21 de setembro de 2014

AS CHATICES DA MARI #5 - Eu e o Seriado DUPLA IDENTIDADE



Hei, gentes!

Há quanto tempo que não faço o CHATICES DA MARI! Não foi porque deixei de ser chata, mas é que não encontrei coisas com as quais implicar e compartilhar com vocês. Essa semana isso mudou por causa do seriado DUPLA IDENTIDADE, e vou contar as razões agora.


Acredito que a grande maioria que acompanha o blog sabe que sou fascinada por literatura policial. A ela, somam-se também os filmes e séries do gênero. Por isso, quando a GLOBO anunciou o seriado DUPLA IDENTIDADE, tive um ataque de felicidade.

Para vocês terem uma noção, a ansiedade foi tanta que na sexta-feira, dia 12, tive um pequeno ataque porque a GLOBO não estava pegando. Arrumei antena daqui, dali e sem funcionar, liguei pra Sky. A atendente me ajudou, a imagem voltou, e tudo funcionou. A empolgação me consumia. Quando chegou à noite, fui no guia para poder reservar o programa, e encontrei no horário planejado para a série: O REBU. 

Como assim?


Primeira coisa que pensei: “caral*** a Sky não atualizou a grade!” Mas depois a ficha caiu, pensei que devia ter algo errado e vim conferir na net. Sim!, eu estava só uma semana adiantada¬¬ a série só iria iniciar na próxima sexta, dia 19.

Passei a semana contando os dias e a maldita sexta parecia que não ia chegar. Meu entusiasmo era ENORME! Estava doida para conferir a atuação do Gagliasso, que havia me impressionado bastante no papel de Tarso na novela CAMINHO DAS ÍNDIAS. 

A sexta finalmente chegou e pude conferir DUPLA IDENTIDADE.



RESULTADO: DECEPÇÃO!


Sabe quando comento com vocês que minha expectativa com um livro era enorme e o livro foi apenas morno? Pois é, foi a mesma coisa. Não que eu tenha odiado o seriado por completo, não foi isso. Algumas coisas eu amei, como por exemplo, o envolvimento político. ADORO séries policiais que envolvem políticos e suas sujeiras. Esse foi um aspecto que dou nota 10 para DUPLA IDENTIDADE. Outro ponto que gostei muito: a busca por ascensão do personagem do Marcelo Novaes. Gosto muito desses policiais dissimulados que pensam primeiro na carreira e depois em resolver os crimes, que primeiro querem apaziguar e manter as aparências, não envolver figuras ilustres em investigações, etc...

Débora Falabella foi outra que estava incrível <3 Os sorrisinhos que ela dava para o Gagliasso estavam impagáveis. Ela realmente parecia uma garotinha flertando e sonhando com um homem que a ela pareceu perfeito. Linda, linda, linda!

Quanto ao Gagliasso, terei que ver mais alguns episódios para formar uma opinião. Assim que a série começou vi um “Q” de Patrick Batemann nele, principalmente pelo fato de ele parecer bem sucedido em sua vida profissional, mas preciso ver mais para conferir se ele terá uma personalidade semelhante a do protagonista do excelente PSICOPATA AMERICANO, escrito pelo BRET EASTON ELLIS, contudo, este tinha como a maioria de suas vítimas mendigos e prostitutas, já o personagem de Gagliasso parece ter um plano bem ambicioso e muito mais ousado, uma vez que um político proeminente está envolvido em sua elaborada estratégia e ele mesmo tem o céu como limite para seu futuro político. Como disse, tenho que assistir mais para opinar.

Não sei quem foi o responsável por cuidar de alguns detalhes da série, mas a pessoa que colocou Gagliasso com o gesso no pé para assassinar Mariana, ganhou minha simpatia. Repararam que ela era amante do político que estava com o mesmo tipo de gesso no pé? Claro que por estar convivendo com alguém nessa situação a vítima se veria compelida a ajudar. Foi um detalhe muito bem pensado e que me deixou com um sorriso de satisfação.

Todos esses pontos fizeram com que eu gostasse bastante da série, e é por causa deles que vou continuar assistindo. Mas vocês devem estar se perguntando por qual razão então eu trouxe o tópico para a seção AS CHATICES DA MARI  e por que disse que me decepcionei se até agora só elogiei. Foram dois os motivos:

Um: Luana Piovani. Caraca, eu ADORO a atriz! Adoro os papéis que ela faz, acho ela um sarro. Uma pessoa divertida, engraçada e choro de rir com as críticas que ela faz nas redes sociais a outras personalidades, mas não achei que ela foi a escolha certa para o papel. Simplesmente a achei morna na pele de Vera. Ela não me convenceu como profiler, principalmente por causa de sua entonação. Senti que a personagem é meio robotizada, sem emoção. Ela é irônica, faz piada, fala sério, explica sobre a mente do criminoso, grita e chega botando banca, de forma SEMPRE igual! Não tem emoção, não tem impostação de voz, parecia que tudo foi falado da mesma forma. Poxa vida, ela é a estrela da série, então tem que brilhar! Não ficar dizendo “Sou uma policial e minha função é prender, não me rebaixar para a política” (ou coisa semelhante como ela disse) como quem diz “hoje é dia 21 de setembro e chove apesar do calor.” Achei que faltou emoção. Achei que faltou ler livros com profilers para compor a personagem e entender melhor como uma profiler se comporta. 

