Oi, gente.
Hoje vou falar
sobre o último livro que a ARQUEIRO
lançou do JAMES PATTERSON: FELIZ NATAL, ALEX CROSS.
SINOPSE: É véspera de Natal, tempo de paz e fraternidade Infelizmente nem todos
pensam assim. Após deter um ladrão que estava roubando a caixa de doações da
igreja, tudo o que Alex Cross quer é ter uma noite feliz com sua família. Mas,
para tristeza de seus filhos, de Bree e de Nana Mama, o detetive será convocado
para solucionar não apenas um, mas dois casos no feriado. Numa bela mansão, uma
família é mantida refém Alex atravessa a cidade rumo a uma das regiões mais
nobres de Washington. Henry Fowler, um famoso advogado que viu sua vida e sua
carreira serem arruinadas, ameaça matar os filhos, a ex-mulher e seu novo
marido. Psicótico e viciado em metanfetamina, Fowler precisa ser detido. Mas a
pergunta que não sai da mente do psicólogo que habita em Cross é: o que faria
alguém tão bem-sucedido afundar dessa maneira? Envenenamento e terror na
estação de trem Convocado às pressas pelo FBI, Cross terá que capturar uma
antiga inimiga: a terrorista Hala Al Dossari, que foi reconhecida por uma das
câmeras da Union Station. Em pouco tempo acontecem mortes e explosões. Mas será
esse ataque seu único objetivo? Ou tudo fará parte de um plano maior, capaz de
gerar uma catástrofe nacional?
Gosto muito do PATTERSON, mas tenho o pé meio atrás em
relação à série do Alex Cross, pois já foram dois livros que não me agradaram,
e infelizmente, três, com FELIZ NATAL,
ALEX CROSS.
A narrativa do
autor é bastante simplista, sem rodeios e quase sem detalhes. Não é aquele tipo
de livro policial que aprofunda em situações e em personalidades, nem que conta
com um grande enredo, mesmo assim, acho suas narrativas divertidas e gosto de
acompanhar todas as suas séries, mas FELIZ
NATAL, ALEX CROSS, foi duro de engolir.
O livro apresenta
duas tramas: Henry Fowler, famoso advogado, que decaiu na carreira e resolveu,
na véspera de Natal, invadir a casa da ex-esposa para matar ela, seus filhos e
o atual marido; e Hala Al Dossari, uma terrorista que no dia de Natal é
reconhecida por uma câmera de segurança.
A questão é que
pensamos que de alguma forma esses dois casos irão se conectar, mas isso não
acontece. O livro deveria ser apresentado como um livro com dois contos, pois
tirando a presença de Alex Cross e o Natal, nada indica que é uma narrativa
única.
A história do
advogado tem uma premissa interessantíssima, mas um desenvolvimento
extremamente fraco e ridículo. Quando foram revelados os motivos que levaram
Fowler a manter a família refém e querer assassiná-los, fiquei besta com
tamanha bobagem. Simplesmente sem pé nem cabeça. A história não convenceu, o
personagem pareceu mais idiota do que já estava sendo e o encerramento foi
abrupto e boçal.
Já na história da
terrorista, algumas páginas a mais foram dedicadas à narrativa, mas mesmo assim
não salvou. Igualmente fraca e desconexa. Já não gosto de livros com
terroristas, mas quando eles se apresentam tão rasos, fico com a sensação de
ter perdido tempo.
A verdade é que os
dois casos foram apresentados apenas para mostrar um mimimi desnecessário na
casa de Cross na véspera de Natal e no dia. O enfoque do livro foi na falta que
Cross fez a família na comemoração da data e o quanto eles reclamaram com
saudade do pai, marido e neto. Prova disso foram as resoluções banais dos dois
casos para que Cross pudesse voltar a tempo de passar algum momento do Natal
com a família. A sensação foi de haver uma boa premissa para desenvolver as
histórias, mas que precisaram ter um final contado de qualquer jeito para
mostrar que Cross, mesmo sendo tão ocupado e solicitado, é um tipo de
super-homem que consegue resolver tudo a tempo de voltar para casa.
FELIZ NATAL, ALEX CROSS foi o segundo
pior livro do PATTERSON que já li.
Só perde para A LUA DE MEL. E apesar de continuar seguindo todas as séries do
autor, preciso dizer que em relação à série Alex Cross, agora vou ter os dois
pés atrás.
FICHA DO LIVRO
JAMES PATTERSON
Editora: ARQUEIRO
Ano: 2013
Nº págs: 176
Gênero: Policial













