23 de novembro de 2013

INDICAÇÃO: Stephen King e Suma de Letras



Oi, gente!

Vim aproveitar o fim de semana para fazer duas indicações para vocês:

A primeira: A BATALHA DA COLINA DE JERICÓ, o vol. 5 da HQ da TORRE NEGRA do STEPHEN KING.


A Suma mantém um trabalho extremamente caprichado nessa HQ, como vocês podem confirmar pelas imagens.

 



A segunda: já que estamos falando de KING... Mais uma indicação do mestre: CARRIE, A ESTRANHA.

Esta semana recebi a nova edição do livro, que ficou LINDA!

Tirei algumas fotos para comparar a edição antiga, da OBJETIVA, com essa nova, da SUMA:


Adorei as folhas amarelas...
 

O tamanho da fonte é o maior diferencial. Antes as letras eram espremidinhas, o que tornava a leitura terrível; agora, temos uma fonte extremamente confortável \o/

 

Tive até vontade de reler, mas, como também recebi CHRISTINE, que ainda não li, não vou fazer essa releitura tão breve. Mas acredito que todos conheçam a história do livro. Faz muitos anos que li CARRIE, mas é o tipo de história que não esquecemos jamais. Lembro que quando li não pensei em momento algum que o livro fosse de terror, e sim um drama extremamente bem elaborado e trabalhado. Senti muita pena de CARRIE e achei muito bem feito o que ela fez ao final, afinal, toda ação provoca uma reação, e a menina ficou muito tempo sem reagir.

Carrie é uma personagem fantástica, que emociona com sua triste história de vida. Foi por ter me envolvido demais no psicológico da personagem que passei a ver a história através de seus olhos, da sua tristeza e dor, por isso, para mim, CARRIE sempre vai ser um drama, desses bem intensos que mexem com o emocional do leitor.

 Sobre as adaptações de Carrie, muita gente critica (inclusive essa nova), dizendo que são fracas como filme de terror. Acredito que se retratassem o filme como um drama sobrenatural a rejeição e as criticas negativas seriam menores. Apesar que sou suspeita pra falar, pois ADORO a versão do de Palma.

 Vejo Carrie como uma garota infeliz, que sofreu muita humilhação e simplesmente não aguentou mais. Sinto dizer, mas adoro que ela tenha usado seus poderes para dar um basta na situação que vivia. 


Mas leiam e venham me contar o que acharam. 

22 de novembro de 2013

RESENHA: ADEUS À INOCÊNCIA - Drusilla Campbell (Ed. Novo Conceito)



Oi, pessoal

Hoje vou falar sobre ADEUS À INOCÊNCIA, da DRUSILLA CAMPBELL, o quarto livro dos lançamentos de outubro da NOVO CONCEITO que li.

Adeus à InocênciaSINOPSE: Madora tinha 17 anos quando Willis a “;resgatou”;. Distante da família e dos amigos, eles fugiram juntos e, por cinco anos, viveram sozinhos, em quase total isolamento, no meio do deserto da Califórnia. Até que ele sequestrou e aprisionou uma adolescente, não muito diferente do que Madora mesmo era, há alguns anos... Então, quando todas as crenças e esperanças de Madora pareciam sem sentido — e o pavor de estar vivendo ao lado de um maníaco começava a fazê-la acordar —, Django, um garoto solitário, que não tinha mais nada a perder depois da morte trágica de seus pais, entrou em sua vida para trazê-la de volta à realidade. Quem sabe, juntos, Django, Madora e seu cachorro Foo consigam vislumbrar alguma cor por trás do vasto deserto que ajudou a apagar suas vidas?


Após ler a sinopse desse livro fiquei muito interessada. Pensei que estaria diante de um livro fantástico, emocionante, cheio de drama e muito intenso, mas não foi bem isso que encontrei L

A narrativa de DRUSILLA é bastante fluida e a leitura é rápida, mas não há nada no livro que emocione, cative ou nos instigue. Os personagens são fracos e até apáticos. Madora, a personagem principal, é alguém que chega a dar nos nervos. Ela era uma garota sem perspectiva nenhuma de vida, que vivia drogada e que acredita ter sido salva por Willis. Obviamente, por ter essa crença no rapaz, ela aceita de cabeça baixa todas as ordens e vontades dele. Aceita até cozinhar e limpar o trailer de Linda, a garota grávida que Willis mantém em cativeiro. O problema é que Madora é tão estúpida que não percebe que a garota foi sequestrada, e acredita piamente que Willis a mantém ali para ajudá-la.

