com sua vida. Certo dia, Zack encontra sangue em sua urina e, após realizar alguns exames, passa a suspeitar de que sofre de câncer. Atordoado com a possibilidade da morte iminente e assustado com o casamento que se aproxima, ele começa a questionar suas escolhas e a perceber a fragilidade daquela vida falsamente estruturada. Para complicar ainda mais a situação, sua relação com Tamara – viúva de seu melhor amigo – adquire uma proximidade perigosa. A atração entre os dois é irresistível e, ao mesmo tempo, proibida. Sua confusão emocional atinge o auge quando Norm reaparece, disposto a fazer qualquer loucura para conquistar o perdão da família. Enfrentando tantos problemas ao mesmo tempo, Zack perde o controle de suas emoções pela primeira vez. Ele precisa lidar com a possibilidade de ter uma doença fatal, o medo de magoar Hope, a paixão platônica por Tamara, a sensação de fracasso profissional e os sentimentos conflitantes em relação ao pai e a si mesmo. Com muito humor e sensibilidade, Jonathan Tropper conta uma história de amor, traição, perdão, recomeço e a chance de se criar uma vida nova em meio ao caos.

Meu primeiro contato com o autor foi através de SETE DIAS SEM FIM. Fiquei encantada com a forma de TROPPER narrar, ora sendo engraçado e arrancando gargalhadas, e ora sendo dramático a ponto de fazer com que eu derrubasse lágrimas e mais lágrimas, mas o fato é que do primeiro ao último instante o livro foi incrível e me deixou vidrada. Diante disso, queria muito conferir outra obra do autor e resolvi ler o primeiro livro dele que foi lançado por aqui: TUDO PODE MUDAR.

Obviamente, depois de um primeiro contato tão magnífico, fui com uma enorme expectativa na leitura, e não é que me decepcionei, mas não encontrei os mesmos elementos que me encantaram tanto como em SETE DIAS SEM FIM. Na verdade, os mesmos elementos estão nas páginas do livro, sim, humor e drama se mesclam de uma forma incrível, o problema é que mesmo com os mesmos elementos, não consegui sentir que o livro me fisgou. Não estou dizendo que TUDO PODE MUDAR foi uma leitura ruim, porque não foi, mas não posso deixar de comparar com SETE DIAS SEM FIM, e é nessa comparação que o livro perde MUITO, pois não conseguiu me envolver e me deixar ansiando por mais e mais páginas, pelo contrário, li querendo que terminasse logo e quando cheguei ao fim, não senti falta de nada nem ninguém.

Achei muito do drama abordado no livro exagerado, mesmo porque uma das situações que poderiam ter levado às lagrimas e feito o coração doer não chegam verdadeiramente a acontecer, portando, o drama foi meio #fail.

Mas minha verdadeira decepção ficou por conta do protagonista. Enquanto Judd Foxman foi um homem incrível e inesquecível em SETE DIAS SEM FIM, Zachary King, protagonista de TUDO PODE MUDAR, foi um sujeito muitas vezes boçal, previsível e totalmente esquecível. Aos 32 anos ele se comporta como um adolescente que ainda não sabe o que quer da vida. Odeia o emprego, tem dúvidas em relação ao que sente pela noiva, mas enrola a moça até o último segundo, e tenta contar sua história de um jeito que faça o leitor ter pena dele e entender as razões que o levaram a tomar muitas das atitudes idiotas que tomou.

Para mim não colou. Continuei a vê-lo como um homem imaturo e inseguro. Alguém que não crescia, não evoluía e jogava no passado as razões de não conseguir prosseguir no presente e não conseguir pensar em um futuro.

Claro que acredito que um trauma de infância possa ter mexido com a vida de um personagem, até mesmo em TUDO PODE MUDAR percebi que um dos irmãos de Zac ficou realmente magoado e traumatizado com o que aconteceu na infância dos meninos e carregou isso por toda a vida, mas Zac não me convenceu com essa mesma desculpa. Não sei explicar as razões, mas um irmão conseguiu me convencer que um fato marcou sua vida, e Zac, talvez por tentar explicar demais, por tentar se justificar demais e tudo o que o envolvia ser demais, não conseguiu.


Tirando Zac e suas milhares de incertezas, que poderiam bem colocá-lo como uma personagem feminina de algum chick lit, o livro foi ótimo, mas eu esperava mais de TROPPER. Na verdade, não esperava nada menos que um protagonista nos moldes de Foxman. Por enquanto, minha relação com o autor está 1X1. Preciso ler logo COMO FALAR COM UM VIÚVO para fazer o desempate.


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3 comentários:

  1. Só vim saber desse livro quando o vi na sua "Caixa de Correio", embora Ste Dias Sem Fim esteja na minha lista a um bom tempo. Seus comentários me deixaram bastante dividida, acho que vou colocá-lo na lista de talvez. Ótima resenha.

    Abraço!
    http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Gabis, leia ele antes de Sete Dias Sem Fim, pq se ler Sete Dias... antes, xiiii, vai ter a mesma decepção que eu, rs.

      Bjs

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