Aproveito aqui para puxar a sardinha para duas editoras parceiras que têm séries MARAVILHOSAS com profilers: a série DIANE SILVER da autora ANDREA H. JAPP (Ed. Vestígio) e a série OS ARQUIVOS DE BOWERS do STEVEN JAMES (Ed.Nacional). Confiram!


Ponto dois: as digitais. As MALDITAS DIGITAIS! A série inicia e logo é falado que o serial killer não deixa nenhuma pista. Tá, como assim? O cara mata sem luvas! Ele mata as mulheres, pega nelas, pega na roupa delas e "puff", como assim não deixa nada para trás? Tenho certeza que digitais ele deixou! Ok, sei que nos bancos de dados só ficam registradas digitais de criminosos e que se o cara não é fichado a digital não serve para nada, mas é uma série policial, a digital é praxe, ela deveria ao menos ter sido mencionada, mesmo que fosse para dizer: “Não corresponde a nenhum dos criminosos de nossos bancos de dados.”


Outra coisa, o personagem não usa nenhuma vestimenta especial na hora de matar e não esconde os corpos, sua intenção é a de que os corpos sejam encontrados. Ok, e ninguém encontra uma fibra da roupa dele no lugar de desova? Ele larga os corpos em uma floresta, F-L-O-R-E-S-T-A!, com certeza pisa nas folhas e no solo, mas, impressionantemente, não tem pegada! Em momento algum vi o personagem de meias ou com algum subterfúgio usado nos pés, o que explicaria a falta de pegadas. Se ele estava de sapato, qualquer que fosse, e ele estava, as marcas deveriam estar no chão! Era uma floresta! Aliás, certamente as pegadas estavam no chão, a polícia só não as mencionou, de novo. 



E o cabelo? Cabelo cai! Gente, o cara já matou 5 mulheres e não perdeu um único fio de cabelo perto da cena do crime? Por favor! (preciso URGENTE do nome desse anti-quedas!) Além disso, o Gagliasso é baixinho, a vítima de sexta era modelo, olha a altura da mulher! Tenho certeza de que ele sofreu pelo menos um pouquinho para levá-la, mesmo que não totalmente desacordada, até a floresta. Ele deve ter suado pelo menos um pingo, uma gotinha só!



Por último, nada foi falado sobre a arma do crime. Um assassino é considerado um serial killer quando mata mais de 3 vítimas com o mesmo modus operandi. Edu já matou 5 da mesma forma e não foi nem citado a arma do crime. De novo: como assim? Claro que eles podem já saber qual é a arma do crime, mas, de novo, não se tocou no assunto. Assim como não explicou em detalhes como ele pega as vítimas nem como as mata. Também não vi a polícia especulando quando ao perfil das vítimas. Parece que a preocupação é traçar apenas o perfil do assassino.

Estou sendo chata, eu sei, mas essas coisas me enlouqueceram e me irritaram ao extremo! Será que o pessoal envolvido em DUPLA IDENTIDADE nunca viu uma série policial? Gente, digitais e pegadas são as primeiras coisas que se procuram nas cenas do crime e nos corpos das vítimas. OMFG! Fiquei P* da vida com essas falhas.

Sei que esse foi só o primeiro episódio e que todas essas coisas podem ser trabalhadas nos próximos, mas o fato de o serial killer ter deixado tudo isso para trás e logo de cara a polícia afirmar que o cara não deixa nenhum vestígio me deixou enraivecida, porque ele deixou muitos, só não quiseram falar sobre eles.

Essa foi a primeira impressão que a série me passou. Espero de verdade que durante os próximos episódios os pontos citados sejam sanados e que eu me empolgue mais com DUPLA IDENTIDADE. Sim, vou conferir até o fim, mesmo que passar a odiar, e prometo que volto qualquer domingo para contar o que estou achando da série. Espero que vocês passem por aqui para conferir. 

Agora me digam, o que acharam desse primeiro episódio?


                                               MUITAS pistas... 

Bjão
E ótima semana para todos

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4 comentários:

  1. Até cheguei a pensar em assistir, Mari. Por ser uma série policial e por ter certeza que Gagliasso faria um serial killer perfeito. Mas quando descobri que é escrita pela Glória Perez desisti. Cedo ou tarde ela mela tudo. Mas se tem coisas tão promissoras espero estar errada. Ótimo texto.

    Abraço!
    http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/

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  2. Além dos erros que você citou, muito "didatismo." A Luana Piovani dizendo q serial killers são diferentes "dessa gente", que gente? Tipo "aparência simples?" E o maniaco do parque e tantos outros presos recentemente no Brasil? Há sim, psicopatas com trauma. Há serial killers que descobriram não sentir empatia por um defeito no sistema límbico do cérebro. E outros, talvez como esse Edu, com um prazer compulsivo de matar. Querer dar muita explicação dá nisso. Fui ler até trabalho acadêmico em inglês porque adoro desmontar os outros e no caso, era a autora do livro "mentes criminosas", que descobri uma série de erros. Também sou chata de galocha. Você observou esse aspecto e eu o outro. Se nós duas fôssemos escrever uma critica de grande circulação, iam nos matar.

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