Sabe quando uma história não convence e os personagens menos ainda? É isso que acontece com ADEUS À INOCÊNCIA. Nada na narrativa é verossímil, tudo soa demasiado falso e absurdo. A garota fica mais de seis meses presa no trailer e Madora não percebe que aquilo não é normal? Willis é um porco arrogante e ela acha normal o tratamento degradante porque o ama e acredita na pessoa boa que ele é? Irreal demais!

A pior parte é que Madora só começa a cair na real quando Django, um garoto de 12 anos, aparece em sua vida para salvá-la. É ele quem começa abrir os olhos da dela a respeito de Willis e sua personalidade, mas é algo que também não convence, pois o menino tivera apenas um contato com o rapaz e já pareceu ser o detentor do saber da psique humana. O universo que cerca a vida e o passado de Django parecem ter sido abordados exclusivamente para explicar o porquê de o garoto estar ali, para dar uma justificativa de ele ter aparecido na vida de Madora.

No livro Willis é descrito como um sociopata, não sei se por já ter lido muitos livros com sociopatas, ou por ter esperado algo muito mais pesado de ADEUS À INOCÊNCIA, achei que tal denominação não correspondia ao rapaz. Sim, ele tem um desvio de caráter, e personalidade, é “abilolado” e cheio de traumas com seu passado, mas classificaria o personagem com algum tipo de insanidade, sociopata achei muito forte para o pouco que o personagem é e representa.

Ridículo também foi expor que ele tinha uma boa lábia, e por isso convencia Madora a fazer tudo o que ele queria e aceitasse viver nas condições que ele impunha. Não, o personagem não tem uma grande lábia, se tinha, a autora esqueceu de expor isso ao leitor, e só lembrou de nos colocar frente a um personagem tosco e uma menina perdida, sem noção e que dizia amém a um homem por medo de ficar sozinha.


Já gostei de vários livros que detestei os personagens principais, isso porque eles tinham um enredo que eram muito maior que as pessoas que estavam ali, mas em ADEUS À INOCÊNCIA, além de não conseguir gostar de nenhum dos personagens, nem o enredo salvou. A premissa era maravilhosa, mas a autora não soube desenvolver de forma profunda, instigante e ao mesmo tempo chocante. Ela se contentou com uma narrativa simplista, algumas vezes repetitiva e sem emoção alguma, mas eu não. Com um tema desses, esperava que ADEUS À INOCÊNCIA fosse um livro de arrasar e que entraria para a lista de melhores do ano, entrou foi para a de piores. Fraco, extremamente fraco. Não recomendo.




FICHA DO LIVRO

ADEUS À INOCÊNCIA
DRUSILLA CAMPBELL
Editora: NOVO CONCEITO
Ano: 2013                   
Nº págs: 272
Gênero: Drama

21 de novembro de 2013

RESENHA: PERDÃO, LEONARD PEACOCK - Matthew Quick (Ed. Intrínseca)



Boa tarde, pessoal.

A resenha de hoje é sobre um livro que me chocou e ao mesmo tempo me emocionou de tal forma que me fez ficar em palavras: PERDÃO, LEONARD PEACOCK, do MATTHEW QUICK, lançado pela INTRÍNSECA.
  

Perdão, Leonard PeacockSINOPSE: Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto. 



Preciso dizer que esse ano a INTRÍNSECA se superou com livros que mexiam com o emocional do leitor. Foram tantos livros da editora que me deixaram perturbada e perplexa que poderia fazer uma lista. PERDÃO, LEONARD PEACOCK faz parte dessa liste e é um enredo que emociona e fascina.

LEONARD PEACOCK é um homicida suicida que resolve nos narrar sua vida e sua decisão. O personagem é um adolescente, que tem um terrível trauma de infância e que se encontra em seu limite. Sem saber como seguir em frente por causa do que passou, ele decide que é hora de dizer adeus, mas também decide que é hora de punir o culpado por seu sofrimento, um ex-melhor amigo.

