12 de agosto de 2015

RESENHA: FRAGMENTADOS - Neal Sgusterman (Ed. Novo Conceito)



Olá, pessoal.

Estou de volta com mais uma resenha da NOVO CONCEITO. Dessa vez com mais um lançamento 5 estrelas da editora: FRAGMENTADOS do NEAL SHUSTERMAN.

Fragmentados FRAGMENTADOS
NEAL SHUSTERMAN
Editora: NOVO CONCEITO              
Ano: 2015
Nº págs: 368
Gênero: Distopia

SINOPSE: Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria . Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.


Ok, preciso tomar fôlego antes de começar essa resenha. Que FRAGMENTADOS tem uma sinopse interessantíssima não há dúvidas, mas o livro é MUITO melhor que sua sinopse indica! Terminei essa leitura ASSOMBRADA pela criatividade de NEAL e por ele ter conseguido inserir questionamentos tão amplos, filosóficos e reflexivos em seu enredo.

Uma das coisas que mais gostei em FRAGMENTADOS foi a participação religiosa. Eu sempre gosto bastante quando o aspecto religioso é abordado em algum livro e aqui achei que o autor desenvolveu o tema de forma soberba e de deixar muita gente de queixo caído.

Outro ponto que me deixou embasbacada foi a discussão que NEAL conseguiu inseria acerca de corpo, alma e espírito. Sério, achei uma das partes mais fascinantes e mais importantes do enredo. Foram opiniões de personagens que me levaram a reflexão e a ter opiniões bastante controversas sobre o assunto, isso porque NEAL trabalhou seu enredo de forma a realmente nos confundir, pois muitos são aqueles que acreditam que os fragmentados ainda vivem, afinal, suas partes pertencem aos corpos de outras pessoas, e muitos são os que acreditam que eles vão para morte, afinal, sua consciência como pessoa única deixa de existir, assim como sua alma. Vou ser sincera, os argumentos usados por ambos os lados foram tão válidos, que muitas vezes me vi como uma bolinha de pingue-pongue, indo de um lado para o outro, dependendo da perspectiva de cada um. E vou dizer, esse foi o tipo de situação complicadíssima de se tomar um lado.

Se o enredo já é fabuloso, os personagens deram um show à parte, pois são misturas de várias características, pensamentos e caracteres, cada um pensando de um jeito sobre a fragmentação, cada um aceitando seu destino de forma diferente.

Além desse aspecto principal, o autor abordou como alguns bebês chegaram a suas futuras famílias pela cegonha. Achei bastante interessante ele pegar um mito tão infantilizado e transformar em algo possível, real e ao mesmo tempo tão triste. Aliás, acho que toda distopia é um pouco triste, pois a gente reclama da situação do mundo, mas é só ao ler um livro desses, em que o caos se estabelece no planeta, que realmente percebemos o quão pior tudo pode ficar.  


Fiquei interessada por FRAGMENTADOS, mas em momento algum imaginei que seria um livro tão grandioso quanto foi, que abordaria assuntos tão importantes e impactantes quanto os que abordou, nem que seria tão sincero ao expor tantas realidades. Por tudo isso, dei 5 estrelas e minha estante ganhou mais um favorito. NEAL, claro, ganhou mais uma fã. Quero ler mais livros desse homem! 


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8 comentários:

  1. Estou MUITO ansiosa para esse livro. Comprei semana passada ele e não vejo a hora de ler, pois parece ser bem interessante, além de ser uma distopia!
    E um pequeno detalhe: capa linda!
    Sua resenha só me deixou mais ansiosa.
    Bjss

    www.umolhardeestrangeiro.blogspot.com

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  2. Estou louca por esse livro! É meio macabro isso das partes em outros corpos, não? Sou daquelas que ia ler arrepiando em algumas partes kkk E, pela sua resenha, acho que irei gostar o livro, pois, pelo que tenho percebido temos opiniões bem parecidas sobre livros.
    Beijos!
    P.S.: Minha internet caiu na hora que estava enviando o comentário pro TOP no formulário, e a página mudou, então não sei se foi certinho, poderia olhar pra mim, por favor? Comentei e enviei todas as postagens. Grata!

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  3. É, parece ser um livro interessante. Agora, sobre o aspecto religioso, cada um pensa como quer. Eu não me permito ser influenciado. Tenho minhas convicções cristãs.
    Abraço. Retribui postando um recado em meu blog.

    http://vitrinedoautor.blogspot.com.br/

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  4. Oi Mari!!
    Eu confesso que quando vejo livros assim que são super elogiados, eu tenho que esperar um pouco para lê-lo. Porque minhas expectativas ficam lá em cima!!
    Ainda mais quando o tema é pesado, nunca tinha visto nenhum livro sobre crianças fragmentadas. Mas me interessei muito!!!
    Beijos!!
    umlugarparaleresonhar.blogspot.com

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  5. De não faço questão de ler, para preciso ser.
    Você abordou aspectos da narrativa que me deixou curiosa. Estou um pouco saturada de distópias que envolvam jovens, o que é grande maioria, porém vou dar uma chance a esse.

    Bjs,
    http://garotasdepapel.blogspot.com.br

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  6. De não faço questão de ler, para preciso ser.
    Você abordou aspectos da narrativa que me deixou curiosa. Estou um pouco saturada de distópias que envolvam jovens, o que é grande maioria, porém vou dar uma chance a esse.

    Bjs,
    http://garotasdepapel.blogspot.com.br

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  7. Mari!
    Acabei de ler Fragmentados gostei demais...
    Gostei demais, achei uma das distopias mais diferenciadas que li.
    E me questionei sobre vários aspectos...Não aceito essa tal lei da fragmentação, porém amei o livro.
    “Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos.”(William Shakespeare)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista!

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  8. Mari, já li Fragmentados e o que mais me chamou atenção é a forma como o autor vai interligando a trama de todos os personagens para convergir naquele final brilhante. Me senti um pouco angustiada em alguns partes e confesso que apesar de concordar com você sobre a questão filosófica esse não foi um ponto que me chamou completamente atenção, pois eu formei uma opinião a cerca do assunto devido ao que li. E sim, a narrativa tem um que de tristeza, tanto neste quesito da cegonha quanto na lenda que ele aborda em um determinado momento, acho que vc deve entender do que estou querendo dizer. Eu simplesmente amei essa distopia e não vejo a hora de ler mais!

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