A premissa do livro é basicamente essa, mas Leonard é um adolescente inacreditável! A começar pelo dom da palavra. O garoto constrói frases inteligentes, diálogos marcantes, e se expõe de forma totalmente aberta ao leitor. Seu vocabulário é riquíssimo, ele é extremamente culto e cheio de opiniões sobre os mais diversos assuntos.

Leonard foi negligenciado pelos pais, e a mãe mal sabe que o garoto existe. Ela faz de tudo para afastar-se dele. O interessante é que durante boa parte da narrativa achei que o personagem exagerava e dramatizava seu relacionamento com a mãe, que era coisa de adolescente, porém, após Leonard passar por um grave surto e um professor ajudá-lo, e entrar em contato com essa mãe, vamos percebendo que ela é ainda pior do que o garoto expõe.

QUICK trabalhou lindamente na figura do professor de Leonard. Um homem que suscita o pensamento reflexivo em seus alunos, e que não os trata como meros copiadores daquilo que um professor vomita. Exatamente por isso é que Leonard se torna um personagem tão grandioso e singular em seus posicionamentos. O autor ainda foi muito feliz em inserir esse professor em aulas sobre o Holocausto, pois, em suas colocações, faz não apenas que seus alunos tenham uma opinião sobre os assuntos abordados, mas o leitor também. Além disso, esse professor esconde seus braços em camisas de manga comprida, o que suscita uma enorme curiosidade em Leonard e em nós, pois sabemos que ali tem um segredo.

Leonard mantém uma relação belíssima com o professor e tem um respeito sem igual para com ele. Além disso, com o passar das páginas, eles vão estreitando as relações e conhecendo mais um do outro. É com ele que Leonard se sente a vontade para contar o que o perturba e atormenta desde a infância, e é nessa conversa que vamos descobrindo o que existe por trás da melancolia, tristeza e agonia de Leo. Preciso dizer que o personagem tem razão de ser assim. Claro, não que ele está certo em querer matar um ex-colega ou a si mesmo, mas conseguimos compreender porque ele chegou a um extremo tão tenso. Além disso, a relaxada mãe contribuiu imensamente para as decisões que o adolescente tomou.

PERDÃO, LEONARD PEACOCK é o diário de um adolescente problemático, mas ao mesmo tempo fascinante e intenso. É impossível ler e não compreender todos os sentimentos de Leo em relação àqueles que o cercaram a vida toda.


QUICK escreveu um livro extremamente profundo sobre um tema bastante pesado, mas de um jeito bastante singular, que nos faz refletir sobre as atitudes do personagem em muitas situações. Da primeira a última linha, Leo me conquistou. ADOREI o livro. Sem dúvida mais um 5 estrelas na estante.


FICHA DO LIVRO

PERDÃO, LEONARD PEACOCK
MATTHEW QUICK
Editora: INTRÍNSECA                      
Ano: 2013                  
Nº págs: 224
Gênero: Drama



20 de novembro de 2013

RESENHA: A FERA INTERIOR - Lotte & Soren Hammer (Ed. Vertigo)



Boa tarde, pessoal!

Hoje teremos a primeira resenha da nova parceira do blog, a editora VERTIGO. A VERTIGO é um selo da AUTÊNTICA voltado para livros policiais. Imaginem minha felicidade ao ver esse selo criado e ainda mais ao conseguir a parceria *_* O primeiro livro que recebi para resenha foi A FERA INTERIOR, dos irmãos dinamarqueses LOTTE & SOREN HAMMER.

A Fera InteriorO livro chegou ontem e imediatamente comecei a leitura. Já sabia do que se tratava, pois está na contra-capa e na sinopse, no entanto, para vocês não vou revelar, acho que a leitura será mais prazerosa, instigante e surpreendente se vocês não souberem, portanto, NÃO LEIAM A CONTRA-CAPA NEM A SINOPSE.

Confesso que quase desisti do livro. Tenho um acordo comigo mesma que se um livro não engrena até a página 100 posso desistir. E até essa página A FERA INTERIOR não engrenava de jeito nenhum. A narrativa foi lenta e arrastada. Eu lia, lia, lia e parecia não sair do lugar. Leio super rápido, mas demorei mais de duas horas para ler essas 100 páginas. Aí comentei com meu namorado que o livro era extremamente chato e que pensava em abandonar, e ele disse para ler mais um pouquinho. Decidi então que leria até a página 150, e se mesmo assim continuasse com as mesmas impressões, desistiria. Mas prosseguir com a leitura foi a melhor coisa que fiz! De repente a história deu uma guinada, passou-se a ter muita ação e especulação, e a monotonia foi totalmente deixada de lado \o/

A partir desse momento me vi engolida pela narrativa dos irmãos HAMMER. Como disse acima, não vou falar sobre o tema que o livro aborda, mas as estatísticas mostradas em A FERA INTERIOR são assustadoras e alarmantes, o que por diversas vezes nos faz ficar ao lado dos “bandidos”. Os “bandidos” nesse caso são um grupo de pessoas que por um trauma ou tragédia em comum, se uniram para assassinar um determinado tipo de criminoso. Eles são como justiceiros, e após cometerem seus crimes, conseguem a atenção da mídia e do país inteiro para repensarem no assunto tão polêmico que assola a Dinamarca.

A situação é bastante triste e chocante. A forma como os irmãos conseguiram explorar um debate social tão forte em um livro policial foi fenomenal. A narrativa causa um enorme impacto social em quem lê. Imagino o que causou aos dinamarqueses ao se depararem com tal enredo. Não bastando o tema abordado já ser tão forte e pesado, os irmãos ainda desnudam ao leitor as leis da Dinamarca para tais atos, o que nos deixa ainda mais perplexos, pois as penalidades são mínimas e não há rigor algum no tratamento desses criminosos.

Em relação aos personagens, os irmãos criaram dois grupos realmente fantásticos. De um lado os policiais, que fazem de tudo para descobrir os crimes; e do outro os assassinos, que têm uma história de vida marcante, triste e que nos faz pensar se não agiram com a razão.

Não posso dizer que torci para que o crime fosse solucionado, e esse foi o fator que mais gostei em A FERA INTERIOR. Todo leitor de livro policial quer ver a resolução final do caso e os culpados sendo punidos, mas dessa vez eu quis que a polícia falhasse e que não conseguisse chegar aos assassinos, pois, em meu ponto de vista, eles não estavam tão errados em sua vingança. Claro que sou contra fazer vingança com as próprias mãos, mas, diante de uma política tão suja como a dinamarquesa, e de leis tão brandas para punir o tipo de crime tratado no livro, não consegui não ficar ao lado dos assassinos. Pensei por diversas vezes que se fosse comigo, ou algum familiar, e se a justiça não tomasse posição, o que faria. E é exatamente por isso que não condeno as atitudes do grupo de assassinos. Quando o Estado falha em prover assistência a seu povo, é preciso usar de artifícios para chamar atenção para um determinado problema. Obviamente, em um país com leis mais rigorosas, as pessoas não tenderiam a chegar a uma situação tão extrema para conseguir punir seus culpados.

Apesar de torcer para a polícia falhar, devo admitir que os personagens que compõe o grupo de investigadores são incríveis. A história de vida deles, a personalidade de cada um, a inteligência e o companheirismo, chamam muito a atenção. Provavelmente, em um livro com crimes comuns, estaríamos torcendo por eles e investigando com eles. Simonsen, o inspetor principal, é uma grande figura, o tipo de detetive que com certeza marca. Ele está sempre um passo a frente e tem uma inteligência fora do comum. Além disso, como todo bom detetive, ele também tem sua tragédia pessoal, o que humaniza mais o personagem e o aproxima do leitor.

Apesar de contar com grandes personagens, A FERA INTERIOR é um livro que chama atenção pelo tema de seu enredo. Mesmo que nenhum personagem salvasse e que todos fossem tediosos, ainda assim teríamos um incrível enredo em mãos, uma história sobre a luta para acordar um país diante a impunidade para um crime tão grave e absurdo.


A FERA INTERIOR é um livro fantástico, que preenche seu papel tanto como livro policial, quanto como alerta social. Dizer que é recomendadíssimo é pouco! Quero dar 11 estrelas! 





FICHA DO LIVRO

A FERA INTERIOR
LOTTE & SOREN hAMMER
Editora: VERTIGO
Ano: 2013                   
Nº págs: 448
Gênero: Policial
Coleção: Scandi Crime (azul)

Os livros da VERTIGO são separados por cores:
- Azul: para os Scandi Crimes (literatura escandinava)
- Laranja: Thrillers
- Vermelho: Policial de Época